Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 16.137 questões

Q4100649 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!! 

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Analise as assertivas:

I.A oração absoluta do período simples: "Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas" - está escrita com sujeito composto, verbo de primeira conjugação no pretérito imperfeito do modo indicativo, indicando a ação dos personagens do texto.
II.O período composto: "De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!!" - Inicia com expressão adverbial e termina com termo invariável indicativo de dor.
III.A vírgula do período: "Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!" - separa expressão deslocada, equivalente a "surpreendentemente".
IV.No trecho: "Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?" - Temos o mesmo pronome indefinido interrogativo iniciando frases idênticas; temos o mesmo pronome de tratamento em duas ocorrências, indicando o interlocutor direto.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4100564 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Analise as assertivas:

I.A oração absoluta do período simples: "Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas" - está escrita com sujeito composto, verbo de primeira conjugação no pretérito imperfeito do modo indicativo, indicando a ação dos personagens do texto.
II.O período composto: "De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!!" - Inicia com expressão adverbial e termina com termo invariável indicativo de dor.
III.A vírgula do período: "Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!" - separa expressão deslocada, equivalente a "surpreendentemente".
IV.No trecho: "Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?" - Temos o mesmo pronome indefinido interrogativo iniciando frases idênticas; temos o mesmo pronome de tratamento em duas ocorrências, indicando o interlocutor direto.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4099493 Português
Das alternativas abaixo, qual apresenta a pontuação correta?
Alternativas
Q4099421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Analise as assertivas:

I.A oração absoluta do período simples: "Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas" - está escrita com sujeito composto, verbo de primeira conjugação no pretérito imperfeito do modo indicativo, indicando a ação dos personagens do texto.
II.O período composto: "De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!!" - Inicia com expressão adverbial e termina com termo invariável indicativo de dor. 
III.A vírgula do período: "Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!" - separa expressão deslocada, equivalente a "surpreendentemente".
IV.No trecho: "Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?" - Temos o mesmo pronome indefinido interrogativo iniciando frases idênticas; temos o mesmo pronome de tratamento em duas ocorrências, indicando o interlocutor direto.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4099318 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Analise as assertivas:

I.A oração absoluta do período simples: "Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas" - está escrita com sujeito composto, verbo de primeira conjugação no pretérito imperfeito do modo indicativo, indicando a ação dos personagens do texto.
II.O período composto: "De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!!" - Inicia com expressão adverbial e termina com termo invariável indicativo de dor.
III.A vírgula do período: "Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!" - separa expressão deslocada, equivalente a "surpreendentemente".
IV.No trecho: "Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?" - Temos o mesmo pronome indefinido interrogativo iniciando frases idênticas; temos o mesmo pronome de tratamento em duas ocorrências, indicando o interlocutor direto.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q4097486 Português

Leia o Texto I, a seguir, para responder à questão.



Texto I 


Passado muito tempo, resolvi tentar falar […]. Ainda recordo da palavra que escolhi: arado […]. Gostava do som redondo, fácil e ruidoso que tinha ao ser anunciado. “Vou trabalhar no arado.” “Vou arar a terra.” “Seria bom ter um arado novo, esse arado está troncho e velho.” O som que deixou minha boca era uma aberração, uma desordem, como se no lugar do pedaço perdido da língua tivesse um ovo quente. Era um arado torto, deformado, que penetrava a terra de tal forma a deixá-la infértil, destruída, dilacerada. Tentei outras vezes, sozinha, dizer a mesma palavra, e depois outras, tentar restituir a fala ao meu corpo […]. 



Fonte: VIEIRA JR., Itamar. Torto Arado. 12 reimpressão. São Paulo: Ed. Todavia,2021. p. 127.

O uso das aspas duplas em “Vou trabalhar no arado.”, “Vou arar a terra.” e “Seria bom ter um arado novo, esse arado está troncho e velho” indica 
Alternativas
Q4095167 Português
Marque o que NÃO se comprova na frase que dá título ao texto.
Alternativas
Q4095132 Português
 A LÍNGUA, A FALA E AS PALAVRAS

(1º§) A língua é um instrumento de comunicação, composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. Por outro lado, não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. Dessa forma, cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária, originando a fala.

(2º§) A língua é uma das realidades mais fantásticas da nossa vida. Ela está presente em todas as nossas atividades. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua, mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da maneira que ele quiser, da sua forma individual.

(3º§) Nós vivemos entrelaçados pelas palavras; elas estabelecem todas as nossas relações e nossos limites, dizendo quem somos, quem são os outros, onde estamos, o que vamos fazer, o que fizemos. Nossos sonhos são povoados de palavras; todas as nossas emoções e sentimentos se revestem de palavras. O mundo inteiro é um magnífico e gigantesco bate-papo.


(FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristóvão. Prática de Texto. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 1992. p.9 -(Adaptado.).
Marque o que NÃO se comprova na frase que dá título ao texto.
Alternativas
Q4087913 Português

Natal



    É noite de Natal, e estou sozinho na casa de um amigo, que foi para a fazenda. Mais tarde talvez saia. Mas vou me deixando ficar sozinho, numa confortável melancolia, na casa quieta e cômoda. Dou alguns telefonemas, abraço à distância alguns amigos. Essas poucas vozes, de homem e de mulher, que respondem alegremente à minha, são quentes, e me fazem bem. “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal!

    Desembrulho a garrafa que um amigo teve a lembrança de me mandar ontem; vou lá dentro, abro a geladeira, preparo um uísque, e venho me sentar no jardinzinho, perto das folhagens úmidas. Sinto‐me bem, oferecendo‐me este copo, na casa silenciosa, nessa noite de rua quieta. Este jardinzinho tem o encanto sábio e agreste da dona da casa que o formou. É um pequeno espaço folhudo e florido de cores, que parece respirar; tem a vida misteriosa das moitas perdidas, um gosto de roça, uma alegria meio caipira de verdes, vermelhos e amarelos.

    Penso, sem saudade nem mágoa, no ano que passou. Há nele uma sombra dolorosa; evoco‐a neste momento, sozinho, com uma espécie de religiosa emoção. Há também no fundo da paisagem escura e desarrumada desse ano, uma clara mancha de sol. Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da vida; dentro de mim elas são irmãs. Penso em outras pessoas. Sinto uma grande ternura pelas pessoas; sou um homem sozinho, numa noite quieta, junto de folhagens úmidas, bebendo gravemente em honra de muitas pessoas.

    De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar para ir a algum lugar. Hesito ainda um instante; ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto‐me com certo alvoroço, olho a rua, e sorrio; é um caminhão de lixo. Está tão carregado, que nem se pode fechar; tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!

    O motorista buzina ainda algumas vezes, olhando uma janela do sobrado vizinho. Lembro‐me de ter visto naquela janela uma jovem mulata de vermelho, sempre a cantarolar e espiar a rua. É certamente a ela quem procura o motorista retardatário; mas a janela permanece fechada e escura. Ele movimenta com violência seu grande carro negro e sujo; parte com ruído, estremecendo a rua.

    Volto à minha paz, e ao meu uísque. Mas a frustração do lixeiro, e a minha também, quebraram o encanto solitário da noite de Natal. Fecho a casa e saio devagar; vou humildemente filar uma fatia de presunto e de alegria na casa de uma família amiga.



(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010. Adaptado.) 

No excerto “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal! (1º§), as aspas foram empregadas para:
Alternativas
Q4087218 Português

Teatro


    Apesar de não existirem registros históricos do surgimento da arte do teatro, algumas hipóteses dão conta de que a arte de representar nasceu da sua própria essência, que é a mímesis (do grego mimésis), que significa imitação. Foi imitando os animais, mostrando os dentes, batendo palmas, que os humanos da Pré-história aprenderam a arte de representar. Acreditamos que assim agiam em adoração aos seus deuses, nos rituais, nas danças para o fogo ou para a chuva. Ou também como demonstração de superioridade pelo macho dominante sobre os machos do grupo, impondo respeito, medo e aceitação.



    A arte do teatro é construída pela fantasia de uma história, pela representação de um ator e pela assistência de uma pla teia. É como num jogo, muito parecido com o mundo real. Essa arte evoluiu com a humanidade. O teatro, como o conhecemos hoje, teve seus primeiros registros na Grécia Antiga.


(BELLO, Paulo. Trilha 2. Teatro. Digital arte: color. Curitiba. Adaptado.)

No trecho “Apesar de não existirem registros históricos do sur gimento da arte do teatro, algumas hipóteses dão conta de que a arte de representar nasceu da sua própria essência, que é a mímesis (do grego mimésis), que significa imitação.” (1º§), os parênteses têm como finalidade: 
Alternativas
Q4087216 Português

Teatro


    Apesar de não existirem registros históricos do surgimento da arte do teatro, algumas hipóteses dão conta de que a arte de representar nasceu da sua própria essência, que é a mímesis (do grego mimésis), que significa imitação. Foi imitando os animais, mostrando os dentes, batendo palmas, que os humanos da Pré-história aprenderam a arte de representar. Acreditamos que assim agiam em adoração aos seus deuses, nos rituais, nas danças para o fogo ou para a chuva. Ou também como demonstração de superioridade pelo macho dominante sobre os machos do grupo, impondo respeito, medo e aceitação.



    A arte do teatro é construída pela fantasia de uma história, pela representação de um ator e pela assistência de uma pla teia. É como num jogo, muito parecido com o mundo real. Essa arte evoluiu com a humanidade. O teatro, como o conhecemos hoje, teve seus primeiros registros na Grécia Antiga.


(BELLO, Paulo. Trilha 2. Teatro. Digital arte: color. Curitiba. Adaptado.)

No fragmento “Essa arte evoluiu com a humanidade.” (2º§), o ponto final foi empregado para: 
Alternativas
Q4087153 Português
Para que ninguém a quisesse


    Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
      Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
        Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
        Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
           Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
         Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(Marina Colasanti. Livro “Um espinho de marfim e outras histórias”. Porto Alegre: L&PM, 1999.)
No trecho “Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela.” (2º§), a vírgula tem como finalidade:
Alternativas
Q4086853 Português
Um pé de milho


         Os americanos, através do radar, entraram em contato com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.

     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.

       Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.

        Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(Rubem Braga. 1913-1990. 200 crônicas escolhidas. 31ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010. Com adaptações.)
No trecho “E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.” (4º§), os dois-pontos têm como objetivo: 
Alternativas
Q4086848 Português
Um pé de milho


         Os americanos, através do radar, entraram em contato com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.

     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.

       Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.

        Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(Rubem Braga. 1913-1990. 200 crônicas escolhidas. 31ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010. Com adaptações.)
Em “Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.” (3º§), o duplo travessão foi empregado para: 
Alternativas
Q4086712 Português

Uma foca solitária


    Perdi a hora no quinto dia e acordei surpreso. Um raio de sol entrava pela janelinha. Ao sair, não queria crer nos meus olhos: “navegando em mar de azeite”, diria mais tarde pelo rádio. Sem um pingo de vento, ou um centímetro de onda sequer, era difícil imaginar que fosse o mesmo Atlântico de uns dias atrás. Mais que tudo, era surpreendente o silêncio, a sensação de vácuo nos ouvidos, depois de quatro dias ensurdecedores. Podia, finalmente, sentir o barco andar com a força de minhas remadas, e ouvir o ruído da proa deslizando para longe da África.


    Uma nova gaivota me fazia companhia. Muito engraçada, chegou a me pregar alguns sustos com seus grunhidos que pare ciam vozes humanas a distância. Pousada na água, esperava que eu passasse junto dela e, quando me afastava, levantava voo e pousava mais à frente, exatamente por onde eu voltaria a passar.


    Divertida brincadeira que me distraía enquanto atravessava horas seguidas de trabalho. Encerrei o dia com uma anotação no diário: “O mais belo pôr do sol da história”.


(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. Adaptado.) 

Ao sair, não queria crer nos meus olhos: “navegando em mar de azeite”, diria mais tarde pelo rádio. (1º§) As aspas empregadas no trecho anterior têm como propósito: 
Alternativas
Q4086522 Português

Dê uma chance ao ser humano


    A vizinha tocou a campainha e, quando abri a porta, surpreso com a visita inesperada, ela entrou, me abraçou forte e falou devagar, olhando fundo nos meus olhos: “Você tem sido um vizinho muito compreensivo e eu ando muito relapsa na criação dos meus cachorros. Isso vai mudar!” Desde então, uma série de procedimentos na casa em frente à minha acabou com um pesadelo que me atormentou por mais de um ano. Sei que todo mundo tem um caso com o cachorro do vizinho para contar, mas, com final feliz assim, francamente, duvido. A história que agora passo a narrar do início explica em grande parte por que ainda acredito no ser humano – ô, raça! 


    Não sei se os outros vizinhos decidiram em assembleia que esperariam a todo custo por uma reação minha, mas, para encurtar a história, o fato é que, um ano e tanto depois da chegada do primeiro pastor alemão àquela casa, eu tive um ataque, enlouqueci, surtei. Imagine o mico: vinha chegando da rua com meus filhos – gêmeos de 10 anos –, chovia baldes, eu não conseguia achar as chaves e os bichos gritavam como se fôssemos assaltantes de banco. Segura o guarda-chuva! Cadê as chaves? Será que não podiam ao menos parar de latir um pouco, caramba? – Cala a boooooocaaaa! – gritei para ser ouvido em todo o bairro. Os cachorros emudeceram por dez segundos. Fez--se um silêncio profundo na Gávea. Os garotos me olhavam como se estivessem vendo alguém assim, inteiramente fora de si, pela primeira vez na vida. Eu mesmo não me reconhecia, mas, à primeira rosnada que se seguiu, resolvi ir em frente, impossível recuar: “Cala a booooocaaaa! Cala a boooocaaaaa!” Silêncio total. Os meninos estavam agora admirados: acho que jamais tinham visto aqueles bichos de boca fechada.


    Havia muito tempo que não entrava nem saía de casa sem que os cães dessem alarme de minha presença na rua. Tinha vivido uma época de separações, morte de gente muito querida, além de momentos de intensa felicidade, sempre com aqueles bichos latindo sem parar. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada, manja pesadelo? “Seus cachorros são insuportáveis e, se vocês nada fizerem a respeito – estamos no Brasil, tudo é possível –, eu vou me embora, me mudo, sumo daqui...” – escrevi algo assim, mais resignado que irritado, o arquivo original sumiu do computador.


    Mas chegou aonde devia ou a vizinha não teria me dado aquele abraço comovido na noite em que abri a porta, surpreso com ela se anunciando no interfone, depois de meu chilique diante de casa. No dia seguinte chegou carta do marido dela: “Seu incômodo é o nosso, agravado pelo fato de sermos responsáveis por essas criaturas que adotamos não para funções policiais, mas por amor mesmo. Try a little bit harder, diz a canção, e é o que será feito. Desculpe os aborrecimentos. Agradeço sua paciência e educação”.  


    Desde então – há coisa de um mês, portanto –, meus vizinhos têm feito o possível para controlar o ímpeto de seus bichos, que já não me vigiam dia e noite, arrumaram para eles coisa decerto mais interessante a fazer no quintal. Quando o DNA de Rin-tin-tin ameaça se manifestar, são chamados à atenção e se calam. Às vezes não acredito que isso esteja realmente acontecendo neste mundo cão em que vivemos. Se não estou vendo coisas – o que também ocorre com certa frequência –, o ser humano talvez ainda tenha alguma chance de dar certo. Pense nisso!


(VASQUES, Tutty. In: Santos, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores

crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Adaptado.)

No trecho “De manhã, de tarde, de noite, de madrugada, manja pesadelo?” (3º§), é possível deduzir que o ponto de interrogação empregado pelo autor Tutty Vasques tem como propósito: 
Alternativas
Q4086403 Português

Leia a tirinha a seguir: 


Imagem associada para resolução da questão



(Armandinho. Disponível em: http://admin.guiame.com.br/novageracao/charges/charges-alem-da-agua-esta-faltando-o-amor.html. Em: 28/08/2014.)



De acordo com o primeiro quadrinho, na frase interrogativa “Como você conseguiu errar essa?!”, o ponto de interrogação está associado ao ponto de exclamação (?!). Tal fato demonstra:

Alternativas
Q4086401 Português
Isso é muita sabedoria


    Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
    Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
    Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
    Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.


(Clarice Lispector. Viver em frases. 2012.)
No fragmento “Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.” (1º§), os dois-pontos ( : ) têm como finalidade:
Alternativas
Q4086355 Português
As várias formas de violência contra o idoso


     A todo tempo assistimos a cenas de violência em nosso cotidiano: é uma grosseria desnecessária e sem qualquer explicação ou até mesmo uma briga de trânsito que acaba levando a óbito alguém que só pretendia chegar até o trabalho. E de tanto assistirmos à barbárie corremos o risco de começarmos a achar normal aquilo que de fato não o é.

  Não é novidade para ninguém que, a depender do grau de vulnerabilidade do idoso, sua fragilização física e cognitiva e prejuízo na capacidade de gerir a própria vida, os cuidados com essa população podem se tornar mais exigentes e o idoso necessite cada dia mais de outras pessoas a ajudarem na manutenção de suas atividades básicas da vida diária, porém em muitas situações isso não acontece, ficando o velho desguarnecido de cuidados básicos, como higiene, alimentação, medicação e até moradia.

   A violência contra o idoso não é assunto novo e é romântico imaginarmos que em tempos passados isto não ocorria. Sempre ocorreu; no entanto, somente a partir da década de 70 é que os maus-tratos contra os idosos mereceram algum destaque em pesquisas médicas e sociológicas. No Brasil, somente nos últimos trinta anos é que começamos a discutir com verdade a violência que os idosos sofrem, dentro e fora de casa.

   Foi por meio da assinatura de Tratados e Convenções Internacionais que o tema foi tomando corpo social e hoje já contamos com inúmeros instrumentos, tanto nacionais quanto internacionais para proteção da população idosa. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a violência contra o idoso ocorre por meio de ações ou omissões, que prejudicam a integridade física e emocional da pessoa idosa, impedindo o seu desenvolvimento social.

   O Estatuto do Idoso, seguindo os moldes da Organização Mundial de Saúde, considera violência contra o idoso qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado, que lhe acarrete a morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. O mesmo documento considera a violência contra o idoso caso de notificação compulsória pelos serviços de saúde público ou privado, que deverá ser comunicado à autoridade policial, ao Ministério Público, ao Conselho Municipal do Idoso, ao Conselho Estadual do Idoso ou ao Conselho Nacional do Idoso.

    Estudos demonstram que a violência contra o idoso pode ser oriunda de diversos meios, que vão desde maus-tratos físicos, passando por abusos psicológicos, sexuais e financeiros, além de abandono, negligência e autonegligência. Os maus-tratos físicos vão desde os nada inocentes beliscões até mesmo surras, privação de comida, de higiene e de cuidados básicos do dia a dia, não deixando de mencionar os casos em que o idoso é levado a óbito em decorrência dos maus-tratos físicos ou negligência em oferecer-lhes o básico para a sua sobrevivência.

   Os abusos psicológicos, muitas vezes travestidos de simples xingamentos, podem trazer para o idoso um declínio de sua autoestima e da visão positiva que tem sobre a vida. Estudos demonstram que quanto menor a renda e maior o grau de dependência econômica e social possui o idoso, maiores são as chances de ele ser vítima dessa espécie de abuso. Novamente quem passou a vida na penúria é penalizado quando do seu envelhecimento.

   Ao contrário do que podem pensar os mais desavisados, os idosos não estão imunes a serem vítimas de abusos sexuais. Nesses casos, eles podem ser vítimas de violência física, verbal ou ameaças caso não cumpra o favor sexual solicitado pelo agressor. Um estudo nacional conduzido por Melo demonstrou que cerca de 1% dos idosos sofrem violência sexual e destes, 95% são mulheres.

    Uma outra espécie de violência ainda pouco estudada, mas que merece destaque, é a financeira. Não são poucos os idosos arrimos de família que veem seus salários servirem integralmente ao sustento do lar, faltando-lhes, inclusive, medicação de uso diário. Muitas vezes o salário do idoso é o único rendimento fixo daquele núcleo familiar e não é incomum que os familiares “administrem” integralmente seus ganhos, deixando pouca ou nenhuma margem para que os idosos deem a destinação que bem entenderem para o dinheiro.

    E, por fim, a pior espécie de violência que pode sofrer o idoso é aquela que acontece no seio de sua própria família, já que ali era o lugar no qual imaginamos idilicamente que estariam protegidos e abrigados dos males que a vida em sociedade pode trazer. O triste em tal realidade é que os casos de denúncia ainda são raros, seja por vergonha, por medo da exposição ou por temor de não ter com quem contar nos dias finais da vida: os idosos ainda se calam diante de familiares que usam da violência sua linguagem comunicativa.

   Não se tem dúvida dos males que a violência pode ocasionar para os idosos, que têm na vulnerabilidade sua condição existencial, cabe a nós, membros da sociedade que está em franco processo de envelhecimento, buscarmos por implantação de políticas públicas capazes de mitigar as causas da violência, criando meios e oportunidades para que as nossas sociedades possam ser, de fato, partilhadas entre jovens, adultos e velhos, com o reconhecimento recíproco uns dos outros.

    Lutar contra a violência em qualquer faixa etária é um compromisso de uma sociedade civilizada e lutar contra esta violência praticada contra os idosos é ainda mais necessário, não só pela vulnerabilidade desta população, mas também porque todos na sociedade envelhecerão e se este problema não for adequadamente abordado e solucionado, todas as pessoas correrão o risco de serem vítimas desta crueldade. Fazer mal a quem não tem como se defender, principalmente os mais fragilizados, não é uma atitude humana. Cuidemos de nossos idosos. Amanhã seremos nós que seremos os velhos.


(Juraciara Vieira Cardoso e José Milton Cardoso Junior, 11/07/2022. Disponível em: https://www.em.com.br/app/colunistas/vitalidade/2022/07/11/noticiavitalidade,1379359/as-varias-formas-de-violencia-contra-o-idoso.shtml. Acesso em: 07/2022. Adaptado.)
Muitas vezes o salário do idoso é o único rendimento fixo daquele núcleo familiar e não é incomum que os familiares “administrem” integralmente seus ganhos, deixando pouca ou nenhuma margem para que os idosos deem a destinação que bem entenderem para o dinheiro. (9º§)

No trecho anterior, o vocábulo “administrem” aparece entre aspas; considerando a função deste sinal de pontuação e o contexto apresentado, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4086085 Português
Cancelar palavras para não cancelar pessoas



        Li um texto em defesa do uso da palavra “denegrir”, lançando mão de um tratado etimológico quase “iluminista” para dizer que o termo não tem uma origem racista. Não deixa de me espantar a quantidade de pessoas brancas que se dizem cansadas do “politicamente correto”, cansadas de ter de trocar de palavras e “se censurar”. Li os comentários com profundo espanto. Será que não entenderam que algumas palavras podem machucar uma quantidade imensa de pessoas? 


        Foi na sala de aula de Rita Segato que aprendi que “raça é signo”. Nessa frase que dá nome a um de seus mais importantes textos, ela responde a algumas perguntas contrárias às cotas raciais, sendo a primeira: “como é possível falar em cotas raciais se faz tempo já que a biologia e a antropologia aboliram a raça como uma categoria válida?”, ao que responde, com perplexidade, que “somente as representações sociais têm status existencial de realidade num universo plenamente simbólico como é o humano”.


        Trocando em miúdos, o fato de sabermos que as raças não existem biologicamente, que são uma mera questão de melanina não acaba com o racismo, e não acaba porque somos seres sociais, porque fomos socializados num mundo que escalona as cores da pele. Mesmo que as ciências tenham avançado e tenhamos descoberto que não há que se falar biologicamente em raças, a raça segue existindo. O racismo está no olhar que enquadra e deprecia, está também na insistência de palavras que machucam, está às vezes em lugares quase invisíveis que sustentam todo um arcabouço opressivo, assassinando pessoas diuturnamente, física e simbolicamente. 


       Mesmo que uma palavra tenha tido uma origem não racista, ou mesmo uma origem racista, eu diria que, independentemente da origem da palavra, é preciso fazer sua leitura hoje, no contexto atual, no mundo simbólico onde ela transita. Se ela machuca um grupo de pessoas, não há razão para insistir em seu uso.  


        Mas vamos combinar que substituir “denegrir” ou mesmo “judiar” não são tarefas atlânticas. A coisa boa das palavras é que há muitas, e sempre surgem novas palavras e modos de dizer. E não, isso não é um mero “cancelamento” de palavras. Ao contrário, insistir em palavras que agridem é insistir no “cancelamento” de pessoas. Militar pela abolição de palavras que machucam pessoas e grupos de pessoas é um ativismo importantíssimo e tampouco deve ser confundido com censura. Basta um pouco de bom senso, razoabilidade e sensibilidade. 


        Tem gente que ainda usa “o homem” para designar todos os seres humanos, a humanidade, achando irrelevante o seu caráter excludente para as mulheres, metade da população do país. Tem gente que insiste em usar a palavra “retardado”, esquecendo de seu poder ofensivo para pessoas com deficiência. Tem gente à beça que ainda não se deu conta da importância de modificarmos o nosso jeito de falar, de retificarmos nossos textos para “desgenerificar”, “desracializar”, etc., porque sem modificar a língua, essa graúda “ferramenta do senhor”, não vamos “derrubar a casa grande”, como diria a poeta Audre Lorde. 


        A língua está viva. A história e a etimologia nos mostram também que muitas palavras morreram e outras tantas nasceram, porque a língua é assim, não está morta e cimentada, e sobretudo, precisa estar aberta para que as palavras possam representar e traduzir a vida, seus processos, suas lutas e trans formações sociais. Querendo ou não, a língua é já uma metamorfose ambulante, como a vida. Querer estancá-la e mantê-la inflexível é destruí-la, não o contrário. 


        Em pleno século XXI faz sentido insistirmos em vocabulários e modos linguísticos excludentes, onde nem todes se sentem representades? E dizer, ainda, que a linguagem neutra é feia? Tem gente que acha feio porque não se acostumou. Feio é excluir, feio é insistir em palavras que ferem.


        Que a língua, essa metamorfose ambulante, possa, antes tarde do que mais tarde, abarcar todes que a usam. Encontremos formas de inventar novas palavras e tornar outras mais belas, como disse Drummond. Busquemos a ética na (est)ética de nossas palavras e textos. Confabulemos com urgência novas metáforas de claridade e escuridão, porque está tudo tão sufocantemente branco que a brancura queimou nossos neurônios. É preciso escurecer para perceber. Como disse Manoel de Barros, “às vezes ao poeta faz bem desexplicar – tanto quanto escurecer acende os vagalumes”.


(GONTIJO, Danú. Cancelar palavras para não cancelar pessoas. Jornal Nexo, 2022. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2022/Cancelar-palavras para-n%C3%A3o-cancelar-pessoas. Acesso em: 19/08/2022. Adaptado.) 
Assinale a opção em que os dois-pontos poderiam ter sido uti lizados em substituição à vírgula, sem infringir a norma culta e sem provocar alteração semântica. 
Alternativas
Respostas
6301: C
6302: A
6303: C
6304: D
6305: D
6306: D
6307: C
6308: B
6309: B
6310: B
6311: A
6312: D
6313: B
6314: B
6315: A
6316: C
6317: B
6318: A
6319: C
6320: B