Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais retos em português
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Os termos destacados no trecho acima podem ser respectivamente classificados como:
Vida real – Paulo Ricardo
Se você pudesse me dizer
Se você soubesse o que fazer
O que você faria
aonde iria chegar...
Se você soubesse quem você é
Até onde vai a sua fé
O que você faria
pagaria pra ver
Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser...
Se querer é poder
Tem que ir até o final
se quiser vencer...
Fonte: https://www.vagalume.com.br/bbb/vida-real-pauloricardo.html
No trecho
“Se você soubesse quem você é
Até onde vai a sua fé
O que você faria
pagaria pra ver”
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas estão classificadas corretamente de acordo com a morfossintaxe:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Os usos do esquecimento

Autor: Moacyr Scliar (adaptado).
Considere o período a seguir: A aflição que uma pessoa sente por esquecer é, não raro, um prejuízo maior do que o próprio esquecimento (l.18-20).
Das alternativas abaixo, a ÚNICA que poderia substituir os termos sublinhados, sem acarretar alterações morfológicas e sintáticas, no período, é:
I. Mirtes, pode chegar mais tarde hoje.
II. Mirtes pode chegar mais tarde hoje.
Em relação aos receptores das duas frases, supondo que você seja o emissor:


Com base nas informações do texto e nos recursos responsáveis pelas relações entre elas, julgue (C ou E) o item a seguir.

I. Há uma locução adverbial indicativa de tempo.
II. A expressão “a gente” representa um uso popular em substituição ao pronome “nós”.
III. O advérbio “só” poderia ser substituído por “ainda”, sem alterar o sentido.
Está correto o que se afirma em:

I. Pessoas vivem se queixando da vida porque não aprenderam a olhar a beleza do presente que o Criador nos oferta todos os dias.
II. Todos os dias, os garis se levantam cedo a fim de fazerem seu trabalho, higienizando as ruas e, às vezes, nem um bom dia recebem.
III. O prepotente se arroga o direito de evidenciar seu poder, mostrando arrogância no seu porte e no seu falar.
IV. Alguns homens reclamam, diante do trabalho que têm de se barbear a fim de irem assumir seu mister.
Estão corretas apenas
O texto contextualiza as questões de 01 a 12. Leia-o atentamente.
A metamorfose
Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e descobriu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Acionou suas antenas e não tinha mais antenas. Quis emitir um pequeno som de surpresa e, sem querer, deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi, que horror! Preciso me livrar dessas baratas!
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia o seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto da cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa, caminhando junto à parede, porque os hábitos morrem devagar. Encontrou um quarto, um armário, roupa de baixo, um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquilou-se. Todas as baratas são iguais, mas uma mulher precisa realçar a sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia? Tinha educação? Referências? Conseguiu, a muito custo, um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas, era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente. As baratas comem o que encontram pela frente. Vandirene precisava comprar sua comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Se conhecem, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. A primeira noite. Vandirene e seu torneiro mecânico. Difícil. Você não sabe nada, bem? Como dizer que a virgindade é desconhecida entre as baratas? As preliminares, o nervosismo. Foi bom? Eu sei que não foi. Você não me ama. Se eu fosse alguém você me amaria. Vocês falam demais, disse Vandirene. Queria dizer, vocês, os humanos, mas o marido não entendeu; pensou que era vocês, os homens. Vandirene apanhou. O marido a ameaçou de morte. Vandirene não entendeu. O conceito de morte não existe entre as baratas. Vandirene não acreditou. Como é que alguém podia viver sabendo que ia morrer?
Vandirene teve filhos. Lutou muito. Filas do INPS. Creches. Pouco leite. O marido desempregado. Finalmente, acertou na esportiva. Quase quatro milhões. Entre as baratas, ter ou não ter quatro milhões não faria diferença. A barata continuaria a ter o mesmo aspecto e a andar com o mesmo grupo. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Trocou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer e dar de comer de tudo, a cuidar onde colocava o pronome. Subiu de classe. (Entre as baratas, não existe o conceito de classe.) Contratou babás e entrou na PUC. Começou a ler tudo o que podia. Sua maior preocupação era a morte. Ela ia morrer. Os filhos iam morrer. O marido ia morrer ― não que ele fizesse falta. O mundo inteiro, um dia, ia desaparecer. O sol.
O Universo. Tudo. Se espaço é o que existe entre a matéria, o que é que fica quando não há mais matéria? Como se chama a ausência do vazio? E o que será de mim quando não houver mais nem o nada? A angústia é desconhecida entre as baratas.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado de novo numa barata. Seu penúltimo pensamento humano foi, meu Deus, a casa foi dedetizada há dois dias! Seu último pensamento humano foi para o seu dinheiro rendendo na financeira e o que o safado do marido, seu herdeiro legal, faria com tudo. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu em cinco minutos, mas foram os cinco minutos mais felizes da sua vida. Kafka não significa nada para as baratas.
. (VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. In: _____________. Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1997, p. 32-33.)
No trecho “Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi, que horror! Preciso me livrar dessas baratas!” (1º§), os pronomes destacados se referem, respectivamente, a
Julgue o item a seguir.
A sentença “Entre eu e você, não deve haver segredos”
apresenta uso adequado dos pronomes, uma vez que
estes antecedem o verbo.
