Questões de Concurso
Sobre pronomes possessivos em português
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Leia o texto abaixo para responder às próximas questões:
Pai não entende nada
A filha de 14 anos chega para o pai e diz:
- Pai, preciso comprar um biquíni novo.
- Mas filha, você comprou um biquíni no ano passado.
- Ah pai, quero um biquíni novo.
- Filha, teu biquíni é novo. E você nem cresceu tanto assim.
- Mas eu quero, pai.
- Tá bom, filha. Pegue esse dinheiro e compre um biquíni
maior.
- Maior não, pai. Menor.
Pai não entende nada mesmo!
Luís Fernando Veríssimo.
A linguagem da crônica tenta aproximar-se da linguagem cotidiana, já que aborda situações comuns no dia a dia das pessoas. Essa intencionalidade muitas vezes faz com que esses textos apresentem desvios gramaticais, por muitas vezes sutis, fazendo com que nem todos percebam essas ocorrências. Assinale a alternativa que explique corretamente o desvio apresentado no excerto abaixo:
- Filha, teu biquíni é novo. E você nem cresceu tanto assim.
Alternativas:




I. O pronome sua, na expressão “sorte sua” (linha 47), refere-se a Carolina de Jesus (linha 43), constituindo-se um caso de referência endofórica. II. A expressão “nesse tabuleiro” (linha 7) refere-se a crítica literária (linha 6), constituindo-se uma forma remissiva gramatical. III. A expressão “drosófilas do pensamento” (linha 21), ao mesmo tempo em que alude a críticos literários, agrega sentido ao texto.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
I. “Acoplado” é um verbo no particípio passado e pode ser entendido como inserido, ajustado. II. “Esse” é um pronome possessivo. III. A crase caracteriza a união da preposição com o artigo. IV. O “na” é a contração da preposição em mais o artigo a.
RECRUTA ZERO

WALKER, Mort. Recruta Zero. Disponível em:
https://www.montedo.com.br/2017/08/17/zero-no-diva/
Publicada em: 17/08/2017. Acesso em: 16/08/2021.
A partir da leitura da tirinha, julgue o item:
A palavra destacada em negrito no segundo balão
“meus” é um pronome possessivo.

I. Na sentença que inicia com Dila (l. 10, segunda ocorrência) e termina com faz (l. 12), a substituição de e (l. 12) por que provoca a mudança do sujeito de uma de suas orações.
II. Na sentença que inicia com Mas (l. 14) e termina com sustento (l. 16), a substituição de seu talento (l. 14) por seus talentos altera a referência do pronome ele (l. 14).
III. Na sentença que inicia com Totalmente (l. 16) e termina com deprimido (l. 18), a substituição de a criatividade dele (l. 17) por a sua criatividade não altera o significado da sentença.
Quais estão corretas?

I. Pronome suas (l. 03) – Carlota Joaquina (l. 03).
II. Pronome seu (l. 09) – O sonho de D. João (l. 08).
III. Pronome seus (l. 19) – D. João (l. 16).
Quais estão corretas?


Considere o seguinte parágrafo, retirado do texto, para responder à questão.
Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – as que cursam o final da educação infantil e todo o ensino fundamental I – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos mais de 18 meses de ensino a distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase crucial de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos fundamentos matemáticos. Nessa idade, elas .... pouca autonomia no ensino remoto, e, portanto o contato próximo delas com os professores fez muita falta. QUESTÃO
No trecho acima, destacado do texto, a expressão ‘Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade’ é retomada por diversos termos (salientados no trecho acima), EXCETO por:

I. As duas ocorrências do pronome Lhe exercem a mesma função sintática, ambos funcionam como objeto indireto.
II. Tanto ele quanto sua (l. 03) fazem referência a Naziazeno; entretanto têm classificações diferentes; o primeiro, é pronome pessoal; o segundo, pronome possessivo.
III. Sintaticamente, o pronome ele e o pronome sua exercem a mesma função.
Quais estão corretas?
Conto de você fica ressoando na memória
De: Carlos Drummond de Andrade
Para: Lygia Fagundes Telles
Contemporâneo de Lygia Fagundes Telles e 21 anos mais velho que ela, Drummond pôde acompanhar a trajetória de uma das maiores contistas da literatura brasileira e tecer considerações sobre a obra da amiga. É o que faz nesta carta em que comenta os contos de O jardim selvagem, publicado no ano anterior.
Rio de Janeiro, 28 [de] janeiro [de] 1966
Lygia querida,
Sabe que ganhei de Natal […] um livro de contos [1] no qual o meu santo nome aparece no ofertório de uma das histórias mais legais, intitulada “A chave”, em que por trás da chave há um casal velho-com-moça e uma outra mulher na sombra, tudo expresso de maneira tão sutil que pega as mínimas ondulações do pensamento do homem, inclusive esta, feroz: chateado de tanta agitação animal da esposa, com o corpo sempre em movimento, o velho tem um relâmpago: “A perna quebrada seria uma solução…” Por sinal que comparei o texto do livro com o texto do jornal de há três anos, e verifiquei o minucioso trabalho de polimento que o conto recebeu. Parece escrito de novo, mais preciso e ao mesmo tempo mais vago, essa vaguidão que é um convite ao leitor para aprofundar a substância, um dizer múltiplo, quase feito de silêncio. Sim, ficou ainda melhor do que estava, mas alguma coisa da primeira versão foi sacrificada, e é esse o preço da obra acabada: não se pode aproveitar tudo que veio do primeiro jato, o autor tem de escolher e pôr de lado alguma coisa válida.
O livro está perfeito como unidade na variedade, a mão é segura e sabe sugerir a história profunda sob a história aparente. Até mesmo um conto passado na China[2] você consegue fazer funcionar, sem se perder no exotismo ou no jornalístico. Sua grande força me parece estar no psicologismo oculto sob a massa de elementos realistas, assimiláveis por qualquer um. Quem quer simplesmente uma estória tem quase sempre uma estória. Quem quer a verdade subterrânea das criaturas, que o comportamento social disfarça, encontra-a maravilhosamente captada por trás da estória. Unir as duas faces, superpostas, é arte da melhor. Você consegue isso.
Ciao, amiga querida. Desejo para você umas férias tranquilas, bem virgilianas. O abraço e a saudade do
Carlos
[1] N.S.: Trata-se de O jardim selvagem, livro de contos de Lygia publicado em 1965. [2] N.S.: Referência ao conto “Meia-noite em ponto em Xangai”, incluído em O jardim selvagem.
Adaptado de https://www.correioims.com.br/carta/conto-de-vocefica-ressoando-na-memoria/. Acesso em 20/09/2021.
Considerando os aspectos relacionados à organização das informações, à estruturação do texto de apoio e aos sentidos por ele expressos, julgue o seguinte item.
Considerando a relação do título do texto
com seu conteúdo, o termo “de você” tem
função de indicar o agente produtor do
conto e, com isso, poderia ser substituído
pelo pronome possessivo “seu”, sem
causar prejuízos semânticos ao enunciado.
Como toda frase, essa também apresenta elementos de coesão interna, que ligam ou repetem elementos anteriores; a única afirmativa abaixo que é INADEQUADA em relação aos elementos coesivos da frase é:
A questão diz respeito à Charge abaixo. Leia-a atentamente antes de respondê-la.
(Charge)

I. “Uma chuva me surpreendeu.” II. “Sendo tartaruga me libertei da areia” III. “Pensei em me ver no espelho” IV. “Só que meu lado racional me mostrou os riscos.”
As palavras destacadas são, respectivamente:
