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Questões de Concurso Sobre numerais em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 635 questões

Q3768996 Português
Considere as informações:

•  Estigma         por mulheres asiáticas que pedem divórcio
(https://www.terra.com.br/noticias, 31.08.2025. Adaptado.)

•  Quando, a energia elétrica caiu em praticamente toda a Península Ibérica, em Madri, era meio-dia e        . O que se seguiu a partir daí foi o que se espera em situações como essa: caos.
(https://www.nexojornal.com.br, 30.04.2025. Adaptado.)

•  NASA trouxe para Terra        gramas de um tipo de asteroide que “pode ter acelerado o surgimento da vida”
(https://expresso.pt/sociedade/ciencia, 27.09.2023. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3742970 Português
Assinale a opção gramaticalmente correta. 
Alternativas
Q3740025 Português
Em relação ao conceito de variação linguística, identifique a verdade ou falsidade de cada afirmativa abaixo, preenchendo os parênteses respectivamente com V ou F. A seguir, assinale a sequência correta obtida.
(___) A língua não é homogênea, apresentando variações temporais, regionais e sociais.
(___) A língua da classe dominante é superior, mais rica e mais cheia de detalhes do que a das classes economicamente inferiores.
(___) A variação linguística é um fenômeno universal, não se restringindo, por exemplo, à Língua Portuguesa.
(___) Cada indivíduo possui uma linguagem própria, que não apresenta mudanças em relação ao lugar, ao interlocutor ou às situações específicas.
(___) A variação linguística compromete muito a comunicação, confundindo a gramática e os sentidos das palavras.
Alternativas
Q3728085 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Literatura de jornal (o que é a crônica)


Artur da Távola


    A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.

    Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:

    É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.

    É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.

    A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.

    É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.

    Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.

    Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.

    Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.



Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044. 

“já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê.”


No trecho destacado, trocando-se a expressão “muito tempo” por “muitos anos” e considerando-se também possíveis alterações verbais, fica totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa a sequência

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Boa Vista - PB Provas: CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - PB - Analista - Especialidade: Analista Clínico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurocirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Bucomaxilofacial | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Especialista em Epidemiologia e Vigilância em Saúde | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Farmacêutico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Neurologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Clínico Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ortopedista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Enfermeiro Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Engenheiro em Segurança do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Otorrinolaringologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Pediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Endodontista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Psiquiatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Ultrassonografista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Urologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Especialista em Pacientes PCD | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Estomatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Odontopediatra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Cirurgião-Dentista - Especialidade: Protesista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Anestesiologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Plástico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Torácico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gineco/Obstetra | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Intensivista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Médico do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Nefrologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fisioterapeuta em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Fonoaudiólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Nutricionista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Psicólogo | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Analista - Especialidade: Terapeuta Ocupacional | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Cirurgião Vascular | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Clínico-Geral | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Dermatologista | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Endocrinologista Pediátrico | CESPE / CEBRASPE - 2025 - Prefeitura de Boa Vista - RR - Médico - Especialidade: Gastroenterologista Pediátrico |
Q3714470 Português

Texto CG1A1 


    A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova. Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e poluição do ar.


    Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até 14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1 trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados, 79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado por eventos como ondas de calor extremas e o processo de degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de suicídio e internações hospitalares. 


    Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto às experiências da emergência climática atual quanto à impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias socioambientais.


Internet: (com adaptações). 

Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência textual caso se substituísse, no quarto período do primeiro parágrafo do texto CG1A1, a forma verbal “forçando” por 
Alternativas
Q3703901 Português
Texto CG2A2-II


   Lembremos que a concepção moderna dos direitos do homem nasce contra a violência ou os privilégios, contra os preconceitos que sustentam todas as formas de violência, sejam elas físicas, psíquicas, raciais, de gênero ou religiosas. Segundo a concepção moderna dos direitos, os homens são portadores de direitos por natureza (direito natural) e por efeito da lei positiva (direito civil), instituída pelos próprios homens. Essa diferença dos direitos é de grande envergadura porque lhes permite compreender uma prática política inexistente antes da modernidade e que se explicita, significativamente, em ocasiões muito precisas: a prática da declaração dos direitos.

   A prática de declarar direitos significa, em primeiro lugar, que não é um fato óbvio para todos os seres humanos que eles são portadores de direitos e, por outro, que não é um fato óbvio que tais direitos devam ser reconhecidos por todos. Em outras palavras, a existência da divisão social (por exemplo, os grandes e o povo, em Maquiavel; as classes sociais, em Marx) permite supor que alguns possuem direitos e outros, não. A declaração de direitos inscreve os direitos na sociedade e na política, afirma sua origem social e política e se apresenta como objeto que pede o reconhecimento de todos, exigindo o consentimento social e político de todos. Esse reconhecimento e esse consentimento dão aos direitos a condição e a dimensão de direitos universais.

   A prática política da declaração de direitos ocorre em ocasiões muito precisas. De fato, algumas declarações de direito ocorrem em situações revolucionárias, isto é, naqueles momentos em que o Baixo da sociedade se rebela contra o Alto e não mais reconhece a ordem vigente injusta: na Revolução Inglesa de 1640; na Independência dos Estados Unidos; na Revolução Francesa de 1789; na Revolução Russa de 1917. Também encontramos a declaração de direitos no período posterior à Segunda Guerra Mundial, isto é, ao fenômeno do totalitarismo nazista e fascista, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Dessa maneira, os direitos dos homens se tornaram uma questão sociopolítica comprovada pelo fato de que as declarações dos direitos ocorrem nos momentos de profunda transformação social e política, quando os sujeitos sociopolíticos têm consciência de que estão criando uma sociedade nova ou defendendo a sociedade existente contra a ameaça de sua extinção. Não por acaso, portanto, no caso do Brasil, a luta pelos direitos humanos ganhou força social e política no combate à ditadura implantada em 1964 e aprofundada em 1969, com o Ato Institucional n.º 5.


Marilena Chaui. In: RIDH. Bauru, v. 10, n. 2, p. 13-26, jul./dez. 2022 (com adaptações). 
Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do texto CG2A2-II.  
Alternativas
Q3644952 Português
Atente aos textos a seguir para responder à questão.


Texto IV

Q16_19.png (225×204)

Fonte: Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/AfPVy9YKADEK2fSMuQ3P8jaXnGC6Ntlo2OqUY31xNSUqSXXD_Fig02c/. Acesso em: 06 jul. 2025.


Texto V

Q16_19_.png (276×204)

Fonte: Disponível em: https://incrivel.club/articles/20-placas-e-cartazes-que-sao-um-desafio-para-quem-le-mas-um-prato-cheio-para-o-bom-humor-1131410/. Acesso em: 06 jul. 2025.
Os desvios diversos da norma padrão, verificados na escrita do texto V, apontam para um produtor provavelmente com certas limitações – quer sejam de alfabetização ou de letramento. Com base nesta informação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3638501 Português
        O cérebro humano, assim como o restante do organismo, é formado por bilhões de células. Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas. É possível comparar o cérebro com um daqueles relógios antigos com centenas de engrenagens trabalhando em uníssono para fornecer a hora certa. O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.

        Os dois hemisférios são extraordinariamente conectados por uma espécie de “cabeamento” que faz a comunicação entre eles. Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso. E, para isso, os hemisférios dividem o seu trabalho.

        É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades e que, dependendo do lado que mais usarmos, teremos esta ou aquela habilidade. É a chamada teoria do hemisfério dominante. De acordo com essa teoria, se você for bom em matemática, linguagem ou lógica, por exemplo, é porque o seu hemisfério esquerdo é o dominante. E, se você for uma pessoa artística, com vocação para a pintura ou a música, o hemisfério dominante é o direito.

        Esta teoria classifica erroneamente as pessoas em dois tipos: as objetivas, racionais e analíticas, de um lado; e as passionais, sonhadoras e criativas, de outro. Na verdade, não existe um hemisfério dominante. Há inúmeros estudos neste campo da ciência. Os resultados das análises deixam claro que todos nós usamos os dois hemisférios igualmente, embora a atividade registrada em cada um deles dependa “do que estivermos fazendo”. Os estudos também demonstraram que o lado do cérebro utilizado para uma determinada atividade pode não ser o mesmo para todas as pessoas e, ainda, que há variações entre os indivíduos em relação a qual área ou metade do cérebro é empregada para uma ação específica.

        Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre o tema, o mito do hemisfério dominante ainda está muito presente hoje em dia. Isso se deve, em parte, porque ainda existem muitos aspectos desconhecidos sobre o funcionamento do cérebro humano.

Internet:<bbc.com>  (com adaptações).

De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.


O numeral “200”, no período “Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro.”, tem, no texto, flexão feminina, de forma que o trecho de que faz parte deve ser lido da seguinte forma: duzentas milhões de fibras nervosas.

Alternativas
Q3634145 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O século 21, tudo indica, não será mais predominantemente norte-americano e menos ainda europeu. Com velocidade surpreendente, envelheceu a ideia de uma modernidade baseada na expansão contínua da mercantilização de todas as coisas e de todas as relações humanas. Já podemos dizer com certeza que a modernidade dita neoliberal, que se disseminou com o colapso do socialismo de Estado, pecou por déficit crescentemente intolerável de imaginação política. A interdependência entre os sistemas econômicos deu muitíssimos passos à frente, com a circulação instantânea do dinheiro, a mundialização das cadeias de valor, a mobilidade intensa de mercadorias e pessoas. E uma vasta classe média global, apesar das desigualdades, apareceu no cenário.

    Tornamo-nos, existencialmente, interdependentes, até mesmo num sentido particularmente negativo, com a crise – inédita e crescente – das relações com a natureza, a disseminação de armas nucleares e a possibilidade de aplicação de inteligência artificial aos conflitos armados. De nenhum desses possíveis desastres, como é óbvio, estará a salvo qualquer povo eleito ou nação excepcional. Sem política, e deixado a si mesmo, esse movimento das coisas pareceu, e parece, dotado de uma inquietante autonomia, acontecendo fantasmagoricamente acima da consciência e da ação coletiva.

    Sempre se soube que a unidade tendencial do gênero humano, este belo sonho multissecular, não se daria como um processo automático e sem turbulência, ainda que a complexidade das situações recorrentemente nos espante. O descompasso entre o mundo amplo da economia e o âmbito estritamente nacional da política terminou por produzir seus frutos daninhos na forma de uma imensa crise da globalização.


(Luiz Sérgio Henriques, “O Brasil no espelho do mundo”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opinião)
A alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e verbal é:
Alternativas
Q3631534 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
Identifique a palavra correta nas opções entre parênteses das frases a seguir.

O prefeito teve seus direitos políticos (cassados/caçados) por corrupção.
Após comprovar embriaguez ao volante, o delegado decretou prisão em (flagrante/fragrante).
Sem a menor (descrição/discrição), o réu (infligiu/infringiu) todas as normas de respeito à autoridade judicial e comprometeu a (sessão/cessão/seção) de conciliação.

Assinale a alternativa que completam corretamente as frases. 
Alternativas
Q3623709 Português

Leia o texto a seguir, de Juliano Martins:


Fuga do cão


    Era uma perseguição implacável. Injusta, poderia dizer. Afinal, como duas pernas podem competir contra quatro?


    Enquanto corria tanto quanto podia, percebia em assustadores relances que o cachorro ia alcançá-lo.


    Podia ouvir os sons guturais que provinham das entranhas do quadrúpede sedento de sangue.


    Neste momento, ao perceber o fôlego lhe faltando, Jonas se arrependeu. Maldita hora que decidira entrar pelo portão deixado aberto pelo vizinho para pegar algumas frutas. Seus pais não haviam lhe ensinado tão incisivamente que pegar bens alheios é roubo?


    Malditas laranjas suculentas, pensou!


    Tarde demais para lamentos. Entrara no quintal do vizinho sem autorização, despertara o cão raivoso e agora fugia do facínora.


    Em certo momento, nem sentia as pernas – eram tão rápidas que dispensavam qualquer coordenação. Jamais imaginaria ser capaz de correr tanto assim.


    Tanto correu que, de repente, descobriu-se em outro bairro. Parou, resfolegando como um cavalo. Olhou para trás e descobriu que o cachorro desaparecera.


    Deu um grito de alegria ao perceber que fora mais rápido do que o cão. Quem poderia imaginar? Enfim, duas pernas venceram quatro! O feito renderia muitas histórias entre os amigos.


    E isto sem contar o fato de que o susto servira para lhe ensinar uma importante lição: da próxima vez, ouviria os pais e a voz da consciência.


    Foi quando um quintal alheio lhe chamou a atenção. Ao lado da casa, Jonas se deparou com uma cintilante árvore carregada de malditas laranjas suculentas!



Fonte: https://corrosiva.com.br/cronicas/fuga-do-cao/. Acesso em 02/09/2025 

A única alternativa que está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é:

Alternativas
Q3569366 Português
De acordo com Evanildo Bechara, em seu livro Moderna Gramática Portuguesa (2009), a linguagem, entendida como atividade humana de falar, apresenta cinco dimensões universais: criatividade (ou enérgeia), materialidade, semanticidade, alteridade e historicidade. Com base no conceito, analise as alternativas a seguir:
I. Criatividade, porque a linguagem, forma de cultura que é, se manifesta como atividade livre e criadora, ou “do espírito”, isto é, como algo que vai mais além do aprendido, que não simplesmente repete o que já foi produzido.
II. Materialidade, porque a linguagem não é uma atividade condicionada fisiológica e psiquicamente.
III. Semanticidade, porque a cada forma corresponde um conteúdo significativo, já que na linguagem tudo significa, tudo é semântico.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: DECORP Órgão: Prefeitura de Rodrigues Alves - AC Provas: DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Assistente Social | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Biomédico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Cirurgião Dentista | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Educador Físico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Enfermeiro | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Farmacêutico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Fisioterapeuta | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Médico Clínico Geral | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Nutricionista | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Ciências | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Geografia | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de História | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Matemática | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Matemática e suas Tecnologias | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Língua Portuguesa | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor Educação Infantil | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Psicólogo | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor EJA I | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Psicopedagogo | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Terapeuta Ocupacional |
Q3518295 Português
Leia atentamente as frases abaixo e marque aquela que apresenta clareza e coerência estrutural, sem ambiguidade: 
Alternativas
Q3505104 Português
Instrução: Leia trechos a seguir do texto Oniomania - O prazer de comprar e responda à questão.


    Oniomania é o nome dado ao comportamento compulsivo de comprar, ou seja, oniomania é o mesmo que transtorno de compra compulsiva ou transtorno compulsivo de comprar. É um quadro patológico que se caracteriza por uma compulsão recorrente de compras, é o ato de comprar bens materiais, geralmente sem qualquer necessidade disso, trata-se apenas do comprar por comprar.

    É uma alteração comportamental que diz respeito ao consumo desenfreado e incontrolável. Apenas o desejo de adquirir bens compulsivamente, culminando com problemas financeiros e desajustes na relação conjugal, familiar e social. Os problemas maiores vêm depois de alguns ou inúmeros episódios de compras. Antes é apenas prazer e sensação de alívio, depois vêm ansiedade, arrependimento e sentimento de culpa. Isso porque a satisfação logo desaparece e dá lugar ao sentimento de incapacidade de conter o comportamento compulsivo por compras desnecessárias.

[...]

    A oniomania é um transtorno comportamental que tem tratamento, psicológico e psiquiátrico. Há também a possibilidade de obter benefícios através de grupos de apoio, compartilhando testemunhos e meios de enfrentamento. Isso tudo visa à percepção do oniomaníaco no sentido de reconhecer e modificar seus padrões de pensamento e comportamento.


(ESTEVÃO, M. Disponível em: primeirapágina.com.br. Acesso em: 19/11/2024.)
Tome a frase: Há também a possibilidade de obter benefícios através de grupos de apoio, compartilhando testemunhos e meios de enfrentamento. Assinale a reescritura da frase que mantém coesão, coerência e correção gramatical.
Alternativas
Q3503716 Português
TEXTO 1


Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários

Por Gina Vieira Ponte


A função social da escola é garantir a todas(os) que passam pelos seus portões o acesso ao conhecimento científico poderoso que nos conecta com o que a humanidade foi construindo como saber, como experiência, como conhecimento, como marco civilizatório, ao longo do seu processo evolutivo. Falar de uma educação que se comprometa em olhar para todas as dimensões que constituem as(os) estudantes, falar de uma educação que se ocupe de educá-las(os) para que construam o pensamento crítico e incidam na sociedade buscando transformá-la é, portanto, falar de uma educação que as(os) olhe por inteiro, as(os) perceba em sua inteireza, como sujeitos sócio-históricos que são.

Entendendo que a concepção de Educação Integral deve orientar a organização do trabalho pedagógico em todas as etapas e modalidades e no ensino de todos os componentes curriculares, como incorporar às aulas de Língua Portuguesa os princípios, os pressupostos teóricos e as concepções da Educação Integral? Antes de tudo, é necessário destacar que a base histórica do ensino de Língua Portuguesa no Brasil apoia-se na ideia de transformar as diferenças em deficiências. Por muitos anos, o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada na ideia de confirmar às(aos) estudantes das camadas populares a sua suposta incompetência em relação a falar e utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer, de fato, os seus saberes e conhecimentos sobre ela (Soares, 2002).

A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, e apresentando o Português como uma língua dominada apenas por um grupo seleto. Também é importante relacionar essa concepção de ensino de língua com a nossa herança colonial. Sendo o Brasil um país de base histórica escravocrata e racista, muitas das teorias produzidas para pensar a educação brasileira, bem como o ensino de línguas, eram reproduções de ideias europeias que partiam da compreensão de que os grupos sociais miscigenados eram considerados incapazes (Patto, 2015).

A nossa riqueza cultural, a nossa diversidade como país está, em grande medida, materializada na diversidade linguística que nos constitui. Uma vez que a linguagem é o principal produto da cultura e o principal elemento para a sua transmissão, ignorar a diversidade linguística que nos constitui é restringir e aligeirar o trabalho realizado no ensino de línguas [...].

Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o) estudante compreenda a diversidade linguística que nos constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural. Este é um imperativo ético de uma Educação Integral que estabelece um compromisso inegociável com a garantia das aprendizagens (Guedes, 1997; Soares, 2002).

Para garantir esse direito, as(os) profissionais da educação precisam ainda se compreender como intelectuais orgânicas(os) (Giroux, 1997), precisam ter a sua autoria e autonomia respeitadas, devem ter, como elemento norteador do seu fazer pedagógico, a premissa de que “a aula de Português não faz sentido se não for dada para leitoras(es). Só a(o) leitora(or) pode ser chamada(o) a ler melhor o que leu e a escrever melhor o que escreveu” (Guedes, 1997, p.7). O sentido de ler, aqui, precisa também ser reconfigurado, porque não se restringe à concepção de leitura muitas vezes cristalizada na escola, em que se espera que a(o) aluna(o) leia apenas para aceitar ou descobrir os sentidos já constituídos como tradicionais nos textos. O que se deve buscar nessa leitura, como nos adverte o grande mestre Paulo Freire, é “uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989, p. 23).

Quanto à leitura, merece destaque também o trabalho com a literatura, a literatura brasileira como este “esforço histórico que construiu uma cultura de resistência ao colonialismo” (Guedes, 1997, p.11), a literatura como espaço de reflexão crítica sobre a realidade, sobre nós mesmos, a literatura como alimento para a imaginação. Em uma escola que se ocupa da Educação Integral, o trabalho com a literatura tem centralidade, porque ela é um dos elementos culturais mais importantes para a formação humana, ética, artística e para o desenvolvimento da capacidade de pensar de forma inteligente e profunda a realidade [...].

Na tarefa de construir a(o) leitora(or), nós, professoras e professores, precisamos estar atentas(os) também ao fato de que a curadoria que fazemos dos textos que trabalhamos em nossas aulas, no nosso compromisso de promover uma Educação Integral, não pode repercutir as exclusões históricas que deixaram fora do currículo oficial as produções de mulheres, de escritoras e escritores negras(os), indígenas, quilombolas, bem como das(os) escritoras(es) locais, aquelas(es) que escrevem sobre a realidade daquele território e daquela comunidade onde a escola está inserida [...].

Falar da interface entre ensino de Língua Portuguesa e Educação Integral é falar da promoção de uma educação genuinamente transformadora. Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo, a forma como a escola ensina essa língua será decisiva, não só quanto a garantir ou não o direito de a(o) estudante aprender, mas ela será decisiva na maneira como essa(esse) estudante construirá relações consigo, com a sua comunidade e com o seu país [...].


PONTE, Gina Vieira. Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários. Na Ponta do Lápis, São Paulo, ed. 41, p. 7-15, set. 2024. Disponível em: https://www.cenpec.org.br/pesquisa/na-ponta-do-lapis/. Acesso em: 28 mai. 2025. [Texto adaptado]
Ao propor que as(os) estudantes compreendam a gramática de sua própria língua e tenham acesso ao chamado dialeto-padrão como instrumento de cidadania e participação social, a autora revela uma concepção de gramática que 
Alternativas
Q3502852 Português

Texto para responder à questão.



Assinale a alternativa que indica, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, a melhor reescritura do trecho “Essas diretrizes, que se referem estritamente ao uso da IA no domínio não militar, devem ser aplicadas por meio das estruturas nacionais ou internacionais aplicáveis [...]” 
Alternativas
Q3455940 Português
A norma-padrão de regência verbal foi plenamente respeitada em:
Alternativas
Q3454777 Português
        Quando me proponho a analisar a complexidade da identidade da educação brasileira, desde a sua formação histórica, passando por seus determinantes políticos e filosóficos, até chegar aos processos curriculares e à organização didática e administrativa da escola, acabo percebendo que deixamos de lado dimensões antropológicas essencialmente humanas, e que hoje são desafios e urgências, analíticas e propositivas. Uma das mais urgentes dimensões a se considerar é a questão da afetividade, a qualidade social e subjetiva das relações pessoais. Não assumimos como importantes ou até mesmo como consideráveis as questões que envolvem a educação afetiva e emocional.

        Afetividade significa educar para a sensibilidade, educar para ter imperativos éticos referentes a outras pessoas, à natureza, à diversidade da vida e do mundo, aos valores, às artes, aos conhecimentos e, sobretudo, à polifonia das personalidades, das diferentes pessoas, culturas, identidades, grupos e movimentos que nos cercam. A vida, em si, é uma grande epifania de vivências, de desabrochamentos de experiências, de vitalidades, emoções, alegrias, perdas e achados!

        Educação afetiva é a criação de uma atmosfera vivencial de sensibilidades, de gestos elevados, esteticamente belos e bons, como aqueles que cultivamos como essenciais. Praticar a palavra acolhedora, a celebrar os encontros, a pedir desculpas pelos erros, pelas contradições, pelos desvios padrões que acontecem entre nossos desejos, nossas necessidades e nossos atos reais é sempre cultivar a paz, a generosidade, a esperança, o bom trato, a convivência pluralista, diversa e amorosa.

        Educação afetiva é erigir alguns valores como “sagrados” para a convivência familiar, escolar e social, tais como a disposição para o trabalho em grupo, a decisão consultiva, as escolhas voltadas ao bem de todos, a paz e a democracia, o respeito à dignidade de toda pessoa, a condenação de toda forma de violência, simbólica ou real, a condenação firme de toda crueldade, de toda covardia, de toda destruição predatória do ecossistema, dos animais, das flores, do meio ambiente, da natureza. Ter sobretudo o sagrado amor à vida, proteger os que precisam de mais afeto, de mais proteção, combater todo sofrimento humano, notadamente aquele socialmente produzido, para que possa ser socialmente transformado.

        Educação afetiva é mudar o olhar para com as crianças, os adolescentes, os jovens. É ser exemplo, é convencer pela palavra e testemunhar com as atitudes. Como cantava o poeta Almir Sater, com seu amigo Renato Teixeira: “É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir!”. Observem bem, a chuva está caindo, a natureza está fazendo a sua parte! Faltam as outras duas disposições para a vida ser melhor!

(César Nunes. “A educação afetiva e a ética da convivência amorosa”.
In: Da educação que ama ao amor que educa. Adaptado) 
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3435918 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Tendo o texto proposto como base, assinale a única opção que NÃO apresenta inconsistência argumentativa.
Alternativas
Q3435916 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Preencha os parêntesis com (V) verdadeiro ou (F) falso, observando o que o texto sugere, e marque a opção CORRETA, de cima para baixo.
I. A coesão garante a fluidez da leitura por meio de conectivos, enquanto a coerência assegura que as ideias estejam organizadas de forma lógica e sem contradições. ( )
Il. A coesão, aliada ao uso correto das regras gramaticais, organiza as ideias, contribuindo para a clareza e a compreensão do texto. ( )
Ill. A fim de que um texto tenha, de fato, lógica e coesão, as regras gramaticais desempenham um papel fundamental. ( )
V. Havendo coesão, lógica e respeito às regras gramaticais, o texto seguramente será claro, compreensível e agradará a todos. ( )  
Alternativas
Respostas
61: B
62: E
63: D
64: D
65: B
66: B
67: C
68: E
69: E
70: C
71: C
72: D
73: C
74: A
75: B
76: E
77: B
78: B
79: C
80: C