Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Sobre o emprego dos pontos e vírgulas no trecho, assinale a alternativa ADEQUADA.
I. De eletrônica, apenas ele entende. / De eletrônica apenas, ele entende. II. Não, aguardarei seu contato até amanhã. / Não aguardarei seu contato até amanhã. III. Beatriz, a atendente, quer conversar mais tempo com seu cliente. / Beatriz, a atendente quer conversar mais tempo com seu cliente.
A supressão ou movimentação da vírgula na segunda frase de cada item altera o sentido do trecho em
Nas alternativas abaixo, a vírgula utilizada para separar elementos que exercem a mesma função sintática encontra-se em:
O planeta está na chamada zona habitável da órbita da estrela – perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela – que, no caso do Próxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra.
Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. Isso significa que Próxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena – que pode variar entre 0°C a 30°C –, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. (...)
Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. (7º tópico)
Acerca dos recursos de pontuação empregados no texto, analise as afirmativas a seguir.
1) A vírgula colocada após a palavra ‘Lua’ inicia um trecho que traz uma explicação acerca desse satélite. 2) O ponto de interrogação dá a esse trecho uma ideia de diálogo entre o autor e o leitor. 3) Os dois-pontos poderiam ser substituídos por vírgula, sem comprometer o que prescreve a norma-padrão. 4) A substituição do travessão por dois-pontos manteria o texto dentro das normas de pontuação recomendadas.
Estão corretas:
Texto 1
A família dos porquês
A lógica costuma definir três modalidades distintas no uso do termo “porque”: o “porque” causa (“a jarra espatifou-se porque caiu ao chão”); o explicativo (“recusei o doce porque desejo emagrecer”); e o indicador de argumento (“volte logo, você sabe por quê”). O pensamento científico revelou-se uma arma inigualável quando se trata de identificar, expor e demolir os falsos porquês que povoam a imaginação humana desde os tempos imemoriais: as causas imaginárias dos acontecimentos, as pseudoexplicações de toda sorte e os argumentos falaciosos.
Mas o preço de tudo isso foi uma progressiva clausura ou estreitamento do âmbito do que é ilegítimo indagar. Imagine, por exemplo, o seguinte diálogo. Alguém sob o impacto da morte de uma pessoa especialmente querida está inconformado com a perda e exclama: “Eu não consigo entender, isso não podia ter acontecido, por que não eu? Por que uma criatura tão jovem e cheia de vida morre assim?!”. Um médico solícito entreouve o desabafo no corredor do hospital e responde: “Sinto muito pela perda, mas eu examinei o caso da sua filha e posso dizer-lhe o que houve: ela padecia, ao que tudo indica, de uma má-formação vascular, e foi vítima da ruptura da artéria carótida interna que irriga o lobo temporal direito; ficamos surpresos que ela tenha sobrevivido tantos anos sem que a moléstia se manifestasse”.
A explicação do médico, admita-se, é irretocável; mas seria essa a resposta ao “por quê” do pai inconsolável? Os porquês da ciência são por natureza rasos: mapas, registros e explicações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece. Eles excluem de antemão como ilegítimos os porquês que mais importam. O “porquê” da ciência médica nem sequer arranha o “por quê” do pai. Perguntar “por que os homens estão aqui na face da Terra”, afirma o biólogo francês Jacques Monod, é como perguntar “por que fulano e não beltrano ganhou na loteria”.
No macrocosmo não menos que no microcosmo da vida, as mãos de ferro da necessidade brincam com o copo de dados do acaso por toda a eternidade. Mas, se tudo começa e termina em bioquímica, então por que – e para que – tanto sofrimento?
In: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo:
Companhia das Letras, 2016. p. 25-26. Adaptado.
TEXTO: FURACÃO IRMA CHEGA A ILHAS DO SUL DA FLÓRIDA

Adaptado de g1.globo.com, 10/09/2017.
Sem alterar o sentido do trecho, no lugar do ponto-final que separa as frases, poderia ser utilizado o seguinte sinal:
- Que nada, ele é aposentado;
- Pois é; a preferência é dele;
Assinale a alternativa que corresponde a mesma regra de utilização do travessão utilizado no trecho retirado do texto acima:
Leia o fragmento destacado:
“Deveria ser claro que "as praca" é outra maneira de dizer (ou de transcrever) "as placas". Uma maneira marcada socialmente, claro. As diferenças são duas variantes regulares (importante!), cujos percentuais de ocorrência podem ser medidos em uma pesquisa, se o cidadão tiver interesse e fundos e tempo e competência [...]”
Sobre esse fragmento, analise as afirmativas a seguir:
I. A repetição da conjunção “e”, aditiva, em vez de vírgulas, constitui um erro a ser evitado em texto escrito formal.
II. A repetição da conjunção “e”, numa figura denominada polissíndeto, constrói um efeito de reiteração.
III. O pronome relativo “cujos” concorda com “percentuais” e equivale à preposição “de”.
IV. O pronome relativo “cujos” indica posse e pode ser substituído pelo pronome “que”.
Estão CORRETAS as afirmações:
Atente para o fragmento (1º parágrafo):
O título "agressivo" é proposital. As intenções são duas: provocar os que dizem que só se pode compreender um texto - ou mesmo uma palavra - escrito "corretamente"; se algum desses sábios consegue ler "as placas" em "as praca" - os melhores sintomas são o riso de superioridade ou a correção que fará - sua tese será desmentida no ato. Também quero verificar se, de fato, alguém não consegue ler este título (eventualmente, tentará descobrir alguma ironia ou, ao menos, uma alusão ou sugestão, que o texto esclarecerá). Assim, eu poderia gritar "ignorante!", se alguém não consegue mesmo entender o sentido do título.
Sobre ele, são afirmativas corretas, EXCETO:
Emagrecimento e estilo de vida moderno
Cerveja, chocolate, sedentarismo e genética podem aparecer como os culpados dos quilos a mais, mas, para a última, o consenso científico não dá tanto respaldo. Por mais que os genes tenham papel importante, não dá para desconsiderar o peso do estilo de vida moderno na jornada rumo ao peso ideal.
Ao se olhar a questão com os óculos da evolução, é possível encontrar uma explicação: no passado, nossos ancestrais sofreram pressão para que seus organismos se tornassem verdadeiras máquinas de acumular energia, ou seja, gordura. “Não havia certeza de quando seria a próxima refeição”, lembra Bruno Geloneze, endocrinologista e professor da Unicamp.
Quase sempre a obesidade pode ser considerada uma doença dependente de vários genes do organismo, ou seja, é uma doença poligênica e multifatorial, dependendo também do estilo de vida. Desse modo, naturalmente algumas pessoas são mais propensas a serem mais obesas do que outras. “É importante saber identificar a origem e os fatores que desencadearam a obesidade. É raro ter uma pessoa que só engorda porque come demais. Ela pode comer demais e ter fatores como ansiedade, depressão e diabetes”, diz a educadora física e professora da Unifesp, Ana Dâmaso.
(Adaptado de ALVES, G. Emagrecimento e estilo de vida moderno. Folha de Londrina. Londrina, 21 de ago 2017, p. 10.)
Acerca dos recursos de pontuação presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Cerveja, chocolate, sedentarismo e genética”, as vírgulas são empregadas para marcar uma enumeração de elementos.
II. As aspas utilizadas ao longo do texto marcam o discurso direto.
III. Em “acumular energia, ou seja, gordura”, as vírgulas isolam uma circunstância de tempo.
IV. Em “a educadora física e professora da Unifesp, Ana Dâmaso”, a vírgula separa o vocativo.
Assinale a alternativa correta.
TEXTO 2

(Disponível em http://desinformadoss.blogspot.com.br/2015/11/cronica-odio-e-intolerancia-na-internet.html)
Em relação ao Texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
No segundo quadrinho, a vírgula está sendo usada para separar o vocativo.
I. O complemento do verbo “comunicaram-se” é “187 feminicídios”.
II. O sujeito da locução verbal “foram registrados” é “17.639 casos”.
III. A expressão “Além disso” tem sentido de adição de argumentos.
IV. Os parênteses podem ser substituídos por vírgulas.
Assinale a alternativa correta.
I. As aspas situam as falas da promotora, ratificadas pela autora do texto.
II. As aspas marcam a subjetividade do texto e seu apelo emocional, refutando argumentos de autoridade.
III. Os travessões usados no primeiro parágrafo foram empregados para adicionar informação de menor importância.
IV. Os travessões usados no primeiro parágrafo interrompem o fluxo da frase de modo proposital, a fim de inserir o agente da ação descrita.
Assinale a alternativa correta.
( ) As aspas foram utilizadas na primeira linha do texto para marcar termos utilizados fora de seu contexto habitual. ( ) A expressão plus size está em itálico porque refere-se a um termo em língua estrangeira. ( ) Os pontos de interrogação, utilizados na última linha do texto, marcam perguntas retóricas, sem, necessariamente, exigirem uma resposta do leitor. ( ) As aspas presentes no último parágrafo marcam a mesma situação de uso, que é destacar uso irônico ou sarcástico de termos.
Assinale a sequência correta.
Texto 3
Contra os iconoclastas
A mentira está no mundo. Ela está em nós e ao nosso redor. Não podemos fechar-lhe os olhos. Omnis homo mandax, diz um salmo (115, 11). Podemos traduzir: o homem é uma criatura capaz de mentir. Se não são todos os homens que escondem seus pensamentos com a língua, no caso de políticos e diplomatas a mentira integra o métier. Hermann Kesten expande a ideia como um leque: “Há categorias profissionais inteiras, sobre as quais o povo pensa de antemão, que obrigam seus representantes a mentir, como, por exemplo, teólogos, políticos, prostitutas, diplomatas, jornalistas, advogados, atores, juízes […]”. Palavras de um poeta?
Santo Agostinho, o primeiro a tornar a mentira objeto de reflexão filosófica e teológica, viu também em primeira mão o aspecto linguístico da mentira. Seria mentira o discurso figurado? Quod absit omnino (‘O que seria pura tolice’), disse Agostinho, ao refletir sobre a ideia de que a linguagem figurada em todas as suas formas talvez devesse ser considerada no âmbito da mentira. Não são muitos os que censuram explicitamente a metáfora (adotaremos o termo para todos os tipos de imagens linguísticas) de ser mentirosa. Mas implicitamente se ouve sempre essa censura. Em especial na ciência parece reinar um profundo ceticismo em relação à metáfora. Vez ou outra entram em cena iconoclastas arrogando que querem agora purificar a linguagem científica de todas as metáforas, e tudo ficaria bem, a verdade assomaria. Comparação deve ceder lugar à razão, dizem, e a ciência deve exprimir-se em sua linguagem. As metáforas apenas dissimulariam os pensamentos científicos, ou mesmo os deformariam. Um pesquisador sério escreve sem metáforas.
Mas eliminar as metáforas quer dizer não somente arrancar as flores do caminho da verdade, quer dizer também se privar do veículo que ajuda a acelerar o acesso à verdade. Uma palavra isolada jamais pode ser uma metáfora. “Fogo” é sempre a palavra normal cujo significado (lexical) conhecemos. Somente através de um contexto essa palavra pode se tornar uma metáfora, por exemplo, “fogo da paixão”. Se a metáfora necessariamente tem o contexto como condição de sua formação, não se aplica para ela a semântica da palavra isolada, mas a semântica da palavra no texto, com o jogo da determinação entre os polos do significado lexical e do significado textual. Essa tensão constitui o fascínio da metáfora.
Não há nenhuma razão para desconfiança ante as metáforas. Não se pode falar que a linguagem figurada seja como uma cobertura de flores, bela, mas inútil. Todas as palavras nos deveriam ser bem-vindas se queremos usá-las no texto, aquelas em contexto esperado, bem como aquelas em contexto inesperado, as metáforas. Não há mentira na metáfora, portanto.
WEINRICH, H. Linguística da mentira. Trad. de M. A. Barbosa e
W. Heidermann. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2017. p. 13-15; 53-59.
Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto 3.
( ) No primeiro parágrafo, o sinal de dois-pontos desempenha a mesma função em suas duas ocorrências: anuncia uma síntese do que acabou de ser dito.
( ) A pergunta “Palavras de um poeta?” (1° parágrafo) é usada como recurso argumentativo, sendo respondida pelo autor no decorrer do texto.
( ) Em “As metáforas apenas dissimulariam os pensamentos científicos, ou mesmo os deformariam.” (2º parágrafo), as palavras sublinhas têm valor argumentativo, podendo ser substituídas, respectivamente, por “somente” e “até”, sem prejuízo de significado no texto.
( ) Em “Não há nenhuma razão para desconfiança ante as metáforas.” (4º parágrafo), a expressão sublinhada pode ser substituída por “razão alguma”, sem prejuízo de significado no texto.
( ) A frase “‘Fogo’ é sempre a palavra normal cujo significado (lexical) conhecemos.” (3° parágrafo) pode ser reescrita como “‘Fogo’ é sempre a palavra normal da qual conhecemos o significado (lexical).”
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

