Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Ano: 2025 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Alto Rio Novo - ES Provas: IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Advogado do CREAS | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Agente de Almoxarifado e Patrimônio | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Agente de Defesa Ambiental | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Arquiteto e Urbanista | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Auditor de Controle Interno | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Auditor de Tributos | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Bibliotecário | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Assistente Social | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Agrônomo | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Ambiental | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Civil | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Nutricionista (Administração Geral) | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Procurador Municipal | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Psicólogo Social do CREAS | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Cirurgião Dentista - Clínico Geral | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Enfermeiro | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Farmacêutico | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Fisioterapeuta | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Fonoaudiólogo | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Médico Clínico Geral | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Médico Veterinário | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Psicólogo Clínico |
Q3769149 Português
Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço


         A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

          Ei, ei! Despertador tocando.


       Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

         A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
 No texto, a autora alterna tempos verbais para organizar eventos passados, presentes e projeções futuras, compondo uma narrativa que combina reflexão, humor e autorrepresentação. Considerando os verbos destacados, analise as assertivas.

I. Em “morrerei de fome”, o verbo está no futuro do presente do indicativo, exprimindo uma previsão decorrente da continuidade de determinada situação.
II. Em “a inspiração mingua”, o verbo está no presente do indicativo, indicando um fato habitual no cotidiano narrado pela autora.
III. Em “Maya Angelou acordava às 5h50”, o verbo encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo, expressando um hábito reiterado no passado.

Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Alto Rio Novo - ES Provas: IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Advogado do CREAS | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Agente de Almoxarifado e Patrimônio | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Agente de Defesa Ambiental | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Arquiteto e Urbanista | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Auditor de Controle Interno | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Auditor de Tributos | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Bibliotecário | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Assistente Social | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Agrônomo | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Ambiental | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Engenheiro Civil | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Nutricionista (Administração Geral) | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Procurador Municipal | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Psicólogo Social do CREAS | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Cirurgião Dentista - Clínico Geral | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Enfermeiro | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Farmacêutico | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Fisioterapeuta | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Fonoaudiólogo | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Médico Clínico Geral | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Médico Veterinário | IDESG - 2025 - Prefeitura de Alto Rio Novo - ES - Psicólogo Clínico |
Q3769148 Português
Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço


         A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

          Ei, ei! Despertador tocando.


       Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

         A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
O texto emprega humor e certo grau de ironia para construir uma autorrepresentação que oscila entre o rigor criativo e a autocrítica bem-humorada. Ao relatar preferências, procrastinações e fantasias sobre rotinas ideais, a autora problematiza a relação entre disciplina e cotidiano de forma leve e reflexiva. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta interpretação adequada dos efeitos expressivos do texto.
Alternativas
Q3769142 Português
A regência nominal exige atenção especial por parte do usuário da língua, pois a escolha inadequada da preposição pode comprometer a clareza e a correção gramatical do texto. Com base nas normas da gramática normativa, assinale a alternativa em que todas as construções apresentam regência nominal correta. 
Alternativas
Q3769141 Português
Observe o trecho a seguir, extraído de uma bula de medicamento:

Modo de usar:
Tome um comprimido pela manhã, preferencialmente em jejum.
Evite consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Não interrompa o uso do medicamento sem orientação médica.
Em caso de esquecimento, retome o uso normalmente no horário habitual, sem dobrar a dose.

Considerando as características linguísticas do texto acima, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta e completa sobre a linguagem empregada no trecho.
Alternativas
Q3769140 Português
Observe as orações abaixo e analise a correção do emprego das regras de concordância nominal.

I. Foram restauradas a fachada e o portão principal.
II. A secretária e o gerente estavam satisfeita com o resultado da reunião.
III. O diretor apresentou proposta e relatório detalhado sobre o novo projeto.
IV. O relatório continha observações claras e precisas sobre o desempenho dos setores.

Em quais afirmativas há concordância nominal correta de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa? 
Alternativas
Q3769122 Português
Observe as orações abaixo e analise a correção do emprego das regras de concordância nominal.

I. Foram restauradas a fachada e o portão principal.
II. A secretária e o gerente estavam satisfeita com o resultado da reunião.
III. O diretor apresentou proposta e relatório detalhado sobre o novo projeto.
IV. O relatório continha observações claras e precisas sobre o desempenho dos setores.

Em quais afirmativas há concordância nominal correta de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa? 
Alternativas
Q3769121 Português
Observe o trecho a seguir, extraído de uma bula de medicamento:

Modo de usar:
Tome um comprimido pela manhã, preferencialmente em jejum.
Evite consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Não interrompa o uso do medicamento sem orientação médica.
Em caso de esquecimento, retome o uso normalmente no horário habitual, sem dobrar a dose.

Considerando as características linguísticas do texto acima, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta e completa sobre a linguagem empregada no trecho.
Alternativas
Q3769120 Português
A regência nominal exige atenção especial por parte do usuário da língua, pois a escolha inadequada da preposição pode comprometer a clareza e a correção gramatical do texto. Com base nas normas da gramática normativa, assinale a alternativa em que todas as construções apresentam regência nominal correta.
Alternativas
Q3769102 Português
Considerando as regras que regem o uso da próclise, ênclise e mesóclise, assinale a alternativa em que o emprego do pronome oblíquo átono está inteiramente correto de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3769101 Português
Leia atentamente as afirmativas abaixo sobre vícios de linguagem. Em seguida, identifique em quais delas o conceito e o exemplo apresentados estão corretos quanto à classificação e à caracterização do vício mencionado:

I. "O menino subiu para cima rapidamente." — Trata-se de pleonasmo, pois há uma redundância desnecessária no uso de "subiu" e "para cima", já que o verbo "subir" já contém o sentido de direção ascendente.
II. "Ele fez uma viagem para o interior do country club." — É um caso de barbarismo, pois a expressão "country club" é oriunda de idioma estrangeiro e poderia ser substituída por "clube de campo", forma equivalente em português.
III. "Ontem fui na escola conversar com a diretora." — Ocorre solecismo de regência, pois o verbo "ir" exige a preposição "a", e o correto seria "fui à escola".

Em quais afirmativas a classificação dos vícios de linguagem está correta?
Alternativas
Q3769100 Português
Analise as afirmativas abaixo, que abordam situações distintas do uso da crase, e identifique em quais há emprego adequado conforme a norma culta da língua portuguesa:

I. Voltarei à França no próximo outono.
II. Assistiremos à filme indicado pelo professor.
III. O secretário compareceu à reunião às 15h.
IV. Agradecemos à todos os alunos que participaram da palestra.

Em quais afirmativas o emprego da crase está correto?
Alternativas
Q3768996 Português
Considere as informações:

•  Estigma         por mulheres asiáticas que pedem divórcio
(https://www.terra.com.br/noticias, 31.08.2025. Adaptado.)

•  Quando, a energia elétrica caiu em praticamente toda a Península Ibérica, em Madri, era meio-dia e        . O que se seguiu a partir daí foi o que se espera em situações como essa: caos.
(https://www.nexojornal.com.br, 30.04.2025. Adaptado.)

•  NASA trouxe para Terra        gramas de um tipo de asteroide que “pode ter acelerado o surgimento da vida”
(https://expresso.pt/sociedade/ciencia, 27.09.2023. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3768995 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Considere as passagens:

•  ... mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. (1o parágrafo)
•  ... morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco... (3o parágrafo)

As vírgulas empregadas nas passagens transcritas apresentam o mesmo motivo de emprego, respectivamente, nas expressões destacadas em:
Alternativas
Q3768994 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
A concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão em: 
Alternativas
Q3768993 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Considere as passagens:

•  O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. (1o parágrafo)
•  Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. (2o parágrafo)
•  E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos. (3o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3768992 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Identifica-se termo empregado em sentido figurado, destacado em negrito, na passagem:
Alternativas
Q3768991 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que
Alternativas
Q3768990 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Há uma relação de consequência e causa, nessa ordem, explicitada na passagem:
Alternativas
Q3768989 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito. (1o parágrafo)

Os termos “Com”, “para”, “Mas” e “e” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de: 
Alternativas
Q3768988 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Na oração do 1o parágrafo “... a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável...”, o termo destacado é antônimo de
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