Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q3482986 Português
Com base nas regras da acentuação gráfica, assinale a alternativa que contém a série em que todas as palavras estão, corretamente, grafadas. 
Alternativas
Q3482983 Português
De acordo com o emprego do hífen, assinale a alternativa que apresenta a série em que todas as palavras estão grafadas dentro da norma padrão da Língua Portuguesa.  
Alternativas
Q3482334 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Princípios da Análise de Discurso Crítica 


Análise de Discurso Crítica é uma abordagem científica interdiscursiva para estudos críticos da linguagem como prática social. A transdisciplinaridade explica-se pelo fato de esta análise não somente aplicar outras teorias, mas também romper fronteiras epistemológicas, operacionalizando e transformando teorias para os propósitos da abordagem crítica no ensino de língua materna (FAIRCLOUGH, 2003). Assim, a Análise de Discurso Crítica constitui-se pela operacionalização de diversas disciplinas e estudos, dentre os quais destacamos aqui, com base em Fairclough (2001), os estudos fundadores de Bakhtin (1997) e Foucault (1977, 2003).


Tomando o cuidado de não reduzir um pensador como Bakhtin a um punhado de conceitos desligados do contexto histórico e político em que foram produzidos, é possível reconhecer em Bakhtin o pensador proponente da teoria de ideologia; da noção de dialogismo na linguagem.


Nos ensaios filosóficos sobre a linguagem, Bakhtin (2002, p.123) aponta a "verdadeira substância da língua" no processo social da interação verbal. Seguindo preceitos do Materialismo Histórico, indica a enunciação como a realidade da linguagem e como estrutura socioideológica, de modo a priorizar não só a atividade da linguagem, mas também sua relação indissolúvel com seus usuários. 


Bakhtin (1997, p.290) apresenta uma visão dialógica e polifônica da linguagem, segundo a qual mesmo os discursos aparentemente não dialógicos, como textos escritos, são sempre parte de uma cadeia dialógica, na qual respondem a discursos anteriores e antecipam discursos posteriores de variadas formas. A interação é entendida como operação polifônica, que retoma vozes anteriores e posteriores da cadeia de interações verbais, e não só uma operação entre as vozes do locutor e do ouvinte: "cedo ou tarde, o que foi ouvido e compreendido de modo ativo encontrará um eco no discurso ou no comportamento subsequente do ouvinte" (p.291).


Mais uma fonte fundadora da compreensão da linguagem como espaço de luta de poder são os trabalhos de Foucault. Dentre outras noções, são relevantes para a Análise de Discurso Crítica as noções foucaultianas do aspecto constitutivo do discurso; da interdependência das práticas discursivas; da natureza discursiva do poder; da natureza política do discurso e da natureza discursiva da mudança social (FAIRCLOUGH, 2001). 


Foucault (2003, p.10) problematiza a função constitutiva do discurso, concebendo a linguagem como uma prática que constitui o social, os objetos e os sujeitos sociais. Analisar discursos, nessa perspectiva, é especificar formações discursivas interdependentes, bem como sistemas de regras que possibilitam a ocorrência de certos enunciados em determinados tempos, lugares e instituições. Conforme Foucault (2003, p.66), "toda tarefa crítica, pondo em questão as instâncias de controle, deve analisar ao mesmo tempo as regularidades discursivas através das quais elas se formam; e toda descrição genealógica deve levar em conta os limites que interferem nas formações reais". Da ideia de regulação social 'do que pode ou não ser dito' em práticas situadas - o que traz à tona tanto relações interdiscursivas quanto relações entre o discursivo e o não essencialmente discursivo - origina-se o conceito fundamental para a Análise de Discurso Crítica de ordem de discurso: a totalidade de práticas discursivas dentro de uma instituição ou sociedade e o relacionamento entre elas (FAIRCLOUGH, 1989).


Como alerta Brait (2008, p.9-10), "ninguém, em sã consciência, poderia dizer que Bakhtin tenha proposto formalmente uma teoria ou análise do discurso", entretanto, "também não se pode negar que o pensamento bakhtiniano representa, hoje, uma das maiores contribuições para os estudos da linguagem (...)", tendo motivado "o nascimento de uma análise dialógica do discurso".


https://www.scielo.br/j/bak/a/Vzfxj5xTVBsLvpZkk4K9 GBz/. Adaptado.
Toda tarefa crítica, pondo em questão as instâncias de controle, deve analisar ao mesmo tempo as regularidades discursivas através das quais elas se formam; e toda descrição genealógica deve levar em conta os limites que interferem nas formações reais.

De acordo com as regras de acentuação gráfica vigentes na atualidade, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3482305 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que às vezes fracassamos quando nos esforçamos demais


"Quando a imaginação e a força de vontade estão em conflito, são antagônicas, é sempre a imaginação que vence, sem exceção."


Foi assim que o psicólogo francês Émile Coué explicou o que o intelectual e escritor Aldous Huxley chamou de Lei do Esforço Inverso.


Se a bela frase de Coué te confundiu, pense na areia movediça. É uma superfície que parece sólida, mas que se você pisar nela, esta se separa em água e areia e faz o corpo afundar e sair exige uma força enorme.


Muitos de nós só vimos isso em filmes ou quadrinhos, quando personagens são engolidos enquanto tentam desesperadamente evitar o destino.


É aí que reside o erro e a razão pela qual as areias movediças são uma boa analogia.


Algo semelhante deve ser feito quando você não consegue adormecer, ou tem um ataque de riso em um momento inconveniente, ou não consegue lembrar-se de algo; em vez de se forçar a tentar fazer o que não consegue, relaxe ou pense em outra coisa.


Isso porque, embora possa parecer contraditório, às vezes fracassamos porque nos esforçamos demais.


Isso não significa que você tenha que fazer nada, ou que sempre precisa ter uma atitude passiva diante da vida, mas, às vezes, quanto mais você tenta melhorar algo através da força de vontade, mais piora a situação.


O escritor Liev Tolstói ilustrou o conceito em seu livro Anna Karenina, descrevendo o que aconteceu ao proprietário de terras Konstantin Levin quando ele encontrou harmonia no cultivo da terra com os camponeses:


"Começou a ocorrer uma mudança no trabalho que o enchia de prazer. No meio do trabalho, havia momentos em que ele se esquecia do que estava fazendo e trabalhava sem esforço, e nesses mesmos momentos sua fileira era tão bem cortada quanto a de Tit."


"Mas assim que se lembrava do que estava fazendo e tentava fazer melhor, sentia o peso do esforço e tudo resultava pior."


Os taoístas chamam algo semelhante de "wu wei", que pode ser traduzido como "ação sem esforço".


Em linhas gerais, a ideia é que quando paramos de lutar e aprendemos a esperar e observar, vemos com mais clareza que existem forças externas que nos superam e, às vezes, temos que seguir o fluxo e só agir no momento certo e com as medidas corretas para chegar ao destino desejado.


Ao agir precipitadamente, cada passo é um erro potencial, e a emoção e o ego guiam as decisões mais do que a razão.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g2996p2mjo. Adaptado.
Os 'taoístas' chamam algo semelhante de wu wei, que pode ser traduzido como ação sem esforço.

A regra de acentuação que explica o acento do vocábulo destacado é:
Alternativas
Q3481953 Português
A saga de uma década para traduzir o 'intraduzível' 'Grande Sertão: Veredas'

(Camilla Veras Mota)


Grande Sertão: Veredas é o Monte Everest do mundo da tradução. Como verter para outro idioma um romance experimental de 600 páginas sem divisão por capítulos, narrado por um jagunço que conta uma epopeia no sertão de Minas Gerais com neologismos, onomatopeias, paranomásias, aliterações e assonâncias?

Foi essa a pergunta que a australiana Alison Entrekin se fez em 2014, quando aceitou tocar um projeto para traduzir o clássico de Guimarães Rosa para o inglês. Ela sabia que o trabalho seria hercúleo, mas não imaginou que duraria uma década.

No fim de 2023, entregou uma primeira versão a seu agente literário, encarregado de apresentála ao mercado editorial. O livro foi arrematado em um leilão pela editora americana Simon & Schuster em meados de 2024 e tem publicação prevista para 2026.

Promete ser um acontecimento: a outra única edição em inglês de Grande Sertão, lançada em 1963, não passou da primeira tiragem e ficou conhecida como uma versão desidratada que não está à altura do original. O próprio Guimarães Rosa chegou a se queixar, em trocas de cartas com seu tradutor para o alemão, de que o texto não capturava a singularidade de sua obra.

Se um dos problemas apontados para o fracasso daquela época foi o conhecimento limitado do português da tradutora americana Harriet de Onís, que acabou largando o trabalho no meio do caminho, desta vez a situação não podia ser mais distinta. Entrekin vive no Brasil desde 1996, quando, vindo de Perth, na costa australiana, desembarcou em Santos (SP), a cidade natal do marido.

Por dez anos, de segunda a sexta, a australiana acordou cedo, levou a filha para a escola, voltou para casa e sentou na frente do computador para reconstruir em inglês o sertão de Minas Gerais.

(https://www.bbc.com/, com adaptações)
As palavras “inglês” e “apresentá-la”, empregadas no texto, são acentuadas graficamente em razão de regras de acentuação distintas. 
Alternativas
Q3480390 Português
Assinale a alternativa em que ocorre uma palavra proparoxítona. 
Alternativas
Q3480309 Português
Assinale a alternativa em que a forma pluralizada da palavra apresentada está incorreta, considerando o emprego do hífen. 
Alternativas
Q3473761 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Corais danificados pelo aquecimento global são recuperados 


"Esta parte do mundo é muito especial", afirma a bióloga marinha Taryn Foster sobre o arquipélago dos Abrolhos no Oceano Índico, a 64 km a oeste do litoral da Austrália. 


"Não há palmeiras, nem vegetação exuberante", prossegue ela. "Mas, quando você entra na água, vê todas essas espécies de corais e peixes tropicais.


Os corais são animais conhecidos como pólipos, encontrados principalmente nas águas tropicais. Os pólipos têm corpos moles e formam uma casca externa dura, extraindo carbonato de cálcio do mar. Com o passar do tempo, essas cascas se acumulam, formando as bases dos recifes que observamos hoje em dia.


Os recifes de coral cobrem apenas 0,2% do leito do oceano, mas fornecem habitat para mais de um quarto das espécies marinhas do planeta. Essas criaturas são sensíveis ao calor e à acidificação. Por isso, nos últimos anos, com os oceanos ficando mais quentes e mais ácidos, os corais ficaram sujeitos a doenças mortais.


Os corais doentes ficam brancos. E Foster testemunhou em primeira mão o processo de branqueamento. Segundo a Rede Global de Monitoramento dos Recifes de Coral, um aumento de 1,5°C da temperatura da água causa perdas de 70% a 90% dos recifes do planeta. E alguns cientistas afirmam que, até 2070, todos os recifes terão desaparecido.


"As mudanças climáticas são a ameaça mais significativa para os recifes de coral em todo o mundo", alerta Cathie Page, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas. "Graves eventos de branqueamento causados pelas mudanças climáticas têm efeitos muito negativos", prossegue ela, "e ainda não temos boas soluções." 


Os esforços de restauração dos corais costumam envolver o transplante de corais minúsculos, cultivados em viveiros, sobre os recifes danificados. Este trabalho é lento, de alto custo e apenas uma fração dos recifes ameaçados recebe ajuda. Mas é nas águas rasas do arquipélago dos Abrolhos no litoral da Austrália que Foster testa um sistema que, segundo ela, reviverá os recifes com mais rapidez.


O processo envolve o enxerto de fragmentos de coral em pequenos suportes, que são inseridos em uma base moldada maior. Estas bases são agrupadas em lotes e colocadas sobre o leito do oceano. Foster foi quem projetou a base, em forma de disco plano com ranhuras e uma alça, feita de concreto de rocha calcária.


"Queríamos que fosse algo que pudéssemos produzir em massa, a preço razoável", explica a bióloga. "E que fosse facilmente lançado por um mergulhador ou por um veículo de operação remota." Até o momento, os resultados foram animadores.


"Nós desenvolvemos diversos protótipos diferentes dos nossos esqueletos de coral", explica Foster. "E também testamos com quatro espécies diferentes. Todas elas crescem maravilhosamente." 

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72j3n9x88zo.adaptado.


Não há palmeiras, nem vegetação exuberante, prossegue ela. Mas, quando você entra na água, vê todas essas espécies de corais e peixes tropicais.

De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3471542 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Esquecer é uma função normal da memória



Esquecer-se de coisas no dia a dia pode ser um pouco irritante ou, à medida que envelhecemos, um pouco assustador. Mas é parte da função normal da memória, permitindo-nos seguir em frente ou abrir espaço para novas informações.

As nossas memórias não são, na verdade, tão confiáveis quanto pensamos. Mas que nível de esquecimento é normal? Analisemos as evidências.

Quando nos lembramos de algo, nossos cérebros precisam aprender a memória, mantê-la segura e recuperá-la quando necessário. E o esquecimento ocorre em qualquer parte desse processo.

Ao receber informação sensorial pela primeira vez, o cérebro não processa tudo. Assim, usamos nossa atenção para filtrar as informações importantes.

Isso significa que, quando codificamos nossas experiências, codificamos principalmente aquilo em que prestamos atenção.

Quando alguém se apresenta em um jantar enquanto prestamos atenção em outra coisa, não codificamos o nome. É uma falha de memória, mas é totalmente normal e bastante comum.

Hábitos e estrutura, como sempre colocar as chaves no mesmo lugar para que não tenhamos que codificar sua localização, ajudam-nos a contornar o problema.

Ensaiar também é importante para a memória. As memórias que mais duram são aquelas que ensaiamos e recontamos, embora, muitas vezes, adaptamo-las a cada releitura e, provavelmente, nos lembremos do último ensaio em vez do evento real em si.

Na década de 1880, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus ensinou a um grupo de pessoas sílabas sem sentido, que elas nunca tinham ouvido antes, e analisou o quanto lembraram delas ao longo do tempo. Ele mostrou que, sem ensaio, a maior parte da nossa memória desaparece dentro de um ou dois dias.

No entanto, as pessoas que ensaiaram as sílabas, repetindo-as em intervalos regulares, puderam lembrar por mais de um dia o número de sílabas.

Mas essa necessidade de ensaio pode ser outra causa do esquecimento diário. Quando vamos ao supermercado, codificamos onde estacionamos o carro, mas quando entramos na loja, ocupamo-nos de outras coisas que precisamos lembrar, como nossa lista de compras. Como resultado, esquecemos a localização do carro.

Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência. Quando saímos da loja e percebemos que não lembramos onde estacionamos o carro, provavelmente lembramos se era à esquerda ou à direita da porta da loja, no limite do estacionamento ou mais para o centro.

E, assim, em vez de ter que percorrer todo o estacionamento até encontrá-lo, fazemos a busca em uma área relativamente definida.

À medida que as pessoas envelhecem, elas se preocupam mais com a memória. É verdade que nosso esquecimento se torna mais pronunciado.

Quanto mais tempo vivemos, temos mais experiências e lembranças. Mas as experiências têm muito em comum, o que significa que pode se tornar complicado separar esses eventos em nossa memória.

Se você só passou férias na praia na Espanha uma vez, você se lembrará com grande clareza. Agora, se você já foi de férias para a Espanha muitas vezes, visitou diversas cidades em momentos diferentes, lembrar se algo aconteceu na primeira vez em Barcelona ou na segunda, ou se seu irmão estava nas férias em Maiorca ou Ibiza, torna-se mais desafiador.

A sobreposição de memórias, ou interferência, atrapalha a recuperação de informação. Imagine arquivar documentos no seu computador. Ao iniciar o processo, você tem um sistema claro, em que saberá onde encontrar cada documento que guardar.

Mas à medida que mais e mais documentos entram, fica difícil decidir a qual das pastas ele pertence. Você também começa a colocar muitos documentos em uma pasta porque todos eles estão relacionados a um mesmo item.

Isso significa que, com o tempo, torna-se difícil recuperar o documento certo quando precisar dele, seja porque você não consegue saber onde o colocou, ou porque sabe onde ele deve estar, mas há muitas outras coisas para pesquisar.

Mas não esquecer também pode ser perturbador. O transtorno de estresse pós-traumático é um exemplo de uma situação em que as pessoas não conseguem esquecer. A memória é persistente, não desaparece e, muitas vezes, interrompe a vida diária.

Há experiências semelhantes com memórias persistentes no luto ou em casos de depressão, condições que dificultam o esquecimento de informações negativas, quando esquecer seria extremamente útil.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72gx0x7zl1o.adaptado.
As nossas memórias não são, na verdade, tão confiáveis quanto pensamos. Mas que nível de esquecimento é normal?
Analisemos as evidências. De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3471507 Português
Assinale a alternativa que apresenta a palavra escrita segundo a ortografia oficial da língua portuguesa: 
Alternativas
Q3471448 Português
Assinale a alternativa que apresenta todas as palavras escritas segundo a ortografia oficial da língua portuguesa.
Alternativas
Q3471445 Português
Na frase “Eu já terminei o CONSERTO do piano, pois ele será utilizado pelo pianista no CONCERTO de hoje”, os termos em destaque são homônimos. Assinale a alternativa que também apresenta um par de homônimos.
Alternativas
Q3471002 Português
Complete a frase corretamente: “Maria Luiza _____________ para pegar o ônibus.” 
Alternativas
Q3471001 Português
Complete a frase corretamente: “A água correu _______________ pela rua.” 
Alternativas
Q3470932 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Mas, por trás dessa teimosia, apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada. 

De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3470510 Português
FURACÕES ESTÃO FICANDO FORTES DEMAIS PARA NOSSAS ESCALAS DE MEDIDA


Um trabalho importante da meteorologia é antecipar fenômenos climáticos – especialmente aqueles que podem ser ameaças à população. No caso de furacões, existe uma classificação para estimar possíveis danos materiais que ele pode causar: a escala de furacões Saffir-Simpson. Ela avalia a força de um furacão de 1 a 5, com base na velocidade sustentada de seus ventos.

Desculpe, mas qual é mesmo seu nome? De 119 a 153 km/h, um furacão é considerado de “categoria 1”. São ventos perigosos, que vão causar alguns danos: quebrar galhos grandes de árvores, arrancar árvores de raízes superficiais do chão, danificar alguns telhados, e causar quedas de energia por alguns dias.

De 252 km/h para cima são os furacões mais perigosos, os de “categoria 5”. Os danos são catastróficos, causando destruição completa de casas, quedas de árvores e falhas de energia que duram por meses. A área afetada pode ficar inabitável por semanas ou meses.

Graças ao aquecimento global, essa categorização pode estar ficando obsoleta. Uma dupla de pesquisadores defende a criação de novas categorias na escala, a fim de englobar a intensificação recente das tempestades causadas pelo aquecimento do planeta. Sua pesquisa foi publicada no periódico PNAS.

Na última década, cinco furacões registraram velocidades de vento tão altas que, segundo os autores, deveriam ter sido classificadas como tempestades de “categoria 6” – e, se a emissão de poluentes continuar no ritmo atual, o planeta pode aquecer tanto a ponto de termos tempestades de “categoria 7”.

Por causa do jeito que a escala Saffir-Simpson funciona, não existem furacões de categoria 6 ou categoria 7 – tudo acima dos 252 km/h é categoria 5. Segundo a dupla, essa classificação atual falha em transmitir os riscos representados pelas tempestades mais fortes. Eles defendem que a categoria 5 deveria ir de 252 km/h até 309 km/h, e tudo acima disso deveria entrar na categoria 6.

Fonte: Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/furacoes-estao-ficandofortes-demais-para-nossas-escalas-de-medida/
Assinale a alternativa em que não há erro ortográfico.
Alternativas
Q3470283 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente de acordo com as normas ortográficas.
Alternativas
Q3470282 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente de acordo com as normas ortográficas.
Alternativas
Q3470040 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais


Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.

À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).

Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.

"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."

O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.

As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos.

Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.

Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.

"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.

"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."

Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.

De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.

Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.

"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.

Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.

"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."

Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.

Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.

Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados.

"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.

Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.

Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.

Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.

Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.

"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.

"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.
[...] porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.
O número de vocábulos presentes que contêm dígrafos é de:
Alternativas
Q3468378 Português
Jogos Olímpicos e o respeito à natureza

        A primeira edição dos Jogos Olímpicos aconteceu há cerca de 2.800 anos. De acordo com historiadores e arqueólogos, ela ocorreu na cidade de Olímpia, na Grécia, de onde tem origem o nome Olimpíadas. os Jogos Olímpicos da Antiguidade se tornaram símbolo da paz e da união entre os povos porque, no período em que aconteciam as competições, todas as guerras e rivalidades entre nações eram suspensas de comum acordo. O francês Pierre de Coubertin, que sempre foi apaixonado por esportes, foi quem criou os Jogos Olímpicos da era moderna. Ele teve a ideia depois de saber das escavações arqueológicas que revelaram informações sobre os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Então, criou o Comitê Olímpico Internacional e fez a primeira competição acontecer também em Olímpia, no ano de 1896.


        Em 2024, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos aconteceram em Paris, a capital da França! Chamaram a atenção desde a escolha das mascotes. Em vez de um animal, como geralmente acontece, nesta edição, as mascotes tiveram a forma de um chapéu ou gorro, que tem o nome de barrete frígio e um significado forte na França. Sua história é antiga.
Na Roma Antiga, quando um gladiador escravizado ganhava uma luta, ele recebia um barrete frígio, que era o símbolo de sua libertação. Tempos depois, o gorro foi usado por manifestantes, durante a Revolução Francesa, que aconteceu no final do século 18. Seus participantes queriam o fim da monarquia e dos privilégios da nobreza, e tinham como lema “liberdade, igualdade e fraternidade”. Com essa escolha, a organização dos Jogos quis dar um recado ao mundo. Mas que recado é esse? Ele tem a ver com a tradição de paz que esse evento promove e traz um alerta sobre um futuro de proteção do nosso planeta.


        Os Jogos chamaram a atenção para a emergência climática que a Terra vive. Se nós, humanos, não conseguirmos reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera e frear outras ações que prejudicam a natureza e o meio ambiente, viveremos situações cada vez mais difíceis. Além disso, mostraram como é possível que grandes eventos aconteçam com menor impacto para a natureza. Por isso, planejaram ser a edição mais sustentável de todos os tempos, investindo na instalação de painéis de energia solar e na criação de mais espaços para bicicletas. Até o cardápio incluiu menos carne e mais opções de comidas vegetarianas. E muitas das instalações que abrigaram os atletas já existiam e foram readaptadas para esse fim. Outras foram construídas como temporárias ou com uso reduzido de cimento e madeira, e alimentadas com energia solar e têm espaços verdes.

(Texto adaptado especialmente para essa prova. Revista CHC - Julho 2024 - edição 356 – acesso em 31 de julho de 2024.)
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafos.
Alternativas
Respostas
4141: A
4142: B
4143: B
4144: C
4145: E
4146: E
4147: B
4148: C
4149: C
4150: E
4151: A
4152: B
4153: A
4154: A
4155: A
4156: B
4157: A
4158: D
4159: A
4160: B