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Questões de Concurso Sobre pronomes possessivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 576 questões

Q4252827 Português
Leia o texto para responder a questão. 


Cérebro: Descoberto “botão” que nos faz procrastinar 


    Uma conexão entre duas regiões profundas do cérebro parece ser a responsável pelo bloqueio que sentimos diante de tarefas desagradáveis, a que chamamos procrastinação.

    Inúmeras vezes, descobrimos que sabemos o que é preciso fazer, compreendemos a urgência, entendemos a recompensa... mas algo dentro de nós se recusa a dar o primeiro passo. Essa estranha paralisia não é simples preguiça, nem falta de interesse. É uma barreira invisível, muitas vezes intransponível, que separa o pensamento da ação. Um grupo de cientistas conseguiu vislumbrar o que acontece no cérebro nesses momentos e, com isso, pode ter-se aberto uma porta inesperada para a compreensão de distúrbios mentais profundamente incapacitantes.

    Num estudo publicado na Current Biology e liderado por Ken-Ichi Amemori, do Instituto para o Estudo Avançado da Biologia Humana da Universidade de Quioto, foi identificado um circuito cerebral específico que atua como um verdadeiro travão interno.

    Esta via, que liga o estriado ventral (EV) ao pálido ventral (PV), parece impedir o início de uma ação quando o contexto antecipa desconforto ou esforço, mesmo que a recompensa seja clara. De forma reveladora, inibir esta conexão em macacos treinados com tarefas difíceis restaurou a sua vontade de agir, sem alterar a sua avaliação do objetivo final. 

CÉREBROS DE MACACOS

    Os investigadores trabalharam com macacos que foram treinados para realizar dois tipos de tarefas: uma baseada apenas em recompensas e outra em que a mesma recompensa era acompanhada por um castigo leve (uma rajada de ar no rosto). Na tarefa que provocava aversão, muitos dos animais optaram por não agir. Mas ao aplicar uma técnica chamada quimiogenética, que permite silenciar temporariamente conexões neuronais específicas, o canal EVPV foi desativado e os macacos voltaram a participar, como se o freio tivesse sido solto. 

    Essas observações revelam que o EV atua diante de sinais antecipados de desconforto e, através da sua conexão com o PV (responsável por ativar comportamentos direcionados a um objetivo), pode bloquear o próprio início do comportamento. Não é que o cérebro não valorize a meta: recusa-se é a dar o primeiro passo quando antecipa sofrimento. Uma distinção subtil, mas essencial. 

    O estudo registou a atividade cerebral com eléctrodos. Perante sinais de tarefas incómodas, a atividade do estriado ventral aumentava rapidamente. Ao mesmo tempo, a do pálido ventral diminuía mais lentamente, como se o aviso de desconforto do EV silenciasse gradualmente a ordem de “começar” emitida pelo PV. Este padrão, persistente e repetido, sugere uma arquitetura neuronal projetada para nos proteger do que antecipamos como prejudicial. 

UMA MUDANÇA DE PARADIGMA

    De uma perspectiva clínica, esta descoberta representa uma mudança de paradigma. Muitas vezes, a falta de motivação é tratada como um problema de avaliação errada do valor de uma tarefa: tenta-se aumentar a atratividade da meta ou adicionar incentivos.

    Mas se o problema está na etapa anterior, na decisão de começar, essas intervenções são inúteis. Segundo Amemori, “quando a motivação está alterada no nível da iniciação, reduzir os sinais de desconexão antecipada pode ser mais eficaz do que aumentar as recompensas”.

    Os autores do estudo sugerem que este circuito pode estar desequilibrado em distúrbios como a depressão, a esquizofrenia ou mesmo a doença de Parkinson, onde aparece frequentemente um sintoma conhecido como abulia: uma incapacidade de iniciar ações, embora a pessoa compreenda perfeitamente a sua importância.

    Identificar este freio neuronal abre a porta a novas terapias. Algumas possibilidades são intervenções como estimulação cerebral profunda, estimulação magnética transcraniana, ultrassom focal ou mesmo medicamentos que modulam esta via. 

    No entanto, não se trata de eliminar esse freio do nada. Os investigadores insistem que este mecanismo cumpre uma função adaptativa essencial. Durante milhões de anos, ajudou os organismos a não desperdiçar recursos em tarefas de alto custo. O problema surge quando o freio é excessivo e é ativado mesmo em tarefas cotidianas. Por isso, qualquer intervenção deve ser calibrada com extrema cautela: desligá-lo completamente poderia levar à impulsividade ou ao esgotamento extremo.

    Nem todos os macacos responderam da mesma forma ao estímulo aversivo, o que sugere uma variabilidade individual na sensibilidade ao stress e na ativação desse circuito. Essa diferença aponta para uma base biológica concreta para a vulnerabilidade ao bloqueio motivacional. Não é uma questão de carácter: é uma questão de conexões neuronais.


Adaptado de https://www.nationalgeographic.pt/ciencia/cerebrodescoberto-botao-que-nos-faz-procrastinar_6764 
No fragmento “...inibir esta conexão em macacos treinados com tarefas difíceis restaurou a sua vontade de agir...”, o emprego do pronome possessivo “sua” refere-se anaforicamente à/aos
Alternativas
Q4244182 Português

Os medos que nos definem


Por Tríssia Ordovás Sartori



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa na qual o pronome sublinhado NÃO tenha sido empregado como pronome substantivo. 
Alternativas
Q4235774 Português
Por que existem dois Congos na África?





(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-emais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada é um pronome que indica posse.
Alternativas
Q4228061 Português

Texto CG1A1-II 

A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam — diz-se — o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. 

Mas com essas notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será circundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo.

Italo Calvino. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 15-16 (com adaptações).

Assinale a opção correta em relação à concordância verbal e nominal do texto CG1A1-II. 
Alternativas
Q4216338 Português
No edital deste concurso, há uma indicação das atribuições de cada cargo indicado. O texto a seguir fala das incumbências do advogado.

“Emitir opiniões legais, redigir pareceres técnico-jurídicos, elaborar e revisar contratos, representar legalmente a organização, proteger seus interesses em processos judiciais ou administrativos, mediar conflitos, participar de negociações, bem como promover a segurança jurídica das atividades e operações da empresa”.

Sobre a organização ou significação dos segmentos desse pequeno texto, assinale a afirmação correta. 
Alternativas
Q4209066 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I 

 

A Ética na Era Digital: Formando Cidadãos Conscientes e Responsáveis 


Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes

Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca. 


Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.


A ética digital não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia. Trata-se de um compromisso profundo com os valores que sustentam a convivência em sociedade – como o respeito, a responsabilidade, a empatia e a justiça – aplicados agora a contextos cada vez mais complexos. Em um universo onde dados, imagens e ideias circulam em tempo real, a consciência sobre os impactos de nossas ações ganha nova dimensão. Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências. Notícias falsas, discursos de ódio, cyberbullying, vazamentos de dados e manipulações algorítmicas são sintomas de um mundo digital ainda carente de maturidade ética. E é na escola que essa consciência precisa ser cultivada, com diálogo, reflexão crítica e formação de valores sólidos.


A educação ética no ambiente digital começa com a alfabetização digital crítica. Os estudantes devem ser preparados para identificar informações confiáveis, compreender o funcionamento das plataformas, questionar as narrativas dominantes e reconhecer os riscos associados à superexposição e à desinformação. Saber usar a tecnologia com segurança é apenas o ponto de partida.


As discussões sobre privacidade, consentimento, liberdade de expressão e responsabilidade digital devem fazer parte do cotidiano escolar. A formação ética não se dá apenas por meio de regras e orientações, mas pela vivência e pelo exemplo. Professores e gestores precisam criar espaços seguros para o debate, promovendo uma cultura de respeito, escuta e corresponsabilidade.


Além disso, é essencial estimular a empatia digital. Ensinar os alunos a se colocarem no lugar do outro também no ambiente virtual é uma forma de humanizar a tecnologia. A convivência digital exige as mesmas qualidades da convivência presencial: gentileza, diálogo, tolerância às diferenças e capacidade de resolver conflitos de forma não violenta.


A ética na era digital é também uma questão de cidadania. O uso consciente da tecnologia fortalece a democracia, promove o bem comum e combate desigualdades. Os estudantes precisam compreender que são agentes ativos nesse processo: suas escolhas importam, suas vozes têm poder e sua atuação pode contribuir para uma internet mais segura, justa e inclusiva.


Formar cidadãos éticos para o mundo digital é formar seres humanos completos para a vida. Não se trata de resistir à tecnologia, mas de guiar sua utilização com sabedoria e responsabilidade. Em tempos de transformação acelerada, é a ética que nos dá rumo. E é a educação que nos dá as ferramentas para praticá-la com profundidade, consistência e coragem.


Fonte:https://abmes.org.br/blog/detalhe/18952/a-etica-na-era-digital-formando-cidadaos-conscientes-e-responsaveis Acesso em 18 abr. 2026

No trecho do Texto I: “Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências.”, a palavra “suas” pode ser classificada como: 
Alternativas
Q4208253 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Analise as alternativas e assinale a CORRETAacerca das relações coesivas observadas no Texto I.
Alternativas
Q4184407 Português
Qual das palavras da frase “Essa glicose é importante e será usada pelas células para garantir o seu funcionamento”, retirada do texto, é um pronome?
Alternativas
Q4177239 Português

TEXTO PARA QUESTÃO.



Aqui está uma loucura!


    Com insistência preocupante, ouço esta queixa ao tentar conversar com colegas ou contatar virtualmente pessoas que ocupam cargos de destaque em empresas. Whats não respondidos, e-mails esquecidos. Estes comportamentos estão além da falta de gentileza, bem o sei. As demandas são múltiplas, os dias encurtaram, escorrendo entre os dedos. Tanto por fazer e as horas se apresentam líquidas, como os sentimentos. Precisamos dar um jeito, pensei, ao ver um caramujo atravessando a estrada para seguir sua trajetória. Lento, lento... uma lição de respeito ao tempo de cada um. Ao observá-lo, dei-me conta da nossa infidelidade ao que é natural. Em consequência, estamos falando com renovada ênfase em saúde mental. A própria expressão parece nos exaurir, pois tende a despertar, mesmo provisoriamente, uma espécie de traição à serenidade e ao bem-estar.  


    Há, sim, um tímido movimento visando resgatar a quietude interior. No limite do estresse, clamamos por uma possibilidade de sobrevivência. A alma dilacerada pede socorro. Mas a cura virá de dentro para fora. É difícil, pois implica em mudanças de grande dimensão e o cérebro resiste. Porém, no momento em que os benefícios se mostram, é uma decisão sem volta. Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional. Sim, eu sei, muitas vezes deixa de ser uma escolha: é uma imposição externa e manter-se fiel a princípios individuais pode significar nos tornarmos dispensáveis. No entanto, é necessário perguntar-se: tudo isso está me trazendo alegria? A vida, curta para os apressados, envia seus sinais quando escolhemos mal. Fazemos de conta que nem é conosco. A consequência será uma desordem emocional com efeitos desastrosos. 


    Há vários anos faço terapia com o intuito de ter alguém próximo para me auxiliar _____ tomar as melhores resoluções. E recorro aos amigos, meu maior patrimônio. Eles me ajudam a permanecer no norte da existência. Reavaliar constantemente os propósitos passou a ser uma disciplina diária, sob risco de seguir conceitos ou repetir atitudes que me alienam. Leio poesia e dedico os finais de tarde para bons encontros. Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas. Amo o que faço e mais ainda se deixo de realizar algo sob pressão, respondendo assim ao chamado da serenidade. Gosto do progresso e da evolução, mas dedico-me ____ expansão da consciência. Tento ser um homem parcialmente liberto de preconceitos, extraindo do passado lições _____ serem postas em prática no futuro. Com humildade, caminho sem pressa para chegar ao lugar que desejo. 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No trecho “Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas”, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4177237 Português

TEXTO PARA QUESTÃO.



Aqui está uma loucura!


    Com insistência preocupante, ouço esta queixa ao tentar conversar com colegas ou contatar virtualmente pessoas que ocupam cargos de destaque em empresas. Whats não respondidos, e-mails esquecidos. Estes comportamentos estão além da falta de gentileza, bem o sei. As demandas são múltiplas, os dias encurtaram, escorrendo entre os dedos. Tanto por fazer e as horas se apresentam líquidas, como os sentimentos. Precisamos dar um jeito, pensei, ao ver um caramujo atravessando a estrada para seguir sua trajetória. Lento, lento... uma lição de respeito ao tempo de cada um. Ao observá-lo, dei-me conta da nossa infidelidade ao que é natural. Em consequência, estamos falando com renovada ênfase em saúde mental. A própria expressão parece nos exaurir, pois tende a despertar, mesmo provisoriamente, uma espécie de traição à serenidade e ao bem-estar.  


    Há, sim, um tímido movimento visando resgatar a quietude interior. No limite do estresse, clamamos por uma possibilidade de sobrevivência. A alma dilacerada pede socorro. Mas a cura virá de dentro para fora. É difícil, pois implica em mudanças de grande dimensão e o cérebro resiste. Porém, no momento em que os benefícios se mostram, é uma decisão sem volta. Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional. Sim, eu sei, muitas vezes deixa de ser uma escolha: é uma imposição externa e manter-se fiel a princípios individuais pode significar nos tornarmos dispensáveis. No entanto, é necessário perguntar-se: tudo isso está me trazendo alegria? A vida, curta para os apressados, envia seus sinais quando escolhemos mal. Fazemos de conta que nem é conosco. A consequência será uma desordem emocional com efeitos desastrosos. 


    Há vários anos faço terapia com o intuito de ter alguém próximo para me auxiliar _____ tomar as melhores resoluções. E recorro aos amigos, meu maior patrimônio. Eles me ajudam a permanecer no norte da existência. Reavaliar constantemente os propósitos passou a ser uma disciplina diária, sob risco de seguir conceitos ou repetir atitudes que me alienam. Leio poesia e dedico os finais de tarde para bons encontros. Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas. Amo o que faço e mais ainda se deixo de realizar algo sob pressão, respondendo assim ao chamado da serenidade. Gosto do progresso e da evolução, mas dedico-me ____ expansão da consciência. Tento ser um homem parcialmente liberto de preconceitos, extraindo do passado lições _____ serem postas em prática no futuro. Com humildade, caminho sem pressa para chegar ao lugar que desejo. 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

Considerando o trecho “Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional”, assinale a alternativa em que a classificação gramatical está corretamente indicada. 
Alternativas
Q4167442 Português

O primeiro beijo 

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

Ele foi simples:

– Sim, já beijei antes uma mulher.

– Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto,sem quase pensar, e apenas sentir era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos, estava... O chafariz de onde brotava num filete a água sonhada.

O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.

Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador de vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.

Deu um passo para trás ou para a frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto.

Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)

Em relação às normas de concordância vigentes, tomando como base os fragmentos do texto “O primeiro beijo”, analise as afirmativas a seguir.
I. Na passagem “A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida [...]” (10º§), os adjetivos sublinhados estabelecem concordância nominal com o núcleo do sujeito “brisa”. II. No trecho “[...] havia pouco iniciara-se o namoro [...]” (1º§), o verbo em destaque apresenta concordância verbal regular, uma vez que se flexiona no singular para concordar com o seu sujeito paciente – “o namoro”. III. No fragmento “O ônibus parou, todos estavam com sede [...]” (14º§), a forma verbal “estavam” encontra-se corretamente flexionada no plural para concordar com o pronome substantivo “todos”, que exerce a função de sujeito. IV. No recorte “[...] havia colado sua boca na boca da estátua [...]” (18º§), o pronome possessivo em destaque apresenta concordância nominal obrigatória com o possuidor (o protagonista masculino), o que justifica sua forma gramatical no contexto.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4160838 Português
Nova plataforma promete modernizar gestão de patrocínios públicos federais


    O Governo Federal lançou no mês de junho uma nova Plataforma de Gestão de Patrocínios Públicos Federais. A ferramenta substituirá o Sistema de Controle de Ações de Comunicação, o SISAC, utilizado há 25 anos pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal, o SICOM.
    A plataforma representa uma evolução na forma de analisar e acompanhar os patrocínios públicos federais. O sistema deixa de se concentrar apenas no registro operacional dos projetos - como descrição das ações e formas de exposição de marca - e passa a organizar informações qualificadas sobre os objetivos públicos de cada iniciativa.
     Na prática, a ferramenta orienta a análise prévia dos projetos a partir de critérios mais objetivos, como público-alvo, alcance territorial, aderência a políticas públicas, sustentabilidade, acessibilidade, contrapartidas e impacto esperado para a sociedade. O objetivo é reduzir subjetividades, ampliar a transparência e dar mais segurança aos órgãos e entidades responsáveis pelos patrocínios.
      A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não possui recursos próprios para patrocínios. As decisões sobre os projetos continuam sendo de responsabilidade dos órgãos e entidades patrocinadoras, conforme sua governança própria, autonomia administrativa, legislação aplicável е regulamentos internos. A plataforma foi desenvolvida para facilitar a gestão, padronizar informações e qualificar a análise no âmbito do SICOм.
     Para a secretária de Publicidade e Patrocínios, Samantha Marchiori, a nova plataforma marca uma etapa importante de modernização da gestão dos patrocínios públicos federais. "Mais do que substituir um sistema antigo, estamos estruturando uma forma mais objetiva, transparente e segura de analisar os patrocínios. A plataforma fortalece a governança, melhora a qualidade das informações e permite que os investimentos sejam avaliados a partir de sua finalidade pública e de sua contribuição para a sociedade", afirmou.
      A plataforma pretende ampliar a capacidade de análise dos projetos, com indicadores mais objetivos sobre finalidade, público alcançado, região atendida, contrapartidas previstas, relação com políticas públicas e impacto esperado para a sociedade, incluindo dimensões sociais, econômicas, culturais, esportivas, ambientais e territoriais.
     Segundo a diretora do Departamento de Patrocínios, Ana Fraga, a mudança dá mais consistência à análise e mais segurança às instituições patrocinadoras. "Antes, a ferramenta tinha uma lógica mais voltada ao processo e à descrição do que seria feito. Agora, passamos a trabalhar com objetivos mais claros: qual público será alcançado, em que região, com qual finalidade pública e com que impacto esperado para a sociedade", destacou.

Fonte: https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-asecom/noticias/2026/06/governo-do-brasil-lanca-plataforma-paramodernizar-gestao-de-patrocinios-publicos-federais (adaptado)
No quarto parágrafo do texto, lê-se: As decisões sobre os projetos continuam sendo de responsabilidade dos órgãos e entidades patrocinadoras, conforme sua governança própria.... O pronome possessivo sublinhado desempenha um papel coesivo de natureza:
Alternativas
Q4156087 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

Analise o fragmento do texto: "Não amei meus filhos a primeira vez que os vi". No contexto de uso, os termos "meus", "vez" e "os" são classificados, CORRETA e respectivamente, como: 
Alternativas
Q4145551 Português
Canetas emagrecedoras: sem exercício físico, pacientes recuperam peso

        Em 2044, quase metade (48%) dos brasileiros estará obesa, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esse é um problema de saúde pública complexo e multifatorial. Recentemente, um medicamento para diabetes tipo 2 ganhou popularidade pelo seu efeito colateral: o emagrecimento. Tendo como princípio ativo a semaglutida, o Ozempic é uma droga injetável que deve ser aplicada em doses semanais. Apesar de seguro, o tratamento deve ser indicado por médico capacitado, levando em consideração indicações, contraindicações, tolerabilidade e expectativas do paciente.

        O mau uso da semaglutida, além de colocar em risco pessoas que não teriam essa indicação, aumenta o estigma de quem já sofre com diversos preconceitos, reforçando a ideia de que a obesidade seria resultado de pouca disposição ou vontade de mudar sua condição. No entanto, trata‑se de uma doença crônica, complexa, multicausal e de difícil tratamento.

        A doutora em Ciências Biológicas Daisy Motta explica: “Quando reduzimos o peso corporal, perdemos massa muscular também. Quanto mais rápido esse peso é reduzido, maior é também a diminuição de músculos. Então, o exercício é essencial”. Portanto, caso não haja um trabalho integrado com um profissional de Educação Física, para reeducar esse paciente e inseri‑lo em um contexto de exercício, sua situação pode piorar no médio prazo.

        Para Daisy, o treino de força é protagonista nesse processo, sendo necessário durante o emagrecimento para frear a sarcopenia, ou seja, a redução da musculatura do paciente, condição comum em idosos sedentários, mas que vem acometendo também os jovens. Nesse contexto, outro ponto escancara a dificuldade do tratamento da obesidade. Trata‑se de um problema invisível para muitos, mas que jamais passa despercebido pelo profissional de Educação Física atento: o analfabetismo motor.

        Por isso, o profissional de Educação Física é um agente indispensável no tratamento da obesidade. Muitas dessas pessoas precisarão aprender a se exercitar, ativar musculaturas específicas, estimular a mobilidade e conhecer o próprio corpo. Sem passar por essa etapa, ao suspenderem a semaglutida, esses pacientes entrarão em uma estatística nada otimista, na qual voluntários recuperaram dois terços do peso perdido após um ano sem as injeções.

Internet:<www.confef.org.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “reforçando a ideia de que a obesidade seria resultado de pouca disposição ou vontade de mudar sua condição”, o termo “sua” refere‑se anaforicamente ao “médico capacitado”, mencionado no parágrafo anterior, indicando que a mudança de condição depende da intervenção profissional.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR
Q4139925 Português
Analise os versos de Luiz Gonzaga Jr. e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta quanto à classificação dos pronomes destacados.

Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor.

Fonte: COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ. Gravadora: Odeon Catálogo: EMCB 7014. Ano: 1976. Artista(s): Gonzaguinha.
Alternativas
Q4137688 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão:


Captura_de tela 2026-06-26 083652.png (342×342)


Fonte: http://www.arionaurocartuns.com.br/2016/09/charge-viciocelular-internet.html Acesso em 11 de maio de 2026.
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa e o funcionamento textual-discursivo dos elementos linguísticos presentes na charge, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4135223 Português
        Em um zoológico nos arredores de Tóquio, o recinto dos macacos se tornou uma atração imperdível graças a uma dupla inseparável: Punch, um filhote de macaco-japonês, e seu companheiro, um orangotango de pelúcia.

        Punch foi abandonado pela mãe assim que nasceu, há sete meses, no zoológico da cidade de Ichikawa. Os filhotes de macaco-japonês geralmente se agarram às mães para desenvolver força muscular e obter uma sensação de segurança, então Punch precisou de uma intervenção rápida.

        Os tratadores experimentaram substitutos, incluindo toalhas enroladas e outros bichos de pelúcia, antes de optarem pelo orangotango laranja de olhos esbugalhados.

        “Este bicho de pelúcia tem pelos longos e vários lugares fáceis de segurar”, conta um dos tratadores. “Pensamos que sua semelhança com um macaco poderia ajudar Punch a se reintegrar ao grupo, e foi por isso que o escolhemos.”

        Desde então, Punch raramente é visto sem ele e está sempre arrastando o brinquedo de pelúcia para todo lado, mesmo o bichinho sendo maior que ele, e encantando os fãs que têm lotado o zoológico desde que os vídeos dos dois viralizaram nas redes sociais.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ macaco-adota-pelucia-apos-morte-da-mae-e-rejeicao- -em-zoologico-no-japao/. Adaptado)
No trecho “… seu companheiro, um orangotango de pelúcia.” (1º parágrafo), a palavra “seu” indica
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Macaé - RJ Provas: FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista - Pacientes com Necessidades Especiais | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Protesista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Infectologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Enfermeiro do Trabalho | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Neurologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Pediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Cardiologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Pneumologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico da Estratégia Saúde da Família | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I - Diarista Endocrinologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Geriátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Mastologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Proctologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Psiquiatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Bucomaxilofacial Diarista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Estomatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Odontopediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Patologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Reumatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Plantonista Endoscopista Digestivo | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Endodontista |
Q4132649 Português

Entender o papel desses nutrientes e suas principais fontes ajuda a manter o equilíbrio hormonal em dia.”


Sobre os termos desse fragmento textual, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q4122617 Português

Leia a tirinha a seguir:

Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que preenche as lacunas, corretamente e na ordem em que aparecem, em conformidade com a norma-padrão.

Alternativas
Q4090541 Português

Texto 1


Quarto de Despejo: Diário de uma favelada


“20 DE JULHO

Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar agua. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (...) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que eles lhe expancaram quando ele estava embriagado.


Lhe aconselhei a não brigar, que o crime não trás vantagens a ninguém, apenas deturpa a vida. Senti o cheiro de álcool, disisti. Sei que os ebrios não atende. O senhor Ismael quando não está alcoolizado demonstra sua sapiência. Já foi telegrafista. E do Circulo Exoterico. Tem conhecimentos biblicos, gosta de dar conselhos. Mas não tem valor. Deixou o álcool lhe dominar, embora seus conselho seja util para os que gostam de levar vida decente.


Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia. Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.


Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. E só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.


...Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o emporio do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.


Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. [...] Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo”.

[...]


Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020.

No Texto 1, as marcas dêiticas participam da construção da situação enunciativa e da organização do relato. Sobre o exposto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: D
4: A
5: B
6: B
7: D
8: D
9: D
10: B
11: D
12: C
13: E
14: E
15: B
16: A
17: C
18: D
19: C
20: B