Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 16.136 questões

Q3926045 Português
TEXTO I

ESPORTES E QUALIDADE DE VIDA O

debate sobre esportes e qualidade de vida transcende a mera prática de atividades físicas, consolidando-se como um pilar fundamental para a saúde pública e o bem-estar social. Informações do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Ministério do Esporte reiteram que a inserção regular do exercício físico na rotina diária não apenas previne uma vasta gama de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e hipertensão, mas também atua decisivamente na saúde mental, reduzindo os índices de estresse, ansiedade e depressão em diversas faixas etárias. Além dos benefícios individuais, a promoção do esporte contribui para a coesão social, fomenta o espírito de equipe e a disciplina, valores essenciais para o desenvolvimento de comunidades mais resilientes e engajadas. Contudo, a disparidade no acesso a infraestruturas adequadas e programas de incentivo ainda representa um desafio significativo em muitas regiões do país. A falta de investimento em políticas públicas que democratizem o acesso ao esporte, especialmente em áreas de vulnerabilidade social, perpetua um ciclo de inatividade e seus consequentes problemas de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que, em cenários onde o acesso é limitado, a população tende a apresentar maiores prevalências de obesidade e sedentarismo. Para reverter esse quadro, é imperativa a formulação de estratégias intersetoriais que envolvam educação, saúde e planejamento urbano, garantindo que o direito ao esporte seja efetivo e universal. A qualificação de profissionais da área, a criação de espaços esportivos comunitários e a integração do esporte no currículo escolar são medidas que podem impulsionar uma mudança cultural duradoura, transformando a percepção do esporte de um luxo para uma necessidade intrínseca à qualidade de vida. (Texto elaborado com base em informações públicas sobre esportes e qualidade de vida)

base no texto acima, julgue o item a seguir. 


No último período do texto, a vírgula empregada após “duradoura” ("transformando a percepção do esporte de um luxo para uma necessidade intrínseca à qualidade de vida") é utilizada para separar uma oração coordenada sindética explicativa que detalha a transformação cultural desejada, exigindo, portanto, a presença de uma conjunção como “pois” ou “porque” para sua correta justificação.

Alternativas
Q3925217 Português

Texto I


Ensinando a transgredir

Durante algumas semanas, antes de o Departamento de Inglês do Oberlin College decidir me efetivar como professora, fui assombrada pelo sonho de fugir — de desaparecer —, até mesmo de morrer. O sonho não era uma reação ao medo de eu não conseguir a estabilidade no cargo. Era uma reação à realidade de que eu ia conseguir a estabilidade. Eu tinha medo de ficar presa na academia para sempre.


Em vez de ficar eufórica quando fui efetivada, caí numa depressão profunda que me pôs a vida em risco. Visto que todos ao meu redor achavam que eu devia me sentir aliviada, contente, orgulhosa, senti- -me “culpada” por meus “verdadeiros” sentimentos e não consegui partilhá-los com ninguém. O ciclo de aulas me levou à ensolarada Califórnia e ao mundo new age da casa da minha irmã, em Laguna Beach, onde pude esfriar a cabeça por um mês. Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios. Disse: “Você nunca quis ser professora. Desde quando éramos pequenas, tudo o que você sempre quis foi escrever.” Ela tinha razão. Todos sempre partiram do pressuposto de que eu seria professora.

[...]

Mas o sonho de me tornar escritora sempre esteve presente dentro de mim. Desde a infância, eu acreditava que iria lecionar e escrever. O escrever seria o trabalho sério e o lecionar, o “emprego” não tão sério de que eu precisava para ganhar a vida. O escrever, conforme pensava então, era uma questão de anseio particular e glória pessoal, enquanto o lecionar era um serviço, uma forma de retribuir à comunidade. Para os negros, o lecionar — o educar — era fundamentalmente político, pois tinha raízes na luta antirracista. Com efeito, foi nas escolas de ensino fundamental, frequentadas somente por negros, que eu tive a experiência do aprendizado como revolução.


HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. p. 9-10. Adaptado.


Os sinais de pontuação são expedientes gráficos que auxiliam não só na composição do tecido coesivo do texto, mas também na construção da intencionalidade do sujeito discursivo.


No Texto I, em “Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios.” (parágrafo 2), a opção pelos parênteses isolando a oração aponta para um(a)

Alternativas
Q3924692 Português
Na oração 'O aluno, um jovem muito dedicado, foi aprovado com louvor', as vírgulas são utilizadas para isolar um vocativo, que serve para chamar ou interpelar o interlocutor. 
Alternativas
Q3924533 Português
TEXTO I

DESAFIOS DA CONSERVAÇÃO E A BELEZA RESISTENTE DO CERRADO BRASILEIRO Cerrado, com sua vasta extensão e biodiversidade singular, representa o segundo maior bioma da América do Sul e o mais biodiverso dentre as savanas do mundo, abrigando cerca de 5% de todas as espécies do planeta. Embora frequentemente ofuscado pela grandiosidade da Amazônia, sua importância ecológica é inquestionável, funcionando como uma verdadeira "caixa d'água" do Brasil, alimentando as nascentes das principais bacias hidrográficas do continente, como as do Paraná, Tocantins/Araguaia e São Francisco. No entanto, sua resiliência intrínseca, manifestada na adaptabilidade de sua flora às intempéries, como os incêndios naturais, tem sido severamente testada pelas ações antrópicas. A expansão descontrolada da fronteira agrícola, impulsionada principalmente pela monocultura de grãos e pela pecuária extensiva, tem provocado uma fragmentação sem precedentes de seus ecossistemas, resultando na perda acelerada de hábitats e no comprometimento de serviços ecossistêmicos vitais. A conversão de áreas nativas em pastagens e lavouras, muitas vezes sem a devida observância de legislações ambientais, acelera processos de erosão e degradação do solo, além de afetar diretamente a recarga hídrica e a ciclagem de nutrientes. beleza do Cerrado, com suas árvores retorcidas, cascas grossas e florações exuberantes em diferentes épocas do ano, esconde um sistema complexo de raízes profundas que alcança o lençol freático, permitindo a sobrevivência em períodos de seca e contribuindo para a manutenção da umidade regional. A fauna, adaptada a esse ambiente de contrastes, inclui espécies emblemáticas como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a ema, muitas das quais já se encontram em algum grau de ameaça. A pressão sobre este bioma não se limita apenas à perda de vegetação; a contaminação por agrotóxicos e a alteração dos regimes de fogo, com incêndios cada vez mais frequentes e intensos por ação humana, desequilibram o balanço natural, dificultando a regeneração e favorecendo a introdução de espécies exóticas invasoras. A conscientização e a implementação de políticas públicas eficazes de uso e ocupação do solo são cruciais para reverter este cenário de devastação, garantindo a preservação não apenas de um bioma, mas de um patrimônio natural essencial para o equilíbrio ecológico e hídrico do Brasil.


(Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


A passagem "A pressão sobre este bioma não se limita apenas à perda de vegetação; a contaminação por agrotóxicos e a alteração dos regimes de fogo... desequilibram o balanço natural..." evidencia uma construção sintática que emprega o ponto e vírgula para coordenar orações que possuem certa independência, mas que se relacionam semanticamente para detalhar as múltiplas facetas da pressão sobre o bioma. O termo "apenas" atua como um advérbio de intensidade, reforçando que a degradação não é unidimensional.

Alternativas
Q3923722 Português
Inteligências artificiais entram em campo contra e a favor da desinformação 





O uso das vírgulas está de acordo com as regras da norma-padrão da Língua Portuguesa em:
Alternativas
Q3923683 Português
Como uma teoria da motivação humana mostra que jogos de tabuleiro podem ser os presentes perfeitos para qualquer pessoa


Nos finais de ano, é quase inevitável conversarmos sobre a arte e a ciência de presentear. Até dá para evitar, mas eu não quero. Acho fundamental falar sobre isso, dado o quanto de dinheiro desperdiçamos dando coisas que não gostaríamos de ter comprado para pessoas que nem queriam ganhar aquilo. Levantamentos feitos pelo mercado nos EUA e no Reino Unido dão conta de que o equivalente a mais de meio bilhão de reais é gasto em presentes que ninguém quer: lembranças protocolares, acessórios inúteis, objetos de decoração que não agradam.

Mas às vezes somos obrigados a presentar mesmo sem querer: um amigo, um familiar. Seria possível contar com auxílio da ciência para acertar no presente? Haverá algo que todo mundo goste?

De acordo com a Teoria da Autodeterminação, proposta nos anos 1970, existem três necessidades básicas psicológicas básicas de todo ser humano: autonomia – sensação de ter controle e ser livre em suas escolhas; competência – sentimento de ser eficaz, interagir com o ambiente e modificá-lo, desenvolvendo habilidades; e relacionamento – a criação de vínculos, interação entre pessoas, promovendo conexão e pertencimento. Essas necessidades são a base da motivação intrínseca – aquela força que nos leva a fazer as coisas porque queremos genuinamente, que nos trazem prazer em si mesmas, não dependendo de recompensas externas.

A ludicidade, incluindo brincar e jogar, talvez seja a expressão mais completa da motivação intrínseca. É um impulso prazeroso por si só, provavelmente fixado em nossos instintos por nos levar a praticar habilidades e adquirir competências. E é por isso que sugiro que presenteemos com jogos. Apesar de divertidos, eles são mais sérios do que imaginamos quando se considera o quanto preenchem nossas necessidades de autonomia – já que nos jogos somos obrigados a fazer nossas próprias escolhas -, competência – uma vez que estamos praticando ali diversas habilidades -, e obviamente relacionamentos – peça chave dos jogos de tabuleiro.

Seja qual for o perfil da pessoa que você precisa presentear, com a quantidade de títulos que temos disponíveis hoje em dia é impossível não encontrar uma opção que a agrade, pois há alguns lançamentos recentes que mostram essa profusão de possibilidades.


É possível jogar individualmente, de dois a quatro jogadores, e também formar duplas, o que acrescenta mais uma camada de desafio às partidas, já que é preciso entrar perfeita em sintonia com o parceiro. 


Texto de Daniel de Barros (adaptado). Disponível em https://revistagalileu.globo.com/colunistas/tubo-de-ensaios/ coluna/2025/11/, acesso em 13 de dezembro de 2025
No trecho: “apesar de divertidos, eles são mais sérios do que imaginamos”, a vírgula foi empregada para
Alternativas
Q3923276 Português
Identifique em qual das orações abaixo a vírgula foi empregada corretamente: 
Alternativas
Q3923073 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

O Brasil que Dom Pedro II sonhou e ainda não construímos

 

Duzentos anos depois, seguimos fortes no campo e frágeis na ciência. Falta ao país o projeto que o imperador já enxergava

Por Gustavo Diniz Junqueira

 

Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu: a força do território, da agricultura e da ciência como fundamentos do desenvolvimento. Mas também padece do que ele temia, a incapacidade de transformar conhecimento em projeto nacional.

Dom Pedro II foi um soberano singular. Poliglota, leitor voraz, curioso das ciências naturais, foi o primeiro chefe de Estado a visitar o laboratório de Pasteur, a financiar a fotografia no país e a investir em pesquisa agrícola. Criou, em 1887, o embrião do Instituto Agronômico de Campinas, ordenou o reflorestamento da Floresta da Tijuca e estimulou a imigração para povoar e modernizar o campo. Defendia a abolição da escravidão e acreditava que o progresso de uma nação dependia da educação e da ciência, não da retórica.

O Brasil que ele governou ainda era uma promessa. O de hoje é um gigante agrícola, responsável por alimentar o mundo tropical. Tornamo-nos potência em soja, carne, açúcar e café. Mas, paradoxalmente, continuamos pequenos onde deveríamos ser grandes: na pesquisa, na tecnologia e na visão estratégica de longo prazo. O agronegócio brasileiro é produtivo, mas não suficientemente inteligente. Temos volume, mas carecemos de sistema.

Enquanto a China multiplica por cinco seus investimentos públicos em pesquisa agrícola desde o início do século, somando hoje mais que Estados Unidos e Brasil juntos, nossas instituições históricas, como Embrapa e Instituto Agronômico de Campinas, sobrevivem com orçamentos restritos, defasagem de pessoal e pouca coordenação entre si. O setor privado, embora vigoroso, pensa em safras, não em décadas. O governo, por sua vez, não coordena uma política nacional que una ciência, financiamento, mercado e território. Cada um faz o seu melhor, mas o resultado coletivo é disperso. Falta projeto.

A consequência é clara: exportamos commodities e importamos tecnologia. Criamos riqueza, mas não produzimos conhecimento suficiente para sustentá-la.

Somos o maior produtor agrícola do mundo tropical, mas não lideramos o debate global sobre segurança alimentar, biotecnologia e clima, que é o debate definidor deste século.

O bicentenário de Dom Pedro II, celebrado em 2025, permanece como um ponto de inflexão na história nacional. Mais do que uma data comemorativa, é um espelho do país que fomos e do que poderíamos ser. O Brasil precisa de uma política pública ativa que volte a colocar a pesquisa e a inteligência territorial no centro da estratégia nacional. Não se trata de saudosismo imperial, mas de um imperativo moderno. Sem integração entre ciência, agricultura, educação e sustentabilidade, não haverá protagonismo.

A Conferência do Clima de 2025, a COP30, sediada pelo Brasil, simbolizou a oportunidade de reposicionar o país no debate global sobre clima e alimentação. O desafio agora é transformar essa energia em programa permanente, com instituições fortalecidas, financiamento estável e coordenação nacional. O Brasil deve continuar a se apresentar ao mundo não apenas como celeiro verde, mas como laboratório vivo da agricultura do futuro, tropical, regenerativa, digital e socialmente inclusiva.

Duzentos anos depois, Dom Pedro II continua a ensinar que o poder mais duradouro de uma nação não está em suas riquezas naturais, mas em sua capacidade de gerar conhecimento e distribuir oportunidades. O Brasil do século vinte e um precisa resgatar esse espírito e pensar o futuro como quem governa o tempo.

 

Fonte: Junqueira, Gustavo Diniz. Revista Veja. 3 dez 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cenario-global/o-brasil-que-dom-pedro-ii-sonhou-e-ainda-naoconstruimos/ Acesso em: 07 de dezembro de 2025.

No excerto do primeiro parágrafo do texto: “Em 2 de dezembro de 1825 nascia Dom Pedro II, o imperador que fez do saber um projeto de Estado. Duzentos anos depois, o Brasil vive daquilo que ele intuiu”, as vírgulas estão sendo RESPECTIVAMENTE empregadas porque:
Alternativas
Q3922830 Português

Assinale a alternativa que indica as pontuações na ordem correta em que estão faltando na seguinte frase:



Compramos pães___ bolos___ queijo e salame para o café da manhã. 

Alternativas
Q3922821 Português
Em relação aos sinais de pontuação, assinale a alternativa que contém uma frase gramaticalmente correta: 
Alternativas
Q3922420 Português
Assinale a alternativa que indica as pontuações na ordem correta em que estão faltando na seguinte frase:

Pare____ Preste atenção por onde anda. Você precisa ter mais cuidado___ Antenor.
Alternativas
Q3922411 Português
Em relação aos sinais de pontuação, assinale a alternativa que contém uma frase gramaticalmente correta. 
Alternativas
Q3922402 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-03-09 171514.png (739×229)

BROWNE, Dik. Hagar, O Horrível: Tiras Diárias Completas (1973-1974). Porto Alegre: L&PM Editores, 2016. p. 15. (Coleção L&PM Infantojuvenil). 
Se o início da fala do personagem fosse reescrito como “Vá mais depressa Helga”, quais seriam os sinais de pontuação corretos a serem utilizados? Assinale a alternativa que reescreve a frase com a pontuação correta. 
Alternativas
Q3922365 Português
Assinale a alternativa cuja frase se encontra totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em termos de pontuação. 
Alternativas
Q3922328 Português
“O que um livro precisa para ser bom?”, perguntou alguém da turma. “Que seja lido”, respondeu o autor.
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação adequada. 
Alternativas
Q3922232 Português

TEXTO



Leia o texto a seguir para responder à questão.  




BROWNE, Dik. Hagar, O Horrível: Tiras Diárias Completas (1973-1974). Porto Alegre: L&PM Editores, 2016. p. 13. (Coleção L&PM Infantojuvenil). 

Se a fala da mulher, na tirinha, fosse reescrita como “Conte-me sobre seu dia de trabalho”, quais seriam os sinais de pontuação corretos a serem utilizados? Assinale a alternativa que reescreve a frase com a pontuação correta. 

Alternativas
Q3921986 Português
Pessoas otimistas vivem mais?

        Dick Van Dyke, um lendário ator e comediante americano, completou 100 anos. O ator atribui a sua longevidade ao otimismo e ao fato de nunca ficar com raiva. Embora a longevidade dependa, é claro, de muitos fatores, como genética e estilo de vida, há evidências que dão respaldo à alegação de Van Dyke.

        Por exemplo, no início dos anos 1930, pesquisadores pediram a 678 freiras iniciantes que escrevessem uma autobiografia ao ingressar em um convento. Seis décadas depois, os pesquisadores analisaram os textos e constataram que mulheres que expressaram mais emoções positivas no início da vida, em vez de ressentimento, viveram, em média, dez anos a mais do que aquelas cujos textos tendiam a ser mais negativos.

        Um estudo do Reino Unido constatou que pessoas mais otimistas viveram entre 11% e 15% mais do que seus pares pessimistas. E, em 2022, um estudo que analisou cerca de 160 mil mulheres de diferentes origens étnicas constatou que aquelas que se diziam mais otimistas tinham maior probabilidade de chegar aos 90 anos do que as pessimistas.

        Se você quer viver tanto quanto Dick Van Dyke, há coisas que podem ajudar a controlar os níveis de estresse e de raiva. Ao contrário do que se acredita, tentar “extravasar” a raiva, socando um saco, gritando em um travesseiro ou correndo até a sensação passar, não ajuda de fato. Essas ações mantêm o organismo em estado de alerta elevado, o que afeta o sistema cardiovascular e pode prolongar a resposta ao estresse.

(Jolanta Burke. Pessoas otimistas vivem mais?
Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/cy0ppwpd552o, 12.12.2025. Adaptado)
No trecho do 4º parágrafo – Ao contrário do que se acredita, tentar “extravasar” a raiva... –, as aspas foram empregadas para indicar
Alternativas
Q3921980 Português
        “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela cativa os leitores com a sátira social característica de Austen, insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis romances foram adaptados de inúmeras maneiras.

      Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.

        “As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21 não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza humana, com personagens que incorporam características ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.

     “Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.

        Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o potencial dos romances de Austen para memes, com suas frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária, mas também em sua contínua relevância como escritora que ainda dialoga com o público moderno.

(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok. Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos-livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)
No trecho “… lançou Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815)” (2º parágrafo), as vírgulas foram empregadas pelo mesmo motivo que aquela(s) em:
Alternativas
Q3921902 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

        Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.

     Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.

        Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado. Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais são trapaceiros.

        É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como dançar sem música.

        Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão, um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde, e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas depois da morte do carnaval.

(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
Considere o trecho a seguir:
“Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo.” (2º parágrafo)
O sinal de dois-pontos, presente no trecho, tem o mesmo sentido de
Alternativas
Q3920665 Português
Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Em “O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas em busca de atividades analógicas”, os dois-pontos em destaque são empregados para introduzir uma explicação em relação à afirmação que os antecede.

II. Em “Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço consciente de reconexão com o tempo real”, o ponto e vírgula destacado poderia ser corretamente substituído por dois-pontos.

III. Em “Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham novo significado”, a dupla de vírgulas destacadas poderia ser substituída por uma dupla de travessões nos mesmos lugares, sem prejuízo à correção do trecho. Quais estão corretas? 

Quais estão corretas?  
Alternativas
Respostas
841: E
842: A
843: E
844: E
845: C
846: D
847: D
848: C
849: B
850: C
851: C
852: A
853: B
854: E
855: B
856: E
857: E
858: A
859: A
860: E