Questões de Concurso
Comentadas sobre pontuação em português
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Nesse contexto, é correto afirmar que:
O corretor de imóveis na era digital: a tecnologia está transformando o mercado imobiliário
A jornada de compra de um imóvel mudou. O corretor de imóveis que deseja se destacar no mercado precisa acompanhar essa transformação. Hoje, praticamente todas as transações imobiliárias passam, em algum momento, pela Internet. Sites, redes sociais, vídeos, aplicativos e chats online são mais do que ferramentas de apoio; tornaram‑se o novo ponto de partida da busca por um imóvel.
Ter um site atualizado, estar presente nas redes sociais, produzir conteúdo relevante e adotar canais de atendimento digitais são medidas essenciais para corretores de imóveis e imobiliárias que desejam gerar visibilidade e atrair clientes. Recursos, como tour virtual, vídeos dos imóveis, agendamento online de visitas e atendimento via WhatsApp, fazem parte da rotina do novo corretor digital.
Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária. O toque humano ainda é essencial, principalmente em etapas como visitas presenciais, elaboração de propostas e assinatura de contratos, que, embora ainda exijam trâmites físicos, já caminham para a digitalização com o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais.
O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo. Mais do que vender imóveis, ele se posiciona como um consultor estratégico, que entende o perfil do cliente e entrega soluções sob medida.
Outras inovações vão ainda mais longe, como o uso de QR Codes nas placas de “vende‑se” ou a integração de todos os canais de contato do cliente em uma única plataforma. Tudo isso contribui para um relacionamento mais ágil, transparente e eficiente.
A transformação digital é uma realidade irreversível no mercado imobiliário, mas ela não elimina o papel do corretor de imóveis. Pelo contrário, amplia suas possibilidades, fortalece sua atuação e exige uma postura ainda mais profissional e conectada.
O corretor que deseja crescer e se manter competitivo precisa se adaptar a essa nova realidade. Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar. Portanto, estar atento às tendências do mercado e buscar atualização constante são atitudes que fazem a diferença.
Internet:
I. O professor disse que, depois da aula, não gosta de conversar com os estudantes.
II. O professor disse, depois da aula, que não gosta de conversar com os estudantes.
Considerando essas normas da pontuação na Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a vírgula está empregada corretamente.
Coluna I.
A- Vírgula.
B- Reticências.
C- Ponto e vírgula.
D- Dois-pontos.
Coluna II.
1- Usamos para separar adjuntos adverbiais locucionais deslocados dentro da estrutura oracional.
2- Aplicamos para separar orações coordenadas de considerável extensão, principalmente quando em qualquer destas proposições já existe pausa mais fraca assinalada por vírgula.
3- Recorremos para separar expressões que explicam ou completam o que foi dito anteriormente.
4- Empregamos para indicar a supressão de um pensamento, de uma ideia.
Texto para responder à questão.
O Brasil acaba de sair do mapa da fome, superando mais uma vez um cenário crítico da escassez alimentar. No entanto, há um desafio: o acesso a uma alimentação saudável. Estudos destacam evidências de que domicílios de baixa renda e das regiões rurais do País apresentam alto consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários. No entanto, esse consumo é marcado por alimentos básicos, como arroz, açúcar e farinhas. Enquanto isso, outros alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, que promoveriam maior diversidade alimentar, são precários. Ou seja, a baixa participação de alimentos ultraprocessados no consumo de calorias não implica, necessariamente, qualidade da alimentação.
Disponível em: <
"As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue"
Sobre o uso das vírgulas nesse fragmento, assinale a alternativa CORRETA.
Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um correcorre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. Os mais velhos ficavam aborrecidos, eu não entendia a razão: aquilo era uma distração das mais excitantes.
[Trecho da crônica de Fernando Sabino O menino e o homem]
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Privação de sono
Glossário de Saúde do Einstein
O que é privação de sono?
Privação de sono ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita. A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente. Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum e levado 60% da população no Brasil a dormir menos do que deveria. O sono insuficiente não permite ao organismo se reparar adequadamente, trazendo prejuízos à saúde daquele que dorme menos do que o necessário.
Sintomas
A privação de sono pode ser difícil de ser
percebida. Muitas vezes sabemos que dormimos
pouco, mas acreditamos que estamos
acostumados a dormir menos - o que não
ocasionaria nenhum déficit fisiológico ou de
comportamento. Nem sempre relacionamos a
privação do sono a certas sensações que
experimentamos durante o dia. Por exemplo,
quem trabalha sobrecarregado, dorme pouco,
pensa que está cansado devido ao excesso de
trabalho, mas, na verdade, esse cansaço pode ser
decorrente do sono insuficiente.
Embora não saibamos exatamente todas as razões por que precisamos dormir, sabemos que durante o sono nosso cérebro continua funcionando e consolida as experiências que tivemos durante o dia, organizando a memória de longo prazo. Sabemos também que alguns hormônios são liberados durante o sono, fundamentais para a saúde do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, a testosterona, hormônios da tireóide e hormônios da saciedade alimentar.
Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja com privação do sono e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono.
Sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade. Algumas pessoas podem sentir sono em situações perigosas, como ao dirigir ou controlar máquinas. Em condições mais raras pode haver alucinações visuais e auditivas.
Prevenção
Uma boa higiene do sono é apropriada e deve ser sempre reforçada mesmo para os que não têm queixas. Isso envolve o compromisso de encarar o sono como atividade tão importante quanto alimentar-se ou praticar atividade física. Portanto, preparar-se para dormir é fundamental e isto envolve escolher ambiente adequado, controlar luminosidade e ruídos, evitar expor-se à luz de telas de computadores e celulares, evitar alimentações fartas, bebida alcoólica e estimulantes como cafeína e energéticos próximo ao horário de dormir.
Tente dormir em horários regulares e, se possível, com 7 a 8 horas de sono recomendadas. Se necessário, durma algumas horas a mais no final-de-semana ou programe um cochilo durante o dia. Saiba que não existe uma fórmula segura e capaz de aumentar o rendimento, concentração e memória sem uma noite de sono adequada e por isso evite medicamentos estimulantes.
Incidência no Brasil
No Brasil, estudo realizado pelo Instituto
Datafolha, em parceria com o Instituto do Sono,
mostrou que 23% da população no Estado de São
Paulo têm queixas de sono insuficiente, sendo a
faixa etária entre 35 e 44 anos a maior acometida
(27%).
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) relata que 20% de todos os acidentes de trânsito estão associados à sonolência. A pesquisa ainda mostra que 40% dos entrevistados referem já ter ziguezagueado na estrada devido à sonolência e 61% assumiram que costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.
Estudo nacional envolvendo pilotos de aeronaves comerciais mostrou a prevalência de 57,8% de cochilo não intencional durante o trabalho, estando o sono insuficiente como um dos fatores associados.
Segundo dados da Associação Brasileira de Sono, mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia durante a semana e 25% dormem menos de 6 horas por dia. Além disso, aproximadamente 18% das mulheres e 26% dos homens economicamente ativos são trabalhadores que atuam em turnos e com privação crônica de sono.
Fonte: https://www.einstein.br/n/o-einstein/conselho-editorial. Acesso em 10 de maio de 2026. [trecho]
Analise a utilização das vírgulas na frase a seguir.
“A Medicina cria pessoas doentes, a Matemática, pessoas tristes, e a Teologia, pecadores.”
O emprego da última vírgula desse texto se justifica pelo mesmo motivo da vírgula utilizada na seguinte opção:
Texto para responder à questão.
O Brasil acaba de sair do mapa da fome, superando mais uma vez um cenário crítico da escassez alimentar. No entanto, há um desafio: o acesso a uma alimentação saudável. Estudos destacam evidências de que domicílios de baixa renda e das regiões rurais do País apresentam alto consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários. No entanto, esse consumo é marcado por alimentos básicos, como arroz, açúcar e farinhas. Enquanto isso, outros alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, que promoveriam maior diversidade alimentar, são precários. Ou seja, a baixa participação de alimentos ultraprocessados no consumo de calorias não implica, necessariamente, qualidade da alimentação.
Disponível
em: <https://jornal.usp.br/ciencias/mapa-da-ma-alimentacao-revela
participacao-de-ultraprocessados-na-dieta-dos-brasileiros/>. Acesso em: 18
mar. 2026, com adaptações.
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)
O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância
Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.
Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.
As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.
No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.
O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.
É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.
Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.
(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)