Questões de Concurso Sobre pronomes pessoais retos em português

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Ano: 2024 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Guamaré - RN Provas: FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Procurador do Munícipio | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Psicólogo | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Auditor Fiscal de Tributos | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Assessor Jurídico Municipal | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Otorrinolaringologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Psiquiatria | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Reumatologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Saúde da Família | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico Veterinário | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Nutricionista | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Terapeuta Ocupacional | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Enfermeiro - Hospitalar/UPA | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Periodontista | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Farmacêutico - Bioquímico | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico do Trabalho | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Programa Saúde Bucal | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Endodontia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Odontopediatra | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Cirurgião Dentista - Para Necessidades Especiais | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Enfermeiro - Saúde da Família | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Fisioterapeuta | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Fonoaudiólogo | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Ensino Fundamental - Educação Física | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Angiologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Cardiologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Clínica Médica | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Dermatologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Gastroenterologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Geriatria | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Mastologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Neurologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Oftalmologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Médico - Ortopedia e Traumatologia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Fundamental I - Pedagogo | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Ensino Fundamental - Inglês | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Ensino Fundamental - Artes | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Matemática | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - História | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Ciências | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Geografia | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Inglês | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Ensino de Arte | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Educação Física | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Química | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor Magistério Fundamental - Anos Finais e EJA - Intérprete de Libras | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Professor de Educação Infantil - Pedagogo | FUNCERN - 2024 - Prefeitura de Guamaré - RN - Assistente Social |
Q2386123 Português
A superioridade do setor público na área educacional

Otaviano Helene


         Um dos “argumentos” frequentemente usados para justificar as privatizações, sejam elas feitas diretamente ou por meio de parcerias com fundações e associações, compra de serviço, terceirização, subvenção ao setor privado, entre outras, é a hipótese de que o setor privado é mais eficiente que o setor público. Entretanto, essa hipótese está errada.

           Vejamos o caso do ensino superior. Quanto ao aspecto apenas financeiro ou econômico, é fácil verificar a superioridade do setor público: o custo de manutenção de um estudante em um curso na USP é inferior ao custo em um mesmo curso e com a mesma qualidade oferecido pelo setor privado. Para ilustrar isso, vamos examinar o orçamento da USP.

         Como o objetivo aqui é comparar os custos do ensino, as despesas com aposentadorias e pensões devem ser subtraídas do orçamento da USP, uma vez que elas não são despesas educacionais e, nas instituições privadas, elas são feitas pelo INSS ou por fundos de aposentadoria e, portanto, não estão no orçamento da instituição. Um segundo aspecto diz respeito às despesas com pesquisa, feitas pela e na Universidade, que não devem ser incluídas como despesas com ensino uma vez que elas são, nas contas nacionais, incluídas nas despesas com ciência e tecnologia; incluí-las também como despesas com educação seria fazer uma dupla contabilidade. (Essas despesas com pesquisa em instituições de ensino foram estimadas com base em recomendações internacionais padronizadas, descritas no Manual de Frascati, documento comumente utilizado no Brasil como referência para cálculo dos investimentos em ciência e tecnologia, como, por exemplo, nos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo em 2010, publicados pela Fapesp.)

             Nas estimativas apresentadas a seguir, foram considerados os orçamentos das várias unidades, acrescidos das despesas não alocadas a unidades específicas (prefeituras dos campi, Reitoria etc.), que foram distribuídas pelas unidades na proporção do número de alunos. No caso de algumas unidades que oferecem cursos a estudantes de outras unidades em quantidade significativa, parte do orçamento foi atribuída àquelas unidades que recebem os cursos. Os orçamentos dos hospitais, dos museus, da Edusp e de alguns outros órgãos cujas atividades não são exclusivamente, ou, pelo menos, majoritariamente destinadas ao ensino, foram parcialmente distribuídos por todas as unidades na proporção das matrículas, ou, quando era o caso, apenas pelas unidades cujas atividades eram mais próximas às daqueles órgãos.

         É possível analisar os custos por aluno dos vários cursos separando-os em três grupos: cursos cujas cargas horárias dos estudantes são grandes e os laboratórios bastante complexos, sendo Medicina o mais típico deles; cursos com cargas horárias intermediárias e com laboratórios relativamente complexos, como os das áreas de ciências básicas ou Engenharia; e cursos que não exigem laboratórios ou estes se resumem a sistemas de computação, como, por exemplo, Matemática ou os cursos de humanidades. As despesas por estudante foram calculadas considerando-se matrículas de graduação e de pós-graduação. Usando as informações do Anuário Estatístico da USP, podemos estimar os custos mensais de um estudante em cada um desses três grupos. A valores atualizados para 2022, eles são da ordem de R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.500, respectivamente. Esses valores estão abaixo dos valores das mensalidades dos cursos das mesmas áreas e com qualidade equivalente nas instituições privadas.

           Caso as despesas com pesquisa, estimadas como sendo da ordem de 25% do orçamento total da Universidade, não tivessem sido excluídas, ainda assim o custo de uma matrícula na USP estaria abaixo da praticada pelo setor privado, sempre considerando cursos equivalentes.

          Vale observar que esses valores estimados têm incertezas devidas a muitos fatores. Por exemplo, vários orçamentos, como do centro esportivo ou da assistência estudantil, foram distribuídos pelas unidades na proporção da quantidade de estudantes, apesar de o uso desses recursos poder variar entre estudantes das diferentes unidades, dos cursos noturno e diurno etc. Os custos dos diferentes cursos em cada um daqueles três grupos também variam, assim como o custo em um mesmo curso em campi diferentes. Essas variações são, em média, da ordem de 20% ou 30%. Entretanto, como o orçamento total é fixo, caso os valores para alguns cursos tenham sido subestimados, outros, necessariamente, estarão superestimados e, portanto, não deve haver um erro para menos ou para mais em todas as estimativas.

          Essas estimativas estão de acordo com outras feitas ao longo das últimas duas décadas, algumas delas publicadas no Jornal da USP. Esse fato mostra que não houve mudanças na tendência geral, quer quanto ao valor dos investimentos por aluno, quer quanto à comparação entre os setores público e privado.

        Situação similar ocorre na educação básica. Dadas as mesmas condições econômicas e sociais dos estudantes e considerando uma mesma região do País, estudantes das instituições privadas só apresentam um desempenho equivalente ao dos estudantes das escolas públicas quando seus orçamentos, por matrícula, são bem superiores aos orçamentos das escolas públicas. Essa afirmação tem como base análise dos microdados do Enem.

       Como regra, embora possa haver exceções, o setor público oferece um atendimento aos estudantes melhor do que o oferecido pelo setor privado cujas instituições têm o mesmo orçamento por pessoa matriculada. Como corolário dessa constatação, com a mesma quantidade de recursos por aluno, o setor público obtém melhor desempenho que o setor privado, tanto no ensino superior como na educação básica.

         Não é apenas na educação que o setor público se mostra mais eficiente e obtém melhores resultados. Na área de saúde ocorre o mesmo: nenhum sistema privado de saúde conseguiria o desempenho do SUS com um orçamento equivalente, da ordem de R$ 150 por mês e por pessoa, aí incluídas as despesas da União, dos Estados e do Distrito Federal.

             Além da questão meramente financeira, há muitos pontos positivos a favor do ensino público em comparação com o ensino privado. O setor público, por não cobrar mensalidades, não depende da capacidade da população para arcar com as despesas educacionais. Assim, ele pode oferecer o curso mais necessário em cada região, independentemente do poder aquisitivo da população local, coisa impossível no caso de instituições privadas. É comum, nas instituições públicas, o oferecimento, aos estudantes, de alimentação subsidiada, moradia e atendimento em saúde; a evasão tende a ser menor do que nas instituições privadas e o acesso aos professores, maior. As possibilidades de atividades culturais e esportivas são maiores nas instituições públicas.

       Talvez haja alguns pouquíssimos casos em que seja mais favorável uma colaboração com entidades não governamentais para superar alguns problemas específicos e em alguns momentos. No entanto, como regra e na enorme maioria dos casos, a privatização da educação escolar, ainda que parcialmente, é uma péssima ideia e uma prática que deve ser repudiada. Por implicar piores desempenhos com a mesma quantidade de recursos, é muito ruim, especialmente em um país carente de ensino e de profissionais e com recursos financeiros também limitados.


Disponível em:<https://jornal.usp.br> . Acesso em 01 jul. 2023.[Adaptado] 

Considere o trecho abaixo.


É possível analisar os custos por aluno dos vários cursos separando-os em três grupos [...]


De acordo com as orientações normativas da língua portuguesa, o uso do pronome oblíquo em vez de um pronome do caso reto, nesse trecho, 

Alternativas
Q2385640 Português

    Resveratrol é um fitonutriente encontrado em algumas plantas e frutos e que possui ação antioxidante e anti-inflamatória. O resveratrol tem diversos benefícios para a saúde, já que possui poder antioxidante e protege o organismo contra o estresse oxidativo, combatendo a inflamação e ajudando a prevenir alguns tipos de câncer, melhorar a aparência da pele e diminuir os níveis de colesterol no sangue, proporcionando bem-estar.

    Assim, os alimentos fontes de resveratrol podem fazer parte da alimentação do dia a dia. No caso do suplemento, antes de iniciar o seu uso, um médico ou nutricionista deve ser consultado para avaliar a necessidade do seu uso e a quantidade diária recomendada.

    As propriedades do resveratrol incluem a ação antioxidante, anticancerígena, antiviral, protetora, antiinflamatória, neuroprotetora, fitoestrogênica e antienvelhecimento. Por esse motivo, ele pode trazer diversos benefícios para a saúde, como: proteger o organismo contra doenças cardiovasculares, ajudar a reduzir o colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim) e evitar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, a doença de Huntington e de Parkinson.

       É importante ter em mente que apenas o consumo de alimentos fontes de resveratrol não é suficiente para garantir os benefícios, sendo fundamental que a pessoa tenha uma alimentação saudável e equilibrada e pratique atividade física de forma regular.

        A substância pode ser encontrado no suco de uva natural, no vinho tinto, no cacau, no pistache, no amendoim e em outros alimentos ou ser obtido por meio do uso de suplementos. Seu excesso pode causar transtornos gastrointestinais, como diarreias, náuseas ou vômitos. Os suplementos de resveratrol não devem se usados por crianças, mulheres grávidas ou que estejam amamentando.


(Fonte: Tua Saúde — adaptado.) 

O pronome “ele” (3º parágrafo) retoma qual elemento do texto?   
Alternativas
Q2381993 Português
Texto
Sonhos, estranhos sonhos


Apesar de ser corajoso vivendo na comunidade, quando eu chegava à cidade me tornava um covarde. Ali era tudo muito estranho para mim. Havia coisas que eu não compreendia de jeito nenhum. Coisas do tipo: disputar pelo primeiro lugar, seja no estudo, seja no esporte; meninos valentões; mães que agrediam os filhos; escola que castigava quem não obedecia às regras, entre outras coisas. Naquela ocasião, eu não podia ter a presença constante dos meus pais junto de mim, porque era a política da época que o Estado brasileiro tomasse conta de seus “índios”. Isso consistia, entre outras coisas, em manter os pais longe da escola. Hoje sei que aquilo servia para nos isolar dos que falavam a mesma língua e nos obrigar a falar e aprender somente em português.

Eu ficava muito triste e solitário na escola. Não tinha amigos da mesma comunidade para conversar, não tinha muito o que fazer com aquilo que eu sabia da aldeia e não podia criar muitas coisas porque o meu tempo era bem regrado pelos muitos afazeres escolares. E, claro, tinha também meus colegas, que nunca me deixavam em paz. O tempo todo estavam tirando sarro da minha cara. Bastava me verem e logo já vinha aquela enxurrada de impropérios contra mim. Parece que eles queriam mesmo que eu nunca esquecesse quem eu era e de onde eu vinha. Era o tempo todo me chamando de índio, selvagem, atrasado, sujo, fedorento... Eu, covarde que era, baixava minha cabeça e chorava baixinho.

Eu sempre tive, por conta disso, acho, uns sonhos bem estranhos. Neles quase sempre eu me encontrava sozinho numa grande cidade, perdido e chorando. Algumas vezes, sonhei que estava ensanguentado. O sangue escorria em meu rosto e descia até meus pés, mas eu não sabia de onde vinha, porque não estava ferido. Sonhava que estava dentro de um buraco apenas com a cabeça de fora e que meus colegas ficavam atirando palavras em cima de mim. Eram palavras mesmo. Não palavras da boca, mas objetos que eram palavras. Essas palavras que tanto me assombravam. [...]

(MUNDUKURU, Daniel. Memórias de índio: uma quase autobiografia. Porto Alegre: Edelbra, 2016, p. 65-66)
O emprego recorrente de pronomes de primeira pessoa do singular confere o seguinte efeito ao texto: 
Alternativas
Q2372379 Português
Leia o excerto a seguir, observando os mecanismos de coesão textual nele empregados.

        “Esquizofrenia é um transtorno mental grave definido pela ocorrência de psicose – alucinações (ver pessoas ou objetos inexistentes, ou ouvir vozes quando sozinho) e delírios (convicção de ser perseguido, ou de que pode ser controlado por forças sobrenaturais) – persistente ou recorrente, associada a alterações comportamentais (isolamento social) e cognitivas. O transtorno afeta aproximadamente 1% da população mundial, sendo a frequência um pouco maior em homens do que em mulheres.
         Não há uma causa única para a esquizofrenia, a qual parece resultar da combinação de fatores hereditários e ambientais. Estudos envolvendo gêmeos monozigóticos, por exemplo, mostraram que o risco de uma pessoa desenvolver esquizofrenia é próximo de 50% se ela tem um gêmeo idêntico com o transtorno – uma das maiores taxas entre todos os transtornos psiquiátricos. Do ponto de vista de prevenção e tratamento, a questão relevante é tentar entender a natureza dos outros fatores envolvidos na sua origem. [...]”
TEIXEIRA, Antonio L.; BAUER, Moisés E.. Esquizofrenia e autoimunidade, uma relação que merece atenção. Ciência Hoje, outubro de 2023. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/esquizofrenia-eautoimunidade-uma-relacao-que-merece-atencao/. Acesso em: 19 nov. 2023.

São mecanismos de referência textual relacionados ao vocábulo “esquizofrenia” nesse trecho, EXCETO:
Alternativas
Q2370170 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Receita para um dálmata

(ou: Soneto branco com bolinhas pretas)


Pegue um papel, ou uma parede, ou algo

que seja quase branco e bem vazio.

Amasse-o até que tome forma

de um animal: focinho, corpo, patas.


Em cada pata ponha muitas unhas

e em sua boca muitos dentes. (Caso

queira, pinte o focinho de qualquer

cor que pareça rosa). Atrás, na bunda,


ponha um fiapo nervoso: será seu

rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá

fora e espere chover nanquim. Agora


dê grama ao bicho. Se ele rejeitar,

é dálmata. Se comer (e mugir),

é uma vaca que tens. Tente outra vez.


Gregório Duvivier
Na primeira estrofe é utilizada como forma de tratamento a terceira pessoa do singular, mediante o uso do pronome pessoal de tratamento “você”. Caso seja trocada a forma de tratamento pelo pronome pessoal “tu”, quantas alterações seriam necessárias na referida estrofe para fins de concordância e consonância com as regras da norma padrão da língua portuguesa?
Alternativas
Q2369015 Português
Texto 4


Ser idoso no trânsito

Valdevino de Souza


Estou acordado na cama desde as três horas da madrugada. Agora escuto o assobio dos automóveis passando na Anhanguera, já é hora de levantar. Ligo o rádio que comprei na Santa Efigênia. Modifiquei a frequência para ouvir a previsão do tempo direto do Aeroporto, eles erram menos. Vejo na TV como está o trânsito na zona Oeste. O dia será promissor. Sol aberto e trânsito tranquilo nesta quarta-feira.

[...]

Hoje seria tão bom se pudesse fazer minha caminhada num lugar diferente. Quem sabe o Parque da Água Branca... Rever amigos e quem sabe antigos conhecidos do bairro em que morei logo que me casei.

De moletom, camisa manga curta, documentos no bolso, tênis e boné, ligo o velho Fusca - ainda em boa forma - e tiro a neblina com uma canequinha que meu netinho costumava usar quando pequeno aqui em casa. Abro os portões. Cumprimento o Sr. Wilson que põe o lixo na calçada.

— Já vai, Sr. Souza? - ele cumprimenta. Pego os óculos no porta-luvas. Olho pelo retrovisor para a frase que colei no vidro traseiro do Fusca: 'IDOSO Á BORDO'. Fecho os olhos por um instante. Ainda tem sereno!

[...]

Em mais dez minutos... Já estou na Francisco Matarazzo! Vejo o Shopping com suas pracinhas... Quem sabe à tardinha. Recordo-me que toda essa área pertenceu a uma única família, muito rica, numa época anterior a minha. Ainda estão de pé alguns dos tijolos dessa história. Penso: ‘O que deixei pra recordarem da minha história? Não sou rico, nem construí. Criei meus filhos de modo honesto. Trabalhei em muito escritório. Vi a cidade crescer...’

O Parque está logo adiante. Nem parece que sou um idoso no trânsito de São Paulo.

Opá! O sinal fechou.

O Sol já está à mostra. Fecho os olhos por um instante. Acordo com o bater de uma caneta no vidro do meu carro. Epa! Acho que cochilei. Que pena! Parece que eu estava apenas sonhando na garagem de novo... Ou não.

Vejo um rapaz bem-disposto sorrindo pra mim. É o meu neto que trabalha no CET me dizendo que o farol vai abrir.

Puxa! Por um instante quase acreditei que minha mente ainda corria mais rápido do que meu velho Fusca.

— Não esquece que hoje tem consulta, Vô! Ele me dá um novo adesivo, para colar no vidro da frente: 'Este vovô é rastreado pelo CET'. Com um neto assim, quem não consegue ser um idoso no trânsito de São Paulo! 



http://www.cetsp.com.br/consultas/educacao/a-historiado-premio-cet-de-educacao-de-transito/2a-edicao2010/terceira-idade-%E2%80%93-cronica.aspx
Eles sabem que tenho o meu ritmo. “ “Vejo um rapaz bem-disposto sorrindo pra mim.” “Recordo-me que toda essa área pertenceu a uma única família...”

Os pronomes em destaque em cada um dos trechos são classificados respectivamente como: 
Alternativas
Q2360902 Português
NA MINHA RUA

Na minha rua há um menininho doente.
Enquanto os outros partem para a escola,
Junto à janela, sonhadoramente,
Ele ouve o sapateiro bater sola

Ouve também o carpinteiro, em frente,
Que uma canção napolitana engrola.
E pouco a pouco, gradativamente,
O sofrimento que ele tem se evola...

Mas nesta rua há um operário triste:
Não canta nada na manhã sonora.
E o menino nem sonha que ele existe.

Ele trabalha silenciosamente...
E está compondo este soneto agora
Pra alminha boa do menino doente... (Mario Quintana)  
A palavra “ele”, mencionada em várias partes do texto, faz parte de qual classe gramatical.
Alternativas
Q2358903 Português
               
  

              Fábula de um arquiteto
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.

João Cabral de Melo Neto. Fábula de um arquiteto.
In: Antologia poética. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1978, p.18.  

Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar Niemayer, julgue o item a seguir.


Em “Até que, tantos livres o amedrontando” e “ele foi amurando” (ambos na segunda estrofe), as formas pronominais “o” e “ele” têm o mesmo referente: o arquiteto. 

Alternativas
Q2352218 Português
Texto CG1A1

        Em 1947, o físico brasileiro César Lattes causou grande impacto nos meios científicos internacionais e conquistou reconhecimento com sua descoberta que elucidou alguns problemas pendentes de solução no campo da radiação cósmica e confirmou a teoria do físico japonês Hideki Yukawa sobre a existência de uma partícula supostamente responsável pela ligação entre prótons e nêutrons nos núcleos atômicos. Esse último aspecto foi bastante para dar um relevo todo especial à descoberta, enriquecendo seu significado com a possibilidade de novas aberturas no controle das forças nucleares, tão cobiçado depois das explosões atômicas. Toda a imprensa mundial e brasileira aclamou a descoberta, e a ciência brasileira saiu do porão para a sala de visitas.
        No ano seguinte, Lattes voltou a causar impacto após conseguir a produção artificial daquela partícula em um acelerador do tipo circular, em Berkeley, nos Estados Unidos da América. E em 1949, a física no Brasil começou a se institucionalizar com a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Junto com ela, a ciência, em geral, também organizava sua entidade representativa, com o surgimento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) naquele mesmo ano. Foi nesse caldo cultural que o almirante Álvaro Alberto ganhou mais argumentos para persuadir o governo brasileiro. Segundo seus depoimentos reproduzidos na coletânea 50 anos do CNPq contados pelos presidentes, organizada por Shozo Motoyama, em maio de 1949, após a leitura de relatórios sobre a questão atômica, o presidente Dutra enviou ao Congresso Nacional um anteprojeto para criação do Conselho Nacional de Pesquisas, já prevendo seu papel na política nuclear. Depois de uma longa tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nascia o CNPq, com o almirante como seu primeiro presidente.

Rodrigo Cunha. 60 anos do CNPq: da política nuclear ao desafio da descentralização.
In: Ciência e Cultura, São Paulo, v. 63, n.º 2, 2011 (com adaptações). 

Acerca dos mecanismos de coesão textual empregados no texto CG1A1, julgue o próximo item.


O pronome “daquela”, no primeiro período do segundo parágrafo, indica que se trata, nesse trecho do texto, da mesma partícula especificada no primeiro período do primeiro parágrafo.

Alternativas
Q2352145 Português


Fonte: https://pt.quora.com/Qual-a-sua-opini%C3%A3o-sobre-o-final-dastirinhas-Calvin-e-Haroldo


“Melhor não tocar nele se está machucado” (3º quadrinho). Esse termo destacado é a contração da preposição “em” + o pronome “ele”. Isso ocorre porque:
Alternativas
Q2348827 Português
Em todas as frases abaixo - cujo tema é a verdade - há pronomes pessoais sublinhados que se referem a ela, criando coesão. Assinale a opção em que o pronome sublinhado exemplifica um pronome reto.
Alternativas
Q2346638 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que o emprego do pronome sublinhado está inadequado
Alternativas
Q4112526 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases a seguir, observando o correto emprego de pronomes.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão. - Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar. - Para ______, trabalhar na prefeitura é muito bom. - Esse não é um serviço para ______ fazer. - Não crie mais problemas para ______ ter que resolver.
Alternativas
Q4112076 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases a seguir, observando o correto emprego de pronomes.
- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão. - Pegue ______ cadeira aqui e leve-a para outro lugar. - Para ______, trabalhar na prefeitura é muito bom. - Esse não é um serviço para ______ fazer. - Não crie mais problemas para ______ ter que resolver. 
Alternativas
Q4110996 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases a seguir, observando o correto emprego de pronomes.


- Favor, dê-me ______ copo que está na sua mão.


- Pegue ______  cadeira aqui e leve-a para outro lugar.


- Para ______ , trabalhar na prefeitura é muito bom.


- Esse não é um serviço para ______ fazer.


- Não crie mais problemas para ______  ter que resolver.

Alternativas
Q4102902 Português
A questão deve ser respondida com base no texto 2.


Texto 2


A fenomenologia requer certo encanto pelo fenômeno ou, para não irmos tão longe, um interesse genuíno – algo que me chama a atenção e eu me predisponho a observar, com um olhar vivo, estimulado e aguçado pelo meu interesse particular. Portanto, não se trata apenas de ver, mas de observar com toda a nossa corporalidade. O que nos dizem também, a partir dessa atenção, a escuta, o olfato, o tato? Desse modo, olhar para um fenômeno inclui “todos os olhos do corpo”.

Você já parou para pensar que o fato de algo nos chamar a atenção é um convite para a observação? Podemos não saber exatamente por que certo detalhe nos afeta, mas é nele que o processo se inicia. E, sem precisar explicar, é importante confiar que aquela determinada ação, que chamou o olhar, é o início do diálogo entre você e o fenômeno. Esse olhar vivo e interessado convida, sobretudo, a presença integral, a abertura para as coisas do mundo, a disponibilidade. Requer também treino, insistência, prudência. Repetição, todo dia um pouco mais desse exercício, para que o fenômeno em dado momento se deixe ver para além do que se mostra de relance, para que ele se revele e não que o revelemos. Buscamos o que ele é, não uma impressão só minha, mas o que nos atravessa a todos. Aos poucos, na constância da prática, somos levados a um local de assombro, por percebermos no nosso cotidiano o que antes não era apreendido.


Fonte: Miradas. Instituto Alana, São Paulo, 2019.  
No segmento: “E, sem precisar explicar, é importante confiar que aquela determinada ação, que chamou o olhar, é o início do diálogo entre você e o fenômeno”, o pronome “você”:
Alternativas
Q4102805 Português
A questão devem ser respondidas com base no texto 3.


Texto 3


Figurinha 9


No tempo em que as crianças podiam brincar tranqüilas nas ruas do bairro, na praça ou na frente de casa, sempre havia a turma. Na hora certa, todos apareciam. Brincavam de tudo um pouco. De pegar, esconder, cabra-cega. Às vezes brigavam: uns queriam jogar bola, outros bater figurinha na calçada. Conforme a época, um ou outro brinquedo era o preferido, virava mania de temporada: pandorga, carrinho de rolimã, bolita, bilboquê, ioiô, bambolê, pião, cincomarias, sapata. O importante era estar com a turma, na brincadeira combinada. Às vezes, a gente ficava só conversando. Primeiro cada um dizia o que ia ser, depois todos acabavam falando sobre o futuro. Ainda não havia televisão, videogame e computador. O futuro era uma imensa luz, bem longe.


URBIM, Carlos. Álbum de figurinhas. Porto Alegre: Editora Age, 2002.
Leia o que se afirma em relação à construção: “Às vezes, a gente ficava só conversando”:

I. Há uma locução adverbial indicativa de tempo.
II. A expressão “a gente” representa um uso popular em substituição ao pronome “nós”.
III. O advérbio “só” poderia ser substituído por “ainda”, sem alterar o sentido.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3433466 Português
7 em cada 10 mulheres assassinadas com armas de fogo no País são negras, aponta pesquisa


As mulheres negras são as principais vítimas de morte por arma de fogo no país, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, utilizando dados do Ministério da Saúde de 2022,

O levantamento O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher mostra que as mulheres negras representam 68,3% dos casos de homicídio feminino por arma registrados no País, seguidas pelas mulheres brancas (29,5%), indígenas (0,5%) e amarelas (0,3).

A média de homicídios femininos registrados no país é de 4,4 mil por ano. Entre 2012 e 2022, uma mulher foi assassinada a cada quatro horas no Brasil. Armas de fogo foram utilizadas na metade dos casos, o que significa dizer que uma em cada duas mulheres assassinadas no Brasil é vítima deste armamento. Mais da metade das vítimas, 60%, tinham entre 20 e 39 anos de idade.

Outro ponto destacado é que a casa das mulheres se torna o local de maior risco, representando 27% dos casos registrados. Em 2022, 39% dos homicídios de mulheres ocorridos em casa foram cometidos com o uso de arma de fogo. Segundo o estudo, isso é reflexo do relaxamento da política de controle de armas durante o governo Bolsonaro, vigente entre 2019 e 2022, que ‘permitiu o aumento desses artefatos nas casas tendo como principais argumentos a falácia de que supririam lacunas da segurança pública ou a primazia da autonomia individual’.

Em relação à identidade dos agressores, entre os casos de violência não letal envolvendo armas de fogo, 43% foram perpetrados por pessoas próximas à vítima, como parceiros, amigos, conhecidos ou familiares. Destaca-se que os parceiros íntimos, como companheiros ou excompanheiros, foram responsáveis por 28% das agressões não fatais registradas em 2022.


Ana Luiza Basilio. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/7-emcada-10-mulheres-assassinadas-com-armas-de-fogo-no-pais-sao-negras-apontapesquisa/. Acesso em: 12 mar. 2024.
Nos versos da canção de Vander Lee: “Sabe o que eu queria agora, meu bem?/ Sair, chegar lá fora e encontrar alguém/ Que não me dissesse nada/ Não me perguntasse nada também...”, as palavras destacadas pertencem a que classe gramatical?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283258 Português
Assinale a alternativa que contém o emprego INADEQUADO de pronome pessoal: 
Alternativas
Q3015654 Português
Assinale a alternativa correta de acordo com a sentença do último quadrinho: “Pra mim, não é seguro”.
Alternativas
Respostas
161: B
162: B
163: B
164: B
165: A
166: B
167: C
168: C
169: C
170: D
171: C
172: E
173: D
174: D
175: D
176: C
177: D
178: C
179: B
180: A