Questões de Concurso Sobre ortografia em português

Foram encontradas 17.253 questões

Q3726202 Português
Marque a alternativa abaixo em que a palavra deve ser grafada com a letra Z e não com a letra S: 
Alternativas
Q3726197 Português
Marque a alternativa em que a palavra deve ser acentuada segundo o novo acordo ortográfico: 
Alternativas
Q3724411 Português

Instrução: Leia o Texto para responder à questão.

 

Como a avaliação de leitura escancara desigualdade do Brasil

Média do país esconde um abismo: a elite não vai mal, enquanto os alunos pobres, que são a maioria, têm baixo nível de aprendizagem

Ernesto Martins Faria e Lecticia Maggi

27 de maio de 2023

 

O Brasil conseguiu média de 419 pontos no Pirls (Progress in International Reading Literacy Study), uma avaliação global de leitura, aplicada a alunos do 4° ano do Ensino Fundamental, e cujos resultados foram divulgados recentemente. Foi a estreia do país no exame, que ocorre a cada cinco anos, desde 2001, por iniciativa da IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), uma cooperativa de instituições de pesquisa e acadêmicos. Na última edição, de 2021, foram avaliados 65 países ou regiões e o Brasil ficou nas últimas colocações, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.

No entanto, é importante relembrar que a média é, como o próprio nome diz, uma média da pontuação de todos os estudantes que compuseram a amostra. Isso evidentemente nos ajuda a conhecer a situação do país, mas não é suficiente para indicar quais são as ações mais urgentes. Uma análise mais aprofundada do Pirls, considerando os resultados por nível socioeconômico, chamado de NSE, dos estudantes, escancara a profunda desigualdade educacional brasileira: temos uma pequena elite (formada por 5% dos estudantes) que conseguiu 546 pontos. Esses alunos não ficam tão atrás do desempenho obtido por colegas de alto NSE de países como Espanha (550 pontos), França (553) e Portugal (555). Superam Geórgia (521) e a região da Bélgica de língua: francesa (531). Pode-se dizer, portanto, que são competitivos internacionalmente.

Já na outra ponta estão os alunos de baixo nível socioeconômico do Brasil: grupo formado por 64% dos estudantes, que obtiveram média de 390 pontos. Seus resultados são muito inferiores aos dos alunos de mesmo NSE de Espanha (488), França (462) e Portugal (488), por exemplo. Aqui, é necessária uma ponderação: ainda que o indicador de NSE busque fazer equivalência entre os estudantes dos diversos países participantes - considerando em seu cálculo as respostas dos pais ou responsáveis sobre os recursos presentes dentro de casa, e a escolaridade e profissão deles - sabe-se que não é uma medida perfeita. Os estudantes brasileiros pobres, muito provavelmente, têm desafios maiores que os estudantes de baixo nível socioeconômico de nações ricas.

No entanto, não há justificativa plausível para esse abismo. Como o próprio Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) traz em seu resumo executivo sobre o Pirls, a diferença na média dos estudantes brasileiros de alto e de baixo NSE foi de 156 pontos. Em nível internacional, a diferença entre esses grupos é de 86 pontos.

Os estudantes brasileiros pobres não conseguiram alcançar o nível mais baixo da escala: 400 pontos. Dessa forma, não é possível aferir o que eles são ou não capazes de fazer. É bastante provável que uma parcela relevante desses alunos, em especial aqueles que obtiveram menos de 340 pontos (25%), não tenha conseguido sequer ler a prova. Em outras nações, não há estudantes com menos de 300 pontos e pontuação inferior a 400 é um cenário de exceção.

As desigualdades raciais do Brasil também estão presentes nos resultados: estudantes autodeclarados brancos e amarelos alcançaram média de 457 pontos, enquanto estudantes pretos, pardos e indígenas, de 399. Há também diferenças por gênero: meninas obtiveram média de 431 pontos contra 408 dos meninos.

Além do nível socioeconômico e da cor/raça, o Pirls também aponta outros fatores relacionados aos resultados. Entre os fatores extraescolares, destacam-se a importância do suporte dos pais ou responsáveis e do hábito leitor deles. Estudantes cujos pais ou responsáveis costumavam ler, contar histórias ou cantar músicas para eles tiveram média de 518 pontos ante 418 daqueles que "nunca" ou "quase nunca" tiveram essas atividades em casa. Estudantes com pais que disseram "gostar muito" de ler conquistaram 526 pontos ante 479 daqueles com pais que "gostam pouco" ou "não gostam" de ler.

São apontados também fatores escolares com influência nos resultados, como a escassez de recursos relacionados à leitura, como livros. Nas escolas em que os diretores responderam que o ensino não foi afetado pela escassez de recursos (26% do total), a média dos estudantes foi de 481 pontos. Já nas unidades em que os diretores reportaram que "afetou de alguma maneira" (73%), a média foi de 398. Aqui surge uma questão importante: as escolas precisam compensar as desigualdades socioeconômicas de seus estudantes, porém, elas não têm conseguido isso. As unidades com maior escassez de recursos são aquelas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico, justamente as que mais dependem de um currículo e de um sistema de avaliação público exigentes. Por isso, a importância de se rever o atual Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) para que cubra habilidades mais complexas dos estudantes.

O que o Pirls revela é que a aprendizagem em leitura na idade adequada é para poucos no Brasil. E esses poucos têm um perfil bem definido: alto nível socioeconômico, brancos, com pais com hábito leitor e inseridos em um sistema que garante os recursos necessários para oportunizar a leitura. Alunos que estão, em sua maioria, em escolas privadas de elite (já que também há baixa qualidade em escolas particulares). É um grupo seleto e privilegiado com suporte dentro e fora da escola, enquanto a maior parte dos estudantes não conseguem ter boas oportunidades educacionais.

O que devemos fazer como sociedade é nos incomodarmos com esses resultados e refletirmos sobre nossos currículos, avaliações, programas de formação de professores e materiais didáticos. Olharmos para o que outros países fazem (e como fazem). E, mais do que tudo, não aceitar que a educação favoreça os já favorecidos. A educação precisa ser um mecanismo efetivo de combate às desigualdades sociais.

 

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2023/05/27/Como-a-avalia%C3%A7%C3%A3o-de-leitura-escancara-desigualdade-do-Brasil>. Acesso em: 24 de maio de 2023.

Leia o trecho a seguir:
"Os estudantes brasileiros pobres, muito provavelmente, têm desafios maiores que os estudantes de baixo nível socioeconômico de nações ricas."
É CORRETO afirmar que o uso do acento circunflexo na palavra em destaque tem como objetivo:
Alternativas
Q3720101 Português
Quanto ao Novo Acordo Ortográfico, assinale a opção incorreta:
Alternativas
Q3716554 Português
O tempo está voando?


    Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas, os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar parado, em alguns momentos?


    Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais longos. O que acontece é que a sensação de passagem do tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à memória – além de vários neurotransmissores.


    Nada interfere tanto na percepção do tempo como as nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer apressado ou lento.


    É por isso que quando nos acontecem coisas boas, temos a impressão de que o tempo passa rápido demais. Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes. Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.


    Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção. Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet e John Wearden afirmam que experiência da passagem do tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas com o estado emocional de cada um.


    Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as novidades e experiências marcantes que costumam fazer parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens presos a uma rotina monótona. Independentemente da idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros encantos do cotidiano que geralmente passam despercebidos.


(Fonte: Uol - adaptado.)
Das palavras a seguir, qual está grafada CORRETAMENTE?
Alternativas
Q3713874 Português
O encontro

Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.

― Você está morando por aqui?

― Na casa do papai.

Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ― tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado. Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.

― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. Continuava bonita…

― Tenho um apartamento aqui perto.

Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?

― Você sempre faz compras de madrugada?

Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?

Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava. 

― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.

― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.

― Gozado.

Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca. E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante. Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.

― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.

― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.

― Você sempre gostou de festas.

― E você, não.

― A gente muda, né? Muda de hábitos…

― Tou vendo.

― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.

Ela, ainda sorrindo:

― Que Deus me livre.

Os dois riram. Era um encontro informal. Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois, se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada. Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada. Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir. Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir. Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir. Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Assinale a alternativa que apresenta a sentença com ortografia correta.
Alternativas
Q3713754 Português
Qual o idioma mais antigo já registrado?

Apesar de sua importância histórica, este idioma não chegou a ser usado fora do território em que se originou.

Os idiomas são uma ponte de comunicação entre diferentes povos, culturas e países. E embora o inglês seja o idioma mais usado no mundo atualmente, atingindo um número estimado de 1,27 bilhão de falantes, ele não é o mais antigo que se tem registro.


Qual o idioma mais antigo?

O idioma sumério surgiu no Oriente Médio aproximadamente por volta de 3.100 a.C. no sul da Mesopotâmia (atual Iraque, Turquia e Síria), de acordo com a Encyclopædia Britannica, plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido. No entanto, por volta de 2.000 a.C., esse idioma foi substituído na oralidade pelo semítico acadiano, sendo que a sua forma escrita continuou sendo usada por mais alguns anos. Ainda que tenha sido de grande importância e influência no desenvolvimento da Mesopotâmia e de outras civilizações antigas, o sumério nunca conseguiu se expandir para outros territórios, acrescenta a Britannica.


A história do sumério

O sumério pode ser dividido em quatro categorias: sumério arcaico, sumério antigo/clássico, novo sumério e pós-sumério. A primeira denominação abrange o período de 3.100 a.C., quando surgiram os registros iniciais do sumério, até cerca de 2.500 a.C. Sua compreensão ainda é complexa devido às dificuldades de leitura e interpretação, diz a Britannica. O sumério antigo ou sumério clássico abrange o período de 2.500 a 2.300 a.C., sendo usado pelos primeiros governantes de Lagash (uma importante cidade da antiga Suméria) em seus textos comerciais, jurídicos e administrativos, bem como em cartas particulares ou oficiais. Em relação ao período histórico do novo sumério, a Britannica menciona que ele chegou ao fim por volta de 2.000 a.C. No período da Antiga Babilônia, os sumérios perderam sua identidade política e o idioma foi gradualmente desaparecendo, mas a escrita continuou até o fim do uso da escrita cuneiforme (produzida com o auxílio de objetos em formato de cunha). Deu-se o nome de “pós-sumério” a essa última fase do idioma.

National Geographic - História e cultura. Disponível em:
<https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023
/08/qual-o-idioma-mais-antigo-ja-registrado>
Assinale a alternativa que apresenta a palavra com ortografia incorreta.
Alternativas
Q3713327 Português
FUGA DO CÃO


Juliano Martinz


    Era uma perseguição implacável. Injusta, poderia dizer. Afinal, como duas pernas podem competir contra quatro?

    Enquanto corria tanto quanto podia, percebia em assustadores relances que o cachorro ia alcançá-lo.

    Podia ouvir os sons guturais que provinham das entranhas do quadrúpede sedento de sangue.

     Neste momento, ao perceber o fôlego lhe faltando, Jonas se arrependeu. Maldita hora que decidira entrar pelo portão deixado aberto pelo vizinho para pegar algumas frutas. Seus pais não lhe haviam ensinado tão incisivamente que pegar bens alheios é roubo?

    Malditas laranjas suculentas, pensou! Tarde demais para lamentos. Entrara no quintal do vizinho sem autorização, despertara o cão raivoso e agora fugia do facínora.

    Em certo momento, nem sentia as pernas eram tão rápidas que dispensavam qualquer coordenação. Jamais imaginaria ser capaz de correr tanto assim.

    Tanto correu que, de repente, descobriu-se em outro bairro. Parou, resfolegando como um cavalo. Olhou para trás e descobriu que o cachorro desaparecera.

    Deu um grito de alegria ao perceber que fora mais rápido do que o cão. Quem poderia imaginar? Enfim, duas pernas venceram quatro! O feito renderia muitas histórias entre os amigos.

     E isto sem contar o fato de que o susto servira para lhe ensinar uma importante lição: da próxima vez, ouviria os pais e a voz da consciência.

    Foi quando um quintal alheio lhe chamou a atenção. Ao lado da casa, Jonas se deparou com uma cintilante árvore carregada de malditas laranjas suculentas!


(Fonte: https://corrosiva.com.br/cronicas/fuga-do-cao/)
Leia as palavras abaixo, transcritas do texto, atentamente. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a ordem alfabética CORRETA das mesmas.

perseguição pernas relances cachorro sons quadrúpede sangue roubo 
Alternativas
Q3713307 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)
Leia atentamente as palavras abaixo:
homem - nada - longe - casinha - sapé - mata - cidade - loja - espelho
Assinale a alternativa que apresenta as mesmas palavras acima na ordem alfabética CORRETA. 
Alternativas
Q3708315 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

O Brasil pode liderar a transição para uma bioeconomia circular

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Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
Alternativas
Q3706321 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

James Webb e Artemis inauguram nova era para a Nasa em 2022

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...e só chegou a termo após uma guinada bem-sucedida em sua gestão... (L.48-49)
O contrário do termo sublinhado no segmento acima é
Alternativas
Q3704808 Português
Assinale a alternativa que apresenta a palavra ortograficamente incorreta.
Alternativas
Q3703071 Português

TEXTO I 


Respeito ao outro e boas histórias


A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade. Menos adjetivo e mais substantivo.

A crise do jornalismo não pode ser explicada, exclusivamente, pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema, frequentemente, está no conteúdo.

Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa. Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida, como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida. (Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado)

Em qual alternativa há palavras acentuadas pelos mesmos motivos de: também, ofício e fenômeno, respectivamente? 
Alternativas
Q3702952 Português
Estava ............ de que os hackers invadissem sua conta, por isso não se ............. para tomar medidas preventivas e evitar a .................. do seu Instagram.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços da frase acima. 
Alternativas
Q3702947 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A ditadura do algoritmo
Nossa dependência da ferramenta que decide sucesso nas redes.

Por Walcyr Carrasco
Publicado em 27 fev. 2022

Um amigo todo dia posta uma foto sem camisa em seu perfil no Instagram. Objetivo: conquistar likes e seguidores. É o que se chama de biscoiteiro. Certa vez, abri meu celular e vi outro amigo, eternamente desempregado, em um veleiro, confortável, como se fosse dele. Postou fotos assim por semanas a fio. Certamente foi convidado para passar só o dia. Fez uns 800 cliques, que alimentavam seu perfil. Queria ser notado pelo algoritmo. Esse senhor, o algoritmo do Instagram, seleciona a exposição dos posts. De sua decisão, é obvio, depende o grau de adesão. Claro que ele leva em conta o interesse pelos posts, o grau de engajamento — likes e comentários — e vários fatores misteriosos. O algoritmo é uma ferramenta da inteligência artificial. Capaz de analisar meu histórico, trajetória, interesse, e por aí em diante. Quanto mais o algoritmo gostar de mim, maior sucesso terei no Instagram. Seu coração (embora não deva ter um) é tudo, menos óbvio. A cada instante descubro que existe alguém famoso que eu nem conheço, mas com milhões de seguidores. Seu segredo? Seduzir o dito-cujo. O império do algoritmo é tão poderoso que até Caetano Veloso fez uma música, Anjos Tronchos, falando a respeito dele.
Ter seguidores é uma mina de ouro. Quanto mais o perfil tem, maior o número de ações publicitárias. Já percebi: o algoritmo dita como as pessoas devem ser. Simpáticas, divertidas, sexy, sábias, elegantes… mas é tudo mentira, na maior parte das vezes. Quem faz sucesso tem equipes encarregadas de analisar as preferências do público no Instagram e fortalecer comportamentos de sucesso. E aí acontece essa loucura: advogado dando receita de bolo, dentista dando dicas de maquiagem masculina, “instas” especializados em fofoca, gente contando como foi estar em coma ou cachorrinhos e gatinhos fofinhos (que o algoritmo ama). Horror! Me aconselharam: “Fale mais sobre televisão”; “Conte da sua vida pessoal”; “Leia poesias”. Só que não tenho talento para virar um site de fofocas televisivas (nem seria ético), falar da minha vida ou mesmo vocação para ler poesias. Irritado, o senhor algoritmo me trata mal.
“A solução é fazer dancinha no Reels.” Ui! Permaneço em minhas fronteiras. Muitas vezes, ele elimina a publicação de alguém, o que é o terror dos terrores. Ameaça excluir a conta. Embora eu não viva do Instagram, morro de medo de isso acontecer. Como sobreviver sem um post, sem olhar o feed, os stories? (Amigos se ofendem se não confiro, mesmo se o algoritmo é que não tenha me deixado ver.) A vida social, os relacionamentos, tudo isso hoje depende das redes sociais. Tem mais. O algoritmo já saiu do Instagram. Agora ele permeia toda uma série de relações humanas. Interfere. Muitas vezes, estou conversando e, de repente, a pessoa me agarra e faz um vídeo, pensando que minha imagem vai agradar o algoritmo de suas próprias redes. Já vi acontecer até em namoro. O casal vai se beijar. Os dois agarram os celulares, fotografam e postam. É isso aí. Não existe mais relação a dois. O novo triângulo amoroso é com o algoritmo. Tome cuidado. É melhor ser simpático com ele.


Adaptado
https://veja.abril.com.br
Muitas vezes, ele elimina a publicação de alguém [...].” 3º§
A palavra destacada foi acentuada conforme a seguinte regra: 
Alternativas
Q3702803 Português
A acentuação gráfica ou sua ausência está incorreta em: 
Alternativas
Respostas
6521: B
6522: A
6523: D
6524: B
6525: A
6526: C
6527: C
6528: C
6529: A
6530: B
6531: E
6532: D
6533: C
6534: D
6535: C
6536: D
6537: A
6538: A
6539: B
6540: C