Questões de Concurso Sobre paralelismo sintático e semântico em português

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Q2425685 Português

Texto – Tecnologia e educação

A busca pelo instantâneo é, sem dúvida, um dos sinais da nossa cultura digital. A um clique ou comando de voz, tem-se instantaneamente informações, imagens, contatos pessoais e, por que não dizer, a própria realidade em sua representação digital. Na educação, a sala de aula pode estar conectada com o mundo, permitindo que alunos e professores acessem instantaneamente informação e conteúdo que antes limitavam-se a meios impressos ou a espaços como a biblioteca.

Em tempos de conectividade, estudantes podem, em qualquer lugar e a qualquer momento, assistir a videoaulas, recorrer a professores online ou contar com a ajuda de programas de computador que respondem às suas dúvidas. A oferta variada e instantânea de informação e estímulos, além dos novos formatos e linguagens da interação nas redes, faz com que ouvir um professor por mais de 20 minutos pareça impossível para estudantes considerados nativos digitais. Interatividade e instantaneidade a um toque da tela do celular parecem não combinar com práticas de aprendizagem que requerem investimento de tempo em leituras, escutas participativas e diálogos que admitem, inclusive, o silêncio da reflexão.

Mas se o instantâneo virou bem de primeira necessidade, não se pode esquecer que a vida e a aprendizagem acontecem na duração. Não se trata de negar que instantes marcam nossa trajetória e muita informação nos esclarece a mente como que repentinamente. A vida, porém, é mais do que amontoado de instantes e a aprendizagem é mais do que consumo rápido de informações. Uma imagem visualizada, um texto lido ou uma aula assistida precisam da duração, da vivência no tempo, da experiência construída pelo retrabalho, pelas articulações ou pelas retomadas que se dão no processo de aprendizagem.

Caso aceitemos que educação é mais do que instrução e não se reduz a preparar crianças e jovens a ir de uma fase a outra no jogo da vida, cada vez mais em menos tempo e com mais produtividade, precisamos então aceitar o desafio de integrar as tecnologias digitais na escola, sem desrespeitar os diferentes ritmos dos processos de aprendizagem.

Autor: Luís Cláudio Dallier Saldanha - Doutor em Educação 10/01/2018. Acessado em 07 mai. 2023 em: <https://ndmais.com.br/opiniao/artigo/tecnologia-e-educacao/>

As questões, 04 e 05 referem-se ao parágrafo reproduzido abaixo.


“A oferta variada e instantânea de informação e estímulos, além dos novos formatos e linguagens da interação nas redes, faz com que ouvir um professor por mais de 20 minutos pareça impossível para estudantes considerados nativos digitais. Interatividade e instantaneidade a um toque da tela do celular parecem não combinar com práticas de aprendizagem que requerem investimento de tempo em leituras, escutas participativas e diálogos que admitem, inclusive, o silêncio da reflexão.”


Sobre outra possibilidade de pontuação do parágrafo, em conformidade com as relações sintático-semânticas da língua portuguesa da Nomenclatura Gramatical Brasileira, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2341841 Português
Leia o Texto 3 para responder responder a questão.

Texto 3


O casamento do século

          Um príncipe se apaixona por uma plebeia, colega de faculdade, pede-a em casamento e recebe a bênção da família real, da Igreja e do restante do mundo em uma história digna dos contos de fada. Diz-se que o casamento do príncipe William com Kate Middleton foi mais esperado que final de Copa do Mundo. Mais de dois bilhões de pessoas acompanharam a cerimônia, realizada na Abadia de Westminster, no dia 29 de abril de 2011.


Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/superlistas/5-casamentos-reais-que-abalaram-o-reino-unido>. Acesso em: 06 out. 2023
No texto, fragmento de uma reportagem, o segmento “na Abadia de Westminster, no dia 29 de abril de 2011” exerce a função de organizador textual e estabelece uma relação lógico-semântica de
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Q2340447 Português
Texto CB1A1-I


       Hoje, como outrora, o riso tem uma multidão de significações possíveis, que vão da zombaria sarcástica que exclui à complexidade amigável que censura. Ele pode ser bom, mau ou neutro. Como fenômeno natural, o riso parece ter evoluído pouco, a não ser no sentido de ter-se adquirido maior controle do espírito. Nós rimos mais baixo e de maneira menos desenfreada que nossos ancestrais, o que não surpreende ninguém.

        Contudo, além dessas alterações de forma superficial, foi o lugar do riso, na vida e na sociedade, que mudou, assim como o discurso sobre o riso, a maneira como ele é interpretado, analisado, percebido. O fato de lhe terem consagrado numerosos tratados, em todas as épocas, demonstra, ao menos, que todas as sociedades lhe conferiram um lugar importante, e a maneira como ele foi percebido é reveladora das grandes variações de mentalidade.

         Ao contrário do que sempre se escuta, os motivos de hilaridade quase não mudaram. Rimos hoje quase das mesmas coisas que antigamente. As técnicas variaram, mas sempre rimos para zombar de nós, para acalmar nosso medo, para manifestar nossa simpatia, para reforçar nossos vínculos e para excluir. O simples enunciado dos motivos mostra que o riso é plural. Os risos são muito diferentes e sempre o foram.


Georges Minois. História do riso e do escárnio. Tradução de Maria Elena Ortiz Assumpção. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 629-630 (com adaptações).

Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue.  



No último período do primeiro parágrafo, a expressão “de maneira menos desenfreada” poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, por menos desenfreado, mantendo-se, assim, o paralelismo sintático com o termo “baixo”.  

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Q2338544 Português
A força dos números


Otto Lara Resende


     O bombardeio de números começa, mal rompe a manhã. Se é que cessa durante a noite, povoada de pesadelos. São dígitos, porcentagens e gráficos que estão por todo lado. Subiu a taxa de desemprego. Baixou por um momento o dólar no paralelo. Chegou à estratosfera o índice de inflação. A bolsa fechou em alta ou fechou em baixa, com números que entram pelos décimos. Subiu de um centésimo a cotação do ouro. Muito mais subiu o chuchu.

     No seu livro sobre anjos, Rafael Albert tem um poema intitulado “El ángel de los números”1 . Para um poeta, tudo tem poesia. Também os números. Esse anjo de Albert voa pensativo do 1 ao 2, do 2 ao 3, do 3 ao 4. Escrito nos anos 20, tem um toque surrealista e escolar. Adeja2 entre gizes frios e mortas lousas. Nem sol, nem lua, nem estrelas o acompanham. É solo nieblas3. Mensageiro de catástrofes, até parece um anjo deste ano da desgraça de 1991.

     Darrel Huff abriu o caminho da fantasia com seu How to Lie with Statistics4 . Comprometido com a exatidão, o número tem uma aura de verdade mesmo em cima de uma mentira. Qualquer disparate ganha ares de verossímil. Você lê, por exemplo, que 24,99% dos cariocas sofrem de araquibutirofobia. Trocando em miúdos, isto quer dizer que em cada quatro cidadãos do Rio um está araquibutirofóbico.

     Na cidade de Surabaia já se contam 117.928 casos de araquibutirofobia, informa a OMS (Organização dos Mentirosos Sofisticados). No Rio, o vírus da doença é 3,19 vezes mais forte do que no Oriente. A pesquisa comprovou que o contágio acompanha aqui a curva de frequência analagmática. É o caos! Ou o Apocalipse cuja besta tem o número 666 (macaco no bicho). Ah, sim: araquibutirofobia? É o medo de que a manteiga de amendoim agarre no céu da boca. Começa de maneira imperceptível e leva o paciente ao pânico em poucas horas.


1 El ángel de los números (espanhol) = O anjo dos números

2 Adejar = agitar, mover.

3 Solo nieblas (espanhol) = apenas neblinas

4 How to Lie with Statistics (inglês) = Como mentir com as estatísticas.


Disponível em: A força dos números | Crônicas | Portal da Crônica Brasileira (cronicabrasileira.org.br). Acesso em: 4 nov. 2023.
O valor semântico da palavra “para” na frase “Para um poeta, tudo tem poesia” é o mesmo daquela sublinhada na seguinte frase:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Santana do Piauí - PI Provas: IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor - Fundamental I | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Língua Portuguesa | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Matemática | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Inglês | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de História | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Educação Física | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Geografia | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Ciências | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Professor de Educação Infantil | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Engenheiro Agrônomo | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Nutricionista | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Médico | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Farmacêutico | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Enfermeiro | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Biólogo | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Assistente Social | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Psicopedagogo | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Psicólogo | IVIN - 2023 - Prefeitura de Santana do Piauí - PI - Procurador |
Q2337683 Português



Extraído de: https://blog.kanitz.com.br/ensinando-criancas-a-escrever-aos-5-anos/

Sobre o segmento oracional destacado “Se ninguém, além dos pais, vai ler, melhor seria recitar um poema...” (11º parágrafo), é correto afirmar: 
Alternativas
Q2337507 Português
Nas frases a seguir, a expressão sublinhada foi substituída por um vocábulo de mesmo significado, formado com a ajuda de um prefixo.
Assinale a opção em que essa substituição foi feita de forma correta. 
Alternativas
Q2337506 Português
Abaixo estão quatro pares de frases com uma formulação muito próxima; assinale a opção que apresenta o par em que, apesar da diferente formulação, o significado das frases é idêntico.
Alternativas
Q2336935 Português

A palavra ainda mostra, nas frases a seguir – retiradas do romance A Mão e a Luva, de Machado de Assis – valor semântico de tempo. 



Assinale a frase em que a palavra ainda mostra valor diferente. 

Alternativas
Q2336900 Português

Leia a seguinte frase:


A solidão é o destino de todos os espíritos eminentes; o sucesso é o destino de todos os espíritos trabalhadores.


Assinale a opção que apresenta a observação correta sobre a estruturação dessa frase. 

Alternativas
Q2336457 Português
A arte de envelhecer


     Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem.

     Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

     O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias.

     Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

     Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.

     A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

     A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

     Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem “cabeça de jovem”. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de 10.

     A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária, tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

     A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém, sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer, nos países da Europa mais desenvolvida, não passava dos 40 anos.

     A mortalidade infantil era altíssima, epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice, quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

     Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá, aos 60, o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.

     Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude, é torná-la experiência medíocre. Julgar aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento as inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.

     Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.


(Dráuzio Varella. Acesso em: 01/10/2023.)

Assinale a afirmativa em que as palavras sublinhadas são semanticamente equivalentes.
Alternativas
Q2335962 Português
Assinale a frase abaixo em que o vocábulo MAIS equivale semanticamente a “de preferência”.
Alternativas
Q2334990 Português




(Disponível em: institutoneurosaber.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que apresenta palavra que NÃO poderia substituir o vocábulo “congruência” (l. 32) por causar alterações significativas no período em que ocorre.
Alternativas
Q2328788 Português
Um sonho de simplicidade

    Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?
    Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.
    A vida poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça.
    Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo no Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.
    Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande, uma vontade de conhecer mais aquela bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?
    Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.
    Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver – sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.

(BRAGA, Rubem. Manchete. Correio da Manhã. O sonho. Rio de Janeiro. Em: 12/03/1953.)
As expressões destacadas têm sua relação semântica coerentemente identificada em:
Alternativas
Q2328190 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão.

Texto 1


    Como se referir a pessoas que possuem deficiência? A pergunta é feita com frequência ao Núcleo de Inclusão. A resposta é muito simples: Pessoa com Deficiência, que é a forma correta e oficial.
    Essa terminologia foi definida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, sendo aprovado em 13 de dezembro de 2006 pela Assembleia Geral da ONU. O termo foi ratificado no Brasil, com equivalência de emenda constitucional, pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e promulgado pelo Decreto nº 6.949/2009.
   Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) ou Portador de Necessidades Especiais (PNE) são termos incorretos e devem ser evitados, uma vez que não traduzem a realidade de quem possui deficiência. A deficiência não se porta, ela é uma condição existencial da pessoa.
    Esperamos que essa primeira Semente da Inclusão tenha sido útil para você. Acreditamos que o respeito à diversidade é solo fértil para o desenvolvimento de ideias inovadoras e garantia de uma Justiça acessível para todos.
    Para mais informações, procure o Núcleo de Inclusão do TJDFT.

MORAGAS, Vicente Junqueira. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Território. Disponível em:<https://www.tjdft.jus.br/acessibilidade/publicacoes/sementes-da-inclusao/como-se-referir-a-pessoas-que-possuem-deficiencia>. Acesso em: 10 nov. 2023. [Adaptado].
A relação semântica estabelecida entre as duas orações justapostas no último período sintático do terceiro parágrafo é de
Alternativas
Q2327725 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão.

Texto 2

    O segundo volume da Coleção Folha Rock Stars chega às bancas neste domingo (12) e traz a banda que, sozinha, valeria uma série de livros. Os Beatles não fizeram pouca coisa pelo rock 'n' roll.
    No início dos anos 1960, quando o gênero disparado nos Estados Unidos por Elvis Presley na década anterior dava sinais de esgotamento, eles reformataram o rock para o crescimento enorme que se daria depois. Em menos de dez anos, os Beatles mudaram a música pop e o comportamento da juventude em todo o planeta.
    Em resumo, Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr abriram caminho para as bandas terem o mesmo destaque dos cantores solo, mostraram que os próprios músicos poderiam compor seu material, criaram a ideia de álbum conceitual, trouxeram o cotidiano para as letras do pop e provaram que um estúdio era muito mais do que uma sala com microfones — era um laboratório musical. [...] 
    O texto do volume, escrito pelo jornalista Helton Ribeiro, trata de esmiuçar essa trajetória, da formação da banda por colegas de escola até as brigas inevitáveis que levaram à separação em 1970. A leitura vai proporcionar prazer aos fãs da banda e também a quem, sabe-se lá a razão, não conhece tanto os Beatles.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/11/como-os-beatles-mudaram-a-musica-pop-e-a-juventude-em-menos-de-uma-decada.shtml>. Acesso em: 11 nov. 2023 [Adaptado].
O último período do texto equipara o valor da leitura do livro para fãs e não fãs por meio do recurso coesivo de
Alternativas
Q2325148 Português
Após a leitura dos quadrinhos, analise o fenômeno semântico nele presente.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/phot os/a.488361671209144/1750369408341691/. Acesso em: 26 set. 2023.

O fenômeno semântico basilar que ocorre nos quadrinhos envolve a: 
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Q2314879 Português
Viúva na praia


          Ivo viu a uva; eu vi a viúva. Ia passando na praia, vi a viúva, a viúva na praia me fascinou. Deitei-me na areia, fiquei a contemplar a viúva.
          O enterro passara sob a minha janela; o morto eu o conhecera vagamente; no café da esquina. A gente se cumprimentava às vezes, murmurando “bom dia”; era um homem forte, de cara vermelha; as poucas vezes que o encontrei com a mulher ele não me cumprimentou, fazia que não me via; e eu também. Lembro-me de que uma vez perguntei as horas ao garçom, e foi aquele homem que respondeu; agradeci; este foi nosso maior diálogo. Só ia à praia aos domingos, mas ia de carro, um “Citroen”, com a mulher, o filho e a barraca, para outra praia mais longe. A mulher ia às vezes à praia com o menino, em frente à minha esquina, mas só no verão. Eu passava de longe; sabia quem era, que era casada, que talvez me conhecesse de vista; eu não a olhava de frente.
        A morte do homem foi comentada no café; eu soube, assim, que ele passara muitos meses doente, sofrera muito, morrera muito magro e sem cor. Eu não dera por sua falta, nem soubera de sua doença.
            E agora estou deitado na areia, vendo a sua viúva. Deve uma viúva vir à praia? Nossa praia não é nenhuma festa; tem pouca gente; além disso, vamos supor que ela precise trazer o menino, pois nunca a vi sozinha na praia. E seu maiô é preto. Não que o tenha comprado por luto; já era preto. E ela tem, como sempre, um ar decente; não olha para ninguém, a não ser para o menino, que deve ter uns dois anos.
             Se eu fosse casado, e morresse, gostaria de saber que alguns dias depois minha viúva iria à praia com meu filho – foi isso o que pensei, vendo a viúva. É bem bonita, a viúva. Não é dessas que chamam a atenção; é discreta, de curvas discretas, mas certas. Imagino que deve ter 27 anos; talvez menos, talvez mais, até 30. Os cabelos são bem negros; os olhos são um pouco amendoados, o nariz direito, a boca um pouco dentucinha, só um pouco; a linha do queixo muito nítida.
              Ergueu-se, porque, contra suas ordens, o garoto voltou a entrar n’água. Se eu fosse casado, e morresse, talvez ficasse um pouco ressentido ao pensar que, alguns dias depois, um homem – um estranho, que mal conheço de vista, do café – estaria olhando o corpo de minha mulher na praia. Mesmo que olhasse sem impertinência, antes de maneira discreta, como que distraído.
            Mas eu não morri; e eu sou o outro homem. E a ideia de que o defunto ficaria ressentido se acaso imaginasse que eu estaria aqui a reparar no corpo de sua viúva, essa ideia me faz achá-lo um tolo, embora, a rigor, eu não possa lhe imputar essa ideia, que é minha. Eu estou vivo, e isso me dá uma grande superioridade sobre ele.
            Vivo! Vivo como esse menino que ri, jogando água no corpo da mãe que vai buscá-lo. Vivo como essa mulher que pisa a espuma e agora traz ao colo o garoto já bem crescido. O esforço faz-lhe tensos os músculos dos braços e das coxas; é bela assim, marchando com a sua carga querida.
                Agora o garoto fica brincando junto à barraca e é ela que vai dar um mergulho rápido, para se limpar da areia. Volta. Não, a viúva não está de luto, a viúva está brilhando de sol, está vestida de água e de luz. Respira fundo o vento do mar, tão diferente daquele ar triste do quarto fechado do doente, em que viveu meses. Vendo seu homem se finar; vendo-o decair de sua glória de homem fortão de cara vermelha e de seu império de homem da mulher e pai do filho, vendo-o fraco e lamentável, impertinente e lamurioso como um menino, às vezes até ridículo, às vezes até nojento…
           Ah, não quero pensar nisso. Respiro também profundamente o ar limpo e livre. Ondas espoucam ao sol. O sol brilha nos cabelos e na curva de ombro da viúva. Ela está sentada, quieta, séria, uma perna estendida, outra em ângulo. O sol brilha também em seu joelho. O sol ama a viúva. Eu vejo a viúva.

(BRAGA, Rubem. Rio, setembro, 1958. Texto extraído do livro Ai de ti, Copacabana. Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 129.)
As expressões evidenciadas nos trechos a seguir possuem o mesmo valor semântico, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Primavera do Leste - MT Provas: SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Cardiologia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Cirurgia Geral | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Cirurgia Vascular | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Dermatologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista em Alergia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Anestesia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista em Oncologia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista em Radiologia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Cirurgia Oncológica | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista em Reumatologia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Endocrinologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Infectologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Mastologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Ginecologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Otorrinolaringologia | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Pediatra | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Neurologista | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Psiquiatra | SELECON - 2023 - Prefeitura de Primavera do Leste - MT - Médico - 20h - Especialista Urologia |
Q2310996 Português

Leia o texto a seguir:


Entenda como são as nuvens raras que apareceram

na China e assustaram as redes sociais


Nuvens do gênero mammatus, que recebem esse nome por causa do formato arredondado, têm formação inversa, mas já foram vistas no Rio Grande do Sul


As nuvens do gênero mammatus, que recebem esse nome por causa do formato arredondado, parecido com mamas, vistas na província de Hubei, na China, na semana passada, são raras e se formam de maneira inversa que a maioria das concentrações. Vídeos do fenômeno meteorológico viralizaram nas redes sociais nos últimos dias.

Embora apresentem formatos diferentes do habitual, essas nuvens são conhecidas dos meteorologistas. Elas também já haviam sido notadas no céu de Porto Alegre (RS) no início do ano. Natália Pereira, diretora da Catavento Meteorologia, explica que o fenômeno é raro.

“O processo normal de formação de nuvens é ascendente, o ar quente evapora e se condensa. Dentro dessas nuvens mammatus, existe uma turbulência que causa um movimento descendente de energia, fazendo com que a base da nuvem fique arredondada. Por isso, o formato parecido com as mamas”, diz a especialista. A palavra mammatus vem do latim mamma, que significa úbere ou seio.

Adilson Nazário, meteorologista Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo, acrescenta que as mammatus são dependentes e estão geralmente associadas a outros tipos, como a cumulonimbus, responsáveis por tempestades e fortes temporais.

As mammatus são mais raras no inverno e costumam aparecer no período quente do ano, entre a primavera e o começo do outono, especialmente no verão. Estael Sias, meteorologista da MetSul, recorda o registro das nuvens no Rio Grande do Sul no início do ano. “As nuvens em formato de mamas no céu vieram com outras, que trouxeram chuva forte e temporais isolados de granizo em pontos dos vales e da Serra Gaúcha”.

Se você vir nuvens desse tipo no céu, não se assuste, como aconteceu com alguns internautas. “Elas não são apenas prenúncio de tempestade, mas também de dissipação”, diz Nazário. “Ela só é ameaçadora do ponto de vista visual, mas tem duração rápida”.



Fonte: https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/entenda-o-que-sao-asnuvens-raras-que-apareceram-na-china-e-assustaram-as-redes-sociais. Acesso em 26/08/2023


Em “Natália Pereira, diretora da Catavento Meteorologia, explica que o fenômeno é raro” (2º parágrafo), o termo destacado é classificado sintaticamente como:
Alternativas
Q2298533 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01
Os perigos da convicção inabalável


Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 11 set. 2023. Adaptado.
Assinale a alternativa em que todas as palavras usadas pertencem a um mesmo campo semântico.
Alternativas
Q2294314 Português

E tinha a cabeça cheia deles


  Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos.

   Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné.

   Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos.

    Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.


(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.)

O termo em destaque tem sua relação semântica indevidamente identificada em:
Alternativas
Respostas
161: C
162: D
163: E
164: B
165: E
166: A
167: D
168: C
169: A
170: D
171: C
172: B
173: E
174: D
175: D
176: C
177: D
178: D
179: D
180: D