Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3914019 Português

Silenciosamente barulhento


Por Pedro Guerra


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/silenciosamente-barulhento-cmk5qpsoj01jg011hidczld5w.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Em “Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo”, a vírgula separa um adjunto adverbial deslocado.
II. Em “É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros”, a vírgula isola um aposto.
III. Em “Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir”, os dois-pontos introduzem um aposto cujo referente é “isso”.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3913938 Português
A pontuação exerce papel fundamental na organização sintática e na construção de sentidos do texto, especialmente no uso da vírgula em orações subordinadas e explicativas. Sobre esse assunto, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).

(__) O uso da vírgula em “Os servidores, que chegaram atrasados, foram advertidos.” indica valor explicativo da oração subordinada.
(__) Em “Os servidores que chegaram atrasados foram advertidos.” a ausência da vírgula confere sentido restritivo à oração subordinada.
(__) A vírgula pode separar livremente sujeito e predicado, desde que haja oração subordinada intercalada.

A sequência correta é:
Alternativas
Q3913800 Português

ATENÇÃO: o texto a seguir refere-se à questão.



Maria  


     Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?


     A palma de uma de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida! 


     Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? Cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...


EVARISTO, Conceição. Olhos D’água (adaptado). Rio de Janeiro: Pallas/Fundação Biblioteca Nacional, 2016. 

Em “Maria, não te esqueci!”, a vírgula se justifica, pois 
Alternativas
Q3913793 Português

ATENÇÃO: o texto a seguir refere-se à questão.



Maria  


     Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?


     A palma de uma de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida! 


     Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entre as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? Cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...


EVARISTO, Conceição. Olhos D’água (adaptado). Rio de Janeiro: Pallas/Fundação Biblioteca Nacional, 2016. 

No trecho “E o menino, Maria? Como vai o menino? Sabe que sinto falta de vocês?”, o uso de pontos de interrogação indica 
Alternativas
Q3913709 Português
Acerca dos sinais de pontuação, julgue as frases abaixo.

I. A vírgula não indica pausa subjetiva, mas delimita termos deslocados, orações subordinadas adjetivas explicativas, adjuntos adverbiais antecipados, vocativos e elementos intercalados.
II. O ponto e vírgula desempenha função típica de intercalação, permitindo a inserção de comentários, explicações acessórias ou informações complementares sem romper a linearidade principal do enunciado.
III. Os dois-pontos exercem função explicativa, enumerativa ou discursiva, introduzindo esclarecimentos, citações, exemplificações ou desdobramentos lógicos do segmento anterior.

Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões). 
Alternativas
Q3911822 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
Alternativas
Q3911818 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
Alternativas
Q3911633 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Óculos escuros

    O azul é mais profundo, o verde é mais denso, o asfalto é mais escuro. Todas as cores se fortalecem, ganham relevo, se acentuam diante dos olhos, como se a vida fosse mais colorida e olhar em volta fosse uma brincadeira muito interessante, como quando a gente é criança e descobre todas as possibilidades de um carrinho.

    Não tem como dizer que não fica mais bonito. Fica. Fica e faz bem para a visão. O sol não bate tão forte, a luminosidade não dói, nem faz a gente quase fechar os olhos. Não, olhamos em volta como se fosse normal ser assim, como se os óculos escuros fossem algo naturalmente ligado à nossa cabeça, e não um artefato preso atrás das orelhas.


    Não faço a menor ideia de quem foi o inventor dos óculos escuros, mas foi um gênio. E ele não precisa ficar triste, se eu não sei o nome dele, também não sei o nome do inventor da roda ou de quem domesticou o fogo.

     Nem por isso a roda e o fogo não foram fundamentais para o progresso da humanidade. Sem eles onde será que estaríamos? E sem a lança, o arco e a flecha? Também não sei quem foram os inventores desses instrumentos essenciais para o ser humano se tornar o dono das savanas.

     Como dizia Raul Seixas, “quem não tem colírio usa óculos escuros”. É só mais uma utilidade para um instrumento de mil e uma utilidades. Serve para esconder olho roxo, para amenizar ressaca, para não deixar ver para quem estamos olhando, para ocultar a lágrima de um velório.

    Nos dias de sol, os óculos escuros ganham mais relevância. São bonitos, facilitam enfrentar a luminosidade, nos deixam mais simpáticos, mais inclusivos, mais na moda. É como se a vida girasse entre festa e poesia, e num mundo mais colorido, a luz tivesse um papel milagroso com que fizesse a paz algo possível no mundo real.

     Além disso, os óculos escuros protegem os olhos.

MENDONÇA, Antonio Penteado. Óculos escuros.
Crônicas da cidade. Disponível em
<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/09/12/oc
ulos-escuros/>. 
“Não tem como dizer que não fica mais bonito. Fica. Fica e faz bem para a visão.”

Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita do trecho acima com a pontuação totalmente correta, mantendo o seu mesmo sentido básico.
Alternativas
Q3911287 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem


Em tarefas consideradas perigosas, delicadas ou complexas, alguns animais demonstram habilidades que superam tanto humanos quanto máquinas. Um exemplo expressivo são os ratos-gigantes-africanos, treinados pela ONG APOPO para detectar minas terrestres e outros explosivos remanescentes de guerras. Esses animais conseguem examinar, em cerca de vinte minutos, áreas que levariam dias para serem vistoriadas por equipes humanas com detectores de metal.

A atuação da APOPO envolve o treinamento desses ratos, de porte semelhante ao de um gato pequeno, conhecidos pelas grandes bolsas nas bochechas. Chamados de HeroRATs, eles já limparam aproximadamente cento e vinte milhões de metros quadrados de terrenos contaminados em países como Angola, Azerbaijão e Camboja, sem que a organização tenha perdido um único animal em campos minados. Sua eficiência se deve ao fato de ignorarem sucata metálica e reagirem apenas ao odor de explosivos, sinalizando o local para posterior remoção segura.

Inicialmente, houve desconfiança das comunidades locais quanto ao uso dos ratos, mas o sucesso contínuo do trabalho levou à aceitação e à devolução de áreas antes consideradas perigosas. Além da desminagem, esses animais também vêm sendo testados em operações de busca e resgate, mostrando que certas capacidades naturais permanecem insubstituíveis mesmo em um contexto de alta tecnologia.

Outro exemplo são os furões, domesticados há mais de dois mil anos. Graças ao corpo alongado e à curiosidade natural, eles conseguem acessar túneis, canos e passagens estreitas, sendo utilizados atualmente para localizar bloqueios em sistemas de drenagem e auxiliar na instalação de cabos de fibra óptica. Essas habilidades já foram exploradas inclusive em projetos científicos, como a limpeza de tubos estreitos em laboratórios de física.

Os cães, por sua vez, destacam-se pelo olfato altamente desenvolvido, capaz de detectar doenças como câncer, epilepsia, malária, Parkinson e covid-19. Essa precisão resulta tanto da grande quantidade de receptores olfativos quanto da estrutura eficiente do nariz desses animais. Além disso, muitos atuam como cães de assistência médica, alertando seus tutores sobre emergências iminentes.

Mais do que eficiência técnica, esses animais estabelecem forte vínculo emocional com os humanos, oferecendo apoio físico e psicológico. Assim, apesar dos avanços da robótica e da automação, diversas tarefas continuam dependendo de capacidades biológicas únicas, confirmando que, em muitos casos, a solução mais eficaz vem da própria natureza.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy1zd8weg5o.adaptado.
Inicialmente, houve desconfiança das comunidades locais quanto ao uso dos ratos.

Assinale a alternativa CORRETA quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3911256 Português

    “O entrevistador perguntou ao candidato:


    – Qual é a sua pretensão salarial a partir de hoje?”



Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação.

Alternativas
Q3910524 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Amigo de verdade


    A madrugada ia alta na redação da revista quando o meu colega Jairo, sentado à minha frente, interrompeu a crítica de teatro de que estava se incumbindo, levantou os olhos e me propôs uma grave questão:

   - Sabe qual é o maior problema do artista brasileiro?

   Preparei-me para ouvir mais uma de suas sábias reflexões sobre as vicissitudes do gênero humano, mais uma de suas tiradas que costumava proferir a horas mortas, como súmulas conclusivas. Não me decepcionei:

   - É não ter um amigo que diga a ele: fulano, não faça isso...

  Todos os que estimam o valor inalienável da franqueza incondicional concordarão com ele. Mas, acrescento eu, que a recomendação não precisa se limitar ao caso do artista brasileiro.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2011, p. 159)
A supressão da vírgula altera o sentido da frase: 
Alternativas
Q3910132 Português
Nem tudo precisa ser apaixonante

Por Marco Matos


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

 Considerando o uso correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:


I. Em “Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim”, as reticências são empregadas para indicar que o autor não sabe como continuar sua ideia.

II. Em “Como se todo dia fosse incrível, produtivo e especial”, a vírgula ocorre para separar termos coordenados.

III. No trecho “Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe”, os dois-pontos são empregados para introduzir uma expressão explicativa que se refere ao termo “verdade”.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q3909439 Português
Azeite e pimenta do reino ajudam o corpo a turbinar absorção dos nutrientes da comida

A pimenta-do-reino é valorizada há milênios por realçar o sabor dos alimentos. Cultivada há mais de três mil anos, hoje é usada cotidianamente, muitas vezes sem que se percebam seus efeitos além do paladar. No entanto, sua presença nas refeições aumenta a absorção de nutrientes pelo organismo.

Os grãos de pimenta contêm substâncias que favorecem a passagem de vitaminas e outros compostos para a corrente sanguínea. De modo semelhante, as pequenas gotículas de gordura presentes em alimentos como leite e azeite de oliva ampliam a disponibilidade dos nutrientes. Por isso, mesmo alimentos ricos em vitaminas nem sempre são plenamente aproveitados quando consumidos sem gordura.

O milho doce ilustra esse problema: apesar de nutritivo, sua película externa é difícil de digerir, sobretudo quando não é bem mastigado, o que impede a liberação dos nutrientes. A digestão eficiente depende da quebra da matriz alimentar formada por proteínas, carboidratos e gorduras. Depois de liberadas, as vitaminas precisam dissolver-se no líquido gastrointestinal e alcançar o intestino delgado para serem absorvidas.

As vitaminas lipossolúveis não se dissolvem em água e dependem da presença de gordura na refeição. Quando isso ocorre, formam-se estruturas microscópicas que encapsulam essas vitaminas e facilitam seu transporte e absorção. Sem esse suporte, parte significativa é eliminada pelo organismo.

Em algumas condições de saúde, a absorção pode ser ainda mais comprometida, o que leva ao uso de suplementos. Mesmo assim, esses suplementos nem sempre são absorvidos com eficiência. Por isso, pesquisas buscam estratégias que imitam os mecanismos naturais do corpo, mostrando que pequenas quantidades de gordura aumentam significativamente a biodisponibilidade de nutrientes presentes em frutas e verduras.

Nesse contexto, a pimenta-do-reino exerce papel adicional ao impedir que parte dos nutrientes absorvidos seja devolvida ao trato digestivo, permitindo maior aproveitamento. Curiosamente, esse princípio já era aplicado em preparações tradicionais que combinam especiarias, gordura e compostos vegetais.

Por fim, embora vegetais possam conter substâncias que dificultam a absorção de certos minerais, uma dieta variada compensa esses efeitos. A escolha do óleo ou do molho também é decisiva: o azeite de oliva, por formar estruturas adequadas ao transporte de nutrientes, favorece a absorção de compostos benéficos, o que ajuda a explicar os efeitos positivos de dietas ricas em azeite, frutas e verduras.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78vy197dnwo.adaptado.
Sem esse suporte, parte significativa é eliminada pelo organismo.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase:
Alternativas
Q3909356 Português
Colorindo Sentimentos

− Mamãe, qual cor você acha que tem o amor?

− Acho que vermelho, porque o coração e tudo ligado ao amor é vermelho.

− Durante a pandemia, eu escutava muito um álbum do Emicida. As músicas falavam sobre união, força e relações afetivas. Na música principal, ele diz que o amor é amarelo.

− Amarelo? Como assim?

− Ele fala de um amor mais amplo, ligado à empatia, às pessoas e à união. Um trecho famoso diz: "Tudo que nóis tem é nóis".

− E você, que cor acha que o amor tem?

− Antes eu achava que era só vermelho, como o amor romântico. Mas hoje vejo que também pode ser amarelo.

Quando penso nas pessoas importantes da minha vida, percebo que o amor não é uma única cor. O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem.

− Qual o nome da música?

− Principia. − E o álbum?

− Amarelo.

Texto Adaptado

LOPES, Damaris Caroline. Colorindo sentimentos. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: USP, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 199/1094/4129 . Acesso em: 22 fev. 2026.
No período "Quando penso nas pessoas importantes da minha vida, percebo que o amor não é uma única cor", a vírgula exerce função sintática determinada pela organização do período composto. Considerando a norma culta e a estrutura das orações, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3909153 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Auxiliar do pequeno arroz


Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó, carregando nos braços as curvas dos canos como uma jiboia de estimação.


Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador, eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do piso lustrado, dos cantos asseados.


Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A despedida de uma função na minha vida. De uma utilidade. De um significado doméstico. Das recompensas.


Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que completaria meu trabalho, mantendo meu valor.


Recebemos um disco voador do chão, que jamais decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi — corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi = arroz).


Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus préstimos.


 A princípio, prometia uma varredura sem igual. Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos aposentos, esnobou vantagens em termos de profissionalismo e método. Ele me humilhou no brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline, no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e pensar que eu me achava super organizado arredando os móveis. Era possível programá-lo remotamente via celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço. 


A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.


Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.


Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco. Empreendíamos diariamente uma expedição para localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua fragilidade.


Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu saudade da época muito mais simples em que levantávamos os pés para alguém limpar.


Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele depende de mim para não morrer. Guardo a impressão de que perco mais tempo preparando o terreno para ele do que eu gastaria realmente arrumando a casa.


Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos trancos e barrancos, insubstituível.



Fabrício Carpinejar


CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.

No período "Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador, eu me considerei extinto, superado, posto de lado", o emprego das vírgulas cumpre funções sintáticas distintas. Considerando a organização do período composto e a estrutura do predicado, assinale a alternativa que descreve corretamente o uso da pontuação no trecho.
Alternativas
Q3907756 Português
Assinale a alternativa cujo enunciado se apresenta totalmente correto em relação à pontuação.
Alternativas
Q3907556 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por uma comunicação mais acessível


A acessibilidade das pessoas com deficiência não se limita à adaptação de espaços físicos, sendo essencial garantir também uma comunicação acessível. A falta de informações adequadas coloca pessoas com deficiência, especialmente visual e auditiva, em situação de desvantagem social, afetando sua autonomia e participação plena na sociedade.

Tecnologias como audiodescrição, legendas e intérprete de Libras são fundamentais em meios de comunicação, serviços públicos, hospitais e instituições privadas. A Lei Brasileira de Inclusão assegura o direito à informação acessível na saúde, na mídia e nos ambientes digitais, embora essas garantias legais ainda sejam pouco cumpridas na prática.

A ausência de acessibilidade comunicacional também se estende às universidades, que raramente oferecem materiais em formatos alternativos ao impresso. Diante de um país com milhões de pessoas com deficiência, assegurar comunicação acessível não é concessão, mas condição para a igualdade, o respeito aos direitos humanos e a inclusão efetiva de toda a população.



Texto Adaptado MOURA, Adailton. Por uma comunicação mais acessível. Observatório da Imprensa, [s.l.], [s.d.]. Disponível em:

https://www.observatoriodaimprensa.com.br/interesse-publico/por-umacomunicacao-mais-acessivel/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
No trecho "A ausência de acessibilidade comunicacional também se estende às universidades, que raramente oferecem materiais em formatos alternativos ao impresso", a vírgula após "universidades" é usada para:
Alternativas
Q3907438 Português
Assinale a alternativa em que a frase se encontra escrita totalmente correta, inclusive com a pontuação adequada.
Alternativas
Q3907130 Português

“Nas últimas décadas, ampliou-se o acesso à educação escolar no país, ofertou-se o ensino institucionalizado às diferentes camadas sociais, conquistou-se um espaço para o desenvolvimento do cidadão e a construção da cidadania. Busca-se agora, para garantir o direito à educação, a implementação de políticas públicas eficientes de atendimento à criança e ao adolescente...”.


Eliana Maria França Carneiro



Sobre o texto acima, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3906456 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No sexto período do texto, o trecho introduzido pelo sinal de dois-pontos empregado após o vocábulo “autoridade” consiste na explicitação do termo que está elíptico em “o de maior autoridade”.

Alternativas
Respostas
761: D
762: A
763: D
764: C
765: B
766: D
767: C
768: D
769: B
770: B
771: C
772: E
773: B
774: A
775: B
776: B
777: C
778: D
779: B
780: E