Leia o fragmento destacado: “Deveria ser claro que "as praca...
Leia o fragmento destacado:
“Deveria ser claro que "as praca" é outra maneira de dizer (ou de transcrever) "as placas". Uma maneira marcada socialmente, claro. As diferenças são duas variantes regulares (importante!), cujos percentuais de ocorrência podem ser medidos em uma pesquisa, se o cidadão tiver interesse e fundos e tempo e competência [...]”
Sobre esse fragmento, analise as afirmativas a seguir:
I. A repetição da conjunção “e”, aditiva, em vez de vírgulas, constitui um erro a ser evitado em texto escrito formal.
II. A repetição da conjunção “e”, numa figura denominada polissíndeto, constrói um efeito de reiteração.
III. O pronome relativo “cujos” concorda com “percentuais” e equivale à preposição “de”.
IV. O pronome relativo “cujos” indica posse e pode ser substituído pelo pronome “que”.
Estão CORRETAS as afirmações:
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: C - II e III.
Tema central da questão: A questão aborda o uso de pontuação e figuras de linguagem, especialmente o uso do polissíndeto e a função do pronome relativo "cujos". Para responder corretamente, é necessário compreender como a repetição da conjunção "e" pode criar um efeito estilístico no texto e como o pronome "cujos" funciona dentro da frase.
Justificativa da alternativa correta:
II. A repetição da conjunção "e" é um exemplo de polissíndeto, que é uma figura de linguagem usada para criar um efeito de reiteração ou ênfase. Essa construção é intencional e estilística, não sendo considerada um erro em textos literários ou estilizados.
III. O pronome relativo "cujos" concorda com "percentuais" em gênero e número. Ele estabelece uma relação de posse entre "percentuais" e "ocorrência", significando "dos quais". A função de "cujos" é de indicar essa relação de posse ou pertencimento, sem relação com substituição pela preposição "de".
Análise das alternativas incorretas:
I. Afirmar que a repetição da conjunção "e" constitui um erro em textos formais é incorreto. A construção com polissíndeto é uma escolha estilística, por isso, não é automaticamente um erro em textos formais, mas depende do contexto e da intenção do autor.
IV. O pronome "cujos" não pode ser substituído pelo pronome "que", uma vez que "cujos" tem a função de indicar posse, enquanto "que" é um pronome relativo que retoma o sujeito ou o objeto da oração anterior, mas sem indicar posse.
Conclusão: Compreender as funções do polissíndeto e do pronome "cujos" é essencial para responder corretamente a questões como essa. Lembre-se de que a escolha correta depende de um entendimento claro das construções gramaticais e de estilo.
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Comentários
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A afirmativa I está incorreta, pois a repetição da conjunção “e” não é um erro, mas uma figura de linguagem chamada polissíndeto, que consiste em repetir a conjunção “e” para enfatizar uma ideia.
A afirmativa II está correta, pois o polissíndeto é uma figura de linguagem que constrói um efeito de reiteração, ou seja, de repetição de uma ideia ou de um sentimento.
A afirmativa III está correta, pois o pronome relativo “cujos” concorda em gênero e número com o termo antecedente “percentuais” e equivale à preposição “de” mais o pronome “que”.
A afirmativa IV está incorreta, pois o pronome relativo “cujos” não pode ser substituído pelo pronome “que”, pois perderia a ideia de posse ou de relação entre os termos.
Nas minhas anotações, o uso da vírgula nos polissíndetos é sempre obrigatória.
"[...] se o cidadão tiver interesse e fundos e tempo e competência [...]”
"[...] se o cidadão tiver interesse, e fundos, e tempo, e competência [...]"
Trata-se da seguinte regra...
Utilização da vírgula antes do conector “e”:
Se houver um polissíndeto, a vírgula é obrigatória.
Exemplo: Ela clamava, e chorava, e implorava, e desejava outra vida.
O pronome relativo (para muitos o determinante relativo) cujo tem algumas características que o individualizam. Ele tem não só um antecedente, mas também um consequente e é com esse consequente que concorda em género e número. Além disso, veicula um sentido de posse e pode ser substituído por do qual, ou por dele.
GAB LETRA C
"Polissíndeto é a figura de construção caracterizada pela repetição de conjunções, o que muitas vezes acaba gerando um efeito de intensificação do discurso. Observe:
“Há dois dias meu telefone não fala, nem ouve, nem toca, nem tuge, nem muge.” (Rubem Braga)
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval” (Caetano Veloso)"
✔ O pronome "cujo" é um pronome relativo que une orações.
✔ Expressa relação de posse entre dois substantivos.
✔ O termo antecedente é o possuidor, e o termo subsequente é a coisa possuída.
Concordância: Concorda em gênero e número com a coisa possuída (cujos livros, cuja casa).
Proibição de artigo: Não pode haver artigo definido depois do pronome (correto: cujo livro / errado: cujo o livro).
Uso de preposição: Pode ser antecedido por preposição, conforme a regência verbal (ex.: a cujo, de cuja, em cujos).
Entre dois substantivos: Sempre deve estar entre dois substantivos (A escola cuja diretora conheço é excelente).
Evitar erros comuns: Não pode vir antes de um verbo diretamente (errado: cuja foi construída; certo: cuja construção foi iniciada).
✔ A professora cuja paciência é admirável ensina bem.
✔ O aluno, em cujas ideias confiamos, se destacou.
✔ A cidade, de cujas histórias gosto, é muito antiga.
Explique por que o pronome "cujo" deve sempre estar entre dois substantivos e forneça um exemplo correto de seu uso.
Qual é a relação sintática que o pronome "cujo" estabelece entre o antecedente e o termo subsequente? Ilustre com um exemplo.
Por que não se pode usar artigo definido após o pronome "cujo"? Dê um exemplo correto e um exemplo incorreto para justificar sua resposta.
Em que casos o pronome "cujo" pode ser precedido por preposição? Cite três exemplos que demonstrem esse uso correto.
Reescreva as frases abaixo empregando corretamente o pronome "cujo":
a) Eu li um livro. O autor do livro era famoso.
b) Esta é a universidade. O nome da universidade é conhecido.
Fonte: Estratégia concurso (resumidamente).
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