Questões de Concurso Sobre português

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Q3633564 Português
A respeito do uso de crase, leia o excerto que segue e complete as lacunas:

"________ mim interessava perceber o Ney dentro daqueles espaços onde ele se deslocava ______ vontade, naquela casa onde vive há uns trinta anos. Percebê-lo pegando cada objeto, seja um livro ou cortando uma fatia de bolo. Queria sentir ______ vibração daquele espaço, e fiz isso com minha energia sutil, porque sou tímido. Investi aos poucos, comedido."

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas
Alternativas
Q3633563 Português
 Analise os períodos a seguir quanto à concordância verbal:

I.Nem você e nem eu viajaremos amanhã porque as passagens esgotaram.
II.Todo livro, toda narrativa, toda ficção nos envolve e nos atravessa de alguma maneira.
III.A pouca leitura e o restrito acesso a manifestações culturais formam pessoas menos críticas.

A concordância verbal está correta em:
Alternativas
Q3633557 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mistério de Ney Matogrosso jamais se revela completamente

Decifrá-lo é impossível. Recriá-lo, não.

Jesuíta Barbosa, ator, intérprete de Ney Matogrosso em "Homem com H"


[...] Uma das cenas mais marcantes das filmagens aconteceu quando eu contracenei com Bruno Montaleone, que interpreta o Marco de Maria. Os dois estão na cama. Ney abre o exame com o resultado negativo para o HIV. Silêncio. O de seu parceiro, no entanto, tinha dado positivo. Ney fica sem chão porque pensou que contrairia o vírus como muitos dos seus amigos e amores naquele período. Lembro que no dia em que fizemos essa cena, o Ney Matogrosso real estava numa cadeira sentado junto à equipe de filmagem, na frente da cama, olhando para mim e para o Montaleone. Não tinha como não sentir ou abstrair de sua presença no set. As poucas pessoas da equipe que acompanhavam a gravação estavam muito concentradas. Foi um momento doloroso para os dois e importantíssimo para a história que estávamos contando.

Apesar de estar inteiro na cena, meus olhos desviavam para observar as reações de Ney. Pensava no que ele estaria sentindo e trazia aquela tensão para a minha interpretação. Entendi que aquilo que estávamos encenando não era uma lembrança distante do passado, mas algo que ainda estava muito vivo.

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto. Ele foi tomado pela cena, pela suposta ficção, e começou a chorar compulsivamente. "Eu não sou assim, eu não sou assim." Repetia a mesma frase várias vezes. Por um momento, pensei que ele estava se referindo à minha interpretação. Mas não era isso, ele não estava julgando a cena. Estava, na verdade, protestando contra aquele sentimento que o fazia chorar. Pude ver um Ney Matogrosso vulnerável, com medo e angustiado. Peguei aquela frase que não estava no roteiro e a inseri no filme: "Eu não sou assim." Então, quando você, leitor, assistir a esta cena, saiba que a frase foi dita pelo Ney Matogrosso real na coxia do set. Aquilo foi uma simbiose, uma troca de experiências e de sensações. Foi uma recriação da vida e certamente um dos momentos mais importantes que vivi fazendo cinema.

Assisti ao primeiro corte do filme ao lado do Ney. Estava muito nervoso e ele segurou na minha mão. Chorei muito e quis o colo dele. E ele me deu colo, me amparou. Ele também estava emocionado. Este homem, que sabe acolher o outro em momentos de fraqueza, é também caloroso e diacrítico. Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil. Um homem-águia voando leve, muito leve. Águia que, às vezes, faz uma bela manobra, vem e pousa.

(Disponível         em:
 https://piaui.folha.uol.com.br/o-misterio-de-ney-matogrosso-jamais-se-r
 evela-completamente/.         Acesso         em         21         ago.         2025.         Adaptado.)
Analise as assertivas que seguem e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Para o ator, a presença de Ney Matogrosso no set de filmagem não influenciou positivamente sua atuação. Ao contrário, atrapalhou, uma vez que concentrar-se na cena tornou-se mais difícil.
 (__)Ao ser tomado pela cena interpretada por Jesuíta Barbosa e chorar muito, Ney Matogrosso demonstra sua humanidade e como aquela situação vivida por ele ainda o toca, ao ponto de não conseguir conter o choro.
(__)O subtítulo do texto possibilita ao leitor do texto inferir que Jesuíta Barbosa, mesmo não conseguindo compreender o enigma que é Ney Matogrosso, conseguiu recriá-lo em sua interpretação no filme.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3633555 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mistério de Ney Matogrosso jamais se revela completamente

Decifrá-lo é impossível. Recriá-lo, não.

Jesuíta Barbosa, ator, intérprete de Ney Matogrosso em "Homem com H"


[...] Uma das cenas mais marcantes das filmagens aconteceu quando eu contracenei com Bruno Montaleone, que interpreta o Marco de Maria. Os dois estão na cama. Ney abre o exame com o resultado negativo para o HIV. Silêncio. O de seu parceiro, no entanto, tinha dado positivo. Ney fica sem chão porque pensou que contrairia o vírus como muitos dos seus amigos e amores naquele período. Lembro que no dia em que fizemos essa cena, o Ney Matogrosso real estava numa cadeira sentado junto à equipe de filmagem, na frente da cama, olhando para mim e para o Montaleone. Não tinha como não sentir ou abstrair de sua presença no set. As poucas pessoas da equipe que acompanhavam a gravação estavam muito concentradas. Foi um momento doloroso para os dois e importantíssimo para a história que estávamos contando.

Apesar de estar inteiro na cena, meus olhos desviavam para observar as reações de Ney. Pensava no que ele estaria sentindo e trazia aquela tensão para a minha interpretação. Entendi que aquilo que estávamos encenando não era uma lembrança distante do passado, mas algo que ainda estava muito vivo.

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto. Ele foi tomado pela cena, pela suposta ficção, e começou a chorar compulsivamente. "Eu não sou assim, eu não sou assim." Repetia a mesma frase várias vezes. Por um momento, pensei que ele estava se referindo à minha interpretação. Mas não era isso, ele não estava julgando a cena. Estava, na verdade, protestando contra aquele sentimento que o fazia chorar. Pude ver um Ney Matogrosso vulnerável, com medo e angustiado. Peguei aquela frase que não estava no roteiro e a inseri no filme: "Eu não sou assim." Então, quando você, leitor, assistir a esta cena, saiba que a frase foi dita pelo Ney Matogrosso real na coxia do set. Aquilo foi uma simbiose, uma troca de experiências e de sensações. Foi uma recriação da vida e certamente um dos momentos mais importantes que vivi fazendo cinema.

Assisti ao primeiro corte do filme ao lado do Ney. Estava muito nervoso e ele segurou na minha mão. Chorei muito e quis o colo dele. E ele me deu colo, me amparou. Ele também estava emocionado. Este homem, que sabe acolher o outro em momentos de fraqueza, é também caloroso e diacrítico. Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil. Um homem-águia voando leve, muito leve. Águia que, às vezes, faz uma bela manobra, vem e pousa.

(Disponível         em:
 https://piaui.folha.uol.com.br/o-misterio-de-ney-matogrosso-jamais-se-r
 evela-completamente/.         Acesso         em         21         ago.         2025.         Adaptado.)
Analise as assertivas que seguem:

I.O texto escrito por Jesuíta Barbosa é como um depoimento, em que ele narra um evento de sua vida, no caso sua atuação como ator de um filme, expondo suas impressões, sensações e emoções.
II.O tipo textual predominante no texto é o argumentativo, uma vez o objetivo do autor é defender seu seu processo de filmagem e sua atuação.
III.O texto está escrito em 1ª pessoa, o que o torna mais subjetivo, mais pessoal, diferentemente de um texto informativo, geralmente escrito em 3ª pessoa, mais objetivo e impessoal.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3633482 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mistério de Ney Matogrosso jamais se revela completamente

Decifrá-lo é impossível. Recriá-lo, não.

Jesuíta Barbosa, ator, intérprete de Ney Matogrosso em "Homem com H"


[...] Uma das cenas mais marcantes das filmagens aconteceu quando eu contracenei com Bruno Montaleone, que interpreta o Marco de Maria. Os dois estão na cama. Ney abre o exame com o resultado negativo para o HIV. Silêncio. O de seu parceiro, no entanto, tinha dado positivo. Ney fica sem chão porque pensou que contrairia o vírus como muitos dos seus amigos e amores naquele período. Lembro que no dia em que fizemos essa cena, o Ney Matogrosso real estava numa cadeira sentado junto à equipe de filmagem, na frente da cama, olhando para mim e para o Montaleone. Não tinha como não sentir ou abstrair de sua presença no set. As poucas pessoas da equipe que acompanhavam a gravação estavam muito concentradas. Foi um momento doloroso para os dois e importantíssimo para a história que estávamos contando.

Apesar de estar inteiro na cena, meus olhos desviavam para observar as reações de Ney. Pensava no que ele estaria sentindo e trazia aquela tensão para a minha interpretação. Entendi que aquilo que estávamos encenando não era uma lembrança distante do passado, mas algo que ainda estava muito vivo.

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto. Ele foi tomado pela cena, pela suposta ficção, e começou a chorar compulsivamente. "Eu não sou assim, eu não sou assim." Repetia a mesma frase várias vezes. Por um momento, pensei que ele estava se referindo à minha interpretação. Mas não era isso, ele não estava julgando a cena. Estava, na verdade, protestando contra aquele sentimento que o fazia chorar. Pude ver um Ney Matogrosso vulnerável, com medo e angustiado. Peguei aquela frase que não estava no roteiro e a inseri no filme: "Eu não sou assim." Então, quando você, leitor, assistir a esta cena, saiba que a frase foi dita pelo Ney Matogrosso real na coxia do set. Aquilo foi uma simbiose, uma troca de experiências e de sensações. Foi uma recriação da vida e certamente um dos momentos mais importantes que vivi fazendo cinema.

Assisti ao primeiro corte do filme ao lado do Ney. Estava muito nervoso e ele segurou na minha mão. Chorei muito e quis o colo dele. E ele me deu colo, me amparou. Ele também estava emocionado. Este homem, que sabe acolher o outro em momentos de fraqueza, é também caloroso e diacrítico. Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil. Um homem-águia voando leve, muito leve. Águia que, às vezes, faz uma bela manobra, vem e pousa.

(Disponível         em:
 https://piaui.folha.uol.com.br/o-misterio-de-ney-matogrosso-jamais-se-r
 evela-completamente/.         Acesso         em         21         ago.         2025.         Adaptado.)
A partir da frase Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil, analise as assertivas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)"Este" é um pronome demonstrativo e foi usado pelo autor para se referir ao mundo atual, no qual estamos inseridos.
(__)"Este" é um pronome demonstrativo e se refere ao mundo cinematográfico, tão hostil às pessoas homossexuais.
(__)"Neste" poderia ser substituído por "num" sem nenhum prejuízo no sentido da frase.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3633478 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mistério de Ney Matogrosso jamais se revela completamente

Decifrá-lo é impossível. Recriá-lo, não.

Jesuíta Barbosa, ator, intérprete de Ney Matogrosso em "Homem com H"


[...] Uma das cenas mais marcantes das filmagens aconteceu quando eu contracenei com Bruno Montaleone, que interpreta o Marco de Maria. Os dois estão na cama. Ney abre o exame com o resultado negativo para o HIV. Silêncio. O de seu parceiro, no entanto, tinha dado positivo. Ney fica sem chão porque pensou que contrairia o vírus como muitos dos seus amigos e amores naquele período. Lembro que no dia em que fizemos essa cena, o Ney Matogrosso real estava numa cadeira sentado junto à equipe de filmagem, na frente da cama, olhando para mim e para o Montaleone. Não tinha como não sentir ou abstrair de sua presença no set. As poucas pessoas da equipe que acompanhavam a gravação estavam muito concentradas. Foi um momento doloroso para os dois e importantíssimo para a história que estávamos contando.

Apesar de estar inteiro na cena, meus olhos desviavam para observar as reações de Ney. Pensava no que ele estaria sentindo e trazia aquela tensão para a minha interpretação. Entendi que aquilo que estávamos encenando não era uma lembrança distante do passado, mas algo que ainda estava muito vivo.

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto. Ele foi tomado pela cena, pela suposta ficção, e começou a chorar compulsivamente. "Eu não sou assim, eu não sou assim." Repetia a mesma frase várias vezes. Por um momento, pensei que ele estava se referindo à minha interpretação. Mas não era isso, ele não estava julgando a cena. Estava, na verdade, protestando contra aquele sentimento que o fazia chorar. Pude ver um Ney Matogrosso vulnerável, com medo e angustiado. Peguei aquela frase que não estava no roteiro e a inseri no filme: "Eu não sou assim." Então, quando você, leitor, assistir a esta cena, saiba que a frase foi dita pelo Ney Matogrosso real na coxia do set. Aquilo foi uma simbiose, uma troca de experiências e de sensações. Foi uma recriação da vida e certamente um dos momentos mais importantes que vivi fazendo cinema.

Assisti ao primeiro corte do filme ao lado do Ney. Estava muito nervoso e ele segurou na minha mão. Chorei muito e quis o colo dele. E ele me deu colo, me amparou. Ele também estava emocionado. Este homem, que sabe acolher o outro em momentos de fraqueza, é também caloroso e diacrítico. Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil. Um homem-águia voando leve, muito leve. Águia que, às vezes, faz uma bela manobra, vem e pousa.

(Disponível         em:
 https://piaui.folha.uol.com.br/o-misterio-de-ney-matogrosso-jamais-se-r
 evela-completamente/.         Acesso         em         21         ago.         2025.         Adaptado.)
O tempo e o modo verbais não são meros artefatos gramaticais. Eles conferem sentido ao texto. A respeito do excerto a seguir, analise as assertivas:

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto.

I.O verbo levantar-se está conjugado no pretérito perfeito do indicativo, sinalizando um fato pontual, iniciado e finalizado.
II.O verbo parecer está conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo. Apesar de o fato estar acabado no passado, ele revela um sentido de incerteza a respeito da inquietação do sujeito.
III.O período poderia ser reescrito da seguinte maneira, sem prejuízo no sentido: Em um determinado momento, Ney se levantaria da cadeira, parecendo inquieto.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3633477 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O mistério de Ney Matogrosso jamais se revela completamente

Decifrá-lo é impossível. Recriá-lo, não.

Jesuíta Barbosa, ator, intérprete de Ney Matogrosso em "Homem com H"


[...] Uma das cenas mais marcantes das filmagens aconteceu quando eu contracenei com Bruno Montaleone, que interpreta o Marco de Maria. Os dois estão na cama. Ney abre o exame com o resultado negativo para o HIV. Silêncio. O de seu parceiro, no entanto, tinha dado positivo. Ney fica sem chão porque pensou que contrairia o vírus como muitos dos seus amigos e amores naquele período. Lembro que no dia em que fizemos essa cena, o Ney Matogrosso real estava numa cadeira sentado junto à equipe de filmagem, na frente da cama, olhando para mim e para o Montaleone. Não tinha como não sentir ou abstrair de sua presença no set. As poucas pessoas da equipe que acompanhavam a gravação estavam muito concentradas. Foi um momento doloroso para os dois e importantíssimo para a história que estávamos contando.

Apesar de estar inteiro na cena, meus olhos desviavam para observar as reações de Ney. Pensava no que ele estaria sentindo e trazia aquela tensão para a minha interpretação. Entendi que aquilo que estávamos encenando não era uma lembrança distante do passado, mas algo que ainda estava muito vivo.

Em um determinado momento, Ney se levantou da cadeira. Parecia inquieto. Ele foi tomado pela cena, pela suposta ficção, e começou a chorar compulsivamente. "Eu não sou assim, eu não sou assim." Repetia a mesma frase várias vezes. Por um momento, pensei que ele estava se referindo à minha interpretação. Mas não era isso, ele não estava julgando a cena. Estava, na verdade, protestando contra aquele sentimento que o fazia chorar. Pude ver um Ney Matogrosso vulnerável, com medo e angustiado. Peguei aquela frase que não estava no roteiro e a inseri no filme: "Eu não sou assim." Então, quando você, leitor, assistir a esta cena, saiba que a frase foi dita pelo Ney Matogrosso real na coxia do set. Aquilo foi uma simbiose, uma troca de experiências e de sensações. Foi uma recriação da vida e certamente um dos momentos mais importantes que vivi fazendo cinema.

Assisti ao primeiro corte do filme ao lado do Ney. Estava muito nervoso e ele segurou na minha mão. Chorei muito e quis o colo dele. E ele me deu colo, me amparou. Ele também estava emocionado. Este homem, que sabe acolher o outro em momentos de fraqueza, é também caloroso e diacrítico. Homem cujo peito transborda amor neste mundo hostil. Um homem-águia voando leve, muito leve. Águia que, às vezes, faz uma bela manobra, vem e pousa.

(Disponível         em:
 https://piaui.folha.uol.com.br/o-misterio-de-ney-matogrosso-jamais-se-r
 evela-completamente/.         Acesso         em         21         ago.         2025.         Adaptado.)
Assinale a única alternativa em que a expressão entre parênteses representa um antônimo da palavra destacada nas frases retiradas do texto:
Alternativas
Q3633009 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   O século 21, tudo indica, não será mais predominantemente norte-americano e menos ainda europeu. Com velocidade surpreendente, envelheceu a ideia de uma modernidade baseada na expansão contínua da mercantilização de todas as coisas e de todas as relações humanas. Já podemos dizer com certeza que a modernidade dita neoliberal, que se disseminou com o colapso do socialismo de Estado, pecou por déficit crescentemente intolerável de imaginação política. A interdependência entre os sistemas econômicos deu muitíssimos passos à frente, com a circulação instantânea do dinheiro, a mundialização das cadeias de valor, a mobilidade intensa de mercadorias e pessoas. E uma vasta classe média global, apesar das desigualdades, apareceu no cenário.

   Tornamo-nos, existencialmente, interdependentes, até mesmo num sentido particularmente negativo, com a crise – inédita e crescente – das relações com a natureza, a disseminação de armas nucleares e a possibilidade de aplicação de inteligência artificial aos conflitos armados. De nenhum desses possíveis desastres, como é óbvio, estará a salvo qualquer povo eleito ou nação excepcional. Sem política, e deixado a si mesmo, esse movimento das coisas pareceu, e parece, dotado de uma inquietante autonomia, acontecendo fantasmagoricamente acima da consciência e da ação coletiva.

   Sempre se soube que a unidade tendencial do gênero humano, este belo sonho multissecular, não se daria como um processo automático e sem turbulência, ainda que a complexidade das situações recorrentemente nos espante. O descompasso entre o mundo amplo da economia e o âmbito estritamente nacional da política terminou por produzir seus frutos daninhos na forma de uma imensa crise da globalização.


(Luiz Sérgio Henriques, “O Brasil no espelho do mundo”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opinião)
O autor evita que sua afirmação soe como categórica e inquestionável no seguinte trecho: 
Alternativas
Q3632836 Português
'A periferia nunca deixou de produzir literatura', defende coordenadora das Fábricas de Cultura


Os hábitos de leitura nas periferias da maior metrópole da América do Sul são o foco da pesquisa realizada pela Organização Social Poiesis, que analisou o público das oito unidades das Fábricas de Cultura presentes em São Paulo e apontou que mulheres representam 70% do público leitor.

Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou "nenhum preconceito impedir de acessar a literatura".

"Todo esse movimento de literatura mostra que ela, na verdade, foi durante muito tempo vista como algo elitista, como algo para outro tipo de público, mas, enquanto isso, a periferia nunca deixou de produzir literatura, de produzir oralidade ou 'oralituras', expressão usada por Leda Maria Martins. A periferia nunca deixou que nenhum preconceito a impedisse de acessar a literatura, algo tão importante para todo ser humano", disse Ifé em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A pesquisa avaliou os hábitos de leitura dos frequentadores das bibliotecas das Fábricas de Cultura na Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Iguape, Jaçanã, Jardim São Luís , Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. A coordenadora destaca que a literatura sempre esteve presente nas comunidades e que a diversidade de leitura apontada pela pesquisa ajuda a desconstruir preconceitos sobre "quem lê e o que lê".

Os dados indicam que as mulheres foram 70% do total de leitores, porcentagem maior que a média nacional (61%). Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, o protagonismo feminino revela a participação singular das mulheres nas comunidades. "Sabemos o quanto as mulheres têm um papel fundamental nas periferias, não só nas questões do dia a dia, no trato com a própria família , com a comunidade, mas também com a literatura. Ficamos muito felizes em saber que as mulheres estão acessando a literatura, uma literatura diversa que fala tanto diretamente com as realidades delas quanto também com a literatura clássica", contou.


Representatividade


Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás , clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso "às literaturas" precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler. Ela também ressalta a importância da representatividade e de uma curadoria coletiva.

"Recentemente, Ana Maria Gonçalves — primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras —, falou algo bem importante: que as pessoas racializadas, negras principalmente, muitas vezes não acessavam a literatura porque não se viam representadas, eram histórias que iam muito além da sua realidade. Quando uma criança, um jovem, um adolescente, uma pessoa trabalhadora consegue acessar uma história em que se sinta representada, essa literatura se aproxima", afirma Ifé.


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/08/20/a-periferia-nunca-deixou-de
-produzir-literatura-defende-coordenadora-das-fabricas-de-cultura/.
Acesso em 25 ago. 2025. Adaptado.)
 A partir da leitura e da interpretação do texto, analise as assertivas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Uma literatura mais diversa tematicamente, que apresenta personagens diversos e plurais, aproxima-se, por exemplo, das pessoas racializadas. Isso porque elas conseguem se ver representadas na literatura.
(__)Uma pessoa trabalhadora apenas se identificará com literatura que tenha como tema o universo do trabalho. Por isso, a importância de ofertar livros que tenham a classe trabalhadora como protagonista.
(__)A diversidade de gêneros literários lidos pela população periférica revelou a importância de ampliar o acesso à literatura, tornando-a ainda mais diversa.
(__)A escolha das literaturas a ser ofertadas à população das periferias, pelas bibliotecas, deve ser feita por pessoas capacitadas, evitando oferecer obras que comumente esse público lê e priorizando os clássicos, aos quais essas pessoas têm pouco acesso ou se recusam a ler.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3632778 Português
Foi redigida em conformidade com a norma-padrão de ortografia a palavra destacada em:
Alternativas
Q3632674 Português
Leia a seguinte reportagem:
Imagem associada para resolução da questão Fonte: El País (2025).
Nessa reportagem, revela-se que, desde a tipificação do feminicídio em 2015, o Brasil contabilizou 11.859 casos. Desde essa época, os feminicídios quase triplicaram: de 535 em 2015 para mais de 1.200 em 2024. Considerando esse cenário, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3632644 Português

Assinale a alternativa que indica a correta relação de sentido estabelecida pelo emprego da conjunção sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto:


“como a pessoa paga todos os meses, conclui que não fazer uso deles é abdicar de um direito adquirido”. 

Alternativas
Q3632643 Português
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:

“É como tomar banhos de duas (1) horas, sem (2) considerar que o gasto (3) de água virá na conta do condomínio do prédio”.
Alternativas
Q3632642 Português
Assinale a alternativa que classifica corretamente a função sintática do termo sublinhado no trecho a seguir, retirado do texto:
“Desperdício nababesco imprimir um resultado em cada folha de papel sulfite”.
Alternativas
Q3632641 Português
Considerando a formação da palavra “reumatológicas”, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Não há a ocorrência de ditongos.
( ) Trata-se de uma proparoxítona.
( ) Não há a ocorrência de dígrafos.
( ) A palavra é composta por 5 sílabas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3632640 Português
Assinale a alternativa que indica corretamente o sujeito da forma verbal “podem” no trecho a seguir, retirado do texto:

“exames realizados ao acaso sobrecarregam o sistema de saúde e podem criar a necessidade de ultra....ons, tomografias, ressonâncias magnéticas, angiografias”. 
Alternativas
Q3632639 Português
Considerando as relações que regem a formação do período composto, assinale a alternativa que indica quantas orações compõem o período a seguir, retirado do texto:
“Os pacientes ficam com a sensação de que nada lhes custará, poucos têm consciência de que o orçamento do SUS é limitado e de que os gastos desnecessários com alguns farão falta para muitos”.
Alternativas
Q3632638 Português
Caso o período a seguir fosse reescrito conectando as duas orações por meio de uma conjunção, qual deveria ser o conectivo utilizado para manter a correta relação de sentido do período no contexto em que ocorre?

“Não paguei nada, eu tenho plano de saúde” (l. 10).
Alternativas
Q3632637 Português

Os problemas do excesso de exames

Por Drauzio Varella



(Disponível em: drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-problemas-do-excesso-de-exames/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego de recursos coesivos no texto, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 11, o pronome “Todos” tem como referente a palavra “exames” (l. 09).
II. Na linha 13, o sujeito da forma verbal “fazia” é elíptico e se refere a “liga” (l. 14).
III. Na linha 22, o pronome pessoal “lhes” refere-se a “eles” (l. 21).

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3632636 Português

Os problemas do excesso de exames

Por Drauzio Varella



(Disponível em: drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-problemas-do-excesso-de-exames/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.

I. Na linha 10, as aspas são empregadas para demarcar a citação direta de algo que foi dito pela paciente do autor.
II. Na linha 14, a vírgula é empregada para marcar a separação de orações coordenadas.
III. Na linha 19, os dois-pontos introduzem um aposto enumerativo, pois são enumerados os tipos de exames aos quais o autor se refere como “poucos”.
Alternativas
Respostas
34601: E
34602: C
34603: C
34604: C
34605: D
34606: D
34607: C
34608: D
34609: E
34610: B
34611: D
34612: C
34613: C
34614: D
34615: D
34616: B
34617: D
34618: A
34619: A
34620: A