Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 14.499 questões
Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação.
Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação.
Leia o texto 4 e responda à questão.
Texto 4

(Fernando Sabino)
Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/. Acesso em: 07 out. 2022.
Leia o texto I e responda à questão.
Texto I

Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.
Leia o texto I e responda à questão.
Texto I

Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.
Leia o texto para responder à questão.
Enquanto um mundo novo repleto de oportunidades se abre ao adolescente que vislumbra a fase adulta, é possível que aos seus responsáveis reste uma sensação oposta, de um mundo com menos brilho do que havia antes de os filhos crescerem. E não precisa nem que o tal ninho vazio se concretize — muitas vezes, a dor já começa antes.
A educadora e pesquisadora do comportamento adolescente Carolina Delboni diz que, para muitos pais, a sensação nessa fase da vida é de que perderam os filhos. “E, como os pais não sabem se relacionar com essa ‘perda’, muitas vezes eles acabam se relacionando pela raiva”, afirma. Com isso, a distância em casa só aumenta: adultos num canto, magoados, e os jovens no outro, se sentindo incompreendidos e buscando compreensão lá fora.
Também é papel dos pais, segundo Delboni, quebrar os estereótipos da adolescência — evitar cair na tentação, por exemplo, de acusar os filhos de serem lacônicos, de não saírem do quarto e do celular, ou de dizer que conversar com eles é impossível. “A gente tem o costume de rebater tudo o que vem do universo adolescente, de dizer que é coisa fútil, de chamar a música que eles gostam de ruim, de falar que o lugar que eles escolheram para ir passear não é o melhor etc. Sempre temos algo a dizer que mostra que eles deveriam estar fazendo diferente”, afirma a pesquisadora.
Para ela, este hábito “corta todos os vínculos” com o jovem. “O que isso vai acrescentar às relações? Nada. Não vai melhorar o vínculo, pelo contrário, e ainda não vai tirar ele dali do celular. Por outro lado, você já experimentou perguntar o que ele está vendo? Pode ser que ele não mostre, mas você fez uma pergunta, demonstrou interesse. Nesse cotidiano, estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar em vez de nos deslocarmos para o canto dele, sem reclamar”.
(Marcella Franco. Estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar, diz educadora. Folha de S. Paulo, 12.10.2023. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Em regra, idealizamos nossos profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicoterapeutas, a lista é longa). Quando os consultamos, levando-lhes nossas dores, depositamos neles toda nossa confiança, porque imaginamos, supomos que eles saibam sobre nós e nossos males exatamente o que é preciso para que eles possam nos curar. É bem possível que essa confiança seja excessiva, mas, mesmo em seu excesso, ela é útil para que um tratamento funcione.
Acreditar no médico que nos prescreve um remédio não é tudo, claro; ainda é preciso que ele prescreva o remédio certo. Mas é bem provável que, para quem acredita em seu médico, aumentem as chances de que o remédio prescrito seja eficaz, de que o paciente não caia na percentagem estatística dos que (sempre existem) não obtêm efeito algum com o remédio.
A importância da confiança para que os tratamentos funcionem vale provavelmente para todas as profissões da saúde. E vale mais ainda no caso da psicoterapia.
Então, por que o psicoterapeuta não poderia esperar o tipo de vínculo duradouro e afetuoso que garante panetones, vinho e outros presentes nas festas? Porque nenhuma psicoterapia, seja ela qual for, deveria almejar a dependência do paciente. Transformar a confiança inicial numa eterna admiração e gratidão seria como substituir uma doença por um vício: você não tem mais pneumonia, mas tem uma necessidade visceral de tomar e venerar antibióticos. De fato, se a psicoterapia faz seu efeito, o paciente para de idealizar o terapeuta.
Há terapeutas que, aparentemente, cultivam o amor, a admiração e a gratidão de seus pacientes acima de tudo. Eles parecem se importar mais com isso do que com a eficácia dos tratamentos. Ou seja, há terapeutas que escolheram a profissão com uma boa dose daquela vontade de ser amado e admirado, a mesma que talvez seja uma contraindicação para o exercício da profissão.
(Contardo Calligaris. Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. Paidós, 2021)
Leia o texto para responder à questão.
Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares. A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico.
Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática.
A valorização do contato da criança com a música já era existente há tempos. Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”.
Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.
Eis uma reflexão para pais e educadores incentivarem a criança a estudar música.
(Elen Campos Caiado. Equipe Brasil Escola. mentemusical.com.br. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
A caverna conectada
Sócrates explicava: “Imagine que todos os homens vivam em um mundo escuro, fracamente iluminado pelos seus smartphones. Tudo o que sabem das formas vem pela luz das telas. É uma imensa caverna onde só podem contemplar seus aparelhos”.
Glauco começava a conceber o ambiente. Pela luz dos aparelhos, passavam imagens refletidas, pequenos vídeos, dancinhas, notícias falsas e trends*. Os moradores da caverna nunca viram o mundo, apenas suas telas iluminadas. Eles foram sendo adestrados a usar o indicador e passar adiante, sem análise. Na caverna, as coisas só existem se postadas. “Que coisa terrível!”, comentava Glauco. “Que vida medonha essas pessoas levariam!” “Sim!”, disse o sábio calvo, “se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que veem, pensariam nomear seres reais?”. O discípulo consentiu.
"Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho e saísse para o mundo real. Seria um caminho árduo até lá fora. Em um primeiro instante, os olhos doeriam diante da luz real. Enfim, uma pessoa liberta veria o Sol do real e não mais mensagens com imagens (e um texto com emojis).”
O filósofo continuava a incentivar que Glauco navegasse na alegoria. “E se a pessoa que viu o mundo real voltasse para a caverna e começasse a dizer dos objetos concretos, mas não mais do critério do real dado por likes e seguidores? ‘Existe um mundo fora do algoritmo’, diria o ser iluminado. É possível comer sem fotografar e ver o mar sem postar. O que vemos são simulacros, representações. Há algo lá fora!”
O jovem Glauco amou a história. Imaginou com o mestre que o ser “iluminado” pelo Sol real seria desacreditado pelos outros habitantes da funda caverna. Sofreria até violência real. Que aula Sócrates tinha dado! Ao se despedir, o rapaz foi até o orientador e pediu uma selfie. Queria publicar no horário que lhe ensinaram a ter mais visualizações. Saiu da casa feliz. “O post sobre a prisão das redes está bombando!”, comentou Glauco, impactado com a sabedoria filosófica daquela república. Melhorou a luz da foto, colocou uma música e pronto! Agora tinha esperança de viralizar nas redes!
(Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 8 de julho de 2022.Adaptado)
*Trends: tendências.
ESTÉS, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias da mulher selvagem. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2018
Com relação aos segmentos em destaque no texto, pode-se dizer que o emprego das vírgulas é justificado por
O vigário só fazia gritar.
Qual seria a opinião de Madalena?
─ Aí padre Silvestre tem razão (1) concordou Gondim. A religião é um freio (2)
─ Bobagem (3) disse Nogueira. Quem é cavalo para precisar de freio (4)
RAMOS, Graciliano. S. Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2022. p. 163.
Assinale a alternativa cujos sinais pontuam corretamente esse trecho:
Do latim moneta.
Juno, a deusa romana mais adorada, era irmã e esposa de Júpiter, o maior dos deuses. Era conhecida como Juno Regina (Juno Rainha) e por outros sobrenomes dependendo da sua área de atuação: protegia as mulheres, os partos, os casamentos e a vida social e moral. Enfim, uma superdeusa. Um de seus sobrenomes ela recebeu após chamar a atenção dos romanos para um ataque noturno dos gauleses: Juno Moneta (do latim monere, advertir). O sinal foi dado pelos gansos que viviam ao redor do templo de Juno no monte Capitolino. Foi lá que os romanos instalaram sua casa da moeda. Em 269 a. C., cunharam uma moeda de prata, chamada denariu (daí dinheiro), com a imagem da deusa e seu sobrenome, Moneta. Pronto, para os romanos moneta passou a significar moeda.
Foi daí também que veio o inglês money.
Reinaldo Pimenta. A casa da mãe Joana. RJ, Campos, 2002.
As duas ocorrências dos dois-pontos no texto têm como função a suspensão do discurso para

O uso das vírgulas na fala do segundo quadro “... viajar, treinar, aprender...“ ocorre para
GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 63
De acordo com a norma culta da língua, assinale a alternativa cuja proposta mantém a correção gramatical.