Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Texto para o item.


A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Estariam preservadas a coerência e a correção
gramatical do texto caso o ponto final empregado após
o vocábulo “vaga” (linha 16) fosse substituído pelo sinal
de dois-pontos, feito o devido ajuste de letra inicial
maiúscula/minúscula no período.
Texto para o item.


A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo
“países” (linha 6) prejudicaria a coerência das ideias do
texto.


Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso a vírgula empregada após “benéfico” (linha 29) fosse substituída pelo sinal de dois-pontos.

Estariam mantidos o sentido original e a correção gramatical do texto caso, na linha 3, o termo “ainda” fosse deslocado, com as vírgulas que o isolam, para imediatamente depois de “ano”.
INSTRUÇÃO: Leia o trecho de obra a seguir, para responder à questão.
A revolução dos bichos
“O Sr. Jones, proprietário da Granja do Solar, fechou o galinheiro à noite, mas estava bêbado demais para lembrar-se de fechar também as vigias. Com o facho de luz da sua lanterna balançando de um lado para o outro, atravessou cambaleante o pátio, tirou as botas na porta dos fundos, tomou um último copo de cerveja do barril que havia na copa, e foi para a cama, onde sua mulher já ressonava.”
No trecho retirado do texto original, há um emprego equivocado de um sinal de pontuação em relação à norma-padrão.
Assinale a alternativa que indica esse desvio.
INSTRUÇÃO: Leia o trecho de obra a seguir, para responder à questão.
A revolução dos bichos
Texto para o item.

Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Haveria prejuízo dos sentidos do texto, mas não de sua correção gramatical, caso fosse inserida uma vírgula imediatamente depois do vocábulo “colaboradores” (linha 27).
Texto para o item.

Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso o ponto final empregado após “doenças” (linha 9) fosse substituído pelo sinal de dois-pontos, feito o devido ajuste de letra inicial maiúscula/minúscula no período.
Considerando-se a pontuação das frases, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) O jabuti é onívoro e come de tudo, como plantas, legumes, frutas e carne.
( ) Ele é pequeno, em relação, a jabutis e tartarugas.
( ) Ele tem, casco alto e arredondado.
‘Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas.’
Assinale a alternativa em que a ordem e a pontuação do trecho, apesar de alteradas, preservam sua correção gramatical

I. Nas linhas 12-13, o emprego das aspas deve-se à marcação de discurso direto.
II. Na linha 18, os dois pontos indicam a introdução de uma fala de terceiros em discurso direto.
III. Na linha 34, a dupla vírgula marca a separação de um aposto.
Quais estão corretas?
Texto para os item.


Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
A supressão da vírgula empregada logo após “Mas”, no
primeiro período do terceiro parágrafo, prejudicaria a
correção gramatical do período.
Texto para o item.

Lima Barreto. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Ática, 1995.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A respeito dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No trecho “Nada de justiça, de pretorias...” (linhas 28 e
29), caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após
“justiça”, seria mantida a correção gramatical do trecho,
mas seu sentido seria alterado.
A arte silenciosa e o café
Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.
Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.
Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.
A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.
Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.
O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.
André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/
