Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03

INSTRUÇÃO: O texto 02 a seguir faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o uso das redes sociais. Leia-o, com atenção, e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de construção linguística do título do texto 02.
I. O termo “as” que precede a expressão” redes sociais” e o termo “as” que precede o verbo “utilizar” exercem funções diferentes, uma vez que o primeiro acompanha o termo “redes”, determinando-o em gênero e número,” e o segundo retoma e substitui o termo “redes sociais”.
II. O termo “se”, que inicia o título do texto assim como o termo “se” que precede o termo “tal” foram usados como conjunções subordinativas adverbiais e inserem, no referido título, ideia de condição.
III. O termo “tal” foi usado, no referido título, como um pronome demonstrativo para retomar a ideia “deixar de as utilizar” e poderia ser substituído, com igual correção, pelo também pronome demonstrativo “isso”.
IV. A vírgula depois do termo “sociais”, de acordo com a norma, deve ser usada para separar a oração adverbial que se encontra antecipada, já a vírgula depois do termo “utilizar”, é de uso facultativo, uma vez que a oração adverbial não se encontra antecipada.
V. A expressão “de forma frequente” foi usada, no texto, como uma expressão adverbial e poderia, com igual correção ser substituída pelo termo “frequentemente”.
Estão CORRETAS as afirmativas
Texto 02

Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/page/4/. Acesso em: 27 jul. 2023.
I - Na primeira fala, verifica-se o uso de um vocativo representado pela expressão “workaholics do meu coração”.
II - Na segunda fala, foi empregada a concordância verbal gramatical, uma vez que os verbos estão concordando com os núcleos dos seus sujeitos.
III - Na terceira fala, o verbo “parar” foi usado semanticamente indicando ordem e encontra-se, portanto, no modo imperativo afirmativo.
IV - Na terceira fala, há duas marcas de coloquialidade indicadas pelo uso de “pra” e do verbo “ter” no lugar do verbo “haver”.
V - A vírgula usada na primeira fala, é obrigatória, de acordo com a norma, uma vez que separa um aposto explicativo.
Estão CORRETAS as afirmativas
I - Os substantivos: “glândula”; “diálogo”; “glóbulos” são proparoxítonos.
II - A vírgula do período: “Elevar os níveis de serotonina, melhorando o humor e gerando felicidade” – separa oração reduzida do gerúndio.
III - O (5º§) do texto está escrito com um período apenas.
IV - Todos os verbos da série: “equilibrar”; “relaxar”; “acalmá-los” – estão na forma nominal do infinitivo.
I - As vírgulas usadas em: “Os abraços, além de demonstrarem carinho e afeto, trazem benefícios diários que muitas pessoas não imaginam” – separam informação entre sujeito e respectivo predicado.
II - As palavras: “não”; “que”; “além” são invariáveis em gênero e em número.
III - Na expressão: “demonstrarem carinho e afeto” – temos substantivos trissílabos paroxítonos que exercem função sintática de núcleos do objeto direto.
IV - As palavras: “que”; “carinho”; “estresse” estão escritas com dígrafo.
A mineração em terras indígenas na Amazônia
Por Elton Alisson

(Disponível em: https://agencia.fapesp.br/mineracao-em-terras-indigenas-da-amazonia-aumentou-1217-nosultimos-35-anos/40613/– texto adaptado especialmente para esta prova).
OLIVEIRA, André Luiz de. História da saúde no Brasil: dos primórdios ao surgimento do SUS. Disponível em: <https://facasc.emnuvens.com.br/ ret/article/view/198>. Acesso em: 14 nov. 2023.
Acerca dos aspectos linguísticos, da pontuação e dos sentidos do texto, assinale a alternativa correta.
OLIVEIRA, André Luiz de. História da saúde no Brasil: dos primórdios ao surgimento do SUS. Disponível em: <https://facasc.emnuvens.com.br/ret/article/ view/198>. Acesso em: 14 nov. 2023, com adaptações.
Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto, assinale a alternativa correta.
Disponível em: <https://noticias.r7.com/saude/qualidade-de-atendimentoainda-e-desafio-do-sus-19082013?utm_source=googleamp>.Acesso em: 11 nov. 2023, com adaptações.
Quanto aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.

Disponível em: <https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/11/06/por-que-obrasil-tem-a-populacao-mais-depressiva-da-america-latina.ghtml>. Acesso em: 12 nov. 2023, com adaptações.
A respeito da pontuação do texto, assinale a alternativa correta.


A questão diz respeito ao texto abaixo. Leia-o atentamente antes de responder.

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de responder.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano
As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine.
A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo.
Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).
O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.
Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.
Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health , calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.
Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health , a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."
Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.
As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.
Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.
Projeto de lei aprovado na Câmara do Rio pode recolher estátuas ligadas ao racismo, escravidão e violações de Direitos Humanos
A Câmara de Vereadores do Rio aprovou projeto de lei que proíbe manter ou instalar monumentos, estátuas, placas e quaisquer homenagens que façam menções positivas ou elogiosas a escravocratas, eugenistas e pessoas que tenham cometido atos lesivos aos direitos humanos, aos valores democráticos, ao respeito à liberdade religiosa e que tenham praticado atos de natureza racista.
No parágrafo único, o projeto de lei também determina que as homenagens já instaladas deverão ser transferidas para ambiente de perfil museológico, fechado ou a céu aberto, e deverão estar acompanhadas de informações que contextualizem e informem sobre a obra e seu personagem.
Agora, para entrar em vigor, a lei precisa ser sancionada pelo prefeito Eduardo Paes - assim que a câmara remeter o projeto, ele tem 15 dias para tomar a decisão. Se entrar em vigor, a lei poderá questionar e retirar algumas estátuas e placas conhecidas pelos cariocas.
No Leme, por exemplo, fica a estátua do Marechal Humberto Castelo Branco, um dos organizadores do golpe civil militar de 1964 e o primeiro presidente do período da Ditadura Militar
No governo dele também foram feitos os primeiros registros de casos de tortura e assassinatos por agentes do estado. Na placa que faz parte do monumento está escrito: homenagem do povo.
Outro exemplo de estátua que seria tirada das ruas seria a do Marquês de Lavradio, na Rua do Lavradio. O Marquês, Dom Luis de Almeida Portugal Soares, foi vice-rei no Brasil colônia por 10 anos. Uma das ações dele tem ligação direta com a escravidão.
Ele foi responsável pela transferência do porto de desembarque de escravizados no Rio do antigo ponto de desembarque nos arredores da atual Praça XV para o Cais do Valongo.
Segundo historiadores, entre os motivos estavam evitar a disseminação de doenças supostamente propagadas por escravizados e também retirar da vista dos nobres o mercado de escravizados.
Disponível em: . Acesso em 25.10.2023)