Questões de Concurso Sobre problemas da língua culta em português

Foram encontradas 4.579 questões

Q1141051 Português

Avalie as seguintes propostas de preenchimento de lacunas pontilhadas do texto, bem como as justificativas apresentadas:

I. Na linha 03, o uso de às poderia ocorrer, visto que, no contexto, identificam-se as duas condições suficientes e necessárias para o uso da crase.

II. Na linha 19, todas as lacunas devem ser preenchidas pela combinação à, em virtude de averiguar-se que, em todas as situações, evidenciam-se as condições para uso da crase.

III. As lacunas da linha 20 poderiam ser preenchidas por há ou por existe, fato que não feriria a correção gramatical da frase.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q1141020 Português
Assinale a alternativa que completa as lacunas tracejadas das linhas 04, 08, 09 e 10, correta e respectivamente.
Alternativas
Q1140504 Português
Supondo que as alternativas revelem o pensamento de Cebolinha no segundo quadrinho, assinale a que está correta de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Vitória - ES Provas: INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista 40H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Angiologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Enfermeiro 30H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Clínico Geral | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Periodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista - PNE | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Ortodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Implantodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Buco-maxilo-facial | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Veterinário | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Psiquiatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Reumatologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Urologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Proctologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Pneumologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Ortopedista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Neurologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Otorrinolaringologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Pediatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Oftalmologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Infectologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Endocrinologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Geriatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Gastroenterologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Ginecologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Cardiologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Cirurgião Geral | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Técnico Esportivo 30H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Dermatologista |
Q1139782 Português
Médicos do Reino Unido recomendam cuidar
de plantas para tratar depressão

Por Rafael Battaglia
Publicado em 09 set. 2019


        Cuidar de uma horta, por menor que ela seja, às vezes não é tão simples. É preciso escolher o local certo, a quantidade exata de adubo, tomar cuidado para não regar demais e por aí vai. Mas (com o perdão do trocadilho) pode render bons frutos: as plantas que você cultiva no sítio, no jardim ou mesmo no seu apartamento podem ajudar no tratamento da depressão.
        Recentemente, a revista Fast Company mostrou que médicos do Cornbrook Medical Practice, uma clínica médica em Manchester, no Reino Unido, começaram a sugerir a prática da jardinagem para pacientes que sofrem de depressão e ansiedade. A recomendação vem da ideia de que o contato com a natureza (mesmo que seja apenas um vaso de planta), pode fazer bem à saúde.
      Na clínica Cornbrook, há um jardim que os pacientes podem frequentar e, ainda, convidar amigos e familiares para ajudar a plantar ervas como a hortelã e a erva-cidreira. O projeto é uma parceria com a ONG Sow the City (algo como “Semeie a Cidade”, em português), que trabalha em conjunto com hospitais, escolas, prefeituras e empresas para desenvolver ações como jardins comunitários, pesquisas sobre agricultura urbana, iniciativas sustentáveis, entre outras.
        Ecoterapia
     Trocar remédios por sementes parece uma novidade, mas a Sow the City já desenvolve projetos na área da saúde há alguns anos. É o caso do programa “Hospital Beds”, que construiu canteiros na área externa de um hospital de Manchester para pacientes com doenças mentais. O objetivo é aumentar o tempo ao ar livre deles e estimular a socialização. “Há evidências de que pessoas socialmente isoladas têm piores resultados no tratamento”, disse à Fast Company Jon Ross, diretor da ONG.
       Ao realizar uma ação, a Soy the City trabalha em conjunto com os médicos para definir qual tipo de terapia será o mais adequado para o lugar. Depois, os profissionais recebem treinamento em jardinagem para que eles possam orientar os pacientes. As plantas prescritas são fáceis de cuidar.
      [...] Aimee Gee, que trabalha na Mind, organização sobre saúde mental, disse ao The Guardian que os efeitos da ecoterapia vêm de uma junção de fatores: a atividade física, o convívio social e a melhora no humor que o contato próximo com a natureza oferece.
      Não mora perto de um jardim comunitário? Cultivar plantas dentro de casa pode ser uma boa opção – até a Nasa já falou sobre isso. A agência espacial norte-americana financiou parte da pesquisa do cientista ambiental Bill Wolverton, cujos trabalhos mostram que as plantinhas melhoram a qualidade do ar. Se você desistiu da jardinagem depois de deixar sua suculenta morrer, talvez seja hora de dar uma segunda chance.


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/medicos-do-reino-unido-recomendam-cuidar-de-plantas-para-tratar-depressao/>. Acesso em: 03 out. 2019.


Considerando a norma-padrão da língua, assinale a alternativa que reescreve adequadamente o seguinte excerto: “[...] há um jardim que os pacientes podem frequentar”.
Alternativas
Q1139364 Português
A fundadora da Cia de Talentos escreveu esta
carta às novas gerações


Sofia Esteves, fundadora da Cia. de Talentos
e consultora de carreira há 30 anos , tem algo
a dizer para os jovens


Por Sofia Esteves, presidente do Conselho do Grupo
Cia. de Talentos - Publicado em 23 set 2019, 12h00

        São Paulo – Eu sou apaixonada por talentos e pela força que os jovens têm em desbravar novos caminhos, trazendo mudanças e inovação ao mercado de trabalho.
      Todos os anos a Cia de Talentos se empenha em coletar dados na ‘Pesquisa Carreira dos Sonhos’, em que conversamos com milhares de jovens da América Latina para compreender suas necessidades e então levar essas questões às empresas para que se organizem novamente. A pesquisa desse ano, com a participação de mais de 75 mil jovens profissionais do Brasil, constatou o que há algum tempo vem sendo anunciado.
         As novas gerações desejam um ambiente de trabalho flexível, em que podem confiar em seus gestores, jornadas de trabalho remotas, transparência da alta liderança sobre o financeiro e sobre as ações das empresas, além de mais oportunidades de desenvolvimento e, principalmente, de mais tempo para viverem suas vidas pessoais. Esses não são desejos apenas dos jovens. Profissionais de todas as idades estão em busca de uma vida mais saudável, não é mesmo?
        O mercado está começando a investir em construir times diversos nas empresas, aproveitando o que cada geração, gênero e vivência social têm de diferente, construindo visões estratégicas mais amplas, e dentro desse olhar, estão também os jovens talentos. Sendo assim, suas necessidades deixaram de ser regalias e estão se transformando em visões estratégicas das empresas, que buscam reter esses talentos em seus times.
     As revoluções que os jovens trazem vão afetar o mercado de trabalho. Vocês têm muito a contribuir, mas é necessário fazer uma revolução gentil. Tudo o que hoje vocês criticam foi construído com muito empenho pelos profissionais das gerações anteriores. Tragam inovação, boas ideias, questões construtivas para que o novo mostre que o antigo precisa mudar, mas não se apeguem à ideia de que são os únicos que conhecem o caminho e que precisam derrubar tudo que foi construído.
       Paciência. Esse valor não representa submissão e nem conformismo, muito menos comodismo. Paciência é inteligência emocional. Construam novos caminhos com humildade. Se permitam aprender com os profissionais mais experientes e não se percam em julgamentos.
      Pois é, o segredo está em diferentes gerações colaborarem para construírem o novo em parceria, oferecendo o que cada uma tem de melhor e dessa forma agilizarem as mudanças necessárias para que a experiência e a inovação caminhem juntas, resultando em progresso. Dessa forma, todos ganham.

Disponível em: <https://exame.abril.com.br/carreira/fundadora-da-cia-detalentos-escreve-esta-carta-as-novas-geracoes/>. Acesso em: 22 out.
2019.

Em “Mas saibam que é possível que vocês encontrem resistências no caminho. Não porque seus gestores não acreditam em vocês, mas porque a mudança é um processo.”, assinale alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito do termo “porque”.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: DAEM Prova: VUNESP - 2019 - DAEM - Mecânico II |
Q1138490 Português

Leia a charge. 


Imagem associada para resolução da questão

(http://www.nanihumor.com)


Assinale a alternativa em que o enunciado expressa informação coerente com as informações da charge e em conformidade com a norma-padrão.

Alternativas
Q1137103 Português
Assinale a alternativa cuja frase está redigida em conformidade com a norma-padrão da língua.
Alternativas
Q1137101 Português

 Considere o texto para responder à questão .



    Na apresentação intitulada “A exaustão da razão”, a filósofa e psicanalista Viviane Mosé descreveu o quadro atual da sociedade: em crise. “Estamos vivendo mais do que uma crise normal porque, a meu ver, tudo está em crise”, sintetizou. Segundo ela, a atual crise civilizatória tem a ver com uma mudança na forma de percepção da realidade: o tradicional “pensamento em linha”, de acordo com Viviane, está sendo substituído velozmente pelo “pensamento em simultaneidade”, que troca a materialidade da vida, ou sua objetividade, pela narrativa midiática, nas redes. É como se o ato de viver estivesse sendo substituído pela exposição desse ato. “É mais ou menos o papel que o carro ou a casa tinham na vida das pessoas: hoje é essencial ter espaços de narrativa, registrar materialmente as vivências”, disse.

      Nesse sentido, alertou para três aspectos decorrentes dessa transformação: estamos nos transformando apenas em metáforas do que somos efetivamente; acabamos ampliando nosso espaço de significação perante o coletivo; e criamos, com isso, uma exigência de desempenho que está nos incapacitando paulatinamente. Não é à toa, destacou a filósofa, que os índices de depressão batem recordes na contemporaneidade, assim como os suicídios em populações jovens, especialmente. “Estamos matando nossa intangibilidade. Se não posso comigo, posto”, destacou.

      Por trás dessa pressão, lembrou a filósofa, estão as constantes promessas por felicidade. Mas a palavra felicidade só promete, não cumpre. “Essas promessas de felicidade acabaram nos retirando dos nossos corpos, pois passamos a odiar o sofrimento – tanto físico quanto psíquico – quando ele é um dos fundamentos da existência”, afirmou.

      Da mesma forma que passamos a odiar o sofrimento físico e psíquico, e a nos medicar cada vez mais contra isso, passamos a odiar também a solidão, completou Viviane. Mas solidão é, ou deveria ser, diferente de abandono. “Solidão é condição de vida. Quando estou sozinha estou comigo, estou exercendo a minha humanidade de conversar comigo mesma. Estamos nos embotando rapidamente, como um retrato da nossa impotência em existir”, constatou.

            (CRPRS – Conselho Regional de Psicologia-RS. www.crprs.org.br. Adaptado)

Após a alteração da pontuação, a frase do texto que permanece correta, conforme a norma-padrão da língua, está em:
Alternativas
Q1135979 Português

TEXTO I


             Tatuagens relacionadas à doação de órgãos terão dinheiro

                               revertido para Santa Casa da Capital

 

    Instituição afirma que campanha visa conscientizar o público mais jovem


Com o intuito de incentivar a reflexão neste mês da conscientização sobre a doação de órgãos, um estúdio de tatuagem do bairro Cidade Baixa, na zona central de Porto Alegre, lançou uma promoção que vai até o fim de setembro: desenhos que revelem a intenção de ser um doador custam R$ 50.

“Nosso estúdio sempre teve uma preocupação com o social, mas importante dizer que a tattoo não é um atestado de doação. A pessoa tem que conscientizar a família que quer doar”, diz Raquel Mandaluna, 32 anos, uma das tatuadoras do estúdio El Xixo.

Os valores serão entregues integralmente ao setor de transplantes da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, parceira na iniciativa.

“É uma ação que fala com o público mais jovem. Atualmente, passa de 33 mil o número de pessoas no Brasil esperando por um transplante, por isso é fundamental falarmos cada vez mais sobre o tema”, justifica Kelen Machado, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos da Santa Casa de Porto Alegre. Ao menos dez tatuagens com a temática foram feitas desde o início do mês. A expectativa dos donos do estúdio é de que chegue pelo menos a 25 até o fim da promoção.

A professora Lenise Ghiorzi, 30 anos, tatuou um coração anatômico no peito, com os dizeres “doador de órgãos”, na base do órgão.

“Eu acredito que o universo é conectado e que todos somos um. Somos todos células de um corpo maior. Se alguma parte desse todo está doente, o todo também estará. Sempre que possível farei o necessário para que o mundo esteja são. Tatuar isso é expor para o mundo esse desejo de ajudar o próximo com algo que não me fará falta”, diz a jovem.

Os desenhos são pré-definidos. Ainda há a opção de frases que integram o slogan “um salva oito” [...].

Uma tatuagem pequena custa, em média, R$ 150 com algum dos oito profissionais do espaço da Rua Lopo Gonçalves, 33. Proprietário do estúdio, Jean dos Santos Ximenes de Azevedo, 32 anos, estima que o material custe ao menos R$ 50, além do tempo do tatuador, cedido para a campanha solidária: “Me incomoda fazer tattoo só por estética. Quando apareceu a iniciativa pensei que isso ajudaria a fazer algo mais, fazer a diferença.”

Com o despertar da campanha, os clientes do estúdio passaram a pedir outras marcas no corpo, de acordo com o artista.

“A galera diz que tem que marcar mais e deixar claro, para não acontecer algo diferente depois. Pedem também para desenhar o tipo sanguíneo e se tem alergia. Uma forma de deixar claro em caso de alguma emergência.”

                       Disponível em:<http://twixar.me/Gq71>. Acesso em: 19 set. 2019.

Os trechos a seguir estão de acordo com a norma-padrão, exceto:
Alternativas
Q1135280 Português
Assinale a alternativa correta em relação à grafia e à acentuação das palavras. 
Alternativas
Q1134909 Português

Leia a letra da música a seguir.


                                              Assum Preto

                                                                                                                               Luiz Gonzaga


Tudo em vorta é só beleza

Sol de Abril e a mata em frô

Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Tarvez por ignorança

Ou mardade das pió

Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Assum Preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Assum Preto, o meu cantar

É tão triste como o teu

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus


Disponível em: <https://www.letras.mus.br/luizgonzaga/47082/>. Acesso em: 19 fev. 2019.



Quanto às escolhas linguísticas que compõem a letra da música de Luiz Gonzaga, é correto afirmar:

Alternativas
Q1134906 Português
Quanto à conjugação dos verbos sublinhados a seguir, assinale a alternativa em que há desvio da norma-padrão.
Alternativas
Q1134571 Português

Analise a frase abaixo.


Já ................ anos, ......................... neste município fauna e flora abundantes. Atualmente só ........................ animais de pequeno porte e poucas árvores.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.

Alternativas
Q1133898 Português

COMO COMECEI A ESCREVER


Já contei em uma crônica a primeira vez que vi meu nome em letra de forma: foi no jornalzinho "O ltapemirim", órgão oficial do Grêmio Domingos Martins, dos alunos do colégio Pedro Palácios, de Cachoeiro de Itapemirim. O professor de Português passara uma composição "A Lágrima" — e meu trabalho foi julgado tão bom que mereceu a honra de ser publicado.

Eu ainda estava no curso secundário quando um de meus irmãos mais velhos — Armando — fundou em Cachoeiro um jornal que existe até hoje — o "Correio do Sul". Fui convidado a escrever alguma coisa, o que também aconteceu com meu irmão Newton, que fazia principalmente poemas. Eu escrevia artigos e crônicas sobre assuntos os mais variados; no verão mandava da praia de Marataízes uma crônica regular, chamada "Correio Maratimba".

Quando fui para o Rio (na verdade para Niterói) por volta dos 15 anos, mandava correspondência para o “Correio”. Continuei a fazer o mesmo em 1931, quando mudei para Belo Horizonte. A essa altura meu irmão Newton trabalhava na redação do "Diário da Tarde" de Minas. No começo de 1932 ele deixou o emprego e voltou para Cachoeiro; herdei seu lugar no jornal. Passei então a escrever diária e efetivamente, e fui aprendendo a redigir com os profissionais como Octavio Xavier Ferreira e Newton Prates.

Quando terminei meu curso de Direito, resolvi continuar trabalhando em jornal. Fazia crônicas, reportagens e serviços de redação. Ainda em 1932 tive uma experiência bastante séria: fui fazer reportagem na frente de guerra da Mantiqueira, missão aventurosa porque a direção de meu jornal era favorável à Revolução Constitucionalista dos paulistas, e eu estava na frente getulista. Acabei preso e mandado de volta.

A essa altura eu já era um profissional de imprensa, e nunca mais deixei de ser.

CONY, C. Heitor.Inhttps://cronicasbrasil.blogspot.com/search/label/Cony

“Eu escrevia artigos e crônicas sobre assuntos os mais variados;” (2º §)


A preposição sublinhada na frase acima exprime o valor semântico de assunto. Ela pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela seguinte locução prepositiva:

Alternativas
Q1133076 Português

                                        Não o suficiente

                                                                                                               Carla Dias


      Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende bem o que acontece ali, mas é experiente em enganar os próprios sentidos, mesmo não gostando dessa qualidade da qual não consegue se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.

      Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça levemente inclinada, como se observasse o cenário que se estende além.

      Já conhece as manifestações que se alardeiam, durante esses encontros sociais. Na verdade, compôs uma canção, certa vez, com uma inquietante letra gerada de combinações de algumas delas: não cabe aqui, não serve para isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas não vai dar certo.

      É bom, só que não o suficiente.

      Não ser o suficiente é meio que o slogan da vida dele, alguém considerado nada suficiente, até mesmo quando transborda. Acostumou-se a ser visto dessa forma.

      A tal canção tomou conta dele. É capaz de cantá-la de trás para frente, formar novos versos, bagunçar as palavras e, ainda assim, elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia, não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única beleza que reina plena nesse baile da saudade que acontece em seu dentro. Há ternura nessa afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele não sente vergonha de ter trazido ao mundo.

      Apegou-se a uma frase que escutou um alguém verbalizar, enquanto passava por ele, depois de um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se é saber se desequilibrar com elegância.” Achou aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De uma dualidade revigorante, porque se considera equilibrado com a boca cheia de palavras engolidas, de mágoas salientes, de lamentos reverberantes. Daqueles que bufa, do nada, assustando a pessoa que dorme sentada ao lado, em alguma sala de espera da vida.

      A elegância do desequilíbrio é o que mantém à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele, ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem seu nome, porque saber o nome oferece pompa, na hora de chamar o insignificante para o campo, e que ele batalhe pelos que significam. É como se chamassem um animal de estimação. Ele atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos desejos desses sujeitos que acham que a própria dignidade mora na indignidade do outro.

      Os nada suficientes.

      Estranhamente, essas pessoas significam para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta de dissonantes inseguranças travestidas de hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da espera pelo dia em que, rebelde como jamais antes, ele se levantará e partirá dali, deles. Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças desses significantes que não sabem significar sem desidentificar o outro.

      Equilibrar-se ao desequilibrar-se com elegância, para ele, é combater, na singeleza do insignificante, uma diplomacia mimada, das que atendem a todos os clichês abrandadores de mal-estar. Então, quando dão a vez a ele, permitem ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala, enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe que não é o suficiente, ao menos não para atender ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha de uma impropriedade sibilante ter de atender aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios. 

      Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia em que ele os reconhecerá, os desejos que vem diluindo em vulgares ironias, recebidas assim, embrulhadas em pequenas doses de falseada gentileza. O dia em que os libertará de uma polidez adquirida como proteção e os soltará no mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres. 

      E isso será o suficiente. Ele será o suficientemente corajoso para se despedir de seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente equilibrado, dará a vez a si.

Disponível em:<http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-carla-dias.html> . Acesso em: 16 nov. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta uma conjunção ou locução conjuntiva com a mesma função da destacada em “De uma dualidade revigorante, porque se considera equilibrado com a boca cheia de palavras engolidas, de mágoas salientes, de lamentos reverberantes.”.
Alternativas
Q1132951 Português

                                      A origem da linguagem


      Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em definir a origem e as causas da linguagem. Uma primeira divergência sobre o assunto surgiu na Grécia: a linguagem é natural aos homens (existe por natureza) ou é uma convenção social? Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Essa discussão levou, séculos mais tarde, à seguinte conclusão: a linguagem como capacidade de expressão dos seres humanos é natural, isto é, os humanos nascem com uma aparelhagem física, anatômica, nervosa e cerebral que lhes permite expressarem-se pela palavra; mas as línguas são convencionais, isto é, surgem de condições históricas, geográficas, econômicas e políticas determinadas, ou, em outros termos, são fatos culturais. Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, independentes dos sujeitos falantes que a empregam.


      Perguntar pela origem da linguagem levou a quatro tipos de respostas:

      1. a linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam, pela voz, os sons da Natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.). A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;

       2. a linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;

      3. a linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, a necessidade de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;

      4. a linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade). Citando novamente Rousseau em seu Ensaio sobre a origem das línguas:

      “Não é a fome ou a sede, mas o amor ou o ódio, a piedade, a cólera, que aos primeiros homens lhes arrancaram as primeiras vozes… Eis por que as primeiras línguas foram cantantes e apaixonadas antes de serem simples e metódicas.” 


      Assim, a linguagem, nascendo das paixões, foi primeiro linguagem figurada e por isso surgiu como poesia e canto, tornando-se prosa muito depois; e as vogais nasceram antes das consoantes. Assim como a pintura nasceu antes da escrita, assim também os homens primeiro cantaram seus sentimentos e só muito depois exprimiram seus pensamentos.

                       CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática 2000.

Assinale a alternativa que justifica corretamente a ortografia do termo em destaque no trecho “Eis por que as primeiras línguas foram cantantes [...]”.
Alternativas
Q1132877 Português
Leia o texto para responder à questão. 

     Estudos mostram os efeitos negativos que as obsessões tecnológicas podem ter sobre a saúde, a felicidade e a produtividade: as telas tensionam nossos olhos; a cultura de mensagens de trabalho vinte e quatro horas por dia nos deixa deprimidos e estressados; a internet ataca nossas tendências mais obsessivas e viciantes.
     Em 2012, pesquisadores americanos analisaram o impacto do e-mail, talvez a distração tecnológica mais perniciosa e odiada do ambiente de trabalho do século 21. Eles colocaram monitores cardíacos em funcionários de escritório e descobriram que aqueles que acessavam o e-mail constantemente, alternando entre várias janelas e aplicativos do navegador, tiveram níveis cardíacos mais altos e mais estresse.
     É claro que não há como sair completamente da rede. Trata-se de aprender a pegar atalhos ao longo do dia, ser mais consciente e liberar tempo para que a tecnologia seja tratada apenas como mais uma tarefa. O truque é parar de tentar executar várias tarefas ao mesmo tempo — principalmente entre dispositivos e aplicativos. “Neurocientistas mostraram claramente que o cérebro humano não é projetado para multitarefas, mas sim tarefas em série”, diz Sandra Sgoutas-Emch, da Universidade de San Diego. Seu cérebro precisa de tempo para recuperar o atraso e se concentrar em cada nova tarefa. E estudos mostram que o foco em uma tarefa de cada vez permite que sua atenção seja mantida e que a tarefa seja feita com mais eficiência e rapidez.
     Especialistas sugerem uma série de estratégias. Separar uma hora por dia no trabalho que o afaste da rede digital é simplesmente uma questão de planejamento inteligente. Recomenda-se verificar seu e-mail apenas em determinados períodos do dia. O ideal é escolher duas ou três vezes por dia em que você abre sua caixa de entrada.

(Bryan Lufkin. www.bbc.com, 21.02.2019. Adaptado)
Está em conformidade com a norma-padrão da língua a seguinte frase escrita a partir do texto:
Alternativas
Q1132715 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

MEMES, É PRA ISSO QUE EU PAGO INTERNET!
Por Jaider Morais

    É indiscutível que a internet revolucionou nossas vidas com os serviços, redes sociais e informações em tempo real e sem barreiras geográficas. O tempo, em que ficamos conectados, aumenta a cada dia e sempre nos deparamos com coisas engraçadas, que de repente todo mundo está compartilhando e muitas vezes nem sabemos de onde veio ou qual a referência. Estamos falando dos memes, uma indústria acelerada que não brinca em serviço.
    Pra quem gosta desse tipo de conteúdo (quase todo mundo), é motivo de orgulho morar no país que é considerado um grande e bem sucedido polo industrial desses maravilhosos conteúdos. Quem nunca leu por aí que o Brasil é uma fábrica de memes ou o país deles, ou ainda que brasileiro faz piada com tudo? Pois é, gente. Vamos ver um pouco de como isso surgiu e relembrar alguns clássicos.
    Em poucas palavras, memes podem ser fotos/desenhos, em muitas vezes com frases em letras garrafais; gifs ou vídeos curtos; sons ou músicas e textos que quase sempre usam de uma boa dose de humor e se espalham rapidamente pela internet. A palavra meme vem de um termo grego e significa “imitação”. Foi usado pela primeira vez, em 1976, pelo escritor britânico Richard Dawkins em seu bestseller “O Gene Egoísta”. O conceito é bem amplo, mas em resumo ele descreveu meme como uma informação que se multiplica de cérebro em cérebro ou em locais onde a informação é armazenada (como livros). [...]
    A gente adora fazer piada de tudo, né? Seja do entrevistador que cometeu uma gafe ao vivo; da celebridade que fez uma cara estranha; do jogador de futebol que caiu; do gatinho engraçado, dentre muitas outras. Em minha opinião, o surgimento dos memes para o brasileiro é a ilustração daquela frase: “essa arma” é poderosa e não pode cair em mãos erradas”.
    Não que eu seja velho, mas eu me lembro dos memes que fizeram sucesso em vídeos e animações postadas nos primórdios das redes sociais ou que eram compartilhados por e-mail ou no infravermelho do celular. “Bebê dançarino”, “Vaca louca” e “A baratinha” são exemplos dos primeiros memes que eclodiram no meio tecnológico.
(Fonte: Design com Café)
Analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) “A gente adora fazer piada de tudo, né?” O enunciado anterior reescrito de acordo com o padrão formal da língua é: “Nós adoramos fazer piada de tudo, não é?” ( ) “O tempo, em que ficássemos conectados, aumentaria a cada dia”. Os verbos em destaque foram alterados em tempo e modo e são classificados, respectivamente, como: pretérito imperfeito do subjuntivo e futuro do pretérito do indicativo. ( ) [...] “da celebridade que fez uma cara estranha; do jogador de futebol que caiu.” Os verbos em destaque estão no pretérito imperfeito do indicativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q1132610 Português

Leia as frases do cartum para responder à questão.


                   

Retomando o diálogo entre o Aedes e o homem, assinale a frase correta quanto à norma de colocação pronominal.
Alternativas
Q1128383 Português

                                  A MAGIA DAS CÉLULAS


      Quando eu tinha sete anos de idade, subi em uma caixa na sala de aula para espiar pela lente de um microscópio.

      Para minha decepção, a única imagem que vi foi a da luz refletida. Aos poucos consegui conter minha ansiedade e ouvir as explicações da senhora Novak sobre como regular o foco. Então, algo tão dramático aconteceu que modificou completamente minha vida: vi um protozoário. Fiquei hipnotizado. O barulho das outras crianças ficou distante e me senti sozinho na sala. Todo o meu ser pareceu mergulhar no mundo alienígena das células, algo que até hoje é mais interessante para mim do que qualquer filme feito por computador.

      Na inocência de minha mente infantil, eu via aquele organismo não como uma célula, mas como uma pessoa em tamanho diminuto, um ser pensante e consciente. Para mim, ele não estava nadando a esmo, mas sim cumprindo uma missão, embora eu não soubesse como descrever isso tudo naquela época. Fiquei observando seus movimentos ao redor de um grupo de algas. Nesse instante, o grande pseudópodo de uma ameba desengonçada também começou a se mover. (...)

    Naquela tarde corri para casa e contei, esbaforido, minha descoberta à minha mãe. Usando todos os poderes de persuasão que a idade me permitia, implorei e bajulei até conseguir que ela comprasse um microscópio para mim. Passava horas maravilhado com aquele mundo alienígena do outro lado da lente.

      Mais tarde, na faculdade, passei a usar um microscópio eletrônico, mil vezes mais potente. A diferença é mais ou menos como a dos telescópios que os turistas usam para ver cenas da cidade do alto dos edifícios comerciais em relação aos do tipo Hubble, que transmitem imagens do espaço sideral.

      Entrar na ala de microscópios de um laboratório é como uma cerimônia iniciática para estudantes que aspiram a se tornar biólogos. O portal desse mundo maravilhoso é uma porta giratória preta como aquelas que isolam as salas escuras de revelação de filmes fotográficos.

      Até hoje me lembro da primeira vez que passei por ela. Era uma divisória entre dois mundos: minha vida de estudante e meu futuro como cientista pesquisador. Quando a porta terminou de girar, eu me vi em uma sala grande e escura, iluminada apenas por pequenas lâmpadas vermelhas de segurança. Enquanto meus olhos se adaptavam à escuridão, fiquei assombrado com o que vi. As luzes vermelhas refletiam a superfície espelhada de uma imensa coluna de aço inoxidável com lentes eletromagnéticas que subiam até o teto no centro da sala e na base da coluna havia um grande painel de controle que lembrava os de um Boeing 727, cheio de chaves, botões, medidores e luzes indicadoras.(...) Tive a nítida impressão de estar entrando na sala de comando da nave U.S.S. Enterprise. Mas aparentemente aquele era o dia de folga do capitão Kirk, pois quem estava à frente dos comandos era um dos meus professores, ocupado com o complexo processo de colocar uma amostra de tecido orgânico em uma câmara de vácuo no centro da coluna de metal.

    Enquanto os minutos passavam, comecei a ter a mesma sensação que tive aos sete anos de idade, quando vi uma célula pela primeira vez. (...)

                                  (LIPTON, Bruce H. A biologia da crença. Texto adaptado.)

A alternativa em que houve ERRO na flexão da forma verbal destacada é:
Alternativas
Respostas
2661: D
2662: B
2663: E
2664: C
2665: C
2666: B
2667: D
2668: E
2669: A
2670: D
2671: A
2672: D
2673: B
2674: B
2675: A
2676: B
2677: C
2678: A
2679: C
2680: D