Questões de Concurso Sobre pronomes pessoais oblíquos em português

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Q3236652 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Querido 2025


Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda


Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em Filosofia do Direito|30/12/2024


    Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.

    Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.

    Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados. 

    Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.

    Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.

    E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.

    Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.

    Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!


CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.
Em qual dos trechos abaixo, extraídos do artigo, o posicionamento do pronome oblíquo átono em destaque segue uma variedade coloquial da língua portuguesa?
Alternativas
Q3235773 Português
Mancha de poluição no Tietê atinge 207 km


A mancha de poluição no Rio Tietê aumentou 47 km entre 2023 e 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Agora já são 207 km de rio poluído, a maior extensão desde 2012, quando a mancha chegou a 240 km. No ano passado era de 160 km, o que dá um aumento de 29%. A qualidade da água foi monitorada em 576 km do rio, da nascente, em Salesópolis, Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior. A extensão total do rio é de 1.100 km. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, disse ao Estadão que a piora na condição de rios como o Tietê já era esperada por causa da estiagem prolongada que afetou o Estado e todo o País. "Tivemos diminuição nos volumes de água, o que traz menos oxigenação, menos movimentação da água e maior concentração de nutrientes e esgoto na água", afirmou a secretária. A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê, lançado no ano passado, com o objetivo de, até 2029, ter R$ 23 bilhões investidos na ampliação da rede de saneamento básico, desassoreamento, melhorias no monitoramento da qualidade da água, recuperação de fauna e flora, entre outras medidas. O programa prevê a universalização do saneamento - toda a população atendida com água e esgoto até 2029.


José Maria Tomazela

Jornal O Estado de São Paulo, 21 de setembro de 2024.
Assinale a única alternativa em que a colocação pronominal atende à norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q3234358 Português
Em “Levou-me para jantar no meu restaurante favorito.” o pronome “me” está após o verbo (ênclise). Em qual das frases a seguir ocorre o mesmo tipo de colocação pronominal?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Motorista |
Q3232532 Português
Leia o texto para responder à questão.

Cuidado!

    Se você viu o título desta coluna e imaginou ler um alerta importante, acertou... mas só pela metade. Existe algo que merece, sem dúvida, nossa atenção especial. Estou falando de cuidado, a gentileza com as pessoas, a responsabilidade assumida com alguém ou o carinho e a atenção de fazer o melhor que podemos fazer.
    No meu trabalho, equilibrar arrojo com cautela em relação às informações é essencial para prover conteúdo e análises bem fundamentados, úteis, atualizados e práticos. Esse zelo com o que faço é mais do que uma mera questão de profissionalismo. É respeito com quem dedica tempo e atenção para consumir o conteúdo que produzo. O cuidado que coloco em cada palestra, em cada post em minhas redes sociais é percebido e valorizado. E isso se reflete na confiança que as pessoas depositam em mim. O maior valor do cuidado é interno, não externo. Ou seja, quem cuida do que faz cuida, acima de tudo, de si próprio. Fazer com cuidado traz um sentimento de missão cumprida, de fazer a sua parte.
    Empresas que abraçam os princípios – cuidado com o meio ambiente, com a sociedade e com as próprias empresas – não só contribuem para um mundo melhor, mas também inspiram mais confiança e admiração de clientes. Vivemos um paradoxo interessante: enquanto os valores nas empresas se consolidam, vemos uma nova geração entrando no mercado de trabalho com uma esperança quase cega na tecnologia, especialmente na inteligência artificial. Muitos jovens imaginam que, como a inteligência artificial poderá fazer “tudo”, eles não precisam se dedicar com o mesmo empenho a realizar e aprender tarefas que ficarão obsoletas.
    Ledo engano. A inteligência artificial veio para ficar e mudar nossa forma de viver e trabalhar, mas o cuidado, o capricho e a dedicação são exatamente os elementos humanos que não serão substituídos por máquinas. São a atenção aos detalhes, a responsabilidade e a gentileza que fazem toda a diferença tanto na vida profissional quanto na pessoal. O que não vai mudar, independentemente de qualquer revolução tecnológica, o que nunca perde o valor é o cuidado. Portanto, cuidado com o cuidado.

(Ricardo Amorim, O Estado de S.Paulo, 24 de julho de 2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque está substituída, nos parênteses, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal.
Alternativas
Q3229239 Português

Q6.png (312×133)

http://pensador.uol.com.br/img/pens/3e/b0/3eb0fad427de0156b81721aba97266ea.jpg


No texto, as palavras (e, de, se) são respectivamente:

Alternativas
Q3229126 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O vinho de banana que salvou produtoras afetadas por calor extremo

Emily Nkhana, uma pequena agricultora no norte do Malawi, costumava jogar fora as bananas que estavam maduras demais ou simplesmente deixá-las apodrecer, até encontrar um uso lucrativo para elas: o vinho de banana.

O calor extremo estava fazendo as bananas amadurecerem rápido demais, resultando em grandes perdas para Emily e diversos outros agricultores que vivem no distrito de Karonga.

"Então descobrimos como fazer vinho de banana", conta ela à BBC, enquanto descasca os limões usados para preservar o sabor das bananas na planta de processamento da Cooperativa Twitule.

Para os agricultores, não se trata apenas de fazer vinho, mas também de sobrevivência, resiliência e de abraçar as novas possibilidades que vêm diante das mudanças climáticas.

O cultivo era feito perto das margens do Lago Malawi. Mas, com aumento do nível das águas causado pelo aumento das chuvas, as plantações de banana passaram a ser inundadas, forçando os produtores a migrar para terras mais altas, mas mais quentes, onde as temperaturas chegam a 42°C.

"Na antiga fazenda, nosso desafio era a grande quantidade de água do lago. Algumas das bananas se afogavam na água, ou nem conseguíamos ver onde tínhamos plantado. Aqui em cima, temos calor demais. Isso faz com que nossas bananas amadureçam muito rápido e sejam desperdiçadas", diz Emily.

Ela faz parte de um grupo de mulheres unidas pela cooperativa para melhorar suas condições econômicas por meio da agricultura.

A produção de vinho é um empreendimento de pequena escala nos quintais dessas mulheres, onde elas plantam bananas.

O processo de vinificação acontece em um pequeno complexo com uma casa de quatro cômodos na vila de Mchenjere.

E é bem simples: as bananas maduras são descascadas, cortadas em pedaços pequenos, pesadas e misturadas com açúcar, fermento, passas, água, e cobertas com limões.

A mistura é então deixada para fermentar por várias semanas, transformando a polpa da banana em um vinho potente e aromático, contendo 13% de álcool - semelhante ao vinho feito de uvas.

"É um vinho de ótima qualidade. Você tem que bebê-lo sentado para poder aproveitar o sabor doce", diz Emily.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy3ygg4n3vo fragmento adaptado)

 
"Você tem que bebê- lo sentado para poder aproveitar o sabor doce", diz Emily."

A forma do pronome oblíquo átono destacado está substituindo "vinho" corretamente. Identifique abaixo a alternativa em que o vocábulo destacado NÃO foi substituído pela forma do pronome átono corretamente:
Alternativas
Q3227797 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


O segmento “Compete a nós” (linha 43) poderia ser correta e coerentemente substituído por Compete‑nos, em que a forma pronominal nos estaria exercendo a mesma função sintática de “a nós”.

Alternativas
Q3225435 Português
Considere os trechos redigidos a partir do texto.

•  O universo da escrita é interessante. Muitas pessoas têm dominado o universo da escrita.
•  Há quem goste muito de livros. Grandes leitores sempre têm livros por perto.

As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Alternativas
Q3225269 Português
Considerando-se os aspectos de regência verbal, de flexão verbal e de emprego de pronome, a frase do primeiro quadro está reescrita de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3225020 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Na reescrita de informações do texto, o emprego de pronomes e a colocação pronominal atendem à norma- -padrão em:
Alternativas
Q3223255 Português
Cinema antigo


Os pequenos prazeres da vida, curtidos quase secretamente, exigem certo refinamento não ao alcance de qualquer um. Requerem uma habilidade especial, igual à dos pássaros ao sugar o néctar das menores flores. Já os grandes prazeres pedem cenário, câmaras e razoável plateia. A felicidade dos artistas de televisão, por exemplo, é uma coisa pública, para ser compartilhada, fotografada, invejada. Quanta alegria eles demonstram ao exibir sua mansão, seus carros ou quando são flagrados fazendo compras em Paris ou Nova York, ocasiões sempre aproveitadas para dar aquelas declarações inteligentes!

Há prazeres de todos os tamanhos, como os domésticos, inocentes. O meu favorito parece obra de maníaco. Conforta- -me, porém, não ser o único desse clube. Aí, entra minha mulher, Ismênia, e diz a vocês:

– Ele é maluco por filmes antigos. Aqueles do Humphrey Bogart, vocês sabem.

Sim, filmes de preferência em preto e branco. Feitos antes das cores e dos chatíssimos efeitos especiais, tão ao alcance de qualquer diretor sem talento. Não há nada mais delicioso que ver um policial noir1 , numa noite de sexta-feira, tomando uma dose de uísque e mordiscando salgadinhos.

Alguns são velhos conhecidos. Como “Os Assassinos”, baseado em Hemingway2 , primeira versão de 1946, com Burt Lancaster e Ava Gardner. Outros nem tanto, aí procuro descobrir em que ano foram produzidos. Há várias pistas: as roupas que os atores usam, a marca e o modelo dos carros, o estilo dos móveis e as referências históricas. Concentro-me em todos os detalhes. Às vezes peço socorro a Ismênia se a chave do enigma está no penteado ou no vestido.

– Ah, eu já sei esse. Esteve na moda por volta de 1960.

Adoro filmes, como “Falcão Maltês” ou “Pacto Sinistro”, que são adaptações de romances marcantes. Algo todos tinham em comum, além do roteiro primoroso, a fumaça. Os atores e atrizes fumavam desbragadamente; era preciso assoprar para apreciar certas cenas. Outro item, a beleza estonteante das Ava, Rita, Marlene3 . Enchiam a tela.

Não haveria lugar para os Stallone, com seus equipamentos mortíferos. No lugar de armas de grande poder de fogo, imperavam os lances de inteligência, demolidoras frases de espírito ou certeiros socos no queixo. Tudo elegante, sofisticado, chiquérrimo. Os próprios fora da lei usavam smoking, e rolava uma trilha sonora de Cole Porter ou Gershwin. Então o bom ficava ainda melhor.

– Você vai assistir a esse filme de novo? – pergunta minha mulher.

– Sim, querida.

– Se assistir, vou para um hotel.

Não suporto mais. Não me preocupo; ela só cumpriu a ameaça umas cinco vezes.


(Marcos Rey. Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global editora. Adaptado)

1. policial noir: romances e filmes baseados em histórias de investigação e suspense.
2. Ernest Hemingway (1899-1961): escritor norte-americano.
3. Ava, Rita, Marlene: Ava Gardner, Rita Hayworth, Marlene Dietrich.
Considere as frases elaboradas a partir das ideias do texto.

•  Fumar era hábito corriqueiro entre as personagens, e elas _________desenfreadamente.
•  O estilo dos móveis é um dos detalhes para decifrar a época em que __________a história.
•  Ismênia faz ameaças ao marido, quando ele exagera em sua paixão pelos filmes, e ela eventualmente________ .


Com base na norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3222764 Português
Assinale a alternativa em que o questionamento de Mafalda, no 3° quadrinho, está reescrito em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3211855 Português
O estudo da classe de palavras pertence ao campo da Morfologia. Sobre o assunto, com base na leitura do texto a seguir, assinale a alternativa incorreta.
“Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gult Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara em sua companhia um garoto para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos de que o velho se tornara salao, isto é, um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana”. (Hemingway, Ernest, 1899-1961. O velho e o mar. Tradução de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012) 
Alternativas
Q3199012 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores” (3º parágrafo). À luz da norma-padrão, o trecho destacado poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3193705 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Paris acorda


     O homem se rende ao cansaço dos seus excessos, deita às sete da noite e dorme como um lago ou como uma criança. Havia o que andar pela noite, mas os seus olhos pisados lhe fazem o grande apoio da fadiga. Como estão envelhecendo depressa, estes olhos! E como já foram ávidos e ansiosos! Agora, uma pálpebra caiu sobre a outra e, sob a sombra dos cílios, vieram sonhos feitos de saudade e pequenos cuidados. Não é possível uma evasão e um esquecimento, porque o que antes foi feito jamais deixará de ser, ao longo do sono, uma preocupação de amor e de medo.


    E esse homem se desperta, às seis da manhã, com o dia frio entrando pela janela. Não tem cigarros e seria esplêndido tomar uma xícara de café com leite. A rua está mais ou menos vazia, com a exceção dos pombos que beliscam o asfalto e das mulheres encapotadas que saem dos subterrâneos. Note-se a grande tranquilidade dos pombos e o certo ar de saciedade nos olhos das mulheres. É assim que Paris acorda: pombos serenos e mulheres nem sempre.


    O homem simplesmente passa. Num café da rua Marbeuf, quase esquina dos ChampsÉlysées, uma moça de olhos e nariz parecidos com os de outra o espia de enviés. Primeiro, com alguma curiosidade. Depois, com um pouco de inesperada ternura. Para esse tímido, que mastiga o seu croissant, seria bom falar-lhe, dizer uma palavra qualquer de gratidão e agrado. Sairiam os dois, talvez, pelas calçadas dos Champs-Élysées e talvez fosse belo o que eles se dissessem. Mas aqueles olhos e aquele nariz se pareciam tanto com os da outra que, como a outra, talvez ela fosse natural de coração frio.


     O homem, então, pesou o mal e o bem que lhe podiam vir e, como era um rebelde, preferiu ficar sozinho, com a sua dor e o seu café au lait. Paris acordava e nada tinha a ver com isso.



MARIA, A. Paris acorda. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p.141-142. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16319/paris-acorda>.

Em “talvez fosse belo o que eles se dissessem”, o vocábulo “se” atua como:
Alternativas
Q3188026 Português
Assinale a alternativa em que o pronome pessoal oblíquo ocorre em próclise.
Alternativas
Q3186828 Português
"É ainda mais desafiador pelo fato de haver muito mais objetos menores do que maiores. Alguns desses objetos menores, no entanto, possuem tamanho suficiente para causar danos na Terra, então ainda precisamos monitorá-los."

A forma 'los' substituiu o vocábulo 'objetos' corretamente. Identifique a alternativa, em que a forma do pronome oblíquo átono NAO substituiu corretamente o termo destacado: 
Alternativas
Q3180883 Português
O domínio das regras gramaticais é fundamental para digitadores que trabalham com produção e revisão de textos. Além de garantir a clareza da comunicação, o conhecimento gramatical evita erros que possam comprometer a credibilidade do conteúdo. Considere um profissional que está digitando um relatório técnico e precisa revisar questões de concordância verbal e nominal, uso correto de pronomes e pontuação.

Com base nesse cenário, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3178146 Português
Complete a frase: Era para ________ falar __________ essa semana, mas não ___________ encontrei pela cidade. 
Alternativas
Respostas
241: D
242: B
243: B
244: C
245: A
246: B
247: C
248: D
249: B
250: A
251: A
252: A
253: D
254: B
255: E
256: A
257: A
258: A
259: A
260: A