Questões de Concurso
Sobre numerais em português
Foram encontradas 632 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O valor do trabalho
Todos pedimos coisas para a vida. Cada um, a sua maneira, quer conquistar algo especial. Mas em nossa ingênua ignorância, consideramos que a vida nos deve de fato este favor. Que só pelo fato de existirmos já temos o direito de receber.
Suponhamos que a vida nos dê alguns presentes. Encontramo-nos com as seguintes consequências:
Um presente não nos custa nada. Por isso mesmo, sempre pediremos mais e mais.
As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, tem algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo.
As coisas que temos aumentam nossas fantasias e ilusões e nos dão uma falsa percepção de que as possuímos, como se determinado objeto, ou algo, fosse nosso.
Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais.
Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço, exceto − no melhor dos casos − o de agradecer o presente àquele que nos concede.
Os presentes que nos são dados tiram o sentido da generosidade. A pessoa que se acostuma a receber é lenta para dar algo de si.
A vida é uma corrente que flui, que está em movimento, e nós não podemos estar fora da Vida. Sendo assim, nos corresponde fluir, nos movermos a atuar e trabalhar.
(...) Meu caro, aprenda com o erro. Trabalho não é apenas "ganhar a vida". O homem é um produto de suas ações no mundo, de seu trabalho constante. Quem trabalha desenvolve e expande suas aptidões que, na maioria das vezes, estão adormecidas e escondidas; o trabalho nos ajuda a ativar os nossos poderes latentes, nos ajuda a descobrir vocações ocultas e a obter realizações inesperadas. Fortalece nossa saúde mental, nossa vontade e nossa inteligência, nos ensina, sobretudo, a amar.
É imprescindível que reflitamos sobre a importância de nos entregarmos à vida com toda a nossa essência e dedicação.
A mim me parece que que cada indivíduo tem sua própria maneira de buscar realizações na vida. Quem não ama nada mais do que receber presentes sem esforço, perde a oportunidade de compreender a verdadeira generosidade e a gratificação que vem do presentear.
Em síntese, mais que uma maldição, o trabalho vem a ser nossa oportunidade de redenção. E, assim, tomamos contato com o que há de melhor em nós e com a vitalidade que circula todo o Universo.
Autor: Delia Steinberg Guzmán. TEXTO ADAPTADO. Acesso em https://www.acropole.org.br/filosofia/ o-valor-do-trabalho/
I.Joana fez uma apologia de práticas sustentáveis durante sua apresentação na conferência ambiental.
II.Pedro tem certeza em suas habilidades e está determinado a alcançar seus objetivos profissionais.
III.Estou disposto EM ajudar no que for preciso para que o projeto seja concluído com sucesso.
IV.Após anos de tratamento e apoio, o ex-dependente químico foi reinserido a sua comunidade e agora busca reconstruir sua vida.
V.Laura está adaptada com a nova cidade, fazendo novos amigos e se envolvendo em atividades locais.
VI.Marcos sempre foi desconfiado de estranhos, o que o torna cauteloso em situações desconhecidas.
Em quais das afirmativas lidas há erro de regência nominal?
I.Estarei em São Paulo na próxima quarta-feira para participar de um evento beneficiente.
II.Visitar as praias do Rio de Janeiro é um previlégio grande demais.
III.Eu vou em Vitória semana que vem, eu adoro a praia de Camburi.
IV.As Minas Gerais tem uma culinária maravilhosa, com pão de queijo e doce de leite deliciosos.
V.Naquela região, o clima é sempre quente e úmido, isso pode dificultar a respiração.
Em quais das afirmativas lidas há a presença de um vício de linguagem chamado de Barbarismo?
Entre os livros aprovados para a publicação está o meu livro [Abilio Pacheco] de poemas intitulado "Inventário de Andanças". É meu quarto livro de poemas a ser publicado e meu oitavo livro individual a ser publicado."
Assinale a alternativa que reescreve o trecho acima sem cometer erros gramaticais e mantendo o sentido original.
Leia o texto I para responder à questão.



Analise o seguinte trecho, retirado de "Ensino de Língua Portuguesa":
O ensino de Língua Portuguesa volta-se para reflexões
sistemáticas sobre a relação entre o oral e o escrito, para
questões da variação linguística e aspectos da
textualidade (como os sinais de pontuação) e da
normatividade (como algumas regularidades
ortográficas).
Nesse sentido, o ensino de gramática, em aulas de língua portuguesa:
I. Deve ser evitado, pois não é produtivo aos estudantes. Deve-se preferir o ensino das variações linguísticas.
II. Precisa ser contextualizado, de forma a possibilitar que o estudante reflita sobre as potencialidades e especificidades da linguagem verbal oral e escrita.
III. Tem que focar exclusivamente nas regularidades ortográficas, de modo que o estudante aprenda a escrever de forma consistente.
É correto o que se afirma em:
I - O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença.
II - A questão está relacionada com a correção da forma, por meio da adequação às circunstâncias de uso, ou seja, de utilização eficaz da linguagem: falar bem é falar adequadamente, é produzir o efeito pretendido.
Chocolate quente ou café, ambos são ótimas pedidas para dias frios.
O termo destacado é um exemplo de numeral:
I.Ela mesmo concordou com isso.
II.Chegamos atrasados e perdemos a primeira e a segunda sessão.
III.Dieta é boa para a saúde.
IV.É proibido a entrada de animais no estabelecimento.
V.Ela usava um par de meias rosa.
Em quais das afirmativas lidas a concordância nominal está empregada corretamente?
Leia a manchete.
Diabetes pode impactar também a saúde bucal; entenda (Terra).
Quanto à concordância verbo-nominal da palavra "diabetes", verifica-se que, de acordo com as normas gramaticais:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida
Em 2 de abril de 1894, Jordan foi buscar um balde d’água no poço da pensão em que morava em Buena Vista, uma cidadezinha de 1,2 mil habitantes no estado de Wisconsin, nos EUA. No fundo do recipiente, percebeu uma borra esverdeada suspeita. Calhou que, no dia anterior, um criminoso havia despejado um saco de 1kg de verde-paris na água – o que explicava o mal-estar repentino que havia acometido os moradores do casarão no dia anterior.
O verde-paris, ou verde de Schweinfurt, foi inventado em 1814 na Alemanha pelos fabricantes de tintas Wilhelm Sattler e Friedrich Russ, e começou sua trajetória como uma inovação promissora na indústria. A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então – o chamado verde de Scheele –, e encontrou um composto químico inorgânico que rapidamente se tornou popular por sua cor intensa e relativa durabilidade.
O verde-paris virou febre: foi amplamente utilizado em pinturas, encadernação de livros e papéis de parede. Artistas famosos do século 19, como Claude Monet, Vincent van Gogh e Paul Gauguin ficaram encantados com a cor – que era difícil de se replicar misturando outros pigmentos. Livros com capas e lombadas decoradas com o pigmento tornaram-se populares no Ocidente.
A lua de mel não durou muito, porém. O acetoarsenito de cobre, como o nome já diz, leva arsênico na receita, que o torna tóxico. O nome “verde-paris” não se refere à presença da cor nas paredes e pôsteres da capital francesa, e sim ao fato de que ele passou a ser usado como veneno de rato nos esgotos da cidade luz.
Mais tarde, descobriu-se que o pó também era um poderoso inseticida, que foi usado para controlar pragas agrícolas como o besouro da batata e o bicho-da-seda. O pigmento chegou a ser lançado de aviões durante a 2° Guerra Mundial para matar mosquitos e, assim, combater a malária na Itália.
Ao longo do século 19, a consciência crescente sobre a toxicidade do arsênico – famílias inteiras acabaram mortas por papéis de parede que continham verde-paris e outros pigmentos com esse elemento – levou a uma queda progressiva no uso de corantes desse tipo, que foram sendo substituídos por alternativas mais seguras.
Em fevereiro de 2024, bibliotecas na Alemanha começaram a restringir o acesso a livros com capas verde-paris, monitorando o risco de envenenamento de cada exemplar. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, também criaram um projeto para identificar e isolar esses livros em bibliotecas ao redor do globo (até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes).
MOURÃO, M. Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que
começou como moda e virou inseticida. Revista
Superinteressante. (Adaptado). Disponível em