Questões de Concurso Sobre português

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Q3631534 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Identifique a palavra correta nas opções entre parênteses das frases a seguir.

O prefeito teve seus direitos políticos (cassados/caçados) por corrupção.
Após comprovar embriaguez ao volante, o delegado decretou prisão em (flagrante/fragrante).
Sem a menor (descrição/discrição), o réu (infligiu/infringiu) todas as normas de respeito à autoridade judicial e comprometeu a (sessão/cessão/seção) de conciliação.

Assinale a alternativa que completam corretamente as frases. 
Alternativas
Q3631533 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Assinale a alternativa correta quanto à flexão e concordância verbal. 
Alternativas
Q3631532 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
A pontuação está correta em: 
Alternativas
Q3631531 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 1. 
Alternativas
Q3631530 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Sobre o texto 1, é correto afirmar que o autor: 
Alternativas
Q3631369 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

O texto aborda o fenômeno do rust out e suas implicações na vida profissional e institucional, destacando causas, características e consequências.


De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3631368 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, "restando" pouco tempo para pesquisa e atividades criativas.


O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:

Alternativas
Q3631366 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e "à" busca por estímulos externos.


Em relação ao sinal indicativo de crase destacado, é correto afirmar que, nesta frase, ocorre: 

Alternativas
Q3631365 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores.


Em relação às concordâncias verbal e nominal do trecho citado, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3631363 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


 O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


 Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


 O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


 O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado.

O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


Do ponto de vista da coerência e coesão textual entre os trechos mencionados, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3631279 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer [...]. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas?” (3º§).

A partir da observação dos elementos linguísticos, é correto afirmar que, na passagem, ocorre o predomínio de uma função da linguagem que:
Alternativas
Q3631278 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer [...]. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas?” (3º§).

No fragmento em destaque, considerando as relações que se estabelecem entre os termos, pode-se afirmar que o sintagma “à alegria e ao prazer” exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q3631277 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Com base nos tempos e modos verbais do fragmento “Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa.” (2º§), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3631276 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

Em “Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas ‘inúteis’.” (6º§), considere o verbo em destaque e, com base nas regras de concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3631275 Português

Analise o texto a seguir e responda à questão.



Texto II


Entre o bizarro e o extraordinário


Pesquisas aparentemente absurdas escondem descobertas geniais



   Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.


   Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada "ciência básica", que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.


   Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?


  Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão. 


   Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que "fazem as pessoas rirem e depois pensarem". Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.


   Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas "inúteis". Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos. [...]



(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cienciafundamental/2025/08/entre-o-bizarro-e-o-extraordinario.shtml. Acesso em 06 de agosto de 2025)

O texto faz uso de vocabulário técnico e formal comum ao gênero de divulgação científica, como se observa nas palavras “ultrassônicas”, “neurobiológica” e “bioluminescente”. Com base nas normas atuais do português, assinale a alternativa que apresenta ambas as palavras grafadas corretamente.
Alternativas
Q3631274 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No início do texto, ocorre uma enumeração de substantivos. Analise o efeito expressivo dessa sequência e assinale a alternativa que melhor caracteriza sua função.
Alternativas
Q3631273 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
Considere o verso “Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.” e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da regência.
Alternativas
Q3631272 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No trecho apresentado, o contraste entre os engenheiros “arrumadíssimos” e os mineiros “pretos de carvão até a cara” sugere, principalmente: 
Alternativas
Q3631271 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
Dentre os vocábulos abaixo retirados do texto, aponte o que apresenta um processo de formação diferente dos demais. 
Alternativas
Q3631270 Português
Analise o texto a seguir para responder à questão.


Texto I

visitantes na mina


Terno, gravata, colete, camisa.

Cinto combinado com o sapato, e a meia.

Abotoadura, lenço e suspensório, já que isso faz tempo.

São todos iguais e somam bem uns dez, talvez mais.

Engenheiros, na época em que engenheiro era importante.

Mas, chiques de morrer, estão numa mina de carvão.

Algo a ver com as ordens para abrir uma nova galeria.

É muito engraçada a cena.

Kafka pode ser muito engraçado.

Esses caras, por exemplo, descendo numa mina de carvão.

Arrumadíssimos e tentando não se sujar.

Os mineiros, pretos de carvão até a cara, se encostam nas paredes.

À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.

Porque não é só a roupa e as mãos bem cuidadas e a cara de nojo.

É também o que eles fazem ou fingem fazer.

[...]


(VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p. 44) 
No período “À medida que a comitiva passa, tentam não estourar de rir.” (v.13), ocorre uma locução conjuntiva que estabelece entre as orações uma relação semântica de: 
Alternativas
Respostas
41501: C
41502: A
41503: B
41504: C
41505: D
41506: B
41507: C
41508: A
41509: C
41510: B
41511: B
41512: B
41513: A
41514: A
41515: C
41516: C
41517: A
41518: C
41519: A
41520: D