Questões de Concurso Sobre pronomes possessivos em português

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Q1848774 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Annabel Lee

Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)




Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.

Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;

E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;

Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;

Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,

Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;

E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,

Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...

Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)

Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. 

*barras marcam divisão dos versos do poema.

Observe:
I. “Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.” II. “E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...”
Sobre os vocábulos em destaque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1844364 Português

Com relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.


No texto, o pronome “sua”, em “sua destilação” (linha 29), tem como referente o termo “combustível” (linha 28), ou seja, trata-se da destilação do combustível. 

Alternativas
Q1840722 Português
Leia o poema a seguir.

Ao shopping center

Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
Nós almas penadas
Do mundo do consumo

De elevador ao céu
Pela escada ao inferno
Os extremos se tocam
No castigo eterno

Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos sempre nus.

Nós que por teus círculos
Vagamos em perdão
À espera (até quando?)
Da grande Liquidação.
PAES, José Paulo – Melhores Poemas.
Ainda em relação ao pronome “teu”, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q1840690 Português

Leia a letra da música a seguir.



O sal da Terra

 

Anda, quero te dizer nenhum segredo

Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar

Tempo, quero viver mais duzentos anos

Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão

Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor

A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor, o pé na terra

A paz na Terra, amor, o sal da...

Terra, és o mais bonito dos planetas

Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã

Canta, leva tua vida em harmonia

E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor

Deixa fluir o amor

Deixa crescer o amor

Deixa viver o amor

O sal da Terra.

Beto Guedes

No segundo verso, há o pronome possessivo “nossa”, em referência a “casa”. Levando em consideração todo o contexto da música, é correto ao que se refere a expressão “casa”:
Alternativas
Q1839664 Português
Texto 
A escritora espanhola Jessica Gómez conseguiu fazer “o post” do verão
europeu. Enquanto estava na praia, escreveu uma carta para a “garota do
maiô verde”, sentada ao seu lado. No texto, publicado numa terça-feira (05)
no Facebook, ela explicava para a menina, de forma eloquente, como tantas
mulheres de todo o mundo se envergonhavam do seu corpo e que deixavam
de lado a questão mais importante: a beleza por estar viva. E o texto viralizou
na Europa e tem rodado o mundo, chamando a atenção para muitas
mulheres de “maiô verde”, a ponto de terem feito até um curta metragem.
“Garota do maiô verde”
Querida garota do maiô verde:
Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina. Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.
Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças. Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Não pude evitar.
 E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha. Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.
Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.
Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz. Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos, porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.
Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.
Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua “imperfeição”, se é assim que você se acha.
O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?
Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.
Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…
Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.
E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.
Porque é assim que todos merecemos ser amados.
E é assim que todos deveríamos amar.

“Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina. Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar”. Levando em consideração ao emprego dos pronomes no primeiro parágrafo da carta, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2021 - MPE-RS - Promotor de Justiça |
Q1839482 Português
Assinale a alternativa em que se estabelece uma relação correta entre um pronome do texto e o segmento que ele retoma. 
Alternativas
Q1837295 Português

Obs.: As questões se apoiam em frases do discurso publicitário ou de propaganda.

Abaixo de uma grande foto de um cortiço de uma cidade americana, aparecia a seguinte frase:
“Se nossas cidades não forem ajudadas agora, daqui a pouco elas serão só isso.”
Sobre essa frase, assinale a afirmativa inadequada. 
Alternativas
Q1836759 Português

Cavidade gigante é descoberta por astrônomos na Via Láctea

A cavidade foi descoberta depois de uma gigantesca explosão de uma estrela

(AFP)


    Astrônomos descobriram na Via Láctea uma cavidade gigante cercada por duas nebulosas, as nuvens de Perseu e Touro, que apareceram após ao menos uma gigantesca explosão de uma estrela - de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (22/9).

    As nuvens moleculares de Perseu e Touro, como são chamadas, há muito tempo são escrutinadas, devido à sua proximidade com a Terra - entre 500 e 1.000 anos-luz de distância, uma palha na escala de nossa Via Láctea, que tem mais de 80.000 anos-luz em diâmetro.

    Mas também porque abrigam berçários estelares, formados graças à mistura de gás molecular e poeira que compõe essas nuvens. Finalmente, porque essas nebulosas pareciam estar ligadas por uma espécie de filamento. Uma posterior observação descartou essa ligação por suas respectivas distâncias de nosso planeta.

     "O engraçado sobre essas duas nuvens", explicou à AFP o pesquisador Shmuel Bialy, do Harvard Center for Astrophysics and the Smithsonian, é que "descobrimos que elas estão, sim, conectadas, mas não da maneira que imaginávamos, e sim através de uma cavidade gigante".

    Esta foi a primeira vez que cientistas conseguiram desenhar um mapa tridimensional de tal estrutura, batizado de "Per-Tau Shell". Para isso, contaram com a ajuda de avançadas técnicas de cálculo e de imagem e, especialmente, de um mapa de gases moleculares de uma região maior, desenhado com dados do telescópio espacial europeu Gaia.

    É preciso imaginar uma "espécie de esfera, cujo interior seria vazio", segundo Bialy, uma "superbolha", como é chamada, com um diâmetro de cerca de 500 anos-luz (cerca de 4,7 milhões de bilhões de km), cujo envelope externo seria parcialmente formado pelas duas nuvens de Perseu e Touro.

    O interior da cavidade contém um pouco de poeira, "mas com uma densidade muito baixa em comparação com a das nuvens", disse à AFP o cosmólogo e astrofísico Torsten Ensslin, professor associado do Instituto Alemão Max Planck.

     - "Periferia" solar -

    Ele foi coautor com Shmuel Bialy, autor principal, deste estudo publicado no Astrophysical Journal Letters. É um dos cientistas que fizeram, em 2019 e 2020, o primeiro mapa 3D de nuvens de poeira a uma curta distância do nosso Sol. E isso graças aos dados de Gaia sobre a posição e as características de mais de 5 milhões de estrelas nesta "periferia" solar.

    E é uma colega de Bialy, Catherine Zucker, pós-doutoranda e astrofísica, que assina um segundo estudo sobre o assunto para explicar como os cientistas têm feito bom uso deste mapa, com a ajuda de algoritmos desenvolvidos em parte sob sua direção.

     "Esta é a primeira vez que podemos usar visualizações reais em 3D, e não simulações, para comparar a teoria à observação e estimar quais teorias funcionam melhor" para explicar de onde veio essa cavidade gigante e as nuvens que repousam em sua superfície, disse ela em uma declaração do Center for Astrophysics.

    "Achamos que é devido a uma supernova, uma explosão gigante que empurrou esses gases e formou essas nuvens", diz Bialy, cujo estudo sugere um cenário de múltiplas supernovas.

    De acordo com essa teoria, uma ou mais estrelas no final de sua vida explodiram e, gradualmente, empurraram a maior parte do gás em que foram banhadas para formar essa cavidade, entre 6 e 22 milhões de anos atrás.

    "Estamos agora observando a cavidade em seu último estágio, onde já desacelerou (sua expansão), e permitiu a formação de nuvens" de Perseu e Touro, diz Bialy.

    O cientista agora pretende se concentrar nas jovens populações de estrelas que estão surgindo ali.

    Quanto ao professor Ensslin, ele espera a "descoberta de muitas outras estruturas", como a de Per-Tau.

     "Esta bolha é, provavelmente, apenas uma entre muitas", explica, acrescentando que, apesar de seu tamanho, ocupa um pequeno espaço no mapa 3D produzido pelo seu departamento. Resta explorá-lo e batizá-lo.


Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/ciencia/2021/09/22/interna_ciencia,1307888/cavidade-gigante-e-descoberta-por-astronomos-na-via-lactea.shtmlAcesso em: 08 de outubro 2021. 

Leia o trecho a seguir:


“Achamos que é devido a uma supernova, uma explosão gigante que empurrou esses gases e formou essas nuvens”, diz Bialy, cujo estudo sugere um cenário de múltiplas supernovas.


Em relação à palavra destacada, é CORRETO afirmar que pode ser classificada morfologicamente como:

Alternativas
Q1835125 Português

Leia o texto para responder a questão.


Especialista esclarece mitos e verdades sobre

a alimentação saudável

Da Redação, com Melhor da Tarde

Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros.

Uma alimentação saudável ajuda na melhora do sistema imunológico,

na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de concentração.


    Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti, nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:

     Tomar leite faz bem para a saúde?

    Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais. Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.

    O adoçante é melhor que o açúcar?

    Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.

       O ovo é o vilão do colesterol alto?

    Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol. Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem. Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.

    Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?

    Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.

    Suco de fruta faz bem?

    Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu filho substitua por água de coco.

    Melhor gordura de porco ou óleo de soja?

    Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios, então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.

    Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”? 

    Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com poucas fibras são mais inflamatórios.

    Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?

    A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.

    Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?

    Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também podem ter uma menstruação precoce. A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza. Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.


Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002 

Com relação ao primeiro parágrafo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1831548 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

O pronome possessivo manifesta-se em dois momentos na passagem “Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis”. Sobre o emprego do pronome “seus”, é correto afirmar que ele estabelece relação de posse entre “cálculos” e:
Alternativas
Q1827323 Português

1917’: O virtuosismo filmando a angústia e o medo

Sam Mendes, para transmitir esta história de medo, de lama e sujeira,

inventou uma impressionante linguagem com sua câmera


Os quatro cavaleiros do Apocalipse são assustadores, nenhum é preferível a outro, é complicado optar entre eles pelo ruim ou o pior, mas há um ancestral cujo sinistro protagonismo não descansa nunca, que se distribui ciclicamente por todos os lugares do universo. É a guerra. Algo que o cinema descreveu muitas vezes com ares enaltecedores, no qual os bons sempre vencem, tentando fazer os espectadores saírem encantados da sala. É uma frivolidade imperdoável. Algo que despreza o melhor cinema realizado sobre esse inferno que nunca perde a atualidade.


O desembarque na Normandia foi crucial para a derrota daquele monstro com bigodinho, mas Spielberg se encarregou nos primeiros vinte e impactantes minutos do Resgate do soldado Ryan de transmitir as sensações físicas e mentais dos que estavam indo para a batalha. Vomitam, bebem, desmaiam, perdem o controle de seu organismo, estão fora de si, essas coisinhas que o pânico provoca. Você também sai entre alucinado e exaurido de Apocalypse Now, Nascido para matar e nos últimos instantes do prodigioso Dunkirk, sente na própria pele o medo e o mal-estar daqueles soldados encurralados e metralhados pelo exército alemão. Em todos eles, o cinema usou a linguagem mais poderosa para descrever esse horror eternamente repetido.


Da guerra nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, é inesquecível a imagem de Kirk Douglas usando um apito para ordenar o ataque ou a retirada. Acontecia em Glória feita de sangue. Sam Mendes, esse diretor tão inteligente que se move com desenvoltura e brilhantismo em gêneros variados (levam sua reconhecida assinatura Beleza americana, Estrada para perdição, Foi apenas um sonho, 007 – Operação Skyfall), retorna em 1917 à era trágica e às trincheiras angustiantes que Kubrick retratou. 


Mas se Kubrick se valeu daquela guerra para descrever a ignomínia dos chefes militares do exército francês executando vários de seus soldados inocentes acusados de covardia e traição, Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.


Sam Mendes, para transmitir essa história de medo, de incerteza, de monstros que espreitam na luz ou na sombra os dois aventureiros involuntários, de lama e sujeira, de languidez e sobrevivência, inventou uma impressionante linguagem com sua câmera. Você tem a sensação de que as duas horas de filmagem se desenrolam em um só plano. Não percebe os cortes. E esse exercício estilístico nunca é gratuito. Não busca o exibicionismo. É a forma de fazer de você um cúmplice de todos os sentimentos que dominam os protagonistas em paisagens que às vezes parecem surreais, com o tom dos pesadelos.


Há aparições breves e contundentes de pesos pesados do cinema inglês, atores que sempre estão bem, como Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Mark Strong, mas são dois intérpretes muito jovens, e que eu não conhecia, chamados Georges MacKay e Dean-Charles Chapman, que carregam o peso absoluto neste filme angustiante e surpreendente. E eles são tão comoventes como plausíveis.


Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-22/o-virtuosismo-filmando-a-angustia-e-o-medo.html> . Acesso em: 27 jan. 2020. 

Releia o trecho a seguir, observando os pronomes em destaque.


“[...] Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.”


Assinale a alternativa que apresenta relação incorreta entre o pronome e termo a que ele se refere.

Alternativas
Q1826618 Português
    Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral, segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos, amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de ninguém. 
    Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No termo alemão Landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no momento do nascimento. 

Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior.


No primeiro parágrafo, a forma pronominal “seus”, em “Em seus primórdios”, tem como referente o termo “ato jurídico-político originário”.

Alternativas
Q1825784 Português

Texto CB1A1-II


    Historicamente, o meio ambiente tem sido tratado pela economia apenas como a fonte de recursos e o local de destino dos rejeitos do sistema econômico. Uma vez que não é preciso que todo ser humano aja sobre o meio ambiente para obter os materiais de que necessita, seu uso e seu consumo se fizeram de forma despreocupada ao longo do tempo. No final do século XVIII, a preocupação com a escassez começou a tomar forma com os estudos de Malthus, o qual avaliou que, com a limitação da quantidade de terra disponível para o plantio e com o contínuo crescimento populacional, a disponibilidade de alimentos seria restrita, vindo eventualmente a esgotar-se.

    Com o acúmulo histórico da degradação das fontes ambientais de recursos, compreendeu-se que a escassez não era apenas um exercício teórico. Ela estava transformando-se em realidade, e a preocupação com o valor do meio ambiente foi lentamente inserida na teoria econômica.

    Assim, nos anos mais recentes, problemas como a redução da disponibilidade natural de recursos e a poluição passaram a gerar custos que começaram a indicar que os recursos e serviços ambientais, embora de livre acesso, não são, de forma alguma, gratuitos, impondo gastos para sua reposição ou pela sua degradação.

José Julio Ferraz de Campos Jr. Introdução à economia ambiental,

economia ecológica e valoração econômica. Edição do Kindle (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir.


No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “seu”, em suas duas ocorrências no trecho “seu uso e seu consumo”, tem como referente o termo “os materiais de que necessita”.

Alternativas
Q1825399 Português

Leia o texto para responder à questão. 


O assalto


    A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura*, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida.
    Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isso. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
    O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim, ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento, o cão estava junto da doméstica e abanou o rabo, afirmativamente.

(Carlos Drummond de Andrade. O sorvete e outras histórias, 1993. Adaptado)

* Cão robusto de feia aparência

Assinale a alternativa em que o pronome destacado assume sentido possessivo.
Alternativas
Q1822399 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Como lidar com ambientes tóxicos no trabalho

Por Alexandre Carvalho

(Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-lidar-com-ambientes-toxicos-no-trabalho/ –

texto adaptado especialmente para esta prova).

Nas alternativas a seguir, são apresentados trechos do texto e, logo em seguida, o pronome e seu referente, nessa ordem, sendo assim, assinale a alternativa na qual essa relação esteja INCORRETA.
Alternativas
Q1821128 Português
A palavra em destaque “todos “, no trecho abaixo, é classificado como
“As verdades não parecem as mesmas a todos, cada um as vê em ponto diverso de perspectiva” Marquês de Maricá
Alternativas
Q1813404 Português
Texto para responder à questão.

Eu, meu melhor amigo
   Os manuais de autoajuda se incorporaram à vida moderna tanto quanto os telefones celulares ou a internet. Cada vez mais gente encontra inspiração em seus conselhos para perseguir uma vida melhor […], os títulos de maior sucesso ensinam a ficar rico em pouco tempo, a atrair a sorte para si próprio e a galgar degraus no trabalho rapidamente. Se todos os títulos fossem colocados em uma centrífuga, o conselho fundamental que daí resultaria seria: goste de você, tenha confiança em si mesmo, acredite em sua capacidade. Em resumo: preserve sua autoestima. Os psicólogos são unânimes em afirmar que a autoestima é a principal ferramenta com que o ser humano conta para enfrentar os desafios do cotidiano, uma espécie de sistema imunológico emocional. […] Resume o historiador inglês Peter Burke: “A autoestima é o conceito mais estudado na psicologia social, e há um bom motivo para isso. Ela é a chave para a convivência harmoniosa no mundo civilizado”.
   A autoestima é vital não apenas para as pessoas, mas também para as famílias, os grupos, as empresas, as equipes esportivas e os países. Sem ela, não há terreno fértil para as grandes descobertas nem para o surgimento de líderes. Quem não acredita em si mesmo acha que não vale a pena dizer o que pensa. Desde o início da civilização, o mundo é movido a pessoas que confiam de tal forma nas próprias ideias que se sentem estimuladas a dividi-las com os outros.
[…]
(ZAKABI, Rosana. Veja. São Paulo, Abril, ano 40, nº 26, 4 jul. 2007.)
Considerando-se os elementos de coesão textual, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1812713 Português
Analise as informações marcando (V) verdadeiro ou (F) falso.
I.As palavras: "nisso" e "numa" são contrações prepositivas. II.A expressão: "muito velha" é antônimo de "pouco nova". III.No trecho: "casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua" temos respectivamente: substantivo trissílabo paroxítono; combinação prepositiva; pronome possessivo. IV.O texto apresenta descrição física da personagem que tinha o apelido de "bruxa".
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1810662 Português
“Não dão valor a nossa opinião.” Na frase apresentada, EXERCE a função de pronome possessivo:
Alternativas
Q1808290 Português

TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DIANTE DO MAR

(1º§) Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura. Estou sempre em Portugal. Nas ruas de Coimbra. Nas igrejas de Coimbra. Nos cafés de Coimbra. A caminhar por Lisboa, olhando a senhora da rua São Nicolau a cozer suas castanhas.

(2º§) Estou diante do mar, sentado com meu guarda-chuva antigo, exatamente eu que gosto que a chuva caia no meu rosto, na minha roupa, nos meus sapatos que procuram rumos inexistentes. Vejo-me no Bairro Alto, em Lisboa, nas casas de fado.

(3º§) Todas as fadistas cantam de olhos fechados, a melhor maneira de ver todas as coisas. Poemas ao som da guitarra portuguesa, aquela declaração de um amor triste, de lágrimas e desesperos. Depois é a madrugada às margens do rio Tejo, como é a madrugada de Coimbra, às margens do rio Mondego.

(4º§) Vista da ponte de Santa Clara, Coimbra está mergulhada dentro do rio com suas luzes, suas baladas, sua guitarra, o fado de Coimbra que não é fado, é outra coisa que não sei explicar. Depois os amigos, uma noite imensa por viver, as mãos brancas das mulheres, cabelos quase sempre negros, palavras que não precisam ser compreendidas por ninguém. Estou diante do mar, com meu guarda-chuva.

(5º§) É quase certo que adormecerei daqui a pouco! É quase certo que sonharei com setembro!

(6º§) É quase certo que tentarei viver o que me cabe! É quase certo, mas eu não tenho certeza!


FARIAS, Álvaro Alves de. Colunista. Revista Literária. 2013) - Disponível - (http://wwwliteraciaemversoeprosa.blogspot.com.br/

Sobre o período: "Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura". Marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
261: B
262: E
263: D
264: C
265: C
266: D
267: D
268: D
269: D
270: D
271: D
272: E
273: C
274: B
275: E
276: C
277: A
278: X
279: D
280: B