Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa vida
A família não é um conto de fadas, ___________ os contos de fadas não ajudam nem um pouquinho a família.
Cinderela é maltratada pela madrasta, o que todo mundo sabe, mas também pelas duas irmãs. Nem as irmãs inspiram confiança. O mesmo pode-se notar com os Três Porquinhos, que entram em uma competição para ver quem é o melhor. O pai de Branca de Neve é omisso e o da Bela e a Fera sacrifica a filha para se salvar. Pinóquio não pode mentir, senão perde o paradeiro humano. Lar é prisão, feito de inveja e ciúme.
As histórias só despertam suspeitas dentro de casa. Passa-se a mensagem de que o perigo dorme no quarto ao lado. A salvação vem de fora: ou com príncipes ou com anões, estranhos que devem resgatar as vítimas dos grilhões domésticos.
Talvez a avó de Chapeuzinho Vermelho seja uma _________ à regra, mas ela também sofre por ser boazinha.
Quem disse que as crianças não guardam essas ciladas imaginárias até darem o bote na ___________? Como gostar do padrasto ou da nova mulher com quem o pai casa? Como não rivalizar com os manos? Como não se indispor contra as tarefas e não entender os encargos de arrumar a cama, faxinar e lavar a louça como exploração e castigo?
Na verdade, guarda-se o condicionamento de que é preciso suportar pai e mãe, aguentar os irmãos, para uma redenção externa, pessoal e egoísta. Alívio é se ver livre das próprias raízes e viajar o mundo.
Não existem noções de solidariedade e de completude nos laços de sangue. Ninguém ajuda ninguém a ser feliz ou a superar os ritos de passagem. É a ideia que vigora nas construções maniqueístas ficcionais.
Não amamos a família. Pois atribuímos a ela nossa culpa e a fonte de nossos problemas. Erramos porque temos a referência traumática de tal mãe ou de tal pai, uma completa e oportunista isenção de nossas responsabilidades e de nossas escolhas. Os desvios são debitados sempre em nossa origem. Quando acertamos, acertamos sozinhos. Os méritos são exclusivamente nossos. Quando falhamos, são os nossos pais. É um jogo psicanalítico injusto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
I. O homem força a fechadura da porta com enorme força de vontade.
II. Tive que correr até a sede da empresa para beber água, estava morto de sede.
III. O cachorro abanou a cauda depois que lambeu a calda de chocolate do bolo.
IV. O comprimento da mesa era ideal para o cumprimento de todos os convidados durante o jantar.
V. A tempestade iminente trouxe consigo a sensação de perigo eminente para os moradores da região.
Em quais das afirmativas lidas há o emprego de um par de palavras homônimas?
“Os indícios em favor da existência do misterioso Planeta Nove estão se fortalecendo: novos cálculos fornecem as mais altas probabilidades estatísticas até agora reunidas de que pode existir um novo planeta além da órbita de Netuno, um planeta gelado com massa cinco vezes superior à da Terra.”
BATTIFOGLIA, Enrica. *Estudo vê indícios de existência de 9º planeta no Sistema Solar.* Planeta, 02 de maio de 2024. Disponível em: [https://revistaplaneta.com.br/estudo-ve-indicios-de-existencia-de-9o-planeta-no-sistema-solar](https://revistaplaneta.com.br/estudo-ve-indicios-de-existencia-de-9o-planeta-no-sistema-solar). Acesso em: 06 mai. 2024.
O texto seguinte servirá de base para responder à questãao.
COMIDAS DO FIM DO MUNDO
Os kits de alimentos para bunkers apresentados pela indústria como soluções para o caos se baseiam no medo, mas em um suposto planeta pós-apocalíptico as saídas não seriam pelo individualismo, e sim pelo compartilhamento e cooperação. Denise Mirás
Para um planeta retratado em filmes e discursos fanáticos como à beira do caos, destruído por extremos climáticos, pandemias e guerras, os kits de comidas para o pós-apocalipse andam florescendo entre consumidores, principalmente dos EUA. Não apenas alimentos muitas vezes ultraprocessados — o oposto dos frescos e saudáveis — mas também latas e vidros para conservas e até construção de bunkers em casas fazem parte dos negócios. Ofertas desses kits para o fim do mundo se espalham em sites, muitos deles ligados a extremistas, com cardápios e preços variados, por ordem de validade para armazenamento, e que vão de manteiga de amendoim a atum enlatado, de feijões a leite em pó. A Technavio, agência de análise de mercados, prevê aumento de US$ 3,20 bilhões nesse setor até 2028, com potencial de retorno calculado em 7,35%. A questão é: além dos investidores que apostam no medo do caos, os consumidores desses kits têm algum ganho no mundo real?
A resposta é negativa para a nutricionista Karine Durães, especialista em comportamento alimentar, e para o psiquiatra Filipe Doutel. As saídas para um suposto planeta pós-apocalíptico não estariam no individualismo, e sim no compartilhamento. Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas se não houvesse um trabalho de reconstrução com a cooperação de todos.
"Na verdade, já estamos destruindo o planeta, por escolhas do dia a dia. Não acredito em estocar alimentos e se manter distante da realidade da fome: quem não come nem hoje, não tem tempo de guardar comida", diz Karine, lembrando que "esperar o pior tira a pessoa do presente; ela se prepara para o abstrato, deixando de lado o agora". Essas neuroses inclusive induzem à ansiedade e à compulsão por comer, como explica a nutricionista. Para ela, ao contrário do individualismo, alimentação tem a ver com troca, inclusive no preparo. "E ninguém sobrevive só de comida em um bunker. Precisa de gente ao redor."
Filipe observa que já vivemos em condições ambientais mais extremadas e pandemias mais frequentes. "Não é ficção científica, é realidade. E se fechar, estocando comida em um bunker, não serve de nada", afirma. Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo e pelo ódio, sentimentos primitivos, instintivos, ao contrário de amor e tristeza, que são mais elaborados. "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", assinala. "Para dificuldades coletivas, as soluções têm de ser coletivas."
(ISTOÉ,abril2024)

Para 64% dos brasileiros, tragédia no RS tem relação direta com mudanças climáticas
Por ClimaInfo

(Disponível em: climainfo.org.br/2024/05/10/para-70-dos-brasileiros-tragedia-no-rs-tem-relacao-direta-commudancas-climaticas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Para 64% dos brasileiros, tragédia no RS tem relação direta com mudanças climáticas
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(Disponível em: climainfo.org.br/2024/05/10/para-70-dos-brasileiros-tragedia-no-rs-tem-relacao-direta-commudancas-climaticas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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(Disponível em: climainfo.org.br/2024/05/10/para-70-dos-brasileiros-tragedia-no-rs-tem-relacao-direta-commudancas-climaticas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Gigante pela própria natureza És belo, és forte, impávido colosso E o teu futuro espelha essa grandeza”
Assinale a alternativa em que as palavras estão corretamente acentuadas, na mesma regra ortográfica que as palavras destacadas no texto.

Alguns acentos diferenciais foram abolidos pelo último Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Marque a alternativa em que a palavra sublinhada está corretamente ACENTUADA.
“O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas”.
Os termos sublinhados recebem acento pelo mesmo motivo que os termos destacados em