Questões de Concurso Sobre português

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Q3779700 Português
Um dicionário de língua portuguesa traz uma série de informações sobre a preposição de; a frase abaixo – do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis - em que há um erro na exemplificação fornecida, é:
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Q3779699 Português

O verbo abandonar, como muitas outras palavras da língua portuguesa, apresenta vários significados.


Cada citação a seguir carrega um significado desse verbo, bem como um exemplo correspondente. Assinale a opção em que o exemplo dado não está adequado ao significado indicado. 

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Q3779698 Português

Todas as frases abaixo, retiradas de romances da literatura brasileira ou portuguesa, trazem o verbo abafar;


Assinale a opção em que esse verbo se mostra como intransitivo.

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Q3779093 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.

    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.

    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.

    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti- -chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!

    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.

    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
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Q3779091 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.

    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.

    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.

    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti- -chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!

    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.

    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

A narradora afirma ter ficado furiosa, porque descobriu que os adolescentes do Lar
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Q3779088 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)


A China ________________ garantir a sua __________________ao top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo graças ao seu _____________de desenvolvimento. Por isso, os chineses _______________ que não haverá _______________econômica no país.


Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com

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Q3779083 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)


Considerando as informações textuais, conclui-se corretamente que o título do texto remete à ideia de que
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Q3778922 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No texto, o adjetivo “mal-educado” emprega corretamente o hífen, pois o advérbio mal antecede palavra iniciada por vogal ou por h. Considerando essa regra de hifenização, assinale a alternativa em que o hífen é corretamente utilizado, assim como no exemplo do texto: 
Alternativas
Q3778921 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
A separação silábica correta das palavras “interesse” e “birra”, ambas presentes no texto, segue as regras de divisão silábica da língua portuguesa. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as separações corretas:
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Q3778920 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho do texto “Ah, nem se compara!”, o sinal de pontuação empregado ao final da frase é denominado ______ e indica, nesse contexto, expressão de intensidade ou emoção.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Alternativas
Q3778919 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
A palavra cacetinho, citada no texto, possui sua sílaba tônica corretamente destacada em: 
Alternativas
Q3778918 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho “a crocância da casca”, o termo crocância significa: 
Alternativas
Q3778917 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
Na palavra chimia (empregada no texto), há um dígrafo consonantal representado por:
Alternativas
Q3778916 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
O narrador descreve estratégias adotadas ao longo da vida para lidar com as “cascas de pão”. Essa evolução evidencia que: 
Alternativas
Q3778915 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho final, o autor afirma: “quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão”. Essa expressão cumpre função metafórica no texto. Assinale a alternativa que melhor explica essa relação. 
Alternativas
Q3778914 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
O texto utiliza a relação afetiva do narrador com o pão para construir uma reflexão mais ampla sobre amadurecimento e mudança de hábitos. Considerando o conjunto do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3778913 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho “me dei conta do baita desperdício”, a expressão destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3778837 Português
Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro


        A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

         Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

         É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

        A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

         Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

         E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.


Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
A acentuação gráfica das palavras na língua portuguesa segue regras específicas, sendo, por exemplo, todas as proparoxítonas obrigatoriamente acentuadas. Considerando as palavras apresentadas a seguir, assinale a alternativa correta quanto à identificação da palavra acentuada por ser proparoxítona. 
Alternativas
Q3778836 Português
Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro


        A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

         Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

         É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

        A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

         Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

         E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.


Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
No período “Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro”, o termo quando introduz uma oração que desempenha função de: 
Alternativas
Q3778835 Português
Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro


        A tarefa do autoconhecimento é intransferível. Temos que dar conta desta incrível construção. Não basta apenas focar nas coisas materiais. Estas são importantes, mas o ser é infinitamente maior do que o ter. Preciso ser uma boa pessoa para comigo mesmo, antes de qualquer coisa.

         Conhecer a si mesmo é tarefa que se desenrola lentamente. Exige coragem para observar as próprias sombras, paciência para reconhecer limites, humildade para admitir que há muito a ser lapidado. O caminho interior não oferece atalhos, porque envolve enxergar o que preferimos esconder e acolher o que insistimos em rejeitar.

         É muito mais simples apontar o dedo, comentar fraquezas alheias, analisar escolhas que não são nossas. Falar dos outros nos poupa do incômodo de olhar o próprio espelho. No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real. O autoconhecimento, por sua vez, impõe profundidade. Ele pede silêncio, discernimento, sinceridade com as próprias intenções.

        A vida ganha outra qualidade quando aprendemos a observar reações, perceber por que certas palavras nos ferem, entender o que desperta irritação, orgulho ou medo. Cada descoberta ilumina um pedaço da alma e abre espaço para uma convivência mais leve. O julgamento, tão rápido e confortável, impede que reconheçamos que todos carregam histórias desconhecidas.

         Quando olhamos para dentro com verdade, cresce também a compaixão pelo outro. A pressa em criticar diminui, o olhar se suaviza, o coração se alarga. O autoconhecimento nos devolve responsabilidade: em vez de culpar o mundo, aprendemos a cuidar do que está ao nosso alcance. Em vez de esperar perfeição dos outros, reconhecemos a própria incompletude.

         E nesse reconhecimento nasce uma forma mais madura de viver, onde cada pessoa é vista como obra inacabada, assim como nós. O caminho para dentro nunca termina. É construção diária, feita de honestidade e delicadeza. Quanto mais nos conhecemos, menos interesse temos em medir a vida do outro. E é nesse movimento silencioso que a alma encontra paz, porque deixa de ser espectadora da vida alheia e se torna protagonista do próprio crescimento.


Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
No trecho “No entanto, essa facilidade é frágil, pois não gera mudança real”, o conectivo pois expressa relação de
Alternativas
Respostas
22921: D
22922: B
22923: E
22924: A
22925: B
22926: A
22927: A
22928: A
22929: C
22930: C
22931: B
22932: C
22933: A
22934: D
22935: B
22936: A
22937: B
22938: B
22939: D
22940: D