Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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As vírgulas após “2006” (l.7) e após “2011” (l.10) são empregadas para isolar adjuntos adverbiais antepostos.

Em relação ao texto acima, assinale a opção correta.

Editorial, Zero Hora, 17/3/2013 (com adaptações).
O sinal de dois-pontos na linha 16 justifica-se porque antecede uma explicação e poderia ser corretamente substituído por uma vírgula seguida de uma das seguintes conjunções: já que, visto que, uma vez que.

Editorial, O Estado de S.Paulo, 17/3/2013 (com adaptações).
O emprego de vírgula logo após “econômico" ( l.11) justifica-se porque a oração subsequente é subordinada adverbial reduzida de gerúndio.

Internet: < https://www4.serpro.gov.br/inclusao > (com adaptações).
O emprego de vírgulas nas linhas 19 e 20 tem justificativas gramaticais diferentes.

Internet: < https://www4.serpro.gov.br/inclusao > (com adaptações).
O segmento “maior empresa de TIC da América Latina" ( l.6) está entre vírgulas porque constitui um aposto.

Julgue os próximos itens com relação à estrutura linguística e à
organização das ideias do texto acima.

Julgue os próximos itens com relação à estrutura linguística e à
organização das ideias do texto acima.
Não haveria alteração sintática do texto nem prejuízo à sua correção gramatical, caso o ponto-final imediatamente antes do conectivo “Mas”, no trecho “protegidos por lei. Mas esses dias” (l.13) fosse substituído por vírgula, da seguinte forma: protegidos por lei, mas esses dias.
No segundo parágrafo, o emprego das aspas marca a mudança de discurso do autor do texto.
Na linha 8, mantêm-se as relações sintáticas e semânticas do texto ao se deslocar o termo “pelas leis brasileiras” para depois de “que” e antes de “é crime”, com as devidas adaptações de pontuação.
(Faltai, em suma, à vossa palavra, se vos convier, mas não avilteis o Rio Grande na ignomínia do saque. Fazei a guerra, se quiserdes, mas guerra honesta, se honesta pode ser uma guerra sem ideais e sem princípios. Ficai certo de que o Brasil inteiro se levanta, nesta hora, representado nos seus valores, como um só homem, para defesa e sustentação da ordem constitucional em todo o território da República.)
II. Não regateemos ao Brasil o nosso auxílio desinteressado. Nos momentos de crise nacional, a soma de todas, as pequenas e grandes, renúncias, suportadas estoicamente pela totalidade do país, dá o valor de uma pátria. A nossa salva de um regime de opróbios e de mentiras, graças à abnegação de seus filhos, é uma nobre pátria, dadivosa e boa, merecedora de todos sacrifícios.
(Não regateemos ao Brasil o nosso auxílio desinteressado. Nos momentos de crise nacional, a soma de todas as pequenas e grandes renúncias, suportadas estoicamente pela totalidade do país, dá o valor de uma pátria. A nossa, salva de um regime de opróbrios e de mentiras graças à abnegação de seus filhos, é uma nobre pátria, dadivosa e boa, merecedora de todos os sacrifícios.)
III. Não preciso indicar nem ampliar os perigos os quais nos rodeiam. Os povos fracos, herdeiros de base territorial vasta e rica, são, naturalmente, presa cobiçada. E não é apenas pela invasão manu- militari, que podem perder a sua independência e sofrer ameaças à sua soberania. Também isso acontece quando pela alienação das indústrias-chave se cedem os materiais estratégicos e se confia a mãos alheias os fatores capitais da defesa nacional.
(Não preciso indicar nem ampliar os perigos que nos rodeiam. Os povos fracos, herdeiros de base territorial vasta e rica, são, naturalmente, presa cobiçada. E não é apenas pela invasão manu militari que podem perder a sua independência e sofrer ameaças à sua soberania. Também isso acontece quando pela alienação das indústrias-chave se cedem os materiais estratégicos e se confiam a mãos alheias os fatores capitais da defesa nacional.)
(Textos disponíveis em:
. Acesso em 28 jul. 2013.) As intervenções propostas pelos revisores para os trechos acima, registradas nas transcrições entre parênteses, são ACEITÁVEIS em:
Meu amigo, nunca encontrei-o tão preocupado!
I. A colocação pronominal está incorreta.
II. A pontuação está correta.
Está correto o que se afirma em
I. A pontuação está correta.
II. Há um problema de regência verbal.
Está correto o que se afirma em
São abundantes na natureza os exemplos de comportamento altruísta. As células se coordenam para manter sua divisão sob controle, formigas operárias de muitas espécies sacrificam sua fecundidade para servir à rainha e à colônia, leoas de um grupo amamentam os filhotes umas das outras. E os humanos ajudam outros humanos a fazer tudo, desde obter alimentos até encontrar pares e defender território. Mesmo que os auxiliadores não coloquem sua vida em risco, eles podem estar reduzindo seu sucesso reprodutivo em favor de outro indivíduo.
Ao longo de décadas biólogos discutiram a cooperação, esforçando-se para compreendê-la à luz da visão dominante da evolução. Charles Darwin, ao expor sua teoria sobre a evolução pela seleção natural – segundo a qual indivíduos com caracteres desejáveis se reproduzem com mais frequência do que seus pares e assim contribuem mais para a próxima geração – chamou essa competição de “a mais severa luta pela vida". Alçado a sua lógica extrema, o argumento rapidamente leva à conclusão de que não se deve nunca ajudar a um rival e que um indivíduo pode, de fato, fazer bem ao mentir e enganar para vencer uma disputa. Vencer o jogo da vida – por bem ou por mal – é tudo o que importa.
Por que, então, o comportamento altruísta é um fenômeno tão persistente? Nas duas últimas décadas venho usando as ferramentas da teoria dos jogos para estudar esse aparente paradoxo. Meu trabalho indica que, em vez de se opor à competição, a cooperação operou juntamente com ela desde o
início para dar forma à evolução da vida na Terra, desde as primeiras células até o homo sapiens. A vida é, portanto, não apenas uma luta pela sobrevivência - é também, pode-se dizer, uma união pela sobrevivência. Em nenhum outro caso a influência evolutiva do altruísmo foi mais sentida do que entre
os humanos. Minhas descobertas sugerem por que isso acontece e salientam que, assim como ajudar o outro foi fundamental para nosso sucesso no passado, deverá ser vital também para nosso futuro.
Simulações evolucionistas indicam que a cooperação é intrinsecamente instável; períodos de prosperidade cooperativa inevitavelmente dão lugar à deserção destrutiva. Mesmo assim o espírito altruísta parece sempre se reconstituir; nossa bússola moral de alguma forma se reorienta.
(Adaptado de: Martin A. Nowak. Scientific American Brasil.
Antropologia 2, junho/julho de 2013. p. 30-33)
O longo segmento contido entre os travessões no 2° parágrafo deve ser entendido como







