Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3329286 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo aponta que abelhas podem detectar câncer com precisão


Em um experimento inovador realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, abelhas foram capazes de detectar instantaneamente o câncer de pulmão e de distinguir os dois tipos da doença. A descoberta pode contribuir para um mecanismo não invasivo de reconhecimento de tumores em estágios iniciais.

O estudo revelou que as pequenas produtoras de mel podem usar suas super antenas sensoriais, que atuam no diagnóstico de diferentes misturas de gases ou cheiros no ar, para discernir o material orgânico de um paciente saudável e de um paciente com câncer.

Como o câncer de pulmão está entre os tipos mais comuns da doença, a aplicação de um biossensor preciso no início do tratamento tem potencial de salvar vidas em larga escala.

Embora o conceito seja simples e o design experimental direto, a execução foi complicada. Os estudiosos obtiveram as abelhas da Universidade Estadual do Arizona e cuidaram delas por mais de quatro semanas.

Para imobilizá-las, eles projetaram um minúsculo arreio para segurar os pescoços, enquanto elas eram expostas às amostras de gás. Sob as antenas da abelha viva, os pesquisadores passaram misturas de gases e compostos orgânicos voláteis (VOCs), projetados em laboratório para representar o hálito de pacientes saudáveis e com câncer. 

Pesquisas anteriores mostraram que culturas de células cancerígenas — câncer de mama, câncer de fígado, câncer de próstata, câncer de pulmão e outros — emitem misturas únicas de VOCs ou gases.

Outros seres também demonstraram capacidade olfativa avançada com possibilidades para aplicações empolgantes. Em um estudo publicado em 2023, pesquisadores treinaram formigas para identificar ratos saudáveis e ratos com câncer de mama humano xenotransplantados em aproximadamente 10 minutos.

Cães também podem perceber mudanças na saúde de uma pessoa, como Covid-19 no suor, câncer em amostras de urina ou um melanoma na pele. Além disso, os companheiros de quatro patas, quando treinados, são capazes de sinalizar o início de uma convulsão ou níveis perigosamente baixos de açúcar no sangue, cheirando e identificando corretamente mudanças sutis e significativas na química do hálito de um humano.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2024/07/estudo-aponta-que-abelhas-p odem-detectar-cancer-com-precisao/
Segundo o texto, o que foi descoberto sobre as culturas de células cancerígenas? 
Alternativas
Q3329030 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.É necessário informar que o termo assento não necessita de acento.
II.A polícia não pode combater o tráfico se estiver presa no tráfego.
III.Primeiro se deve retificar um documento público para depois ratificar sua validade.
IV.A sela dos cavalos do xerife ficavam escondidas em uma pequena cela.
V.Há um mandado judicial para cassação do mandato do deputado.

Em quais das afirmativas lidas há o emprego de um par de palavras homônimas?
Alternativas
Q3328950 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:

Doutor , eu gostaria de saber se há alguma atualização no meu processo.

O termo "doutor" grifado acima possui qual classificação na oração?
Alternativas
Q3328810 Português
Em qual das alternativas abaixo há o emprego de uma figura de linguagem conhecida como sinestesia?
Alternativas
Q3328585 Português
Narrativa curta, personagens que são, em sua maioria, animais que falam, diálogos entre esses personagens para mostrar pontos de vista diferentes e com uma lição de moral ao fim da história. A qual gênero essa descrição se refere?
Alternativas
Q3328469 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

LEI Nº 9.864, DE 10 DE JUNHO DE 2024.

DISPÕE SOBRE A FIXAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE INFORMATIVOS CONSCIENTIZADORES DE PROTEÇÃO ANIMAL, DISPONDO SOBRE MAUS‑TRATOS E INCENTIVO À ADOÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS NO ÂMBITO MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 1º Ficam instituído, como mecanismo de proteção aos animais, a fixação e a distribuição de informativos conscientizadores contra os maus‑tratos de animais domésticos, em estádios, quadras e eventos desportivos no âmbito municipal.

Art. 2º Enquadram‑se na presente Lei, os estádios, quadras desportivas, campos, arenas e demais espaços semelhantes, nos quais ocorram eventos e práticas desportivas, gratuitas ou não.


Disponível em: http://leismunicipa.is/1gvn6. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Releia este fragmento do texto:

“Art. 2º Enquadram‑se na presente Lei, os estádios, quadras desportivas, campos, arenas e demais espaços semelhantes, nos quais ocorram eventos e práticas desportivas, gratuitas ou não.”

Tendo em vista o que prescreve a gramática normativa, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3328468 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

LEI Nº 9.864, DE 10 DE JUNHO DE 2024.

DISPÕE SOBRE A FIXAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE INFORMATIVOS CONSCIENTIZADORES DE PROTEÇÃO ANIMAL, DISPONDO SOBRE MAUS‑TRATOS E INCENTIVO À ADOÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS NO ÂMBITO MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 1º Ficam instituído, como mecanismo de proteção aos animais, a fixação e a distribuição de informativos conscientizadores contra os maus‑tratos de animais domésticos, em estádios, quadras e eventos desportivos no âmbito municipal.

Art. 2º Enquadram‑se na presente Lei, os estádios, quadras desportivas, campos, arenas e demais espaços semelhantes, nos quais ocorram eventos e práticas desportivas, gratuitas ou não.


Disponível em: http://leismunicipa.is/1gvn6. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Considerando o que prescreve a norma‑padrão da língua portuguesa, é correto afirmar:
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Q3328467 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver

Nós, povos indígenas, vivemos em estado de constante ameaça, que exige estarmos em permanente vigília e mobilização. Neste momento, junho de 2024, em que iniciativas legislativas, executivas e judiciárias ameaçam nossa sobrevivência enquanto povos originários, nos vemos obrigados a intensificar nossas lutas e amplificar nossa voz de protesto para defender nossos direitos mais básicos: vida, territórios e o bem‑viver.

Nos mobilizamos em defesa dos nossos direitos, principalmente pela demarcação dos nossos territórios e pela declaração da inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, que fixa tanto o marco temporal como outras normas de impedimento à demarcação de terras indígenas.

Trazemos a público, neste manifesto, nossas preocupações, denúncias e reivindicações, na expectativa e confiança de sermos ouvidos, respeitados e atendidos em nossas demandas.

Hoje, convocamos toda a sociedade brasileira e a comunidade internacional a repercutirem essa mensagem urgente, e a somarem forças nas nossas lutas. O futuro da humanidade e a subsistência do planeta passam por nós, povos originários. Cumprimos um dever ancestral de manter viva nossa cultura e defender nossas terras.


LEVANTE PELA TERRA. Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver. 2. ed. Brasília-DF, 24-28 jun. 2024. Disponível em: https:// cimi.org.br/wp-content/uploads/2024/07/manifesto-levante-pela-terrajunho-2024.pdf. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Em “Cumprimos um dever ancestral de manter viva nossa cultura e defender nossas terras.”, o adjetivo destacado denota a ideia de que
Alternativas
Q3328466 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver

Nós, povos indígenas, vivemos em estado de constante ameaça, que exige estarmos em permanente vigília e mobilização. Neste momento, junho de 2024, em que iniciativas legislativas, executivas e judiciárias ameaçam nossa sobrevivência enquanto povos originários, nos vemos obrigados a intensificar nossas lutas e amplificar nossa voz de protesto para defender nossos direitos mais básicos: vida, territórios e o bem‑viver.

Nos mobilizamos em defesa dos nossos direitos, principalmente pela demarcação dos nossos territórios e pela declaração da inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, que fixa tanto o marco temporal como outras normas de impedimento à demarcação de terras indígenas.

Trazemos a público, neste manifesto, nossas preocupações, denúncias e reivindicações, na expectativa e confiança de sermos ouvidos, respeitados e atendidos em nossas demandas.

Hoje, convocamos toda a sociedade brasileira e a comunidade internacional a repercutirem essa mensagem urgente, e a somarem forças nas nossas lutas. O futuro da humanidade e a subsistência do planeta passam por nós, povos originários. Cumprimos um dever ancestral de manter viva nossa cultura e defender nossas terras.


LEVANTE PELA TERRA. Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver. 2. ed. Brasília-DF, 24-28 jun. 2024. Disponível em: https:// cimi.org.br/wp-content/uploads/2024/07/manifesto-levante-pela-terrajunho-2024.pdf. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
No texto do manifesto, o uso da primeira pessoa do plural tem a função de
Alternativas
Q3328465 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver

Nós, povos indígenas, vivemos em estado de constante ameaça, que exige estarmos em permanente vigília e mobilização. Neste momento, junho de 2024, em que iniciativas legislativas, executivas e judiciárias ameaçam nossa sobrevivência enquanto povos originários, nos vemos obrigados a intensificar nossas lutas e amplificar nossa voz de protesto para defender nossos direitos mais básicos: vida, territórios e o bem‑viver.

Nos mobilizamos em defesa dos nossos direitos, principalmente pela demarcação dos nossos territórios e pela declaração da inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, que fixa tanto o marco temporal como outras normas de impedimento à demarcação de terras indígenas.

Trazemos a público, neste manifesto, nossas preocupações, denúncias e reivindicações, na expectativa e confiança de sermos ouvidos, respeitados e atendidos em nossas demandas.

Hoje, convocamos toda a sociedade brasileira e a comunidade internacional a repercutirem essa mensagem urgente, e a somarem forças nas nossas lutas. O futuro da humanidade e a subsistência do planeta passam por nós, povos originários. Cumprimos um dever ancestral de manter viva nossa cultura e defender nossas terras.


LEVANTE PELA TERRA. Manifesto pela vida, demarcações e o bem‑viver. 2. ed. Brasília-DF, 24-28 jun. 2024. Disponível em: https:// cimi.org.br/wp-content/uploads/2024/07/manifesto-levante-pela-terrajunho-2024.pdf. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Considerando o objetivo do texto, é correto afirmar que sua argumentação se pauta principalmente na
Alternativas
Q3328464 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder àsquestão.

Na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores / construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerado o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores.

Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto‑sujeitos e não algo que preexista a essa interação.

Considerar o leitor e seus conhecimentos e que esses conhecimentos são diferentes de um leitor para outro implica aceitar uma pluralidade de leituras e de sentidos em relação a um mesmo texto.

É claro que com isso não preconizamos que o leitor possa ler qualquer coisa em um texto, pois, como já afirmamos, o sentido não está apenas no leitor, nem no texto, mas na interação autor‑texto‑leitor. Por isso, é de fundamental importância que o leitor considere na e para a produção de sentido as “sinalizações” do texto, além dos conhecimentos que possui.

A pluralidade de leituras e de sentidos pode ser maior ou menor dependendo do texto, do modo como é constituído, do que foi explicitamente revelado e do que foi implicitamente sugerido.

KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2006b. p 10‑11; 21‑22.
Releia este trecho:

“É claro que com isso não preconizamos que o leitor possa ler qualquer coisa em um texto, pois, como já afirmamos, o sentido não está apenas no leitor, nem no texto, mas na interação autor‑texto‑leitor.”
No contexto apresentado no texto, a palavra destacada no fragmento anterior poderia ser substituída, sem perda de sentido, por
Alternativas
Q3328463 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder àsquestão.

Na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores / construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerado o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores.

Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto‑sujeitos e não algo que preexista a essa interação.

Considerar o leitor e seus conhecimentos e que esses conhecimentos são diferentes de um leitor para outro implica aceitar uma pluralidade de leituras e de sentidos em relação a um mesmo texto.

É claro que com isso não preconizamos que o leitor possa ler qualquer coisa em um texto, pois, como já afirmamos, o sentido não está apenas no leitor, nem no texto, mas na interação autor‑texto‑leitor. Por isso, é de fundamental importância que o leitor considere na e para a produção de sentido as “sinalizações” do texto, além dos conhecimentos que possui.

A pluralidade de leituras e de sentidos pode ser maior ou menor dependendo do texto, do modo como é constituído, do que foi explicitamente revelado e do que foi implicitamente sugerido.

KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2006b. p 10‑11; 21‑22.
Tendo em vista o contexto em que as frases aparecem no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3328462 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder àsquestão.

Na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores / construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerado o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores.

Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto‑sujeitos e não algo que preexista a essa interação.

Considerar o leitor e seus conhecimentos e que esses conhecimentos são diferentes de um leitor para outro implica aceitar uma pluralidade de leituras e de sentidos em relação a um mesmo texto.

É claro que com isso não preconizamos que o leitor possa ler qualquer coisa em um texto, pois, como já afirmamos, o sentido não está apenas no leitor, nem no texto, mas na interação autor‑texto‑leitor. Por isso, é de fundamental importância que o leitor considere na e para a produção de sentido as “sinalizações” do texto, além dos conhecimentos que possui.

A pluralidade de leituras e de sentidos pode ser maior ou menor dependendo do texto, do modo como é constituído, do que foi explicitamente revelado e do que foi implicitamente sugerido.

KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2006b. p 10‑11; 21‑22.
Considerando a concepção interacional da língua apresentada no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3328461 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A informatividade diz respeito, por um lado, à distribuição da informação no texto, e, por outro, ao grau de previsibilidade / redundância com que a informação nele contida é veiculada.

Quanto à distribuição da informação, é preciso que haja um equilíbrio entre informação dada e informação nova.

Um texto que contenha apenas informação conhecida caminha em círculos, é inócuo, pois falta‑lhe a progressão necessária à construção do mundo textual. Por outro lado, é cognitivamente impossível a existência de textos que contenham unicamente informação nova, visto que seriam improcessáveis, devido à falta das âncoras necessárias para o processamento. Todo texto organiza‑se pela combinação de dois movimentos, um de retroação, por meio do qual se retoma a informação anteriormente introduzida, que vai servir de ancoragem para o movimento de progressão, responsável pela introdução de informação nova.

Quanto ao grau de previsibilidade ou expectabilidade da informação, um texto será tanto menos informativo quanto mais previsível (redundante) for a informação que traz.

KOCH, Ingedore. Introdução à linguística textual. São Paulo: Contexto, 2015. p. 41.
Em relação aos aspectos gramaticais no fragmento do texto de Koch apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3328460 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A informatividade diz respeito, por um lado, à distribuição da informação no texto, e, por outro, ao grau de previsibilidade / redundância com que a informação nele contida é veiculada.

Quanto à distribuição da informação, é preciso que haja um equilíbrio entre informação dada e informação nova.

Um texto que contenha apenas informação conhecida caminha em círculos, é inócuo, pois falta‑lhe a progressão necessária à construção do mundo textual. Por outro lado, é cognitivamente impossível a existência de textos que contenham unicamente informação nova, visto que seriam improcessáveis, devido à falta das âncoras necessárias para o processamento. Todo texto organiza‑se pela combinação de dois movimentos, um de retroação, por meio do qual se retoma a informação anteriormente introduzida, que vai servir de ancoragem para o movimento de progressão, responsável pela introdução de informação nova.

Quanto ao grau de previsibilidade ou expectabilidade da informação, um texto será tanto menos informativo quanto mais previsível (redundante) for a informação que traz.

KOCH, Ingedore. Introdução à linguística textual. São Paulo: Contexto, 2015. p. 41.
Considerando o aspecto da informatividade discutido no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3327893 Português
A Crônica


    A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e predeterminada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando−se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.

    Regra geral, a crônica é um comentário breve e despretensioso sobre algum fato do cotidiano — algo a ser lido “enquanto se toma o café da manhã”, na feliz expressão de Fernando Sabino. Tal comentário pode ser poético ou irônico, mas seu motivo, na maioria dos casos, é o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Nessas trivialidades, o cronista surpreende a beleza, a comicidade, os aspectos singulares. O tom, como acentua Antonio Candido, é o de “uma conversa aparentemente banal”.

    O próprio Fernando Sabino apresenta uma das melhores definições para a crônica, ao dizer que ela “busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um”. Em outro momento, explicando a opção que fez pelo gênero, Sabino diz: “Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno−me simples espectador”.

    A mistura entre jornalismo e literatura leva o cronista a um frequente impasse. Para se constituir em texto artístico, seu comentário sobre o cotidiano precisa apresentar uma linguagem que transcenda à da mera informação. Ou seja, precisa de uma linguagem menos denotativa e mais pessoal. Isso não implica uma elaboração muito sofisticada ou pretensiosa. Significa que o estilo deve dar a impressão de naturalidade e que a língua escrita deve aproximar−se da fala.

    Nem sempre o cronista atinge este alvo duplo: fazer literatura e expressar−se com simplicidade. Em função do grande público, é preciso buscar primeiramente a clareza e uma dimensão de oralidade na escrita. Daí a crônica ser considerada por muitos críticos um gênero menor. Aquela vontade de forma, que todo grande artista possui, muitas vezes desaparece diante da necessidade de ser acessível a todos os leitores.


Sergius Gonzaga. Adaptado.


A palavra “irrisório”, no 3º parágrafo, dependendo do contexto, tem como possíveis sinônimos, EXCETO: 
Alternativas
Q3327892 Português
A Crônica


    A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e predeterminada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando−se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.

    Regra geral, a crônica é um comentário breve e despretensioso sobre algum fato do cotidiano — algo a ser lido “enquanto se toma o café da manhã”, na feliz expressão de Fernando Sabino. Tal comentário pode ser poético ou irônico, mas seu motivo, na maioria dos casos, é o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Nessas trivialidades, o cronista surpreende a beleza, a comicidade, os aspectos singulares. O tom, como acentua Antonio Candido, é o de “uma conversa aparentemente banal”.

    O próprio Fernando Sabino apresenta uma das melhores definições para a crônica, ao dizer que ela “busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um”. Em outro momento, explicando a opção que fez pelo gênero, Sabino diz: “Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno−me simples espectador”.

    A mistura entre jornalismo e literatura leva o cronista a um frequente impasse. Para se constituir em texto artístico, seu comentário sobre o cotidiano precisa apresentar uma linguagem que transcenda à da mera informação. Ou seja, precisa de uma linguagem menos denotativa e mais pessoal. Isso não implica uma elaboração muito sofisticada ou pretensiosa. Significa que o estilo deve dar a impressão de naturalidade e que a língua escrita deve aproximar−se da fala.

    Nem sempre o cronista atinge este alvo duplo: fazer literatura e expressar−se com simplicidade. Em função do grande público, é preciso buscar primeiramente a clareza e uma dimensão de oralidade na escrita. Daí a crônica ser considerada por muitos críticos um gênero menor. Aquela vontade de forma, que todo grande artista possui, muitas vezes desaparece diante da necessidade de ser acessível a todos os leitores.


Sergius Gonzaga. Adaptado.


De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Na crônica, a preocupação com forma está acima da linguagem acessível e clara.
( ) A crônica está diretamente ligada ao cotidiano.
( ) Muitos críticos consideram a crônica um gênero menor.
Alternativas
Q3327891 Português
A Crônica


    A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e predeterminada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando−se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.

    Regra geral, a crônica é um comentário breve e despretensioso sobre algum fato do cotidiano — algo a ser lido “enquanto se toma o café da manhã”, na feliz expressão de Fernando Sabino. Tal comentário pode ser poético ou irônico, mas seu motivo, na maioria dos casos, é o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Nessas trivialidades, o cronista surpreende a beleza, a comicidade, os aspectos singulares. O tom, como acentua Antonio Candido, é o de “uma conversa aparentemente banal”.

    O próprio Fernando Sabino apresenta uma das melhores definições para a crônica, ao dizer que ela “busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um”. Em outro momento, explicando a opção que fez pelo gênero, Sabino diz: “Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno−me simples espectador”.

    A mistura entre jornalismo e literatura leva o cronista a um frequente impasse. Para se constituir em texto artístico, seu comentário sobre o cotidiano precisa apresentar uma linguagem que transcenda à da mera informação. Ou seja, precisa de uma linguagem menos denotativa e mais pessoal. Isso não implica uma elaboração muito sofisticada ou pretensiosa. Significa que o estilo deve dar a impressão de naturalidade e que a língua escrita deve aproximar−se da fala.

    Nem sempre o cronista atinge este alvo duplo: fazer literatura e expressar−se com simplicidade. Em função do grande público, é preciso buscar primeiramente a clareza e uma dimensão de oralidade na escrita. Daí a crônica ser considerada por muitos críticos um gênero menor. Aquela vontade de forma, que todo grande artista possui, muitas vezes desaparece diante da necessidade de ser acessível a todos os leitores.


Sergius Gonzaga. Adaptado.


A partir das ideias apresentadas no texto, é CORRETO inferir que:
Alternativas
Q3327890 Português
A Crônica


    A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e predeterminada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando−se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.

    Regra geral, a crônica é um comentário breve e despretensioso sobre algum fato do cotidiano — algo a ser lido “enquanto se toma o café da manhã”, na feliz expressão de Fernando Sabino. Tal comentário pode ser poético ou irônico, mas seu motivo, na maioria dos casos, é o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Nessas trivialidades, o cronista surpreende a beleza, a comicidade, os aspectos singulares. O tom, como acentua Antonio Candido, é o de “uma conversa aparentemente banal”.

    O próprio Fernando Sabino apresenta uma das melhores definições para a crônica, ao dizer que ela “busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um”. Em outro momento, explicando a opção que fez pelo gênero, Sabino diz: “Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno−me simples espectador”.

    A mistura entre jornalismo e literatura leva o cronista a um frequente impasse. Para se constituir em texto artístico, seu comentário sobre o cotidiano precisa apresentar uma linguagem que transcenda à da mera informação. Ou seja, precisa de uma linguagem menos denotativa e mais pessoal. Isso não implica uma elaboração muito sofisticada ou pretensiosa. Significa que o estilo deve dar a impressão de naturalidade e que a língua escrita deve aproximar−se da fala.

    Nem sempre o cronista atinge este alvo duplo: fazer literatura e expressar−se com simplicidade. Em função do grande público, é preciso buscar primeiramente a clareza e uma dimensão de oralidade na escrita. Daí a crônica ser considerada por muitos críticos um gênero menor. Aquela vontade de forma, que todo grande artista possui, muitas vezes desaparece diante da necessidade de ser acessível a todos os leitores.


Sergius Gonzaga. Adaptado.


Assinalar a alternativa que apresenta a classe das palavras sublinhadas, na ordem em que aparecem no texto.
Alternativas
Respostas
40361: D
40362: E
40363: C
40364: E
40365: B
40366: A
40367: D
40368: A
40369: A
40370: D
40371: C
40372: A
40373: B
40374: D
40375: A
40376: D
40377: B
40378: D
40379: A
40380: D