Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto que autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um marco na história da liberdade de expressão no país.
Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias. O artigo 20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura. Só informações avalizadas pelo biografado ou pela sua família podem ser mostradas. É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que caminha para o pluralismo, a transparência, a troca de opiniões.
O brasileiro vê estupefato uma biografia de Roberto Carlos sendo recolhida e queimada; biografias de Guimarães Rosa e Raul Seixas sendo proibidas de circular; inúmeros filmes vetados por famílias que se julgam no direito de determinar o que pode ou não pode ser dito sobre qualquer pessoa. Exatamente o que os generais acreditavam poder fazer em relação a jornais, rádios e televisão.
[....] O projeto aprovado na CCJ abre caminho para que a sociedade seja amplamente informada sobre seus homens públicos, seus políticos, seus artistas, não apenas através de denúncias, mas também de interpretações. O livro publicado sobre Roberto Carlos era laudatório; o mesmo acontecia com o documentário de Glauber Rocha, também proibido, sobre Di Cavalcanti.
[....] A alteração votada abre um leque extraordinário ao desenvolvimento da produção cultural neste país. Mais livros serão escritos, mais filmes serão realizados, mais trajetórias políticas e artísticas serão debatidas.
(Nelson Hoineff – O Globo, 11/04/2013)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima,
julgue o item subsequente.

Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
"Certa vez, ante o espanto da opinião pública com a violência de uma rebelião de presos, o memorável jurista Evandro Lins e Silva saiu-se com esta: espantoso, mesmo, é que os detentos enjaulados em condições subumanas não estejam realizando mais motins pelo país afora.
Lins era um humanista por excelência e sempre achou equivocada a política penitenciária. Não havia ironia no que disse. Com mais de 500 mil presos, o sistema atual tem capacidade para receber pouco mais de 300 mil. O que sobra fica amontoado em celas fétidas, sujeito à disseminação de doenças e, o que é pior, a mais violência. Como é possível imaginar que um ser humano se adapte a tais condições?
Do outro lado dos muros das prisões, uma sociedade acuada pela escalada da violência urbana prefere imaginar que lugar de bandido é na cadeia, deixando o Estado à vontade para varrer a sujeira tapete abaixo. Construir presídios e dar tratamento digno ao preso não rendem votos. Punir, sim.
Daí porque se discute tanto um novo Código Penal, como se fossem frouxas as 117 leis penais especiais e os 1.170 crimes tipificados de que dispomos. Inclusive trazendo de volta a ideia da maioridade penal, que na prática significa transformar menino em delinquente e sujeitá-lo à crueldade das prisões. Nada mais autoritário. O que a juventude precisa é de amparo, de oportunidade, de educação, e não de medidas que visem a puni-la.
A sociedade não pode virar as costas ao drama dos presídios".
(Marcus Vinicius Furtado)
O vocábulo "mesmo" foi colocado entre vírgulas com a intenção de
O emprego de aspas nas linhas 4, 5 e 8 tem a mesma justificativa, qual seja: indicar citação de fala de uma pessoa específica.
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir o ponto final após “econômico” (l.14) por dois-pontos, grafando-se o verbo “Ampliar” com inicial minúscula.
As expressões “por algum tempo” (l.1) e “dentro de uma sala mais ou menos escura” (l.2) exercem a função de complemento da forma verbal “permanece” (l.1), razão por que o emprego de vírgulas para isolar a primeira expressão prejudicaria a correção gramatical do texto.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregada vírgula logo após o adjetivo “federal” (l.12).
I. Em “segundo números divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC)” (linhas 2-3), o termo sublinhado é preposição acidental que equivale semanticamente a conforme e consoante.
II. Em “a captação líquida não chegou a um terço da do ano passado.” (linhas 7-8), o segmento sublinhado pressupõe a omissão de “captação líquida”.
III. Em “– que destina 65% dos recursos ao financiamento imobiliário –“ (linhas 12-13), o emprego dos travessões fundamenta-se na necessidade de destacar a mudança de assunto dentro do parágrafo.
IV. Em “Mesmo que a Selic mude ao longo do período mensal considerado” (linhas 22-23), substitui-se a locução sublinhada, sem prejuízo do sentido ou do valor gramatical, por ainda que.
Estão corretas as descrições:
I. Na linha 1, empregam-se vírgulas para indicar o deslocamento por intercalação de um termo na chamada ordem direta da oração.
II. O emprego de “porque”, na linha 6, indica a relação de causa e efeito entre, respectivamente, os enunciados consequente e antecedente.
III. Na linha 9, o emprego do acento grave indicativo de crase é facultativo, pois sua ausência não implica alteração do sentido do enunciado.
IV. Na linha 17, flexiona-se a forma “estão” na 3ª pessoa do plural por causa da concordância com o sujeito composto.
O resultado é:
Daniel Korytnicki
Quem não tem informações corretas sobre as causas das doenças às vezes imagina que elas são provocadas por espíritos malignos. A medicina popular é rica em receitas feitas com elementos naturais e práticas mágicas que muitos acreditam serem capazes de proteger a saúde e curar. No Brasil, há várias dessas práticas relacionadas aos dentes, típicas de cada região:
• Na Paraíba e em Minas Gerais, prepara-se um chá com o botão floral dessecado do cravo-da-índia para fazer bochechos e acalmar a dor de dente.
• No Norte e no Nordeste, costuma-se deixar a casca de um arbusto de molho numa vasilha com água e sal por uma noite e, no dia seguinte, bochechar três vezes com aquela água. Ou retirar a pólvora de três palitos de fósforo usados e colocar sobre a cárie. Ou enrolar um dente de alho num chumaço de algodão e colocar dentro do ouvido do lado contrário ao dente que dói.
• Em São Paulo, é costume cozinhar uma folha de pé de batata em água com sal e bochechar o mais quente que se possa suportar. Para branquear os dentes, recomenda-se esfregar um quarto de limão uma vez por semana nos dentes e na gengiva.
Também são comuns as benzeduras (rezas supersticiosas) e fórmulas mágicas, que passam de geração para geração, às vezes como segredos de família. O uso de dentes humanos e de animais como amuletos e talismãs, que era frequente em tempos antigos, ainda tem seus adeptos...
Achar que os sonhos trazem mensagens sobrenaturais é mais uma crendice popular que faz parte da cultura brasileira - e não só dela: a adivinhação e interpretação dos sonhos estão presentes no teatro grego da Antiguidade, na história de Buda, em relatos da Bíblia... No Brasil, diversos sonhos em que aparecem dentes são interpretados como mensagens. Por exemplo, sonhar com dente que cai é mau presságio e indica a morte de um familiar muito próximo; dente que nasce é bom presságio e indica o nascimento de um filho; escovação dos dentes é um aviso de que uma situação vai se modificar; dentista significa insatisfação!
Por tudo isso, embora as pesquisas indiquem que já não existem tantas cáries como antigamente, as pessoas que têm mais informações, sejam dentistas ou não, devem batalhar para divulgá-las entre a população mais carente. Neste país tão cheio de disparidades, cada um deve fazer a sua parte, para exercer de fato a cidadania.
(Adaptado de: Korytnicki, Daniel. O livro do dentista. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. p. 84-88)
Um exemplo de uso de vírgula em que se aplica a regra de pontuação exposta pode ser identificado no seguinte segmento do texto:
Isso também acontece em:

Fonte: Jornal Zero Hora, 11/03/2013. (adaptado)
Para responder à questão, considere este conjunto de fragmentos:
I - onde você é chef , humorista e inventor (l.8-9)
II - e só a casa tem o sofá da sala, aquele pedacinho do céu (l.13-14)
III - porque casa é templo, é clube, é cinema (l.20-21)
IV - em casa você vê seu mundo: seus amigos, sua família, seu amanhã (l.23-25)
Analise o emprego dos sinais de pontuação para assinalar verdadeiro (V) ou falso (F) em cada afirmativa.
( ) A vírgula em I poderia, sem alteração da correção gramatical, ser substituída por um ponto e vírgula.
( ) A vírgula em II e os dois pontos em IV foram empregados pela mesma razão: separar o aposto.
( ) A vírgula em II poderia, sem alteração da correção gramatical, ser substituída por um travessão.
( ) As vírgulas em III e IV foram usadas pela mesma razão: separar, em uma enumeração, termos de mesma função sintática.
A sequência correta é

( ) Os dois-pontos da linha 7 introduzem uma síntese do que se afirmou na oração anterior.
( ) Os dois-pontos da linha 16 introduzem esclarecimento de um segmento da oração precedente.
( ) Os dois-pontos da linha 23 introduzem esclarecimento da oração precedente como um todo.
( ) Os dois-pontos da linha 42 introduzem discurso indireto livre.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
