Questões de Concurso Sobre numerais em português

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Q3569366 Português
De acordo com Evanildo Bechara, em seu livro Moderna Gramática Portuguesa (2009), a linguagem, entendida como atividade humana de falar, apresenta cinco dimensões universais: criatividade (ou enérgeia), materialidade, semanticidade, alteridade e historicidade. Com base no conceito, analise as alternativas a seguir:
I. Criatividade, porque a linguagem, forma de cultura que é, se manifesta como atividade livre e criadora, ou “do espírito”, isto é, como algo que vai mais além do aprendido, que não simplesmente repete o que já foi produzido.
II. Materialidade, porque a linguagem não é uma atividade condicionada fisiológica e psiquicamente.
III. Semanticidade, porque a cada forma corresponde um conteúdo significativo, já que na linguagem tudo significa, tudo é semântico.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: DECORP Órgão: Prefeitura de Rodrigues Alves - AC Provas: DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Assistente Social | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Biomédico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Cirurgião Dentista | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Educador Físico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Enfermeiro | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Farmacêutico | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Fisioterapeuta | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Médico Clínico Geral | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Nutricionista | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Ciências | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Geografia | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de História | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Matemática | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Matemática e suas Tecnologias | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor de Língua Portuguesa | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor Educação Infantil | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Psicólogo | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Professor EJA I | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Psicopedagogo | DECORP - 2025 - Prefeitura de Rodrigues Alves - AC - Terapeuta Ocupacional |
Q3518295 Português
Leia atentamente as frases abaixo e marque aquela que apresenta clareza e coerência estrutural, sem ambiguidade: 
Alternativas
Q3505104 Português
Instrução: Leia trechos a seguir do texto Oniomania - O prazer de comprar e responda à questão.


    Oniomania é o nome dado ao comportamento compulsivo de comprar, ou seja, oniomania é o mesmo que transtorno de compra compulsiva ou transtorno compulsivo de comprar. É um quadro patológico que se caracteriza por uma compulsão recorrente de compras, é o ato de comprar bens materiais, geralmente sem qualquer necessidade disso, trata-se apenas do comprar por comprar.

    É uma alteração comportamental que diz respeito ao consumo desenfreado e incontrolável. Apenas o desejo de adquirir bens compulsivamente, culminando com problemas financeiros e desajustes na relação conjugal, familiar e social. Os problemas maiores vêm depois de alguns ou inúmeros episódios de compras. Antes é apenas prazer e sensação de alívio, depois vêm ansiedade, arrependimento e sentimento de culpa. Isso porque a satisfação logo desaparece e dá lugar ao sentimento de incapacidade de conter o comportamento compulsivo por compras desnecessárias.

[...]

    A oniomania é um transtorno comportamental que tem tratamento, psicológico e psiquiátrico. Há também a possibilidade de obter benefícios através de grupos de apoio, compartilhando testemunhos e meios de enfrentamento. Isso tudo visa à percepção do oniomaníaco no sentido de reconhecer e modificar seus padrões de pensamento e comportamento.


(ESTEVÃO, M. Disponível em: primeirapágina.com.br. Acesso em: 19/11/2024.)
Tome a frase: Há também a possibilidade de obter benefícios através de grupos de apoio, compartilhando testemunhos e meios de enfrentamento. Assinale a reescritura da frase que mantém coesão, coerência e correção gramatical.
Alternativas
Q3503716 Português
TEXTO 1


Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários

Por Gina Vieira Ponte


A função social da escola é garantir a todas(os) que passam pelos seus portões o acesso ao conhecimento científico poderoso que nos conecta com o que a humanidade foi construindo como saber, como experiência, como conhecimento, como marco civilizatório, ao longo do seu processo evolutivo. Falar de uma educação que se comprometa em olhar para todas as dimensões que constituem as(os) estudantes, falar de uma educação que se ocupe de educá-las(os) para que construam o pensamento crítico e incidam na sociedade buscando transformá-la é, portanto, falar de uma educação que as(os) olhe por inteiro, as(os) perceba em sua inteireza, como sujeitos sócio-históricos que são.

Entendendo que a concepção de Educação Integral deve orientar a organização do trabalho pedagógico em todas as etapas e modalidades e no ensino de todos os componentes curriculares, como incorporar às aulas de Língua Portuguesa os princípios, os pressupostos teóricos e as concepções da Educação Integral? Antes de tudo, é necessário destacar que a base histórica do ensino de Língua Portuguesa no Brasil apoia-se na ideia de transformar as diferenças em deficiências. Por muitos anos, o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada na ideia de confirmar às(aos) estudantes das camadas populares a sua suposta incompetência em relação a falar e utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer, de fato, os seus saberes e conhecimentos sobre ela (Soares, 2002).

A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, e apresentando o Português como uma língua dominada apenas por um grupo seleto. Também é importante relacionar essa concepção de ensino de língua com a nossa herança colonial. Sendo o Brasil um país de base histórica escravocrata e racista, muitas das teorias produzidas para pensar a educação brasileira, bem como o ensino de línguas, eram reproduções de ideias europeias que partiam da compreensão de que os grupos sociais miscigenados eram considerados incapazes (Patto, 2015).

A nossa riqueza cultural, a nossa diversidade como país está, em grande medida, materializada na diversidade linguística que nos constitui. Uma vez que a linguagem é o principal produto da cultura e o principal elemento para a sua transmissão, ignorar a diversidade linguística que nos constitui é restringir e aligeirar o trabalho realizado no ensino de línguas [...].

Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o) estudante compreenda a diversidade linguística que nos constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural. Este é um imperativo ético de uma Educação Integral que estabelece um compromisso inegociável com a garantia das aprendizagens (Guedes, 1997; Soares, 2002).

Para garantir esse direito, as(os) profissionais da educação precisam ainda se compreender como intelectuais orgânicas(os) (Giroux, 1997), precisam ter a sua autoria e autonomia respeitadas, devem ter, como elemento norteador do seu fazer pedagógico, a premissa de que “a aula de Português não faz sentido se não for dada para leitoras(es). Só a(o) leitora(or) pode ser chamada(o) a ler melhor o que leu e a escrever melhor o que escreveu” (Guedes, 1997, p.7). O sentido de ler, aqui, precisa também ser reconfigurado, porque não se restringe à concepção de leitura muitas vezes cristalizada na escola, em que se espera que a(o) aluna(o) leia apenas para aceitar ou descobrir os sentidos já constituídos como tradicionais nos textos. O que se deve buscar nessa leitura, como nos adverte o grande mestre Paulo Freire, é “uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989, p. 23).

Quanto à leitura, merece destaque também o trabalho com a literatura, a literatura brasileira como este “esforço histórico que construiu uma cultura de resistência ao colonialismo” (Guedes, 1997, p.11), a literatura como espaço de reflexão crítica sobre a realidade, sobre nós mesmos, a literatura como alimento para a imaginação. Em uma escola que se ocupa da Educação Integral, o trabalho com a literatura tem centralidade, porque ela é um dos elementos culturais mais importantes para a formação humana, ética, artística e para o desenvolvimento da capacidade de pensar de forma inteligente e profunda a realidade [...].

Na tarefa de construir a(o) leitora(or), nós, professoras e professores, precisamos estar atentas(os) também ao fato de que a curadoria que fazemos dos textos que trabalhamos em nossas aulas, no nosso compromisso de promover uma Educação Integral, não pode repercutir as exclusões históricas que deixaram fora do currículo oficial as produções de mulheres, de escritoras e escritores negras(os), indígenas, quilombolas, bem como das(os) escritoras(es) locais, aquelas(es) que escrevem sobre a realidade daquele território e daquela comunidade onde a escola está inserida [...].

Falar da interface entre ensino de Língua Portuguesa e Educação Integral é falar da promoção de uma educação genuinamente transformadora. Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo, a forma como a escola ensina essa língua será decisiva, não só quanto a garantir ou não o direito de a(o) estudante aprender, mas ela será decisiva na maneira como essa(esse) estudante construirá relações consigo, com a sua comunidade e com o seu país [...].


PONTE, Gina Vieira. Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários. Na Ponta do Lápis, São Paulo, ed. 41, p. 7-15, set. 2024. Disponível em: https://www.cenpec.org.br/pesquisa/na-ponta-do-lapis/. Acesso em: 28 mai. 2025. [Texto adaptado]
Ao propor que as(os) estudantes compreendam a gramática de sua própria língua e tenham acesso ao chamado dialeto-padrão como instrumento de cidadania e participação social, a autora revela uma concepção de gramática que 
Alternativas
Q3502852 Português

Texto para responder à questão.



Assinale a alternativa que indica, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, a melhor reescritura do trecho “Essas diretrizes, que se referem estritamente ao uso da IA no domínio não militar, devem ser aplicadas por meio das estruturas nacionais ou internacionais aplicáveis [...]” 
Alternativas
Q3454777 Português
        Quando me proponho a analisar a complexidade da identidade da educação brasileira, desde a sua formação histórica, passando por seus determinantes políticos e filosóficos, até chegar aos processos curriculares e à organização didática e administrativa da escola, acabo percebendo que deixamos de lado dimensões antropológicas essencialmente humanas, e que hoje são desafios e urgências, analíticas e propositivas. Uma das mais urgentes dimensões a se considerar é a questão da afetividade, a qualidade social e subjetiva das relações pessoais. Não assumimos como importantes ou até mesmo como consideráveis as questões que envolvem a educação afetiva e emocional.

        Afetividade significa educar para a sensibilidade, educar para ter imperativos éticos referentes a outras pessoas, à natureza, à diversidade da vida e do mundo, aos valores, às artes, aos conhecimentos e, sobretudo, à polifonia das personalidades, das diferentes pessoas, culturas, identidades, grupos e movimentos que nos cercam. A vida, em si, é uma grande epifania de vivências, de desabrochamentos de experiências, de vitalidades, emoções, alegrias, perdas e achados!

        Educação afetiva é a criação de uma atmosfera vivencial de sensibilidades, de gestos elevados, esteticamente belos e bons, como aqueles que cultivamos como essenciais. Praticar a palavra acolhedora, a celebrar os encontros, a pedir desculpas pelos erros, pelas contradições, pelos desvios padrões que acontecem entre nossos desejos, nossas necessidades e nossos atos reais é sempre cultivar a paz, a generosidade, a esperança, o bom trato, a convivência pluralista, diversa e amorosa.

        Educação afetiva é erigir alguns valores como “sagrados” para a convivência familiar, escolar e social, tais como a disposição para o trabalho em grupo, a decisão consultiva, as escolhas voltadas ao bem de todos, a paz e a democracia, o respeito à dignidade de toda pessoa, a condenação de toda forma de violência, simbólica ou real, a condenação firme de toda crueldade, de toda covardia, de toda destruição predatória do ecossistema, dos animais, das flores, do meio ambiente, da natureza. Ter sobretudo o sagrado amor à vida, proteger os que precisam de mais afeto, de mais proteção, combater todo sofrimento humano, notadamente aquele socialmente produzido, para que possa ser socialmente transformado.

        Educação afetiva é mudar o olhar para com as crianças, os adolescentes, os jovens. É ser exemplo, é convencer pela palavra e testemunhar com as atitudes. Como cantava o poeta Almir Sater, com seu amigo Renato Teixeira: “É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir!”. Observem bem, a chuva está caindo, a natureza está fazendo a sua parte! Faltam as outras duas disposições para a vida ser melhor!

(César Nunes. “A educação afetiva e a ética da convivência amorosa”.
In: Da educação que ama ao amor que educa. Adaptado) 
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3435918 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Tendo o texto proposto como base, assinale a única opção que NÃO apresenta inconsistência argumentativa.
Alternativas
Q3350230 Português
De como Itaguaí ganhou uma casa de Orates1

        As crônicas da Vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo dos negócios da monarquia.

        – A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único, Itaguaí é o meu universo.

        Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras e demonstrando os teoremas com cataplasmas2 . Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

        D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade3 ; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regime alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, – explicável, mas inqualificável –, devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.

(Machado de Assis. O Alienista)

1Casa de Orates: casa de loucos, manicômio.
2Cataplasmas: massas medicamentosas.
3 Longanimidade: firmeza de ânimo.
Sem prejuízo de sentido ao texto e em conformidade com a norma-padrão, a passagem do 3o parágrafo – Se além dessas prendas, […] D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. – está devidamente reescrita em:
Alternativas
Q3340932 Português

Texto 8A2-I


    Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa ficará menor, como se tivesse perdido um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio. A morte de cada homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido. Por isso, não procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.


 John Donne. Meditações. Tradução: Fabio Cyrino.

São Paulo: Editora Landmark, 2012 (com adaptações).

No texto 8A2-I, pertencem à mesma classe de palavras os vocábulos 
Alternativas
Q3340621 Português

Texto CG1A4 


          Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


        Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


    17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. 


     O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


       O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


     Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


     O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


     Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações). 


Em cada uma das opções seguintes, é apresentada uma proposta de reescrita para o trecho “53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.” (segundo período do sexto parágrafo do texto CG1A4). Assinale a opção cuja proposta preserva tanto a correção gramatical quanto a coerência das ideias do texto. 
Alternativas
Q3302004 Português
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos termos da oração abaixo:
“Ela comeu duas maçãs.” 
Alternativas
Q3299515 Português
Precisamos falar sobre “Janeiro Branco” por Rita Almeida

Publicado em 8 de janeiro de 2018, 17:16


Eu, particularmente, tenho sérias críticas a todas essas campanhas de massa quando os temas são muito subjetivos. Mas se o “Janeiro Branco” já está na pauta, precisamos falar sobre ele […].
Não sei por que escolheram o “branco” como sobrenome da campanha, mas trata-se de um significante, no mínimo, discutível, num país tão racista. […]


PRECISAMOS FALAR SOBRE “JANEIRO BRANCO”. Disponível em: https://jornalggn.com.br/saude/precisamosfalar-sobre-janeiro-branco/. Acesso em: 17 janeiro 2025.
No trecho “[…] mas trata-se de um significante, no mínimo, discutível, num país tão racista”, o vocábulo “discutível” estabelece uma relação semântica de sinonímia com o termo sublinhado em 
Alternativas
Q3297491 Português

Assinale a alternativa correta, em que “mas” e “mais” são corretamente empregadas, nas lacunas respectivamente:



I. Ele veio, ____ não trouxe o livro.


II. É sempre muito bom viajar, quanto ____ gente tiver, melhor.


III. Você é uma pessoa indecisa, ____ consegue decidir certo de última hora.

Alternativas
Q3288021 Português
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2025-04-09 111519.png (571×588)

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3621 /calvin-e-seus-amigos
Em relação à frase de Calvin, no terceiro quadrinho, “Meu personagem vai levar todo mundo às lágrimas no fim do segundo ato!”, analise as afirmativas a seguir e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, marque a alternativa correta.

( ) O termo “levar” é classificado gramaticalmente como verbo e está no tempo passado (pretérito).
( ) A palavra “lágrimas” é um substantivo feminino e está no plural.
( ) “Meu” é uma preposição essencial.
( ) A palavra “segundo” é um numeral ordinal e equivale a um adjetivo na frase. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: HEMOMINAS Provas: SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Qualquer Área de Formação | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Arquiteto | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Assistente Social | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Bibliotecário | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Biomédico/Biólogo/Farmacêutico/Bioquímico - 40 Horas | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Patologista | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Pedagogo | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Analista de Captação | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Cirurgião Plástico | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico do Trabalho | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Hematologista | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Enfermeiro | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Engenheiro Civil | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Engenheiro de Produção | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Farmacêutico | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Fisioterapeuta | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico com Qualquer Especialidade |
Q3260884 Português
A única alternativa em que o acento grave foi empregado corretamente é:
Alternativas
Q3247015 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Comer muitos ovos por dia é saudável?


Segundo alguns nutricionistas consultados, o consumo excessivo e repetido de qualquer alimento é contraindicado.


"Nenhum alimento tem um consumo livre. Nem os vegetais, legumes ou frutas", diz Antonio Herbert Lancha Jr., professor da Universidade de São Paulo (USP). Todos os alimentos devem respeitar uma quantidade alinhada com nossa necessidade diária."


O ovo é bastante popular entre atletas e fisiculturistas porque, além de ser um alimento de baixo custo e fácil preparo, possui proteínas de alta qualidade, colaborando para a construção e a reparação muscular e, portanto, para a hipertrofia.


Mas segundo a nutricionista Desire Coelho, doutora em Ciências pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), muitos dos hábitos praticados por fisiculturistas e influenciadores com rotinas extremas não são embasados pela ciência.


Antonio Lancha Jr. diz que pesquisas demonstram que o consumo excessivo de ovos provoca uma alteração nas bactérias do intestino e leva à produção de uma substância chamada TMAO. Ela, por sua vez, está ligada ao estímulo da produção de colesterol.


O alto teor de colesterol está associado a um risco aumentado de doenças cardíacas. Ao mesmo tempo, a substância desempenha um papel fundamental para a execução de funções vitais no organismo.


A quantidade de lipídios ingerida com o ovo varia conforme o hábito de preparação. O ovo cozido, por exemplo, é considerado muito mais saudável do que o ovo frito.


A gema é a parte mais gordurosa do ovo. Uma gema de ovo contém cerca de 185 miligramas de colesterol, que é mais da metade da quantidade diária de 300 mg recomendada por órgãos de saúde.


Segundo Lancha Jr., comer apenas a clara em quantidade excessiva também leva ao aumento da produção de timol e, consequentemente, à alteração da capacidade de síntese do colesterol.


Além disso, diz a nutricionista, o excesso de proteína na alimentação leva à produção de sulfeto de hidrogênio (H2S), ligado à proliferação de células tumorais no intestino.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0k58288gd7o.adaptado.

Mas segundo a nutricionista Desire Coelho, muitos dos hábitos praticados por fisiculturistas e influenciadores com rotinas extremas não são embasados pela ciência.
Quanto às classes gramaticais dos vocábulos mencionados nesta frase é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3232789 Português

Leia a tirinha para responder à questão.



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WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo: Aventuras Cotidianas. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CsbjN3ZrjBP/. Acesso em: 02 fev. 2025.

Na frase "Tá bem, Suzi, aqui tem cinco minhocas", qual a classe gramatical da palavra "cinco"?

Alternativas
Q3221274 Português
Considerando−se a classificação padrão das classes de palavras, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Variável.
(2) Invariável.

( ) Preposição.
( ) Advérbio.
( ) Substantivo.
( ) Numeral. 
Alternativas
Q3218950 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

TEXTO 3

O papa vai ao banheiro?

Por Tiago Germano

    No terceiro mês do catecismo, o padre nos deu a chance esperada: depois de doze semanas de aulas e de leituras bíblicas, tão pouco frequentadas quanto pouco entendidas, podíamos perguntar o que quiséssemos.
    Fui o primeiro a erguer o braço. O padre, encanecido, pediu que eu me levantasse. Com a coragem que hoje, nos eventos de que participo, procuro, mas não acho, arranquei do fundo da alma a dúvida atordoante: “Padre, o Papa vai ao banheiro?”
    A morte de João Paulo II, em meio à comoção mundial gerada pelo seu funeral, em 2005, me trouxe de volta essa lembrança distante. Junto com ela, o medo que eu sentia na infância daquele homem, do quadro que minha avó conservava pendurado ao lado da imagem de Jesus.
    Eu não sabia a diferença entre Jesus e Deus. Minha avó tentou me explicar que Jesus não era Deus, mas que também podia ser. Que foi humano por 33 anos, mas que depois que morreu virou uma pomba. Nesse dia, descobri que o Papa tinha um papamóvel (o que fazia dele quase um herói de história em quadrinho) e que, se o Papa comia, ele também tinha que ir obrigatoriamente ao banheiro. A minha avó só não conseguiu me esclarecer por que João Paulo II lia os discursos tão devagar, como se não tivesse passado da alfabetização, ele que, segundo ela, era um dos homens mais inteligentes do mundo, sabia todas as línguas faladas por todos os povos. Na verdade, continuei com um medo brutal do Papa. Todos choravam quando se aproximavam dele.
    Nunca imaginei, por exemplo, o Papa jovem, até que vi uma foto dele um pouco mais novo do que eu era naquela época. Careca, como sempre. Branco, como sempre. Mas humano, sem a aura de santidade que tanto me assombrava. Décadas depois, quando o vi ali, morto, estendido aos olhos da multidão, compreendi que a humanidade do Papa estava muito além das minhas cogitações infantis.
    Ainda hoje me pego imaginando o Papa no banheiro, as vestes santas despidas do corpo enorme, e rio o riso proibido do catecismo. A última imagem que guardarei do Papa João Paulo II, o único e verdadeiro Papa da minha geração, é a de sua dor, que o igualou a cada ser humano neste planeta. Uma dor como a de Jesus, que era humano mas que também era Deus. E que talvez também fosse ao banheiro, mas só de vez em quando.

Fonte: GERMANO, Tiago. Demônios Domésticos. [S. L.]: Le Chien, 2017.
No trecho “Fui o primeiro a erguer o braço”, a palavra “primeiro” é classificada como:
Alternativas
Q3218745 Português
Analise as classes de palavras destacadas abaixo. Assinale a classificação que foi definida incorretamente.
Alternativas
Respostas
81: D
82: C
83: A
84: B
85: E
86: B
87: C
88: E
89: E
90: A
91: B
92: A
93: D
94: D
95: A
96: C
97: C
98: D
99: A
100: A