Questões de Concurso Sobre português
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Levam acento as chamadas proparoxítonas aparentes, ou seja, palavras cuja sílaba tônica contém vogais abertas (a, e, o) — ou ainda i, u, ou um ditongo oral iniciado por vogal aberta — e que terminam em combinações vocálicas após a sílaba tônica, normalmente reconhecidas como ditongos crescentes
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
Entre a tela e a realidade
Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real. Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.
Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.
Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.
Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.
A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.
FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021.
Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025.
"Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real."
Com base nesse fragmento e considerando o uso de figuras de linguagem e os efeitos de sentido das expressões, assinale a alternativa que apresenta a análise correta do trecho.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.
TEXTO 3
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas; comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que vou viajar para fugir de um almoço; reclamo que não me sinto bem e fujo de um compromisso; finjo para mim mesmo que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga. Faço promessas para depois da novela. Para um amigo, prometo visitá-lo em Los Angeles. Outro em San Francisco. Marquei uma viagem à Rússia com um grupo, só falta “definir a data”. Ao meu editor, digo que escreverei um livro. Combino de montar um grupo de cozinha gourmet. E deixo tudo para depois, quem sabe? Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Fonte: CARRASCO, Walcyr. Época. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-blogs/walcyr-carrasco/.