Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 16.137 questões

Q2040530 Português

Texto para o item.





Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o ponto final empregado após “esmalte”, na linha 25, fosse substituído por dois-pontos.

Alternativas
Q2035733 Português
Em todas as opções a seguir há um período composto por dois segmentos separados por um ponto.
Assinale a opção em que o conectivo substitui adequadamente esse ponto.
Alternativas
Q2035262 Português
Um futuro em que pessoas e natureza prosperam é
possível? 

texto_4 - 7.png (379×609) 

Disponível em: <https://www.tnc.org.br/conecte-se/comunicacao/artigos-e-estudos/um-futuro-onde-pessoas-e-natureza-prosperam-e-possivel->.
Acesso em: 22 dez. 2022.
Em “O trabalho de pesquisa ‘Uma Visão Global Alcançável para a Preservação e Bem-Estar Humano’ apresenta um teste científico de uma visão do futuro em que comunidades humanas e ecossistemas saudáveis e abundantes coexistem com sucesso.” (linhas de 5 a 10), não há obrigatoriedade no emprego de vírgulas para isolar o termo sublinhado porque o trecho  
Alternativas
Q2028774 Português
    Conheço infantes que falam o que não devem, porque dizem a verdade. Crianças e bêbados, já foi escrito, possuem estranho compromisso com o verídico.
     Anos atrás, uma amiga decidiu carregar um pouco na tradição familiar. Ela me disse que acabava de retornar “da fazenda” do pai. A filha que nos escutava (tinha algo como 10 anos) quase gritou: “Fazenda, mãe? Aquilo não é nem sítio!”. Menina inconveniente, desagradável, pouco educada e, como descobri depois, mais exata na descrição da propriedade rural. Era mais uma casinha cercada de árvores singelas do que um latifúndio.
     A pessoa que abre a boca de forma inconveniente, revelando contradições e trazendo à luz inconsistências, pode ser um … boquirroto. Também empregamos o termo para designar quem não guarda segredo. Quando o objeto da indiscrição não somos nós, nada mais divertido do que esse ser. Funciona como a criança do conto A Roupa Nova do Rei (de Hans Andersen): diz o que todos viam e tinham medo de trazer a público. O indiscreto libera demônios coletivos reprimidos pelo medo e pela inconveniência.
    Aprendi muito cedo que a liberdade de expressão, quando anunciada, é um risco. Aprendi que o cuidado deve ser redobrado diante do convite à sinceridade. Existem barreiras intransponíveis, pontos cegos, muralhas impenetráveis no mundo humano. Uma delas é a situação em que uma pergunta envolve uma crença fundamental da pessoa.
    Minha iluminada amiga e meu onisciente amigo: invejo-os. Se vocês dizem o que querem, na hora que desejam, vocês têm uma ou todas as seguintes características: riqueza extrema, poder político enorme, tamanho físico intimidador, equipe de segurança numerosa, total estabilidade afetiva, autonomia diante do mundo, saúde plena e coragem épica. Sem nenhuma das oito características anteriores, eu, humilde mortal, prometo, lacanianamente*, dizer-lhes a verdade que vocês estão preparados para ouvir. Da mesma forma, direi a minha verdade: limitada, cheia de impurezas e concepções equivocadas, ou seja, a que eu estou preparado para enunciar. O demônio é o pai da mentira, porque ele não é onipotente. A verdade total pertence a Deus. Nós? Adeus e alguma esperança...

(Leandro Karnal, O boquirroto. Diário da Região, 19.06.2022. Adaptado)

* Referência ao psicanalista Jacques Lacan.

Observe as ocorrências de dois-pontos nas passagens a seguir.
•  Funciona como a criança do conto A Roupa Nova do Rei (de Hans Andersen): diz o que todos viam e tinham medo de trazer a público. – 3o parágrafo •  Minha iluminada amiga e meu onisciente amigo: invejo-os. – último parágrafo
Assinale a alternativa em que se justifica, correta e respectivamente, o emprego de dois-pontos.
Alternativas
Q2028586 Português
Texto para a questão.

Sua vez, vovô…

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. Reuniram-se e planejaram os detalhes. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
– “Deixem-me”, falou ele. “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei. Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu.” Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que, se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou:
– “Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos.”
– “De forma alguma, o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir”, falou com entusiasmo o filho.
– “Não”, insistiu o avô, “deixem-me aqui.”
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse:
– “Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê.” 
O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou.
– “Claro”, falou, “é a minha vez. Passem-me o bebê.”
– “Vamos”, disse, com determinação. “Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.”
Se alguém a seu lado está prestes a desistir das lutas que lhe competem, ofereça-lhe um incentivo. Recorde a importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o de que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença.
Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que alguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir até a vitória final.

Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/textos-sobre-familia. Acesso em 22/11/2022
A começar pelo título “Sua vez, vovô...”, a vírgula foi empregada para separar um termo que invoca alguém. Em qual alternativa abaixo, a vírgula foi utilizada obedecendo a essa mesma regra?
Alternativas
Q2028584 Português
Texto  para a questão.

O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência para se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo, fará coisas admiráveis.
(José de Alencar)

Disponível em: https://www.pensador.com/mensagens_de_otimismo/Acesso em 22/11/2022.
Observe os itens abaixo sobre Pontuação:
I. “O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência...”
II. “Mesmo não atingindo o alvo, quem busca...”
III. “...e vence obstáculos, no mínimo, fará coisas admiráveis.”
Sobre as vírgulas existentes acima, em que item (ns) ela é facultativa?
Alternativas
Q2027322 Português
Havia uma lâmpada que sempre iluminava tudo em redor. Por isso, ela achava que era mais poderosa do que o próprio
    sol. No entanto, um dia veio uma rajada de vento e a sua chama se apagou de imediato.
Quando alguém veio reacendê-la, disse: “Não te gabes, lâmpada, que ninguém é capaz de apagar a luz que vem dos
    astros.”

Moral da história: Não devemos ficar dominados pelo orgulho excessivo que também temos fraquezas.


Disponível em: https://www.bombombooks.com.br/products/as-fabulas-de-esopo-a-lampada-orgulhosa
Sobre Pontuação, em relação às vírgulas existentes no trecho abaixo:
“Não te gabes, lâmpada, que ninguém é capaz de apagar a luz que vem dos astros.”
Elas foram utilizadas para separar 
Alternativas
Q2026386 Português

Imagem associada para resolução da questão

CAZO. Disponível em: https://www.ji.com.br/artigo/charge-dodia-2084. Acesso em: 20 ago. 2022.


Nessa charge, as aspas foram empregadas para

Alternativas
Q2026264 Português
Maior efeito da política de cotas ainda está por vir
Diversos estudos demonstram que a Lei [de Cotas] obteve êxito no processo de inclusão dos mais desfavorecidos sem que houvesse perda de qualidade nas universidades. Em um trabalho recente, pesquisadores da Universidade Stanford mostraram que os ganhos de renda e na qualidade da formação dos alunos cotistas supera a perda daqueles que não foram selecionados no processo seletivo em uma universidade federal (Affirmative Action in Centralized College Admission Systems: Evidence from Brazil, 2021).
FRANÇA, Michael. Maior efeito da política de cotas ainda está por vir. Folha de S. Paulo. Colunas, 29 ago. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/michaelfranca/2022/08/maior-efeito-da-politica-de-cotas-ainda-estapor-vir.shtml. Acesso em: 29 ago. 2022.
Qual é a função dos parênteses no texto?
Alternativas
Q4152870 Português
Texto I


Um passo além

Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.

Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.

O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo. “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.

Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.

O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.

Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.

Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta. 

“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”

“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”


ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publicidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
Em qual frase o emprego das aspas indica que o significado deve ser relativizado? 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFCA Órgão: UFCA Prova: UFCA - 2022 - UFCA - Produtor Cultural |
Q4142322 Português
Assinale a alternativa que corresponde ao período de pontuação correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFCA Órgão: UFCA Prova: UFCA - 2022 - UFCA - Produtor Cultural |
Q4142319 Português
É incorreto afirmar que:
Alternativas
Q4141066 Português
Leia o texto para responder a questão.


O pH da água influencia a nossa saúde?

Por Revista Super no Instagram


    Não. Algumas empresas de fato vendem água alcalina por um preço salgado, lucrando em cima de uma fake news de WhatsApp que afirma o seguinte: como o pH do sangue humano é ligeiramente básico – algo entre 7,35 e 7,45 em vez de 7, que é neutro –, beber água com o pH correspondente teria efeitos quase mágicos, como retardar o envelhecimento. Isso é besteira da grossa.

    “Água alcalina é só água”, diz a médica Alicia Kowaltowski, professora de Bioquímica da USP. “Não tem nenhum benefício à saúde diferente de água comum, nada justifica o alto custo.” Tanto é que a água, ao entrar no organismo, passa pelo estômago – onde é misturada a enzimas ácidas, com pH entre 1,5 e 3,5. Isso não a impede de ser absorvida pelo intestino depois. Cada órgão exige um pH diferente, e seu corpo é perfeitamente capaz de manter esse equilíbrio.

   É sempre bom lembrar que as moléculas de H2O, por si só, não são ácidas ou alcalinas. O que aumenta ou diminui o Ph da solução são as substâncias dissolvidas nela. É evidente que um gole de água com soda cáustica é extremamente alcalino e fará alguma diferença para sua saúde – porque irá corroer sua garganta por dentro. Mas uma alcalinidade leve, como a propiciada por um pouquinho de bicarbonato de sódio, não fará diferença alguma.

#OráculoSuper

Disponível em https://www.instagram.com/p/CcshH4TPbhI/
Analise: “Mas uma alcalinidade leve, como a propiciada por um pouquinho de bicarbonato de sódio, não fará diferença alguma.” E assinale a alternativa que apresenta a explicação correta para o uso das vírgulas nesse contexto.
Alternativas
Q4140382 Português
Leia o texto para responder a questão.

Entenda como Yakecan está causando o frio no Brasil.

Por Revista Super no Instagram

    A onda de frio extremo que atingiu para boa parte do Brasil tem uma culpada: a tempestade tropical Yakecan. O nome, que significa “som do céu”, é pertinente para descrevêla — vieram junto ruidosos ventos intensos, além de uma onda de frio bem mais longa do que o esperado. Mas o fenômeno todo da friaca repentina é mais inusitado do que suas partes separadas.
Esse frio é fruto de dois acontecimentos meteorológicos somados: essa tempestade Yakecan, que estava estacionada, e a influência da massa polar atlântica (mPa). Massas polares são frias e úmidas por definição, e sua intensidade é maior durante o inverno. A mPa é responsável pelas quedas de temperatura nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, dessa vez, a pedra no sapato é a tempestade.
    Em condições normais, as frentes frias duram alguns dias; porém, com a tempestade barrando seu caminho, ela ficou, de certa forma, presa dentro do país.
    A nomenclatura pode variar, mas ciclones e tempestades tropicais obedecem à mesma definição básica: são sistemas de baixa pressão atmosférica, que se movimentam em sentido horário. O que muda de um para o outro é a intensidade dos ventos.
    A Yakecan, na verdade, não chega a estar parada, só está muito devagar - bem mais do que o normal. Essa demora permite que ela interaja mais com o oceano, então o vapor d’água sobe e se transforma em mais nuvens. No fim das contas, isso reflete em ventos intensos, ondas de frio acima da média e até geadas e chuvas de granizo.
    E tem mais: outro fenômeno também age no processo: a conhecida La Niña. Caracterizada pelo esfriamento anormal das águas do Pacífico, ela altera o padrão dos ventos e intensifica as frentes, adiantando os dias de frio.
    A previsão é de que essa onda gelada diminua. A Yakecan se afasta cada vez mais em direção ao oceano, e a frente fria presa vai ser aliviada. Com a chegada do inverno, os próximos meses ainda prometem ser frios - menos parecidos com essa Era do Gelo contemporânea, mas ainda assim frios.

Disponível em: https://www.instagram.com/p/CdyETo7KOvH/
Analise: “Esse frio é fruto de dois acontecimentos meteorológicos somados: essa tempestade Yakecan, que estava estacionada, e a influência da massa polar atlântica (mPa)” e assinale a alternativa correta sobre a função dos dois pontos. 
Alternativas
Q4140381 Português
Leia o texto para responder a questão.

Entenda como Yakecan está causando o frio no Brasil.

Por Revista Super no Instagram

    A onda de frio extremo que atingiu para boa parte do Brasil tem uma culpada: a tempestade tropical Yakecan. O nome, que significa “som do céu”, é pertinente para descrevêla — vieram junto ruidosos ventos intensos, além de uma onda de frio bem mais longa do que o esperado. Mas o fenômeno todo da friaca repentina é mais inusitado do que suas partes separadas.
Esse frio é fruto de dois acontecimentos meteorológicos somados: essa tempestade Yakecan, que estava estacionada, e a influência da massa polar atlântica (mPa). Massas polares são frias e úmidas por definição, e sua intensidade é maior durante o inverno. A mPa é responsável pelas quedas de temperatura nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, dessa vez, a pedra no sapato é a tempestade.
    Em condições normais, as frentes frias duram alguns dias; porém, com a tempestade barrando seu caminho, ela ficou, de certa forma, presa dentro do país.
    A nomenclatura pode variar, mas ciclones e tempestades tropicais obedecem à mesma definição básica: são sistemas de baixa pressão atmosférica, que se movimentam em sentido horário. O que muda de um para o outro é a intensidade dos ventos.
    A Yakecan, na verdade, não chega a estar parada, só está muito devagar - bem mais do que o normal. Essa demora permite que ela interaja mais com o oceano, então o vapor d’água sobe e se transforma em mais nuvens. No fim das contas, isso reflete em ventos intensos, ondas de frio acima da média e até geadas e chuvas de granizo.
    E tem mais: outro fenômeno também age no processo: a conhecida La Niña. Caracterizada pelo esfriamento anormal das águas do Pacífico, ela altera o padrão dos ventos e intensifica as frentes, adiantando os dias de frio.
    A previsão é de que essa onda gelada diminua. A Yakecan se afasta cada vez mais em direção ao oceano, e a frente fria presa vai ser aliviada. Com a chegada do inverno, os próximos meses ainda prometem ser frios - menos parecidos com essa Era do Gelo contemporânea, mas ainda assim frios.

Disponível em: https://www.instagram.com/p/CdyETo7KOvH/
Analise: “(...) O nome, que significa “som do céu”, é pertinente para descrevê-la — vieram junto ruidosos ventos intensos, além de uma onda de frio bem mais longa do que o esperado” (...) e assinale a alternativa correta sobre a pontuação usada.
Alternativas
Q4140377 Português
Analise os dois enunciados sobre o uso das vírgulas e assinale a alternativa correta.

I. Segundo especialistas, haverá no mundo, em 2020, aproximadamente 50 megacidades (cidades com mais de 10 milhões de habitantes).
II. Segundo especialistas, haverá no mundo, em 2020, aproximadamente, 50 megacidades (cidades com mais de 10 milhões de habitantes). 
Alternativas
Q4140376 Português
Leia este trecho de crônica para responder a questão.

Sonhar cansa, como qualquer outra coisa; e, com a velhice, nós, os pobres, já que não podemos economizar dinheiro, passamos a economizar ambições. (Rubem Braga)
Sonhar cansa, como qualquer outra coisa (...)” a vírgula tem a função de
Alternativas
Q4140375 Português
Leia este trecho de crônica para responder a questão.

Sonhar cansa, como qualquer outra coisa; e, com a velhice, nós, os pobres, já que não podemos economizar dinheiro, passamos a economizar ambições. (Rubem Braga)
Analise: “(..) e, com a velhice, nós, os pobres, (...)” e assinale a alternativa que apresenta o papel da vírgula no termo destacado.
Alternativas
Q4140253 Português

Leia o texto para responder a questão.



PSYCHO KILLER


Qual é o psicopata mais realista da história do cinema?


Por Revista Super no Instagram



    Não há programa melhor para uma sexta-feira 13 do que assistir a algum filme de terror ou suspense. O que nos leva ao assunto de hoje: psicopatas do cinema. O quão realistas eles são? Essa pergunta foi respondida por psicólogos forenses da Bélgica. Eles garantem que filmes são, sim, úteis para que o público em geral entenda melhor os psicopatas. Mas nem todos.

    Existe um estereótipo tradicional chamado de "psicopata de Hollywood": esse tipo de personagem é muito inteligente, gosta de "estímulos intelectuais" como música clássica e arte, tem uma carreira de prestígio e é calmo e calculista. Ele é tão ardiloso que é capaz de prever o que suas vítimas vão fazer antes mesmo que elas o façam, e é muito habilidoso na arte de matar sem deixar rastros.

    Se seu psicopata cinematográfico favorito se enquadra em alguns desses fatores, lamento: eles não tem nada a ver com o diagnóstico de psicopatia da vida real. Já cai fora, por exemplo, o Patrick Bateman, de "Psicopata Americano".

    Aliás, Bateman e outros renomados personagem como Travis Bickel de "Taxi Driver" e Norman Bates de "Psicose" seriam melhor enquadrados, segundo os pesquisadores, como psicóticos, e não psicopatas, já que tem experiências de desconexão com a realidade e delírios (ou melhor, "ideações delirantes").

    Para o estudo belga, psicólogos e psiquiatras forenses assistiram a 400 filmes. Descontando os personagens exageradamente caricatos ou com poderes mágicos, sobraram 126 potenciais psicopatas para serem classificados.

    Os filmes mais antigos eram, na maioria, os que retratavam os psicopatas menos realistas. A coisa melhora depois dos anos 1950 – mas aí esse tipo de personagem é substituído pelos "slashers", os maníacos responsáveis por massacres de filmes de terror como Freddy Krueger ("A Hora do Pesadelo"), Leatherface ("O Massacre da Serra Elétrica)" e o Jason ("Sexta-feira 13)".

    Só nos anos 1980 que começamos a ter a era dos "psicopatas funcionais", que conseguem se encaixar razoavelmente na sociedade, mas escondem uma dimensão assustadora da própria personalidade. O curioso é que os pesquisadores notaram que esses personagens começam a aparecer no cinema depois que criminosos psicopatas da vida real ganharam projeção (como Ted Bundy e John Wayne).

    Mas isso também reforçou a ideia de que psicopatas são gênios invulneráveis, astuciosos e calculistas impossíveis de parar – o que não se classifica, para os psiquiatras belgas, como um retrato realista. Cai fora do páreo, então, personagens do tipo do Doutor Hannibal Lecter ("O Silêncio dos Inocentes").

    Nos anos 1990 e 2000, o cinema começa a ficar mais pé no chão quanto aos seus psicopatas (e a ciência e a medicina também passam a entender melhor o diagnóstico). Eles se tornaram mais vulneráveis, menos maníacos.

    Os pesquisadores acham Gordon Gekko, de "Wall Street", um personagem verossímil: ele representa o grupo de psicopatas funcionais que conseguem se adaptar e tirar vantagem de seus déficits emocionais para ter sucesso no mercado financeiro.

    Nenhum deles, no entanto, ganha o troféu de psicopata do cinema mais realista, do ponto de vista clínico. Esse título ficou com Anton Chigurh, personagem de Javier Barden em "Onde os Fracos Não Têm Vez". "Ele é o típico psicopata primário e idiopático", diz o estudo – o que quer dizer que a causa para seu comportamento não é óbvia, nem parece estar associada a nenhum trauma ou experiências na infância, por exemplo.

    Além disso, Chigurh se mostra incapaz de demonstrar amor, vergonha ou remorso – e não consegue perceber suas peculiaridades emocionais. Ele não aprende com os erros do passado, é completamente desprovido de empatia, mas cheio de sangue-frio, crueldade e determinação.

    Segundo os autores do estudo, dá para traçar paralelos entre várias dessas características do personagem de Barden com um psicopata da vida real, no caso, Richard Kuklinski, um assassino de aluguel que afirma ter matado mais de 100 pessoas.



Disponível em https://www.instagram.com/p/Cdg_n3LKRNE/

Analise: “Chigurh se mostra incapaz de demonstrar amor, vergonha ou remorso” e também “psicopatas são gênios invulneráveis, astuciosos e calculistas impossíveis de parar” e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4140252 Português

Leia o texto para responder a questão.



PSYCHO KILLER


Qual é o psicopata mais realista da história do cinema?


Por Revista Super no Instagram



    Não há programa melhor para uma sexta-feira 13 do que assistir a algum filme de terror ou suspense. O que nos leva ao assunto de hoje: psicopatas do cinema. O quão realistas eles são? Essa pergunta foi respondida por psicólogos forenses da Bélgica. Eles garantem que filmes são, sim, úteis para que o público em geral entenda melhor os psicopatas. Mas nem todos.

    Existe um estereótipo tradicional chamado de "psicopata de Hollywood": esse tipo de personagem é muito inteligente, gosta de "estímulos intelectuais" como música clássica e arte, tem uma carreira de prestígio e é calmo e calculista. Ele é tão ardiloso que é capaz de prever o que suas vítimas vão fazer antes mesmo que elas o façam, e é muito habilidoso na arte de matar sem deixar rastros.

    Se seu psicopata cinematográfico favorito se enquadra em alguns desses fatores, lamento: eles não tem nada a ver com o diagnóstico de psicopatia da vida real. Já cai fora, por exemplo, o Patrick Bateman, de "Psicopata Americano".

    Aliás, Bateman e outros renomados personagem como Travis Bickel de "Taxi Driver" e Norman Bates de "Psicose" seriam melhor enquadrados, segundo os pesquisadores, como psicóticos, e não psicopatas, já que tem experiências de desconexão com a realidade e delírios (ou melhor, "ideações delirantes").

    Para o estudo belga, psicólogos e psiquiatras forenses assistiram a 400 filmes. Descontando os personagens exageradamente caricatos ou com poderes mágicos, sobraram 126 potenciais psicopatas para serem classificados.

    Os filmes mais antigos eram, na maioria, os que retratavam os psicopatas menos realistas. A coisa melhora depois dos anos 1950 – mas aí esse tipo de personagem é substituído pelos "slashers", os maníacos responsáveis por massacres de filmes de terror como Freddy Krueger ("A Hora do Pesadelo"), Leatherface ("O Massacre da Serra Elétrica)" e o Jason ("Sexta-feira 13)".

    Só nos anos 1980 que começamos a ter a era dos "psicopatas funcionais", que conseguem se encaixar razoavelmente na sociedade, mas escondem uma dimensão assustadora da própria personalidade. O curioso é que os pesquisadores notaram que esses personagens começam a aparecer no cinema depois que criminosos psicopatas da vida real ganharam projeção (como Ted Bundy e John Wayne).

    Mas isso também reforçou a ideia de que psicopatas são gênios invulneráveis, astuciosos e calculistas impossíveis de parar – o que não se classifica, para os psiquiatras belgas, como um retrato realista. Cai fora do páreo, então, personagens do tipo do Doutor Hannibal Lecter ("O Silêncio dos Inocentes").

    Nos anos 1990 e 2000, o cinema começa a ficar mais pé no chão quanto aos seus psicopatas (e a ciência e a medicina também passam a entender melhor o diagnóstico). Eles se tornaram mais vulneráveis, menos maníacos.

    Os pesquisadores acham Gordon Gekko, de "Wall Street", um personagem verossímil: ele representa o grupo de psicopatas funcionais que conseguem se adaptar e tirar vantagem de seus déficits emocionais para ter sucesso no mercado financeiro.

    Nenhum deles, no entanto, ganha o troféu de psicopata do cinema mais realista, do ponto de vista clínico. Esse título ficou com Anton Chigurh, personagem de Javier Barden em "Onde os Fracos Não Têm Vez". "Ele é o típico psicopata primário e idiopático", diz o estudo – o que quer dizer que a causa para seu comportamento não é óbvia, nem parece estar associada a nenhum trauma ou experiências na infância, por exemplo.

    Além disso, Chigurh se mostra incapaz de demonstrar amor, vergonha ou remorso – e não consegue perceber suas peculiaridades emocionais. Ele não aprende com os erros do passado, é completamente desprovido de empatia, mas cheio de sangue-frio, crueldade e determinação.

    Segundo os autores do estudo, dá para traçar paralelos entre várias dessas características do personagem de Barden com um psicopata da vida real, no caso, Richard Kuklinski, um assassino de aluguel que afirma ter matado mais de 100 pessoas.



Disponível em https://www.instagram.com/p/Cdg_n3LKRNE/

Analise: “psicopatas são gênios invulneráveis, astuciosos e calculistas impossíveis de parar” e assinale a alternativa que apresenta a explicação correta para o uso das vírgulas nesse contexto. 
Alternativas
Respostas
6221: E
6222: E
6223: B
6224: A
6225: C
6226: C
6227: A
6228: B
6229: D
6230: A
6231: B
6232: A
6233: B
6234: B
6235: C
6236: D
6237: C
6238: D
6239: B
6240: D