Leia atentamente as afirmativas abaixo sobre vícios de ling...
I. "O menino subiu para cima rapidamente." — Trata-se de pleonasmo, pois há uma redundância desnecessária no uso de "subiu" e "para cima", já que o verbo "subir" já contém o sentido de direção ascendente.
II. "Ele fez uma viagem para o interior do country club." — É um caso de barbarismo, pois a expressão "country club" é oriunda de idioma estrangeiro e poderia ser substituída por "clube de campo", forma equivalente em português.
III. "Ontem fui na escola conversar com a diretora." — Ocorre solecismo de regência, pois o verbo "ir" exige a preposição "a", e o correto seria "fui à escola".
Em quais afirmativas a classificação dos vícios de linguagem está correta?
Gabarito comentado
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Gabarito: B) I e III, apenas.
Tema central:
A questão aborda vícios de linguagem, ou seja, desvios em relação à norma-padrão da Língua Portuguesa, como pleonasmo vicioso, barbarismo e solecismo. Reconhecer esses vícios é fundamental para quem vai prestar concursos, pois contribui para a comunicação formal clara e eficiente, indispensável na atuação de um Motorista de Ambulância.
Justificativa da alternativa correta:
Afirmativa I – Pleonasmo:
A expressão “subiu para cima” é um exemplo clássico de pleonasmo vicioso. De acordo com Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), pleonasmo é a “repetição desnecessária de ideias ou informações”. O verbo “subir” já indica movimento ascendente, por isso “para cima” é redundante nessa construção.
Afirmativa III – Solecismo de regência:
Na frase “fui na escola”, há um erro de regência verbal. Segundo Cunha & Cintra, o verbo “ir” pede a preposição “a” + artigo feminino, usando crase: “fui à escola”. O uso inadequado configura solecismo de regência, isto é, erro sintático na ligação entre elementos da frase.
Análise da afirmativa incorreta:
Afirmativa II – Barbarismo (estrangeirismo):
Embora muitos considerem o uso de palavras estrangeiras (“country club”) um barbarismo, gramáticas tradicionais, como as de Rocha Lima e Celso Cunha, costumam classificar barbarismo como erro na pronúncia, grafia ou flexão de palavras, e não necessariamente o simples uso de termos estrangeiros (estrangeirismos). Assim, o uso de “country club” não se enquadra perfeitamente no conceito tradicional de barbarismo, pois não há erro de estrutura nem grafia, e “clube de campo” não é necessariamente um equivalente exato.
Estratégia para acertar questões semelhantes:
Leia com atenção as definições formais dos vícios de linguagem e observe a correspondência entre o conceito e o exemplo. Cuidado com termos que parecem sinônimos, mas possuem classificação específica. Atenção especial às explicações de autores clássicos e à norma-padrão utilizada em manuais oficiais.
Resumo:
As afirmativas I e III estão corretas quanto à identificação dos vícios de linguagem; já a afirmativa II apresenta uma classificação imprecisa do conceito de barbarismo.
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