Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4205895 Português
ChatGPT – Herói ou Vilão?


    A OpenAI, empresa que desenvolveu o ChatGPT, disponibilizou sua plataforma aos usuários na versão 3.5. Em menos de dois meses, já tinha mais de 100 milhões de usuários. Isso abriu caminho para que o mundo descobrisse, por meio desta e de outras plataformas de IA (inteligência artificial generativa), o poder dessa tecnologia.

    No entanto, o ChatGPT ainda apresenta limitações severas. Suas respostas podem estar erradas e serem tóxicas ou tendenciosas algumas vezes. Além disso, essa tecnologia tem isenções de responsabilidade explícitas sobre a imprecisão dos dados. Porém, por apresentar uma linguagem natural, produz uma falsa sensação de segurança aos usuários. Isso porque os sistemas de linguagem das plataformas de IA não sabem o que as palavras significam, mas apresentam uma linguagem coerente, educada e que transparece, muitas vezes, que você está conversando com um especialista no assunto. E este é o ponto: eles foram treinados para parecerem um especialista, não para serem um especialista.

    Em março, a OpenAI lançou sua nova versão, e o GPT-4 chegou levantando todo o debate novamente e abrindo uma maior vantagem em relação aos concorrentes. A Microsoft anunciou o Copilot, um assistente de criação de tarefas que será acoplado ao Word, ao Excel e ao PowerPoint. Em outras palavras, o ChatGPT estará dentro do Office. No PowerPoint, há a possibilidade de criar apresentações a partir de textos simples, podendo-se usar imagens e designs exclusivos. No Excel, há a função de pedir para o algoritmo simplificar planilhas enormes, encontrando padrões, criando correlações, extraindo dados e gerando análises profundas. Já no Word é possível produzir textos a partir de diversos outros arquivos, compilar documentos a partir de notas e rascunhos e escrever e-mails e memorandos.

    Atualmente, as escolas no Brasil vivem um paradoxo: algumas estão em busca de treinamentos para seus professores sobre o ChatGPT, para que tenham uma maior assertividade em seu uso e conheçam os impactos dessa nova tecnologia na educação, enquanto outras estão proibindo seus professores e seus alunos de a utilizarem. Se, por um lado, professores de artes estão pedindo para os alunos usarem a Dall-E para identificar e “desenhar” quadros no estilo de pintores como Picasso, Monet e Van Gogh, o que estimula bastante a criatividade, por outro lado, existe a discussão sobre problemas de manipulação dos dados que podem gerar desinformações disponibilizadas por tais plataformas. É nesses momentos que o papel do professor se faz ainda mais necessário para direcionar o conhecimento de forma correta.


(Fonte: Direcional Escolas - adaptado.)
Sobre as vírgulas empregadas no fragmento “Atualmente, as escolas no Brasil vivem um paradoxo: algumas estão em busca de treinamentos para seus professores sobre o ChatGPT, para que tenham uma maior assertividade em seu uso e conheçam os impactos dessa nova tecnologia na educação, enquanto outras estão proibindo seus professores e seus alunos de a utilizarem.”, analisar os itens abaixo:

I. A primeira é facultativa e foi empregada para isolar um adjunto adverbial de curta extensão.
II. A primeira é obrigatória e foi empregada para isolar um aposto.
III. A segunda foi empregada para separar uma oração subordinada adverbial final.
IV. A terceira foi empregada para separar uma oração subordinada adverbial proporcional.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q4205681 Português
Ave viaja dos EUA ao Brasil e anilha aponta que animal voou mais de 7 mil quilômetros

        Uma ave marinha viajou 7.451 quilômetros dos Estados Unidos em Massachusetts e foi parar na praia de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
   
        A ave da espécie Trinta-réis-boreal foi resgatada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras.
     
        Quando a ave foi levada para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM) em Cariacica, na Grande Vitória, a equipe de biólogos e veterinários percebeu que o animal tinha uma anilha na pata.
    
        Ao fazerem a pesquisa, as equipes descobriram que a ave possuía uma anilha estrangeira dos Estados Unidos de uma instituição científica chamada United States Geological Survey.
    
        No sistema constava que a ave foi anilhada quando ainda era um filhote incapaz de voar. Segundo o médico veterinário do IPRAM, Luis Felipe Mayorga, a ave encontrada tem comportamento migratório e pode ser encontrada com frequência no litoral do estado.
    
        "Essas aves se reproduzem no hemisfério norte, e quando se aproxima o inverno lá, se aproximando o verão aqui no hemisfério sul, elas migram para cá. No Espírito Santo, os bandos migratórios podem se aglomerar em bancos de areia na foz do Rio Doce", explicou o veterinário.
    
        O veterinário contou sobre a importância do anilhamento dos animais para pesquisas científicas. Segundo Mayorga, assim é possível saber informações ecológicas e hábitos de vidas dessas aves.

        Mayorga disse ainda que o pesquisador, que estuda essa ave no lá no hemisfério Norte, quando ela migra e vai embora, não consegue acompanhar os bandos.
    
        "Com os anilhamentos, você consegue ter um relatório mostrando as rotas migratórias. Ao longo do caminho vão ficando aves, que ficam fracas e morrem. O anilhamento permite construir o caminho por onde essas aves passam. Quando o sistema é comunicado a instituição original já é comunicada. Ou seja, lá nos Estados Unidos já sabem que a ave foi encontrada, onde foi", explicou o veterinário.
    
        O veterinário também explicou que qualquer pessoa que encontrar uma ave com anilha pode comunicar e colocar as informações em um programa que acompanha os animais.
    
        Mayorga explicou que no Brasil é usado um programa realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio.
    
        "O IPRAM anilha todas as aves marinhas que solta. Qualquer pessoa pode comunicar, se quiser, não precisa ser pesquisador. Aqui mesmo no Brasil, se uma pessoa comum avistou uma ave com anilha e conseguiu o número, ou achou uma carcaça de ave com anilha, ela pode comunicar o CEMAVE. Essas informações são muito valiosas", afirmou o veterinário.

(Fonte: G1 - adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a vírgula foi utilizada SEM necessidade:
Alternativas
Q4205473 Português
A respeito da pontuação, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Vírgula isola um vocativo.
(2) Vírgula separa oração subordinada adjetiva explicativa.
(3) Vírgula separa oração adverbial condicional. 

(_) Se chover hoje, o campeonato será adiado.
(_) Busque seu casaco, Maria, pois está frio.
(_) A venda do carro, que valia o dobro, fora realizada às pressas.
Alternativas
Q4205470 Português
Rayssa Leal é eleita pelo COB a melhor do skate e concorre ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022


    Rayssa Leal foi eleita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como a melhor atleta do skate em 2022. A skatista agora está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022 ao lado de Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Rebeca Andrade (ginástica artística). O anúncio das finalistas foi realizado no dia 19 de janeiro. O nome da vencedora será divulgado no dia 2 de fevereiro, em evento na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. 

    Os Melhores Atletas do Ano, no feminino e no masculino, serão definidos por um Colégio Eleitoral formado por jornalistas, dirigentes, Comissão de Atletas do COB, patrocinadores, ex-atletas e personalidades do esporte.

    O COB já havia anunciado Rayssa entre as indicadas ao Prêmio Brasil Olímpico (PBO) 2022 na categoria Atleta da Torcida. A votação fica aberta até momentos antes do final da cerimônia de premiação, que acontece no dia 2 de fevereiro.

    Além de Rayssa, ainda estão na disputa Alison dos Santos (atletismo), Ana Marcela Cunha (águas abertas), Arthur Nory (ginástica artística), Hugo Calderano (tênis de mesa), Marcus D´Almeida (tiro com arco), Rafaela Silva (judô) e Rebeca Andrade (ginástica artística).

    Em 2022, a skatista brasileira conquistou o título do STU Open, de todas as etapas da SLS, incluindo o Super Crown, dos X Games Chiba e de duas etapas do STU National.


(Fonte: Confederação Brasileira de Skateboarding — adaptado.)
Em relação aos advérbios e ao trecho “Em 2022, a skatista brasileira conquistou o título do STU Open”, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4204694 Português
Considerando-se o uso dos sinais de pontuação, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4203896 Português
Muitas vezes, a fadiga é consequência do estilo de vida do paciente.
Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação.
Alternativas
Q4201744 Português
Como identificar um "serial dater"

Eles gostam do processo de cortejar os outros e fazê-los desenvolver sentimentos. Existem duas tendências que transformam uma pessoa em um serial dater: ou eles são viciados em dinâmicas de poder ou sentem muito medo de rejeição. É por isso que é importante identificar os sinais de um serial dater.

Você deve estar pensando que apenas homens podem ser serial daters, mas também existem mulheres que assumem esse papel.

Os serial daters, geralmente, têm movimentos programados que usam ao sair com alguém. Para alcançá-los, eles tornam os encontros mais longos e românticos.

Apesar de gestos românticos mostrarem afeto, um serial dater usa-os com frequência e logo no início. Seu principal objetivo é cortejar para que a vítima se apaixone rapidamente.

Com a finalidade de capturar empatia, eles têm o hábito de se retratar como vítimas, podendo culpar o ex pelas coisas terem dado errado, ou dizer que estavam em um relacionamento abusivo ou tóxico - mesmo que esse não fosse o caso.

Os serial daters tentam namorar dentro de um círculo de amigos para ganhar confiança rapidamente e, em seguida, interrompem as coisas de forma ainda mais rápida. Além disso, é mais fácil para eles encontrarem o próximo alvo.

O fator determinante para um serial dater é ganhar a atenção de várias pessoas em um curto espaço de tempo. Ele pode dizer que se sente para baixo porque teve dificuldade no trabalho por exemplo. E, embora as razões nem sempre sejam falsas, inventar isso com frequência pode significar que ele ou ela é um serial dater.


Como identificar um "serial dater" (e não cair em ciladas) (msn.com). Adaptado.
Os serial daters, geralmente, têm movimentos programados que usam ao sair com alguém.
Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação.
Alternativas
Q4201676 Português

Leia o texto 4 e responda à questão.



Texto 4 


texto_1.png (391×782)


(Fernando Sabino)

Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/. Acesso em: 07 out. 2022.  

Quais são os efeitos de estilo usados pelo autor na composição do texto que dão características identitárias linguísticas que remetem ao título? 
Alternativas
Q4201446 Português
Leia o texto para responder a questão de número.


        Acidentes com transporte terrestre são a principal causa de mortalidade juvenil na América Latina, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, 392 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito entre 2010 e 2019, um aumento de 13,5% em comparação com a década anterior, segundo o que consta no relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no começo de agosto.

        Excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas e distrações ao volante, especialmente pelo uso de celulares, são alguns dos principais fatores de risco, que têm afetado de forma mais intensa homens e usuários de motocicletas. Para ampliar a segurança viária no país, especialistas defendem que é preciso realizar investimentos combinados tanto em infraestrutura de vias e mecanismos de fiscalização, como também na criação de campanhas para educar a população em relação ao cumprimento de leis e à adoção de comportamentos adequados no trânsito.

         No mundo, um dos principais fatores de risco à insegurança viária é o excesso de velocidade. “Cada aumento de 1% na velocidade média produz um crescimento de 4% no risco de acidente fatal e um avanço de 3% no risco de acidente grave”, afirma Victor Pavarino, oficial de Segurança Viária e Prevenção de Lesões da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, o risco de morte para pedestres atingidos frontalmente por automóveis também aumenta, sendo 4,5 vezes mais alto quando a velocidade passa de 50 quilômetros por hora (km/h) para 65 km/h. “Quando pensamos no choque entre carros, o risco de morte para os ocupantes é de 85% quando o veículo está a 65 km/h.”

        Outro elemento complicador é dirigir alcoolizado ou sob o efeito de substâncias psicoativas. “Mesmo baixos níveis de concentração de álcool no sangue do motorista já aumentam o risco de sinistros, enquanto o risco de acidente fatal para quem consumiu anfetaminas é cerca de cinco vezes mais alto se comparado com quem não fez uso desse tipo de substância”, compara o sociólogo.


(Christina Queiroz. Mortes no trânsito crescem 13,5% na última década.
Revista Pesquisa Fapesp, out. 2023. Adaptado).
Assinale a alternativa em que a eliminação da vírgula, feita no trecho original, mantém a correção gramatical da frase.
Alternativas
Q4201295 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
As aspas usadas no quarto e no quinto parágrafos 
Alternativas
Q4201239 Português

Leia o texto I e responda à questão.


Texto I  


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Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.  

O ponto de exclamação usado na fala do segundo personagem indica que ele está 
Alternativas
Q4201238 Português

Leia o texto I e responda à questão.


Texto I  


texto_1.png (415×323)


Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.  

Na frase “Amigo, essa notícia é fakenews”, o uso da vírgula após a palavra “amigo” indica que o personagem está 
Alternativas
Q4201182 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula na frase está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4196188 Português

Leia o texto para responder à questão.



    Enquanto um mundo novo repleto de oportunidades se abre ao adolescente que vislumbra a fase adulta, é possível que aos seus responsáveis reste uma sensação oposta, de um mundo com menos brilho do que havia antes de os filhos crescerem. E não precisa nem que o tal ninho vazio se concretize — muitas vezes, a dor já começa antes.

    A educadora e pesquisadora do comportamento adolescente Carolina Delboni diz que, para muitos pais, a sensação nessa fase da vida é de que perderam os filhos. “E, como os pais não sabem se relacionar com essa ‘perda’, muitas vezes eles acabam se relacionando pela raiva”, afirma. Com isso, a distância em casa só aumenta: adultos num canto, magoados, e os jovens no outro, se sentindo incompreendidos e buscando compreensão lá fora.

    Também é papel dos pais, segundo Delboni, quebrar os estereótipos da adolescência — evitar cair na tentação, por exemplo, de acusar os filhos de serem lacônicos, de não saírem do quarto e do celular, ou de dizer que conversar com eles é impossível. “A gente tem o costume de rebater tudo o que vem do universo adolescente, de dizer que é coisa fútil, de chamar a música que eles gostam de ruim, de falar que o lugar que eles escolheram para ir passear não é o melhor etc. Sempre temos algo a dizer que mostra que eles deveriam estar fazendo diferente”, afirma a pesquisadora.

    Para ela, este hábito “corta todos os vínculos” com o jovem. “O que isso vai acrescentar às relações? Nada. Não vai melhorar o vínculo, pelo contrário, e ainda não vai tirar ele dali do celular. Por outro lado, você já experimentou perguntar o que ele está vendo? Pode ser que ele não mostre, mas você fez uma pergunta, demonstrou interesse. Nesse cotidiano, estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar em vez de nos deslocarmos para o canto dele, sem reclamar”.



(Marcella Franco. Estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar, diz educadora. Folha de S. Paulo, 12.10.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a exclusão da vírgula no trecho original mantém a norma-padrão de emprego da vírgula.
Alternativas
Q4194592 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Em regra, idealizamos nossos profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicoterapeutas, a lista é longa). Quando os consultamos, levando-lhes nossas dores, depositamos neles toda nossa confiança, porque imaginamos, supomos que eles saibam sobre nós e nossos males exatamente o que é preciso para que eles possam nos curar. É bem possível que essa confiança seja excessiva, mas, mesmo em seu excesso, ela é útil para que um tratamento funcione.


    Acreditar no médico que nos prescreve um remédio não é tudo, claro; ainda é preciso que ele prescreva o remédio certo. Mas é bem provável que, para quem acredita em seu médico, aumentem as chances de que o remédio prescrito seja eficaz, de que o paciente não caia na percentagem estatística dos que (sempre existem) não obtêm efeito algum com o remédio.


    A importância da confiança para que os tratamentos funcionem vale provavelmente para todas as profissões da saúde. E vale mais ainda no caso da psicoterapia.


    Então, por que o psicoterapeuta não poderia esperar o tipo de vínculo duradouro e afetuoso que garante panetones, vinho e outros presentes nas festas? Porque nenhuma psicoterapia, seja ela qual for, deveria almejar a dependência do paciente. Transformar a confiança inicial numa eterna admiração e gratidão seria como substituir uma doença por um vício: você não tem mais pneumonia, mas tem uma necessidade visceral de tomar e venerar antibióticos. De fato, se a psicoterapia faz seu efeito, o paciente para de idealizar o terapeuta.


    Há terapeutas que, aparentemente, cultivam o amor, a admiração e a gratidão de seus pacientes acima de tudo. Eles parecem se importar mais com isso do que com a eficácia dos tratamentos. Ou seja, há terapeutas que escolheram a profissão com uma boa dose daquela vontade de ser amado e admirado, a mesma que talvez seja uma contraindicação para o exercício da profissão.


(Contardo Calligaris. Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. Paidós, 2021)

Assinale a alternativa em que a vírgula isola uma expressão temporal
Alternativas
Q4194453 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares. A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico.


    Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática.


    A valorização do contato da criança com a música já era existente há tempos. Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”.


    Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.


    Eis uma reflexão para pais e educadores incentivarem a criança a estudar música.


(Elen Campos Caiado. Equipe Brasil Escola. mentemusical.com.br. Adaptado)

Assinale a alternativa em cuja frase o emprego da vírgula e o da concordância estão de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4193664 Português

Leia o texto para responder à questão.



A caverna conectada


    Sócrates explicava: “Imagine que todos os homens vivam em um mundo escuro, fracamente iluminado pelos seus smartphones. Tudo o que sabem das formas vem pela luz das telas. É uma imensa caverna onde só podem contemplar seus aparelhos”.


    Glauco começava a conceber o ambiente. Pela luz dos aparelhos, passavam imagens refletidas, pequenos vídeos, dancinhas, notícias falsas e trends*. Os moradores da caverna nunca viram o mundo, apenas suas telas iluminadas. Eles foram sendo adestrados a usar o indicador e passar adiante, sem análise. Na caverna, as coisas só existem se postadas. “Que coisa terrível!”, comentava Glauco. “Que vida medonha essas pessoas levariam!” “Sim!”, disse o sábio calvo, “se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que veem, pensariam nomear seres reais?”. O discípulo consentiu.


    "Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho e saísse para o mundo real. Seria um caminho árduo até lá fora. Em um primeiro instante, os olhos doeriam diante da luz real. Enfim, uma pessoa liberta veria o Sol do real e não mais mensagens com imagens (e um texto com emojis).”


    O filósofo continuava a incentivar que Glauco navegasse na alegoria. “E se a pessoa que viu o mundo real voltasse para a caverna e começasse a dizer dos objetos concretos, mas não mais do critério do real dado por likes e seguidores? ‘Existe um mundo fora do algoritmo’, diria o ser iluminado. É possível comer sem fotografar e ver o mar sem postar. O que vemos são simulacros, representações. Há algo lá fora!”


    O jovem Glauco amou a história. Imaginou com o mestre que o ser “iluminado” pelo Sol real seria desacreditado pelos outros habitantes da funda caverna. Sofreria até violência real. Que aula Sócrates tinha dado! Ao se despedir, o rapaz foi até o orientador e pediu uma selfie. Queria publicar no horário que lhe ensinaram a ter mais visualizações. Saiu da casa feliz. “O post sobre a prisão das redes está bombando!”, comentou Glauco, impactado com a sabedoria filosófica daquela república. Melhorou a luz da foto, colocou uma música e pronto! Agora tinha esperança de viralizar nas redes!


(Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 8 de julho de 2022.Adaptado)


*Trends: tendências.

As vírgulas na frase – Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho e saísse para o mundo real. – foram empregadas pela mesma razão que em:
Alternativas
Q4178325 Português
Alguns dizem que a vida criativa está nas ideias; outros, que ela está na ação. Na maioria dos casos, ela parece estar num ser simples. Não se trata de virtuosismo, embora não haja nada de errado com ele. Trata-se de amor por algo de sentir tanto amor por algo – seja por uma pessoa, uma palavra, uma imagem, uma ideia, pelo país, pela humanidade – que tudo que pode ser feito com o excesso é criar. Não é uma questão de querer; não é um ato isolado da vontade. Simplesmente é o que se precisa saber. [...]

ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias da mulher selvagem. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2018

Com relação aos segmentos em destaque no texto, pode-se dizer que o emprego das vírgulas é justificado por
Alternativas
Q4177963 Português

O vigário só fazia gritar.


Qual seria a opinião de Madalena?


─ Aí padre Silvestre tem razão (1) concordou Gondim. A religião é um freio (2)


─ Bobagem (3) disse Nogueira. Quem é cavalo para precisar de freio (4) 


RAMOS, Graciliano. S. Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2022. p. 163.


Assinale a alternativa cujos sinais pontuam corretamente esse trecho:

Alternativas
Q4167008 Português
Moeda
    Do latim moneta.
   Juno, a deusa romana mais adorada, era irmã e esposa de Júpiter, o maior dos deuses. Era conhecida como Juno Regina (Juno Rainha) e por outros sobrenomes dependendo da sua área de atuação: protegia as mulheres, os partos, os casamentos e a vida social e moral. Enfim, uma superdeusa. Um de seus sobrenomes ela recebeu após chamar a atenção dos romanos para um ataque noturno dos gauleses: Juno Moneta (do latim monere, advertir). O sinal foi dado pelos gansos que viviam ao redor do templo de Juno no monte Capitolino. Foi lá que os romanos instalaram sua casa da moeda. Em 269 a. C., cunharam uma moeda de prata, chamada denariu (daí dinheiro), com a imagem da deusa e seu sobrenome, Moneta. Pronto, para os romanos moneta passou a significar moeda.
   Foi daí também que veio o inglês money.

Reinaldo Pimenta. A casa da mãe Joana. RJ, Campos, 2002. 

As duas ocorrências dos dois-pontos no texto têm como função a suspensão do discurso para
Alternativas
Respostas
4201: A
4202: A
4203: C
4204: E
4205: D
4206: D
4207: C
4208: B
4209: C
4210: B
4211: D
4212: C
4213: A
4214: B
4215: B
4216: D
4217: E
4218: D
4219: A
4220: C