Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 14.771 questões

Ano: 2017 Banca: ADVISE Órgão: CREA-SE Prova: ADVISE - 2017 - CREA-SE - Analista Técnico |
Q2995082 Português

O uso do travessão presente no trecho abaixo do Texto 01 é justificado pela seguinte regra gramatical:


“...não se produz mais dívida – ou seja, trabalha-se em prol de liquidar os ativos para pagar os passivos na medida do possível. (...)” (linhas 16 a 19)

Alternativas
Q2822848 Português

Assinale a frase em que o emprego da vírgula está incorreto:

Alternativas
Q2819624 Português

(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:


1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou

"categoricamente" a ideia da organização no

território da Alemanha de uma eventual

campanha para o referendo sobre o retorno

5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que

pais não é obrigado a realizar votação à qual

se opõe categoricamente.

"A pena de morte é algo que rejeitamos

categoricamente. Por que existiria uma

10 autorização quando não somos obrigados?

Não o faremos", declarou Merkel à rádio

regional WDR

O governo alemão já havia indicado na sexta-

feira que se a Turquia decidir organizar um

15 referendo sobre a pena de morte, a

Alemanha não permitiria que a consulta

acontecesse em seu território, onde vivem

1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente

não é concebível que autorizemos tal consulta

20 sobre uma medida em clara oposição a

nossa Constituição e nossos valores

europeus", disse o porta-voz do governo,

Steffen Seibert.

(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)

Analise o período abaixo retirado do Texto. Julgue os itens sobre o período em questão e assinale a alternativa correta:

“O governo alemão já havia indicado na sexta-feira que se a Turquia decidir organizar um referendo sobre a pena de morte, a Alemanha não permitiria que a consulta acontecesse em seu território, onde vivem 1,4 milhão de eleitores turcos." (Linhas 13 a 18).


I. Todas as orações do período acima não funcionam como termos de outra oração, nem a eles se referem; apenas uma enriquece com o seu sentido a totalidade da outra;

II. A primeira oração contém a declaração principal do período, rege-se por si e não desempenha nenhuma função sintática em outra oração do período;

III. Há erro de uso de vírgulas no período.

Alternativas
Q2819618 Português

(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:


1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou

"categoricamente" a ideia da organização no

território da Alemanha de uma eventual

campanha para o referendo sobre o retorno

5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que

pais não é obrigado a realizar votação à qual

se opõe categoricamente.

"A pena de morte é algo que rejeitamos

categoricamente. Por que existiria uma

10 autorização quando não somos obrigados?

Não o faremos", declarou Merkel à rádio

regional WDR

O governo alemão já havia indicado na sexta-

feira que se a Turquia decidir organizar um

15 referendo sobre a pena de morte, a

Alemanha não permitiria que a consulta

acontecesse em seu território, onde vivem

1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente

não é concebível que autorizemos tal consulta

20 sobre uma medida em clara oposição a

nossa Constituição e nossos valores

europeus", disse o porta-voz do governo,

Steffen Seibert.

(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)

As duas vírgulas presentes no trecho do Texto “A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou ‘categoricamente’(...)” (Linhas 1 e 2) são utilizadas pelo autor com o objetivo de:

Alternativas
Q2817255 Português

Considere o texto para responder às questões de 01 a 06:


Resumo da História do Porto de Santos

O marco oficial da ·inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro e 1892, quando a então Companhia Docas de Santos - CDS entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área até hoje denominada do Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais o vapor "Nasmith", de bandeira inglesa.

Com a inauguração, iniciou-se também uma nova fase para a vida da cidade, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos foram sendo substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 m e novos armazéns para guarda de mercadorias compunham as obras do porto organizado nascente, cujo passado longínquo iniciara-se com o feitor Braz Cubas, integrante da expedição portuguesa de Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em janeiro de 1531.

Foi de Braz Cubas a ideia de transferir o porto da baía de Santos para o seu interior, em águas protegidas, inclusive do ataque de piratas, contumazes visitantes e saqueadores do povoado.

Escolhido o sítio denominado Enguaguaçu, no acesso do canal de Bertioga, logo se formou um povoado, motivo para a construção de uma capela e de um hospital, cujas obras se concluíram em 1543. O hospital recebeu o nome de Casa da Misericórdia de Todos os Santos. Em 1546, o povoado foi elevado à condição de Vila do Porto de Santos. Em 1550 instalou-se a Alfândega.

Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico.

O início da operação, em 1867, da São Paulo Railway, ligando, por via ferroviária, a região da Baixada Santista ao Planalto, envolvendo estuário, melhorou substancialmente o sistema de transportes, com estímulo ao comércio e ao desenvolvimento da cidade e do Estado de São Paulo.

A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez.

Em 12 de julho de 1888, pelo Decreto nº 9.979, após concorrência pública, o grupo liderado por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle foi autorizado a construir e explorar, por 39 anos, depois ampliado para 90 anos, o Porto de Santos, com base em projeto do engenheiro Saboia e Silva. Com o objetivo de construir o porto. Os concessionários constituíram a empresa Gaffrée, Guinle & Cia., com sede no Rio de Janeiro, mais tarde transformada em Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, em Companhia Dos de Santos.

Inaugurado em 1892, o porto não parou de se expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento económico do

País, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos, em milhões de quilos, têm feito o cotidiano do porto, que já movimentou mais de 1 (um) bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892.

Em 1980 com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de S. Paulo-Codesp, empresa de economia mista, de capital majoritário da União.

Em 2013, o Porto de Santos superou a marca dos 114 milhões de toneladas movimentadas, antecipando em um ano a projeção base para 2014 que era a movimentação de 112,6 milhões de toneladas.

Texto adaptado disponível em: http.//www.portodesantos.com.br/historia.php. Acesso em 04/03/2017.

Considere o seguinte trecho: "Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos têm feito o cotidiano do porto". As vírgulas se justificam no trecho por tratar-se de:

Alternativas
Q2816142 Português

Analise o seguinte trecho: “Sortuda, pensei eu comigo mesma, a esposa que possui um marido que faça todas as suas vontades.”.

No trecho acima, usaram-se vírgulas para separar:

Alternativas
Q2814932 Português

Leia o texto e responda as questões de 1 a 10.

O 1º lugar de medicina da USP é uma menina pobre e negra

A adolescente Bruna Sena tem apenas 17 anos, mas já superou uma barreira de gente grande: foi a primeira colocada em medicina na USP de Ribeirão Preto, a carreira mais concorrida da Fuvest- 2017, com 75,58 candidatos por vaga.
Negra, tímida, estudante de escola pública, criada apenas pela mãe – o pai abandonou a casa quando a menina tinha 9 meses –, Bruna é a primeira da sua família a cursar o ensino superior. Ela comemorou sua conquista pelo Facebook passando um recado: “ A casa- grande surta quando a senzala vira médica”.
De família pobre – a mãe, Dinália, ganha R$1.400 como operadora de caixa de supermercado – Bruna participou do Inclusp, o programa de inclusão social da USP, que oferece pontuação extra para estudantes da rede pública. “Claro que a ascensão social do negro incomoda, assim como incomoda quando o filho da empregada melhora de vida, passa na Fuvest. Não posso dizer que já sofri racismo, até porque não tinha maturidade e conhecimento para reconhecer atitudes racistas”, disse a caloura à Folha de São Paulo
“Alguns se esquecem do passado, que foram anos de escravidão e sofrimento para os negros. Os programas de cota são paliativos, mas precisam existir. Não há como concorrer de igual para igual quando não se tem oportunidade de vida iguais. ”
Para enfrentar o vestibular, Bruna se preparou muito, ao longo de toda sua vida escolar. “Ela só tirava notas 9 ou 10. Uma vez, tirou um 7 e fui até a escola para saber o que tinha acontecido. Não dava para acreditar. Falei com o diretor e ele descobriu que tinham trocado a nota dela com um menino chamado Bruno”, conta a mãe, Dinália.
No último ano, a dedicação foi total: de manhã, Bruna ia para a escola estadual Santos Dumont, onde cursava o último ano do Ensino Médio, de tarde estudava sozinha em casa e à noite frequentava um cursinho popular tocado por estudantes da própria USP.
Com ajuda financeira de amigos e parentes, Bruna fazia kumon de matemática, mas o dinheiro não deu para seguir com o curso de inglês. “Tudo na nossa vida foi com muita luta, desde que ela nasceu, prematura de sete meses, e teve de ficar internada por 28 dias. Não tenho nenhum luxo, não faço minhas unhas, não arrumo meu cabelo. Tudo é para a educação dela”, declara Dinália.
Bruna ainda não sabe qual especialidade médica pretende seguir na carreira, mas sabe que quer atender pessoas de baixa renda.“Quero atender pessoas que precisam de alguém para dar a mão e de saúde de qualidade”, disse.

https://catracalivre.com.br, 06/02/2017

No último ano, a dedicação foi total: de manhã, Bruna ia para a escola estadual Santos Dumont, onde cursava o último ano do Ensino Médio, de tarde estudava sozinha em casa e à noite frequentava um cursinho popular tocado por estudantes da própria USP.


Assinale a opção que contém a explicação ADEQUADA para o uso dos dois pontos no trecho.

Alternativas
Q2810494 Português
Em qual das alternativas a vírgula foi empregada incorretamente?
Alternativas
Q2807808 Português
not valid statement found
Assinale a alternativa em que a mudança na pontuação não muda o sentido ou causa prejuízo gramatical na frase.
Alternativas
Q2800110 Português

Assinale a alternativa que corresponde ao período de pontuação correta;

Alternativas
Q2791187 Português

Observe o seguinte período.

Outra opção era fazer com que as próprias teles fizessem o rastreamento, mas, nesse caso, seria necessário recompensar financeiramente essas empresas por cada pedido de rastreamento

MULLER, Leonardo. Operadoras poderão ser obrigadas a rastrear celulares a pedido da polícia. Em ciência, 19 de julho de 2017. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/119510-operadoras-obrigadas-rastrear-celulares-pedido-policia.htm. Acesso em: 19 jul.2017,.

No que se refere às regras prescritas pela norma-padrão a respeito do emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta relativa a esse período.

Alternativas
Q2777774 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <http://umvirgulacincoporcento.blogspot.com.br/>. Acesso em: 09 fev. 2017.


No trecho do quadro, é correto afirmar que a vírgula foi empregada em um período

Alternativas
Q2775025 Português

Corpos emancipados, mentes subjugadas


1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao

2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a

3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi

4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.

5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século

6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era

7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado

8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações

9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países

10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.

11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a

12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente

13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20

14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother

15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.

16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E

17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter

18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os

19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.

20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se

21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas

22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser

23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.

24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo

25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por

26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,

27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e

28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do

29 _ mercado.

30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de

31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas

32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.

33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se

34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora

35 _ máquina publicitária.

36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -

37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo

38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o

39 _ Estado, caem em descrédito.

40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém

41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.

42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem

43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.


BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm

A análise do antepenúltimo parágrafo do texto (L.36/39) permite afirmar que ele apresenta

Alternativas
Q2772211 Português

Leia o texto para responder às questões 9 e 10.

O Joãozinho, assustado, pergunta:


- Professora, alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez?


- Não, Joãozinho, nunca!


- Ai que bom, então, estou livre! Eu não fiz a lição.

“– Não, Joãozinho, nunca!”


Na fala da professora, o ponto de exclamação indica que ela teve a intenção de demonstrar:

Alternativas
Q2772045 Português

De acordo com as regras de pontuação, a vírgula presente imediatamente após “Ou seja” no texto abaixo é de uso:

“A escavação liderada por Hublin também revelou que esses povos antigos já usavam ferramentas de pedra e haviam aprendido a produzir e controlar fogo. Ou seja, eles não apenas se pareciam com Homo sapiens como também agiam como tal.” (Adaptado de G1, 07/06/2017)

Alternativas
Q2768834 Português

Texto para as questões de 1 a 6.


1 O trigo manipulou o Homo sapiens a seu bel prazer. Esse primata

vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de dez mil

anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo

4 do trigo. Em poucos milênios, os humanos em muitas partes do mundo

estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do

amanhecer ao entardecer.

7 Não foi fácil. O trigo demandou muito deles. O trigo não gostava

de rochas nem de pedregulhos e, por isso, os sapiens deram duro para

limpar os campos. O trigo não gostava de dividir espaço, água e

10 nutrientes com outras plantas e, assim, homens e mulheres trabalharam

longas jornadas sob o sol abrasador, eliminando ervas daninhas. O trigo

ficava doente e, por isso, os sapiens tinham de ficar de olho em vermes

13 e pragas. O trigo era atacado por coelhos e nuvens de gafanhotos, então

os agricultores construíram cercas e passaram a vigiar os campos. O trigo

tinha sede, então os humanos cavaram canais de irrigação ou passaram

16 a carregar baldes pesados de poços para regá-lo. Os sapiens até mesmo

passaram a coletar fezes de animais para nutrir o solo em que ele crescia.

O corpo do Homo sapiens não havia evoluído para tais tarefas.

19 Estava adaptado para subir em macieiras e correr atrás de gazelas, não

para remover rochas e carregar baldes de água. A coluna, os joelhos, o

pescoço e os arcos plantares dos humanos pagaram o preço. Estudos de

22 esqueletos antigos indicam que a transição para a agricultura causou

uma série de males, como deslocamento de disco, artrite e hérnia. Além

disso, as novas tarefas agrícolas demandavam tanto tempo que as

25 pessoas eram forçadas a se instalar permanentemente ao lado de seus

campos de trigo. Isso mudou por completo seu estilo de vida. Nós não

domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou. A palavra “domesticar”

28 vem do latim domus, que significa casa. Quem é que estava vivendo em

uma casa? Não o trigo. Os sapiens.


Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. 22.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2017, p. 90-91 (com adaptações).

No que se refere à pontuação no texto, estariam preservados o sentido original e a correção gramatical do texto caso

Alternativas
Q2762609 Português

(Texto)


1 Você já ouviu falar dos narvais? São

baleias conhecidas por ter o canino

esquerdo alongado. Mas, até agora,

ninguém sabia para que ele servia.

5 Cientistas canadenses descobriram o

mistério usando drones.

Os narvais usam seus dentes longos

para se alimentarem. Eles desorientam

os bacalhaus do Ártico ao golpeá-los

10 rapidamente. O peixe fica imobilizado e

acaba sendo devorado.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

“Mas, até agora, ninguém sabia para que ele servia. (...)” (Linhas 3 e 4). As vírgulas presentes no trecho em questão são utilizadas com o objetivo de:

Alternativas
Q2760159 Português

“Quando me desespero, lembro-me que por toda a história, a verdade e o amor sempre vencem. Existiram assassinos e tiranos e, por um tempo, eles pareceram invencíveis. Mas, no fim, eles sempre caíram. Penso nisso, sempre”. (Gandhi)


Sobre o emprego das vírgulas nesse pensamento de Gandhi, a única afirmativa verdadeira é:

Alternativas
Q2753273 Português

Leia com atenção o texto abaixo.


O PEQUENO PRINCIPE

Antoine de Saint-Exupéry (1940)


“Há seis anos, sofri uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não trazia comigo nem mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil conserto. Era para mim questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oito dias.


Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que um náufrago num bote perdido no meio do oceano. Imaginem qual foi a minha surpresa quando, ao amanhecer, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:


- Por favor... desenha-me um carneiro!


Levantei-me num salto, como se tivesse sido atingido por um raio. Esfreguei bem os olhos. Olhei ao meu redor. E vi aquele homenzinho extraordinário que me observava seriamente. Olhava para essa aparição com os olhos arregalados de espanto.


Não se esqueçam que me achava a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Quando consegui finalmente falar, perguntei-lhe: -


Mas... que fazes aqui?


E ele repetiu, então, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:


- Por favor ... desenha-me um carneiro.


E foi assim que conheci, um dia, o pequeno príncipe.”

O texto apresenta frases Afirmativas, Negativas, Interrogativas e Exclamativas. Identifique abaixo a frase que é Interrogativa.

Alternativas
Q2747503 Português

Quanto custa um pôr-de-sol?

Leonardo Boff

1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-

2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:

3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia

4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.

5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande

6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações

7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.

8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e

9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a

10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também

11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não

12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como

13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia

14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.

15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua

16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos

17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da

18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho

19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.

20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A

21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes

22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma

23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos

24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem

25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra

26 consideração” (p. 120 e 87).

27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da

28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de

29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com

30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.

31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos

32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo

33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si

34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo

35 paradigma.


IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/

"Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol." (L. 15)


Os dois-pontos que aparecem nessa frase exercem a mesma função que

Alternativas
Respostas
9621: B
9622: A
9623: C
9624: C
9625: D
9626: C
9627: C
9628: C
9629: E
9630: D
9631: E
9632: D
9633: A
9634: A
9635: A
9636: E
9637: D
9638: B
9639: E
9640: C