Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q1632529 Português

FONTE: Texto especialmente adaptado para esta prova. Original disponível em: http://www.personare.com.br/veganismo-para-leigos-m769. Acesso em 24/04/2017.
Considere as seguintes possibilidades de mudança na estrutura e no emprego de sinais de pontuação no seguinte período, retirado do texto.
O veganismo não é apenas um tipo de alimentação; embora seja atrelado à escolha dietética, esta está longe de ser o foco central.
I. O veganismo não é apenas um tipo de alimentação. Embora seja atrelado à escolha dietética, esta está longe de ser o foco central. II. O veganismo não é apenas um tipo de alimentação, embora seja atrelado à escolha dietética. Esta está longe de ser o foco central. III. Embora seja atrelado à escolha dietética (a qual está longe ser o foco central), o veganismo não é apenas um tipo de alimentação. IV. O veganismo, embora seja atrelado à escolha dietética; não é apenas um tipo de alimentação, esta está longe de ser o foco central.
Quais mantêm a correção estrutural e o sentido original?
Alternativas
Q1632519 Português

Leia o texto a seguir e responda


    Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.

    Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.

(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia de Bolso, 2014.)

“Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo”. No trecho destacado, as vírgulas são empregadas para:
Alternativas
Q1632381 Português
Analise as assertivas abaixo sobre os seguintes sinais de pontuação do texto:
I. O travessão da linha 09 é utilizado para separar uma frase explicativa e poderia ser substituído por uma vírgula sem alteração na estrutura da frase. II. Na linha 14, a omissão da vírgula implicaria na separação incorreta de sujeito e verbo. III. A segunda vírgula da linha 29 separa um aposto. IV. Entre as linhas 42 e 50, o emprego do ponto e vírgula foi realizado para separar orações coordenadas. V. Na linha 54, o emprego dos dois-pontos se justifica por haver uma citação em seguida.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2017 Banca: CETRO Órgão: FAPESP Prova: CETRO - 2017 - FAPESP - Analista Administrativo |
Q1631154 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, observe abaixo os trechos transcritos da Internet e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1629534 Português
Leia a oração abaixo.
“O Instituto de Pesquisas, visa a uma melhor qualidade de vida e ao bem-estar do ser humano”.
Na oração acima ocorre um ERRO de
Alternativas
Q1629531 Português
Leia a oração abaixo.
“Trabalhar ali, todos os dias, com pessoas tão queridas e experiências tão benéficas, era um grande previlégio.”
A oração acima apresenta um ERRO de
Alternativas
Q1629529 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está utilizada corretamente.
Alternativas
Q1629522 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Adolescência


       O apelido dele era “cascão” e vinha da infância. Uma irmã mais velha descobrira uma mancha escura que subia pela sua perna e que a mãe, apreensiva, a princípio atribuiu que era sujeira mesmo.

        – Você não toma banho, menino?
        – Tomo, mãe.
        – E não se esfrega?

       Aquilo já era pedir demais. E a verdade é que muitas vezes seus banhos eram representações. Ele fechava a porta do banheiro, ligava o chuveiro, forte, para que a mãe ouvisse o barulho, mas não entrava no chuveiro. Achava que dois banhos por semana era o máximo de que uma pessoa sensata precisava. Mais do que isso era mania.
      O apelido pegou e, mesmo na sua adolescência, eram frequentes as alusões familiares à sua falta de banho. Ele as aguentava estoicamente. Caluniadores não mereciam resposta. Mas um dia reagiu.
         – Sujo, não.
         – Ah, é? – disse a irmã. – E isto o que é?
         Com o dedo ela levantara do seu braço um filete de sujeira.
         – Rosquinha não vale.
         – Como não vale?
         – Rosquinha, qualquer um.
        Entusiasmado com a própria tese, continuou:
        – Desafio qualquer um nesta casa a fazer o teste da rosquinha! A irmã, que tomava dois banhos por dia, o que ele classificava de exibicionismo, aceitou o desafio.
        Ele advertiu que passar o dedo, só, não bastava. Tinha que passar com decisão. E, realmente, o dedo levantou, da dobra do braço da irmã, uma rosquinha, embora ínfima, de sujeira.
           – Viu só – disse ele, triunfante. – E digo mais: ninguém no mundo está livre de uma rosquinha. 
           – Ah, essa não. No mundo? Manteve a tese.
           – Ninguém.
           – A rainha Juliana?
           – Rosquinha. No pé. Batata.
          No dia seguinte, no entanto, a irmã estava preparada para derrubar a sua defesa.
         – Cascão... – disse simplesmente. – A Catherine Deneuve. Ele hesitou. Pensou muito. Depois concedeu. A Catherine Deneuve, realmente, não. A irmã, sadicamente, ainda fingiu que queria ajudar.
           – Quem sabe atrás da orelha?
         – Não, não – disse o Cascão tristemente, renunciando à sua tese. – A Catherine Deneuve, nem atrás da orelha.



Luis Fernando Verissimo. Adolescência. Comédias para se ler na escola.
Leia o trecho abaixo retirado do texto.
“– Desafio qualquer um nesta casa a fazer o teste da rosquinha! A irmã, que tomava dois banhos por dia, o que ele classificava de exibicionismo, aceitou o desafio.”
O trecho pode ser reescrito sem prejuízo gramatical ou de sentido da seguinte forma:
Alternativas
Q1629238 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <http://atividadesdeportugueseliteratura.blogspot.com.br/2016/06/exercicio-sobreperiodo-composto.html>. Acesso em: 23 out. 2017. 


Dadas as afirmativas a respeito das falas apresentadas na tirinha,


I. No primeiro quadrinho, tem-se um período composto por subordinação.

II. No segundo quadrinho, há quatro orações coordenadas.

III. A expressão dos namorados (1º quadrinho) tem idêntica função sintática da palavra enorme (2º quadrinho).

IV. O conectivo e (2º quadrinho) poderia ser substituído por uma vírgula, sem prejuízos de sentido.

V. Na construção do último quadrinho, foi usado um verbo de ligação mais predicativo do sujeito.


verifica-se que estão corretas 

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2017 - UFMT - Assistente em Administração |
Q1628390 Português


(Adaptado de Lya Luft, A mentirosa liberdade, 2009.)


A pontuação exerce função de estabelecer coerência e coesão nos textos escritos. Sobre os recursos da pontuação no texto, analise as afirmativas.


I - As aspas foram utilizadas para marcar uma citação textual, com referência.

II - Os parênteses foram utilizados para marcar um comentário ou reflexão da autora.

III - Os dois pontos foram utilizados para enunciar uma enumeração.

IV - O travessão foi utilizado para indicar a fala da personagem.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q1390588 Português
Quais são os significados e as diferenças de endemia,
epidemia e pandemia?

   O que são endemia, epidemia e pandemia? Diz-se que há uma endemia numa população se uma doença infectocontagiosa é mantida numa população sem que tenha ocorrido contaminação externa. A varicela, por exemplo, é endêmica no Reino Unido, mas a malária não. De um modo geral, a endemia é de caráter contínuo e restrito a uma determinada área como, por exemplo, áreas endêmicas de febre amarela e de dengue, no Brasil, ou de hepatite A, nos EUA ou Portugal. 
   A endemia é, pois, uma doença de causa local. Tem uma permanência contínua, porém não atinge nem se espalha para outras comunidades. As pessoas que viajam para regiões onde haja doenças endêmicas precisam da vacinação contra elas.
   Diz-se que há uma epidemia quando uma doença infecciosa transmissível que ocorre numa região se espalha rapidamente entre pessoas de outras regiões, originando ali um grande número de casos da doença, chamado surto epidêmico. A epidemia em geral ocorre por causa de uma mutação do agente transmissor da doença ou pelo surgimento de um agente novo e desconhecido. A gripe aviária e a infecção pelo vírus ebola são exemplos recentes de epidemia.
   Existe uma pandemia quando uma doença contagiosa se espalha em grandes proporções, por um ou mais continentes ou pelo mundo, causando inúmeras mortes e, eventualmente, destruindo cidades ou regiões inteiras. Uma pandemia ocorre devido ao aparecimento de uma doença nova para a qual a população não tenha resistência ou quando o agente infeccioso se espalha facilmente. A AIDS e a gripe espanhola são exemplos de pandemias.
   Quais são as diferenças entre endemia, epidemia e pandemia? Se uma doença existe apenas em uma determinada área, diz-se que é endêmica; se a doença é transmitida para outras populações e infesta mais de uma região, diz-se que há uma epidemia; se a doença se alastra de forma descontrolada, espalhando-se pelos continentes ou pelo mundo, tem-se uma pandemia.

Disponível em:<http://www.abc.med.br/p/561642/quais-sao-os-significados-e-as-di-ferencas-de-endemia-epidemia-e-pandemia.htm>. Acesso em: 9 out. 2017 (fragmento adaptado).
Observe as pontuações destacadas em negrito e a numeração correspondente.
"Quais são as diferenças entre endemia, epidemia e pandemia?(1) Se uma doença existe apenas em uma determinada área, diz-se que é endêmica; se a doença é transmitida para outras populações e infesta mais de uma região, diz-se que há uma epidemia; (2) se a doença se alastra de forma descontrolada, (3) espalhando-se pelos continentes ou pelo mundo, tem-se uma pandemia". (4)
Qual justificativa sobre o emprego da pontuação está INCORRETA?
Alternativas
Ano: 2017 Banca: ADVISE Órgão: CREA-SE Prova: ADVISE - 2017 - CREA - SE - Agente Fiscal |
Q1390191 Português

(Texto )

(Adaptado de Jusbrasil, 05/12/2016)

De acordo com as regras de pontuação, as vírgulas que isolam a expressão “na atualidade” (linha 7) no Texto  são de uso:
Alternativas
Q1388828 Português

A ERA DAS LIVES


    Mais conhecidas como lives, as transmissões ao vivo pela internet, que chegaram ao YouTube nos idos anos de 2008, ganharam mais visibilidade do público em geral nos últimos anos. Na sua chegada, o propósito era colocar na internet atrações que antes apenas víamos pela TV. Quase dez anos depois, o cenário é bem diferente.

     Esse também foi um espaço ocupado por outro protagonista da mídia tradicional: as marcas. As lives se tornaram uma maneira rápida de falar e ouvir feedback do consumidor – com lançamentos e eventos transmitidos ao vivo é muito fácil perceber a aprovação (ou ausência) do público. Este canal mais direto também ajuda a fortalecer os laços de relacionamento que as marcas tanto almejam com seus clientes.

    Os primeiros aplicativos de live (como Meer-kat e Periscope) surgiram no início de 2015 e após um breve momento de sucesso, viram sua queda com a inauguração do mesmo recurso no Facebook, em agosto do mesmo ano. Mesmo com toda a abrangência de uma rede gigantesca a funcionalidade demorou a cair nas graças do povo: somente 9 meses depois de lançada, a primeira live na rede de Mark Zucker-berg viralizou com a carismática americana Candace Payne, dividindo o entusiasmo dela com a máscara de Chewbacca que havia comprado para seu filho.

    Após essa demonstração espontânea do poder de alcance da ferramenta, as pessoas passaram a notar que as próprias redes sociais dão mais visibilidade para as lives em detrimento do funcionamento de seus algoritmos – uma transmissão ao vivo chega a mais pessoas seja quando ainda está acontecendo, ou quando é registrada em formato vídeo, também um queridinho das redes sociais.

    Essa visibilidade tem seu lado positivo – vários vídeos de bichinhos fofos ou que provam algum tipo de abuso de autoridade e crime – também tem seu lado bizarro – o youtuber russo que fez uma live direto de um caixão – e sombrio – as irmãs que estavam transmitindo uma viagem de carro e acabaram se envolvendo em um acidente fatal. O que nos leva à reflexão: comunicar-se e encontrar espaços de expressão é cada vez mais importante – mas quais são os limites?

Fonte: http://dialogando.com.br/era-das-lives/?current_page=2; acesso em 06/09/2017 

Em “O que nos leva à reflexão: comunicar-se e encontrar espaços de expressão é cada vez mais importante – mas quais são os limites?” (último parágrafo) é correto trocar o travessão por:
Alternativas
Q1388205 Português
Minha mãe agradeceu-lhe a amizade que me tinha, e ele respondeu com muita polidez, ainda que um tanto atado, como se carecesse de palavra pronta. Já viste não era assim, a palavra obedecia-lhe, mas o homem não é sempre o mesmo em todos os instantes. O que ele disse foi que me estimava pelas minhas qualidades e aprimorada educação; no seminário todos me queriam bem, nem podia deixar de ser assim.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 173.
Quanto aos aspectos da estrutura gramatical do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1388200 Português
Maninha Chico Buarque
Se lembra da fogueira. se lembra dos balões. se lembra dos luares dos sertões. A roupa no varal, feriado nacional, as estrelas salpicadas nas canções. Se lembra quando toda modinha falava de amor. Pois nunca mais cantei, maninha, depois que ele chegou. [...]
Disponível em:<https://www.letras.com.br/chico-buarque/maninha>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Em que aspecto o autor – em nome da liberdade poética – provoca um desvio da norma culta?
Alternativas
Q1388147 Português
A arte de ser avó 

    Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...
    E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração. 
    Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
    No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
    Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café – café! –, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
    E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade... 
    Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...

(QUEIROZ, Rachel. – Elenco de cronistas modernos – 25ª ed. – Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 – Texto adaptado.)
Analise as justificativas para o emprego da vírgula nas seguintes orações e assinale a INCORRETA.
Alternativas
Q1387574 Português
Marque a opção em que a vírgula tenha sido empregada em desacordo com as normas gramaticais.
Alternativas
Q1386675 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quando nasce uma língua nova?

A grande maioria das pessoas acredita que definir o que seja uma “língua” é algo fácil e cômodo, e que os linguistas sabem com precisão onde termina uma língua e onde começa outra. Nada mais distante da verdade! Isso porque a definição de “língua” escapa das mãos dos linguistas — que há séculos confessam ser impossível enunciá-la — e vai pousar no terreno pantanoso daquilo que se chama ideologia. Sim, a definição do que é uma “língua” tem muitíssimo mais a ver com questões políticas, religiosas, identitárias, etc. do que com questões propriamente linguísticas, isto é, fonético-fonológicas, morfossintáticas, lexicais, etc.
Basta ver o que acontece mundo afora. Muitos modos de falar exatamente iguais recebem nomes diferentes por razões ideológicas profundas. Os linguistas sempre reconheceram a existência de uma língua chamada servo-croata, com um mesmo sistema fonológico e gramatical. Mas depois da sangrenta demolição da Iugoslávia, essa língua passou a receber nada menos do que quatro nomes diferentes: sérvio, croata, bósnio e montenegrino. Cada novo Estado surgido do desmonte da antiga federação faz questão agora de ter sua língua própria, com nome próprio. As antigas e fundas rivalidades étnicas e religiosas impedem qualquer unidade na designação das “línguas”.
Por outro lado, modos de falar totalmente diferentes podem receber o mesmo nome. O caso clássico é o do “árabe”. Um falante do árabe marroquino praticamente não entenderá o que um falante do árabe saudita tentar lhe dizer. É o mesmo que acontece, por exemplo, se um brasileiro e um italiano tentarem se comunicar cada um na sua língua. No entanto, todos os modos de falar dos países chamados “árabes” recebem o mesmo nome (“árabe”, é claro), apesar de profundas diferenças. É que a única língua digna de estudo nesses países é o chamado “árabe clássico”, a língua em que foi escrito o Corão, no século VII. Usando esse “árabe clássico”, pessoas letradas dos diferentes países “árabes” conseguem se entender.
[...]

BAGNO, Marcos. Quando nasce uma nova língua? Blog da Parábola Editorial. Disponível em: <https://goo.gl/DYKgb5>. Acesso em: 4 ago. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Isso porque a definição de “língua” escapa das mãos dos linguistas — que há séculos confessam ser impossível enunciá-la — e vai pousar no terreno pantanoso daquilo que se chama ideologia.”
Em relação ao uso dos travessões nesse trecho, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1386670 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto, a seguir, para responder à questão.

Preconceito linguístico
[...]
O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas e nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. Essa língua idealizada se inspira na literatura consagrada, nas opções subjetivas dos próprios gramáticos e dicionaristas, nas regras da gramática latina (que serviu durante séculos como modelo para a produção das gramáticas das línguas modernas), etc. No caso brasileiro, essa língua idealizada tem um componente a mais: o português europeu do século XIX. Tudo isso torna simplesmente impossível que alguém escreva e, principalmente, fale segundo essas regras normativas, porque elas descrevem e, sobretudo, prescrevem uma língua artificial, ultrapassada, que não reflete os usos reais de nenhuma comunidade atual falante de português, nem no Brasil, nem em Portugal, nem em qualquer outro lugar do mundo onde a língua é falada.
Mas a principal fonte de preconceito linguístico, no Brasil, está na comparação que as pessoas da classe média urbana das regiões mais desenvolvidas fazem entre seu modo de falar e o modo de falar dos indivíduos de outras classes sociais e das outras regiões. Esse preconceito se vale de dois rótulos: o “errado” e o “feio” que, mesmo sem nenhum fundamento real, já se solidificaram como estereótipos. Quando analisado de perto, o preconceito linguístico deixa claro que o que está em jogo não é a língua, pois o modo de falar é apenas um pretexto para discriminar um indivíduo ou um grupo social por suas características socioculturais e socioeconômicas: gênero, raça, classe social, grau de instrução, nível de renda, etc.
A instituição escolar tem sido há séculos a principal agência de manutenção e difusão do preconceito linguístico e de outras formas de discriminação. Uma formação docente adequada, com base nos avanços das ciências da linguagem e com vistas à criação de uma sociedade democrática e igualitária, é um passo importante na crítica e na desconstrução desse círculo vicioso.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. Ceale. Disponível em: <https://goo.gl/UeoHoH>. Aceso em: 10 ago. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
Esse preconceito se vale de dois rótulos: o “errado” e o “feio” que, mesmo sem nenhum fundamento real, já se solidificaram como estereótipos.
De acordo com o contexto e com a norma padrão, as aspas foram utilizadas nesse trecho para:
Alternativas
Q1386234 Português
Leia os excertos abaixo listados, que compõem um só texto, intitulado A lava-jato não parou(Veja, 1º de fev./17), com o olhar voltado para a pontuação, em particular o uso das vírgulas:
I - A morte do ministro Teori Zavascki gerou questionamentos sobre o futuro da Lava-jato. Os fatos, porém, cuidaram de deixar claro que, ao menos no horizonte onde os olhos alcançam, não há motivos para preocupação. O presidente Michel Temer, numa atitude correta, anunciou que só indicará um substituto para a vaga de Teori depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) tiver escolhido o novo relator do processo. II- A decisão, além de evitar o atraso nas investigações, afasta as suspeitas de eventuais tentativas de interferência do governo. Na mesma toada, a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF, determinou a continuação das audiências de homologação do acordo de delação da empreiteira. III- Por fim, na semana passada, em mais uma etapa da operação, a Justiça decretou a prisão de Eike Batista, o ex-sétimo homem mais rico do mundo, e fulminou de vez a biografia do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, um político que chegou a sonhar com a Presidência da República. Avalie como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as justificativas apresentadas para o emprego das vírgulas.
( ) Nos dois primeiros períodos, em I, as duas primeiras vírgulas isolam um conector de oposição, e as duas últimas, uma informação/ressalva, com sentido de restrição. ( ) No último período, em I, as vírgulas servem para isolar o aposto. ( ) No primeiro período, em II, as vírgulas marcam a inserção de um comentário que reforça o argumento subsequente. ( ) No segundo período, em II, a primeira vírgula é usada para separar uma expressão/circunstância de confirmação, e as duas outras vírgulas isolam uma oração adjetiva explicativa. ( ) Em III, a primeira vírgula separa uma expressão de ordenação, as duas vírgulas seguintes são opcionais, por se tratar de pequenas expressões de valor circunstancial, logo após o aposto referente a Eike Batista também vem isolado por duas vírgulas, e a última vírgula é usada para separar oração adjetiva.
A sequência CORRETA é
Alternativas
Respostas
9701: C
9702: C
9703: A
9704: C
9705: B
9706: C
9707: A
9708: D
9709: D
9710: C
9711: B
9712: B
9713: D
9714: A
9715: C
9716: C
9717: C
9718: D
9719: C
9720: A