Questões de Concurso Sobre português

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Q3435895 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
“A questão é: quem ‘de coração’ se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse ‘lindo’ papel?”. Nesse trecho, os termos ‘coração’ e ‘lindo’ conferem ao período um tom de
Alternativas
Q3435894 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
Em qual fragmento, extraído do texto, há uma metáfora?
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Q3435893 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
"O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo.". Qual das alternativas melhor interpreta o argumento implícito no fragmento? 
Alternativas
Q3435892 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
"Paradoxo", uma figura de linguagem, praticamente intitula o texto. No campo das ideias, por exemplo, essa figura desafia o pensamento convencional ao confrontar dualidades. No texto em questão, o autor provoca uma reflexão que 
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Q3435891 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
O texto apresenta uma visão crítica do capitalismo, argumentando que ele prioriza o lucro em detrimento da responsabilidade social. No entanto, o autor também reconhece que o capitalismo tem um papel importante na promoção do progresso e do crescimento. Qual é a principal razão pela qual o autor não rejeita completamente o capitalismo?
Alternativas
Q3435850 Português

Observe o processo de formação das palavras nos itens:


I. Perímetro = derivação prefixal

II. Idealismo= derivação sufixal


Pode-se afirmar que: 

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Q3435849 Português
“Ocorreu-me uma leve tontura durante a prova”. Indique a classificação do sujeito na oração:
Alternativas
Q3435848 Português
“Falta-me palavras neste momento triste”. Indique a transitividade do verbo destacado na oração:
Alternativas
Q3435847 Português
O termo destacado na oração: “Este mês não consegui pagar minhas dívidas”. O termo em destaque classifica-se sintaticamente como:
Alternativas
Q3435846 Português
“Construíste ilusões nessa tua relação amorosa”. O verbo destacado classifica-se em tempo e modo do: 
Alternativas
Q3435845 Português
Indique a classificação do pronome destacado na oração: “Evita ser grosseiro em tuas palavras”:
Alternativas
Q3435844 Português
Indique o sentido da relação estabelecida pela preposição em destaque, no período: “Prometo que agirei com discrição nesta situação difícil”:
Alternativas
Q3435843 Português
A oração destacada no período: “Caso você não possa me ajudar com a mudança, avise-me com antecedência”, classifica-se como uma:
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Q3435842 Português
Observando a concordância dos verbos destacados nas seguintes orações:
I. A vida são momentos alegres.
II. Tudo eram tristezas naquele acidente aéreo em Ourinhos.

Pode-se que:
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Q3435841 Português
Observando a concordância dos nomes, em destaque, nas seguintes orações:
I. Bastantes situações estão inadequadas neste país.
II. O povo brasileiro anda meio desanimados.

Conclui-se que:
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Q3433952 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.


Razões de amor. (J.G. de Araújo Jorge). 


Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar... 
Gosto de tua voz, tranquila, do tom manso
com que falas, como se acariciasses
até as palavras que dizes;
de tua presença, que é assim como um quieto remanso,
um pedaço de sombra onde me abrigo
quando somos felizes...
Gosto desse teu jeito calmo, sossegado,
com que te encostas em meu peito
e te deixas ficar
entre ternuras e embaraços, como se tudo ficasse, de repente, parado,
e teu mundo pudesse ser delimitado
pelos meus braços...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha
(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
Gosto de ti
desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde
onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso
onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrosias,
brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos
para as minhas alegrias;
de teu ventre – uma enseada
– porto sem cais e sem mar –
branca areia à espera da onda
que em vaivém vai se espraiar;
de teus quadris, instrumento
de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram
as brancas asas do sexo;
do teu corpo só de alvuras
das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos
de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem
que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti
desesperadamente;
gosto de ti, toda, inteira
nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde
aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)
gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...
De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “langor” significa:
Alternativas
Q3433951 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.


Razões de amor. (J.G. de Araújo Jorge). 


Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar... 
Gosto de tua voz, tranquila, do tom manso
com que falas, como se acariciasses
até as palavras que dizes;
de tua presença, que é assim como um quieto remanso,
um pedaço de sombra onde me abrigo
quando somos felizes...
Gosto desse teu jeito calmo, sossegado,
com que te encostas em meu peito
e te deixas ficar
entre ternuras e embaraços, como se tudo ficasse, de repente, parado,
e teu mundo pudesse ser delimitado
pelos meus braços...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha
(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
Gosto de ti
desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde
onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso
onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrosias,
brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos
para as minhas alegrias;
de teu ventre – uma enseada
– porto sem cais e sem mar –
branca areia à espera da onda
que em vaivém vai se espraiar;
de teus quadris, instrumento
de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram
as brancas asas do sexo;
do teu corpo só de alvuras
das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos
de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem
que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti
desesperadamente;
gosto de ti, toda, inteira
nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde
aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos
em teus pequeninos pés)
gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...
Aponte a alternativa devida, de acordo com a correta separação de sílabas das palavras do texto, (seios, areia, cais).
Alternativas
Respostas
39921: C
39922: B
39923: D
39924: C
39925: B
39926: B
39927: A
39928: C
39929: D
39930: B
39931: C
39932: B
39933: D
39934: C
39935: A
39936: C
39937: D
39938: C
39939: D
39940: B