Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q3365356 Português
TEXTO III

Amar

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto eu, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o amar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

(Carlos Drummond de Andrade)
Assinale a alternativa que segue as orientações da gramática normativa.
Alternativas
Q3365347 Português
TEXTO II

Sofrimento psíquico em policiais civis: uma questão de gênero

Apesar de concebida pelo senso comum como uma instituição predominantemente masculina, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro admite também mulheres entre seus servidores. Em suas atividades diárias, elas relatam enfrentar dificuldades, frustrações e cobranças. Um estudo realizado pelo Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), uma unidade da Fiocruz, questionou 2.746 policiais, dos quais cerca de 19% eram mulheres, e descobriu que elas apresentam mais sofrimento psíquico que seus colegas de trabalho.

"Sofrimento psíquico é um conjunto de condições psicológicas que, apesar de não caracterizar uma doença, gera determinados sinais e sintomas que indicam sofrimento" explica a psicóloga Edinilsa Ramos de Souza, coordenadora do projeto. O problema pode ser causado por diversos fatores, inclusive as condições de trabalho, como falta de instalações adequadas, estresse e falta de preparo para a função. "No dia-a-dia, o policial precisa continuar com o seu trabalho e não pode demonstrar fragilidade", acrescenta. "Isso aumenta o sofrimento e, muitas vezes, faz com que o profissional somatize as questões psicológicas em problemas de saúde, como pressão alta, insônia e dores de cabeça".

(Catarina Chagas)
Assinale a frase cuja ortografia está de acordo com a norma culta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Ibest Órgão: CRMV-ES Prova: Ibest - 2025 - CRMV-ES - Advogado |
Q3364102 Português

Texto para a questão.





                                                                                  Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações). 

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita que é gramaticalmente correta e preserva os sentidos do seguinte trecho do texto: “os pássaros e os animais foram e são, em sua grande maioria, mortos por vocês” (linha 36). 
Alternativas
Q3362136 Português
Assinale o caso que exemplifica um caso de redundância desnecessária.
Alternativas
Q3362132 Português

As opções abaixo mostram expressões latinas com seu significado indicado.

Assinale a expressão cuja significado foi indicado erradamente.

Alternativas
Q3352450 Português
Assinale a frase que mostra um problema de construção denominado ambiguidade.
Alternativas
Q3352447 Português
Assinale a frase em que não ocorre o caso de uma redundância desnecessária de palavras.
Alternativas
Q3349776 Português
ATENÇÃO: O TEXTO 3 refere-se à questão

TEXTO 3 – INFORME TURÍSTICO

“Sergipe é o menor dos estados brasileiros e é um convite ao turismo por pelo menos dois motivos: os preços atraentes e a combinação entre belezas naturais e tesouros históricos.

O estado de Sergipe fica na região Nordeste entre os estados da Bahia e de Alagoas. Sergipe já pertenceu à Bahia, ganhando autonomia como uma unidade federativa em 1820.

A partir daí começou a desenvolver sua economia muito baseada na produção agrícola (cana de açúcar, laranja e coco) e no extrativismo mineral (petróleo, gás natural, calcário, potássio, entre outros).

O nome do estado é uma homenagem a um dos rios que o corta, o Rio Sergipe, que recebeu esse nome dos índios que habitavam a região.

Sergipe significa rio de siris e é resultado da contração das palavras siri e ype, em tupi-guarani.

Os tupis-guaranis, inclusive, são uma das etnias que habitavam a região. As outras são Canindé e Aratu.

No geral, Sergipe tem terras muito planas. Somente na região do Canindé de São Francisco e próximo a divisa com a Bahia é que são encontradas serras e morros.” 
Assinale o segmento do TEXTO 3 que apresenta um problema de norma culta. 
Alternativas
Q3340926 Português
Considerando-se que os conceitos de gramática representam abordagens diferentes para o estudo da linguagem, cada uma com seus objetivos e métodos, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3340618 Português

Texto CG1A4 


          Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


        Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


    17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. 


     O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


       O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


     Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


     O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


     Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). 


Seriam preservados a coerência, a correção gramatical e o nível de formalidade do texto CG1A4 caso se substituísse, no segundo período do quinto parágrafo,
Alternativas
Q3340614 Português

Texto CG1A4 


          Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


        Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


    17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. 


     O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


       O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


     Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


     O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


     Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). 


Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do segundo parágrafo do texto CG1A4: “entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.”. Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva a coerência das ideias do texto. 
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Q3336609 Português
TEXTO V – APANHO TODOS OS DIAS DA GRAMÁTICA.
ELA NÃO É TÃO IMPORTANTE ASSIM

Conceição Freitas, Metrópoles, 03/09/2019


Verissimo, filho do Érico, tem uma crônica saborosa sobre a língua portuguesa. Que as feministas mais aguerridas não nos leiam, ele diz que a gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda. Eu apanho dela todos os dias.

Nunca consegui decorar regras gramaticais. Tudo que é muito explicadinho me confunde. Sorte minha é que a memória visual das boas leituras tem me ajudado desde sempre a não tropeçar nos erros mais grotescos. Sei que "paralisação" é com S, que "cônjuge" se escreve assim, que "cafta" é uma receita da culinária árabe e "Kafka" é o genial escritor austríaco.

O conhecimento da língua portuguesa não é um valor moral e nem mesmo distingue quem é inteligente de quem não é. O rigor na obediência às regras gramaticais é um divisor de classe – os cultos e os supostamente incultos; os inteligentes e os burros; os graduados e os sem graduação.

O Verissimo escreveu o que quero dizer de um jeito delicioso: “...a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer ‘escrever claro’ não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar (e quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover...). Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com a gramática). A gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí de interesse restrito de necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em gramática pura.”

Impura, sigo apanhando da gramática mesmo tendo de lidar com ela todos os dias, há tanto tempo que nem é bom contar.

Não consigo decorar, por exemplo, quando devo usar “senão” ou “se não”. (“Senão” significa “do contrário”. Como no exemplo: “Me escute, senão vou embora.” “Se não” quer dizer “caso não”. Assim: “Se não vier logo, perderá a vez.” Mas como a língua portuguesa não facilita pra ninguém, se for trocar o “se não” por “caso não”, muda a conjugação do verbo: “Caso não venha logo, perderá a vez.”) Nem adianta escrever uma crônica sobre o “senão”. Da próxima vez, terei de “googlar” de novo. Desconfio que há uma razão freudiana nessa minha dificuldade com o “se” e o “não”. Talvez porque não me dê bem com dubiedades.

Se for pra contar vantagem, posso dizer que tiro de letra o uso do “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. Também sei de cor, desde criancinha, todas as preposições simples: “A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sobre, sob, trás”. Talvez tenha sido a única lista que decorei no tempo da escola. Como ouvi há muito tempo de um psicanalista: “Não existe memória, existe desejória.” Por isso, só guardo o que é essencialmente importante.

Se não morri até agora, disso não morro mais. Será que acertei? (Se errei, senhor revisor, me diga, que incluo suas considerações. Grata.) Senão, posso perder os leitores que pacientemente venho tentando conquistar. (Acho que agora acertei!)
"Se for pra contar vantagem, posso dizer que tiro de letra o uso do porque, por que, porquê e por quê." Sabemos que os porquês podem ser classificados em: pronome relativo ou interrogativo, conjunção explicativa ou causal e substantivo. Isso posto, marque a opção correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: MPU Provas: FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Contabilidade | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Atuarial | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Florestal | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Desenvolvimento de Sistemas | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Mecânica | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Economia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Arquivologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Sanitária | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Oftalmologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Junta Médica em Psiquiatria | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Clínica Médica | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Comunicação Social | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Antropologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Enfermagem | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Arquitetura | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Agronômica | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Geografia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Geologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Civil | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia de Segurança do Trabalho | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Biologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Medicina do Trabalho | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Ginecologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Engenharia Elétrica | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Oceanografia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Perito em Tecnologia da Informação e Comunicação | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Odontologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Psicologia | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Serviço Social | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Suporte e Infraestrutura | FGV - 2025 - MPU - Analista do MPU - Biblioteconomia |
Q3335570 Português
Compare as duas frases abaixo:
- Dê-me aquela caixa. - Me dá aquela caixa.
A segunda frase mostra o seguinte efeito em relação à primeira:
Alternativas
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Q3335569 Português
A frase abaixo que mostra uma forma verbal inaceitável em relação à norma culta da língua portuguesa é:
Alternativas
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Q3335558 Português
Todas as frases abaixo contêm pleonasmos, ou seja, repetições desnecessárias de palavras, que foram modificadas na reescritura dessas frases.
A frase em que o processo de reescrituração NÃO elimina o pleonasmo original é: 
Alternativas
Q3335483 Português
Com base na imagem abaixo e no emprego dos porquês, assinalar a alternativa que preenche CORRETAMENTE o uso dos porquês no último quadrinho.

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q3334582 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fadiga visual: como proteger a vista na era do excesso de telas


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.

A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.

Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até 50% dos usuários de computador podem desenvolver a chamada fadiga ocular digital.

Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação e visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.

Ela pode indicar problemas potencialmente crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.

A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os lockdowns e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela numa escala sem precedentes.

Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O impacto invisível da dependência digital


Mas o que exatamente acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?

A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.

Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.

Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.

Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.

Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.

Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.

Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.

Mas como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?

A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no fragmento
Leia:

I.Vamos no Cinema.
II.Paula estava com Luciana falando de sua irmã.
II.O músculo toráxico é responsável por ajudar na movimentação das costelas durante a respiração.

Vícios de linguagem são desvios gramaticais que surgem devido a descuido ou falta de conhecimento das normas nos diversos níveis linguísticos: fonético, semântico, sintático ou morfológico.

Nos enunciados acima, é possível identificar, na ordem, os seguintes vícios de linguagem: 
Alternativas
Q3333972 Português
Ao analisar a ideia de que o português é uma língua muito difícil, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) pondera que se trata de uma afirmação 
Alternativas
Q3333966 Português
De acordo com Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015), existe lugar para o estudo explícito da gramática em sala de aula, desde que ele
Alternativas
Q3327183 Português

O cronista tem como sua principal fonte de inspiração a realidade – as catástrofes e as belezas do dia a dia. A vida como ela se apresenta aos olhos do tempo e do momento.


A vida, assim como o mar, o vento, as montanhas, a música e a luz, vem em ondas. Ondas de alegria e tristeza. E nós vamos surfando entre flores, temores, amores e a solidão, nossa eterna companheira.


Assim funciona o coração do cronista. Garimpar todos esses sentimentos que flutuam no espaço temporal entre uma crônica e outra e traduzi-los em palavras, espetinhos de cutucar o coração e despertar a alma.


O grande temor de um cronista é faltar munição. Explicação: faltar motivação para traduzir a realidade em sentimentos. Alegres, tristes, irônicos, nojentos, vulgares, poéticos, históricos, banais. Vale tudo, menos o silêncio. Por isso, cronistas geralmente detestam ditadores e ditaduras. Detestam o silêncio.


Por outro lado, momentos de chumbo oferecem vasta munição para o olhar crítico e revolucionário do cronista. As armas de um cronista são a caneta e o papel, hoje substituídos pelo computador. A munição é a palavra.


A inspiração vem com a enchente que não passa, o lixo que entope as ruas, a epidemia que castiga, a guerra que se arrasta, a solidariedade que emociona e tropeça na ficha que vai caindo devagar no poço sem fundo do sofrimento.


Compramos tudo a quilo e mais caro. O arroz empapado, o feijão encruado, a carne sem músculos. Sobram hormônios e efeito estufa a nos cozinhar vivos dentro de nossa própria panela de pressão. O voo cego do morcego e a lagartixa imóvel na parede. Tudo é munição para a batalha inóspita e quixotesca de um cronista.


A tecnologia, que nos inebria, transforma sonhos em pesadelos. Eis que surge um hospital na China onde a inteligência artificial (IA) comanda as condutas. Mas como ficam o olhar, o carinho e o acolhimento diante da frieza do silício?! Pergunta de cronista é para engasgar o leitor.


A ciência nos revelou essa semana o que já sabíamos desde que o mundo é mundo: a raiva mata! Resultados de um ensaio clínico randomizado, publicado no Journal da American Heart Association e salientados no JAMA, online May 31, 2024, sugerem que a raiva afeta a dilatação dos vasos sanguíneos, gerando acidente vascular e infarto agudo do miocárdio. Os pesquisadores, apoiados pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), visam examinar como as emoções negativas afetam os vasos sanguíneos. Fácil de entender, difícil de explicar.


Cronistas decantam o mundo e fazem a profilaxia da raiva. Fazem bem ao coração.


ESTORNINHO, Carlos. Ode ao cronista. Estado de Minas,

Bem viver, 04 jun. 2024, p. 28 (adaptado).

Releia o excerto do texto a seguir.


“Eis que surge um hospital na China onde a inteligência artificial (IA) comanda as condutas. Mas como ficam o olhar, o carinho e o acolhimento diante da frieza do silício?! Pergunta de cronista é para engasgar o leitor.”


Sobre os aspectos gramaticais analisados no trecho, é correto afirmar:

Alternativas
Respostas
621: E
622: A
623: E
624: C
625: A
626: B
627: E
628: A
629: E
630: E
631: A
632: D
633: A
634: E
635: D
636: A
637: C
638: D
639: D
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