Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3879943 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Observa-se o emprego de vírgula para isolar um vocativo no seguinte trecho:
Alternativas
Q3879942 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Emprega-se palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
Alternativas
Q3879941 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
A mãe ordenou:

- Serginho, deixe a pasta com o тоçо! (5°/6º parágrafos)

Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Alternativas
Q3879940 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Retoma um termo mencionado anteriormente na crônica a palavra sublinhada em:
Alternativas
Q3879939 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. (10º parágrafo)

O verbo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido da frase, por:
Alternativas
Q3879938 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
No chamado discurso indireto livre, a voz de um personagem mescla-se intimamente à voz do cronista, a exemplo do que ocorre no seguinte trecho:
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Q3879937 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. (7º parágrafo)

Em relação ao trecho que a antecede, a oração sublinhada expressa ideia de
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Q3879936 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Em sua crônica, Drummond dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:
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Q3879935 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Com finalidade expressiva, Drummond lança mão de um enunciado paradoxal no seguinte trecho da crônica:
Alternativas
Q3879571 Português

Leia o Texto III e responda à questão.


Texto III


A planta-aranha pode remover até 95% dos poluentes do ar, incluindo toxinas e mofo em ambientes fechados.


Na década de 1980, a NASA realizou uma pesquisa inovadora para encontrar métodos naturais de purificação do ar em ambientes fechados, com foco em futuras missões espaciais. Como o ar em naves e estações espaciais não pode ser renovado facilmente, a agência buscava soluções eficientes e sustentáveis para melhorar a qualidade do ar respirado pelos astronautas. Foi nesse contexto que cientistas testaram diversas plantas comuns, entre elas a popular planta-aranha (Chlorophytum comosum), conhecida por sua resistência e fácil cultivo.

Os resultados surpreenderam: algumas plantas, incluindo a planta-aranha, foram capazes de remover até 95% de certos poluentes tóxicos do ar em apenas 24 horas, dentro de câmaras fechadas e controladas. Entre os principais contaminantes eliminados estavam o formaldeído – substância presente em móveis, carpetes, tintas e produtos de limpeza –, o benzeno, que aparece na fumaça de cigarro e combustíveis, e esporos de mofo, que podem causar alergias e problemasrespiratórios. Fonte: @terrafatos. A planta-aranha pode remover até 95% dos poluentes do ar, incluindo toxinas e mofo em ambientes fechados. Instagram. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMoRR9QRQ2x/. Acesso em: 29 jul. 2025.

Analise as assertivas que seguem acerca dasinformações e dossentidos autorizados peloTexto III.


I- O textotrata de uma pesquisa sobre métodos sustentáveis de purificação do ar.

II- A pesquisa revelou que apenas a planta-aranha é eficaz na purificação do ar em ambientes fechados.

III- A pesquisa surgiu da necessidade de renovação do ar em aeronaves.

IV- A pesquisa foi motivada pela curiosidade de astronautas que participaram de missões espaciais.


É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q3879566 Português

Considere a situação hipotética seguinte e responda à questão.


No seu primeiro dia de trabalho, um servidor percebeu que havia diversas placas de aviso espalhadas em seu novo ambiente de trabalho, em locais como banheiros, corredores e sala de espera. As placas apresentavam os seguintes dizeres: 


A - “Assesso  restrito aos funcionarios”

B- “Os servidor deve usar crachá”

C - “Não haverão atendimento cem senha”

Analise as afirmações que seguem acerca da placa B: “Os servidor deve usar crachá”.


I- Não há desvio de concordância verbal.

II- Há desvio de concordância nominal.

III- A reescrita adequada seria: “Os servidores devem usar crachá”

IV- A reescrita adequada seria: “Os servidores deve usar crachá”.

V- Há problema no uso do acentográfico da palavra “crachá”.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3879565 Português

Considere a situação hipotética seguinte e responda à questão.


No seu primeiro dia de trabalho, um servidor percebeu que havia diversas placas de aviso espalhadas em seu novo ambiente de trabalho, em locais como banheiros, corredores e sala de espera. As placas apresentavam os seguintes dizeres: 


A - “Assesso  restrito aos funcionarios”

B- “Os servidor deve usar crachá”

C - “Não haverão atendimento cem senha”

Analise as afirmações acerca da placa A: “Assesso restrito aos funcionarios”.


I- Nota-se a ausência do acento gráficona palavra “funcionarios”.

II- Há problema de escrita relacionado à grafia da palavra “Assesso”.

III- A placa foi escrita com total observação às regras gramaticais normativas.

IV- O termo “funcionarios” deve receber acento circunflexo.

V- A grafia correta da palavra “assesso” é “acesso”.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3879564 Português

Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece


Por trás de todos os benefícios do brócolis, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção de todos


O brócolis é presença constante na alimentação dos brasileiros. Seja como acompanhamento, salada ou ingrediente principal em receitas variadas, este vegetal conquistou um espaço fixo nas refeições do dia a dia.

Não é por acaso: além de ser acessível e fácil de preparar, o brócolis é amplamente reconhecido por seu alto valor nutricional.

No entanto, por trás de todos esses benefícios, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção. Há situações específicas em que o consumo do brócolis deve ser moderado ou até evitado.

O ponto de alerta gira em torno de compostos naturais chamados isotiocianatos. Essas substâncias, comuns nos vegetais da família das crucíferas (que inclui couve-flor, repolho e nabo), têm a capacidade de interferir na absorção de iodo pelo organismo.

Isso pode impactar negativamente o funcionamento da glândula tireoide, especialmente em pessoas que já sofrem de hipotireoidismo ou outras disfunções tireoidianas.

Nessas circunstâncias, a ingestão frequente de grandes quantidades de brócolis cru pode agravar o quadro, reduzindo a produção dos hormônios essenciais para o metabolismo.

Outro grupo que precisa ter cautela ao incluir o brócolis cru na dieta são indivíduos com síndrome do intestino irritável (SII) ou dificuldades digestivas.

O alto teor de fibras insolúveis, embora benéfico para a maioria das pessoas, pode provocar desconforto abdominal, inchaço e gases em quem possui um sistema digestivo mais sensível.

Nesses casos, a recomendação dos especialistas é simples: prefira consumir o vegetal cozido, de preferência no vapor, processo que ameniza tanto os isotiocianatos quanto a rigidez das fibras, tornando a digestão mais fácil.

Apesar dessas ressalvas, os benefícios do brócolis são inegáveis. Trata-se de uma verdadeira potência nutricional, rica em vitamina C, antioxidantes e compostos bioativos como o sulforafano, reconhecido por suas propriedades anticancerígenas.

Além de fortalecer o sistema imunológico, o consumo regular do vegetal contribui para a redução do colesterol, protege o coração e tem efeitos anti-inflamatórios importantes na prevenção de doenças crônicas.


Fonte: CARVALHO, Jeferson. Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece. , 14 ago. 2025. Disponível em: Catraca Livre https://catracalivre.com.br/variedades/para-ficar-atento-efeitos-colaterais-do-brocolis-que-pouca-gente-conhece/. Acesso em: 02 jul. 2025 [Adaptado].

Marque a assertiva CORRETA acerca da linguagem empregada noTexto I.
Alternativas
Q3879559 Português

Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece


Por trás de todos os benefícios do brócolis, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção de todos


O brócolis é presença constante na alimentação dos brasileiros. Seja como acompanhamento, salada ou ingrediente principal em receitas variadas, este vegetal conquistou um espaço fixo nas refeições do dia a dia.

Não é por acaso: além de ser acessível e fácil de preparar, o brócolis é amplamente reconhecido por seu alto valor nutricional.

No entanto, por trás de todos esses benefícios, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção. Há situações específicas em que o consumo do brócolis deve ser moderado ou até evitado.

O ponto de alerta gira em torno de compostos naturais chamados isotiocianatos. Essas substâncias, comuns nos vegetais da família das crucíferas (que inclui couve-flor, repolho e nabo), têm a capacidade de interferir na absorção de iodo pelo organismo.

Isso pode impactar negativamente o funcionamento da glândula tireoide, especialmente em pessoas que já sofrem de hipotireoidismo ou outras disfunções tireoidianas.

Nessas circunstâncias, a ingestão frequente de grandes quantidades de brócolis cru pode agravar o quadro, reduzindo a produção dos hormônios essenciais para o metabolismo.

Outro grupo que precisa ter cautela ao incluir o brócolis cru na dieta são indivíduos com síndrome do intestino irritável (SII) ou dificuldades digestivas.

O alto teor de fibras insolúveis, embora benéfico para a maioria das pessoas, pode provocar desconforto abdominal, inchaço e gases em quem possui um sistema digestivo mais sensível.

Nesses casos, a recomendação dos especialistas é simples: prefira consumir o vegetal cozido, de preferência no vapor, processo que ameniza tanto os isotiocianatos quanto a rigidez das fibras, tornando a digestão mais fácil.

Apesar dessas ressalvas, os benefícios do brócolis são inegáveis. Trata-se de uma verdadeira potência nutricional, rica em vitamina C, antioxidantes e compostos bioativos como o sulforafano, reconhecido por suas propriedades anticancerígenas.

Além de fortalecer o sistema imunológico, o consumo regular do vegetal contribui para a redução do colesterol, protege o coração e tem efeitos anti-inflamatórios importantes na prevenção de doenças crônicas.


Fonte: CARVALHO, Jeferson. Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece. , 14 ago. 2025. Disponível em: Catraca Livre https://catracalivre.com.br/variedades/para-ficar-atento-efeitos-colaterais-do-brocolis-que-pouca-gente-conhece/. Acesso em: 02 jul. 2025 [Adaptado].

Analise as assertivas que seguem acerca da acentuação gráfica das palavras “brócolis”, “benéfico”, “além” e “glândula”.


I- Todas são proparoxítonas.

II- “brócolis” e “benéfico” são proparoxítonas.

III- Apenas “glândula” é paroxítona.

IV- “além” é oxítona.


É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q3879557 Português

Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece


Por trás de todos os benefícios do brócolis, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção de todos


O brócolis é presença constante na alimentação dos brasileiros. Seja como acompanhamento, salada ou ingrediente principal em receitas variadas, este vegetal conquistou um espaço fixo nas refeições do dia a dia.

Não é por acaso: além de ser acessível e fácil de preparar, o brócolis é amplamente reconhecido por seu alto valor nutricional.

No entanto, por trás de todos esses benefícios, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção. Há situações específicas em que o consumo do brócolis deve ser moderado ou até evitado.

O ponto de alerta gira em torno de compostos naturais chamados isotiocianatos. Essas substâncias, comuns nos vegetais da família das crucíferas (que inclui couve-flor, repolho e nabo), têm a capacidade de interferir na absorção de iodo pelo organismo.

Isso pode impactar negativamente o funcionamento da glândula tireoide, especialmente em pessoas que já sofrem de hipotireoidismo ou outras disfunções tireoidianas.

Nessas circunstâncias, a ingestão frequente de grandes quantidades de brócolis cru pode agravar o quadro, reduzindo a produção dos hormônios essenciais para o metabolismo.

Outro grupo que precisa ter cautela ao incluir o brócolis cru na dieta são indivíduos com síndrome do intestino irritável (SII) ou dificuldades digestivas.

O alto teor de fibras insolúveis, embora benéfico para a maioria das pessoas, pode provocar desconforto abdominal, inchaço e gases em quem possui um sistema digestivo mais sensível.

Nesses casos, a recomendação dos especialistas é simples: prefira consumir o vegetal cozido, de preferência no vapor, processo que ameniza tanto os isotiocianatos quanto a rigidez das fibras, tornando a digestão mais fácil.

Apesar dessas ressalvas, os benefícios do brócolis são inegáveis. Trata-se de uma verdadeira potência nutricional, rica em vitamina C, antioxidantes e compostos bioativos como o sulforafano, reconhecido por suas propriedades anticancerígenas.

Além de fortalecer o sistema imunológico, o consumo regular do vegetal contribui para a redução do colesterol, protege o coração e tem efeitos anti-inflamatórios importantes na prevenção de doenças crônicas.


Fonte: CARVALHO, Jeferson. Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece. , 14 ago. 2025. Disponível em: Catraca Livre https://catracalivre.com.br/variedades/para-ficar-atento-efeitos-colaterais-do-brocolis-que-pouca-gente-conhece/. Acesso em: 02 jul. 2025 [Adaptado].

Analise as assertivas que seguem a respeito dos benefícios do brócolis, conforme as ideias apresentadas no Texto


I. I- Érico em vitaminaC.

II- Possui propriedades anticancerígenas.

III- Reduz o colesterol.

IV- Reduz a absorção do iodo.

V- Fortalece o sistema imunológico.


É CORRETOo que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q3879460 Português

Todas as palavras sublinhadas nas frases abaixo contêm a letra X.

Assinale a opção que apresenta a palavra em que essa letra deve ser pronunciada como CH. 

Alternativas
Q3879459 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que a expressão sublinhada está corretamente empregada.
Alternativas
Q3879458 Português
Leia a frase a seguir.
Perde-se o Brasil, Senhor (digamo-lo em uma palavra), porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar nossos bens.
Padre Antônio Vieira, Os Sermões. Ed. Lello & Irmão.

Sobre as palavras sublinhadas na frase, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3879457 Português
Todas as frases a seguir mostram palavras de origem inglesa (anglicismos), frequentes em nosso vocabulário.
Assinale a frase em que o anglicismo empregado tem seu equivalente em língua portuguesa corretamente indicado.
Alternativas
Q3879456 Português
Problemas do Rio de Janeiro

   O Rio de Janeiro, com sua mistura de beleza natural, cultura vibrante e complexidade urbana, enfrenta uma série de desafios que afetam o dia a dia dos seus moradores. Nos últimos tempos, três questões têm se destacado como as principais preocupações da população: a violência urbana, o transporte público e a saúde pública.
    A violência continua sendo um dos principais problemas no Rio de Janeiro. Assaltos, tiroteios e conflitos em áreas dominadas pelo tráfico de drogas e pelas milícias criam um cenário de insegurança. Além disso, a criminalidade tem impactos diretos na economia local, afetando o turismo, os negócios e a qualidade de vida da população.
       As soluções para isso são:
    Investimento em Segurança Pública: aumentar o número de policiais nas ruas, melhorando o treinamento e a capacitação, e fornecendo equipamentos adequados. Focar em inteligência policial para combater as redes de tráfico e milícias.
    Fortalecimento das Políticas Sociais: a violência urbana não pode ser combatida apenas com repressão. É essencial investir em educação, cultura e oportunidades de emprego, especialmente nas comunidades mais vulneráveis, para reduzir a entrada de jovens no crime.
    Policiamento Comunitário: implementar o policiamento comunitário que promova uma relação de confiança entre os cidadãos e as forças de segurança, incentivando a denúncia de crimes e colaborando na prevenção.

(Evandro Brasil, 24/11/2024)

Leia o segmento a seguir.


Focar em inteligência policial para combater as redes de tráfico e milícias.


Nesse caso, a preposição de indica tipo.


Assinale a frase a seguir em que a preposição de destacada mostra valor de causa.

Alternativas
Respostas
10501: C
10502: B
10503: A
10504: E
10505: A
10506: B
10507: E
10508: C
10509: D
10510: B
10511: A
10512: E
10513: C
10514: B
10515: B
10516: D
10517: E
10518: C
10519: C
10520: D