Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 52.553 questões
“Havia uma vez uma estátua, que se erguia no alto de uma bela praça, com todo o esplendor que podia desejar, pois fora realizada em honra de um príncipe falecido. Ao redor da praça estavam erigidos grandes edifícios de mármore, com longas espirais esculpidas em suas superfícies. À noite, a estátua iluminava-se com lâmpadas de gás, que tornavam sua aparência ainda mais majestosa.
No entanto, embora a estátua fosse considerada a mais bela da cidade, havia uma pequena coisa que a incomodava: justo abaixo de seus pés, jazia uma pobre criança faminta, estendendo suas mãos magras e sujas em busca de alimento. A estátua, sendo de ouro puro, não podia se mover ou ajudar o menino. No entanto, ela tinha um amigo fiel, uma andorinha, que aninhara seu ninho nos pés da estátua.
” Fonte: O Príncipe Feliz. Oscar Wilde (1988).
De acordo com o texto, o que incomodava a estátua, apesar de toda a sua beleza e majestade era:


"O que acontece hoje é que essa mesma força, que protegeu a espécie por milênios, pode se voltar contra o próprio organismo..." (linhas 43 a 46)
O trecho destacado constitui um mecanismo de coesão textual cuja principal função é:




A próxima questão deve ser respondida tendo por base a fábula a seguir.
A raposa e as uvas
Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas. Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo com prepotência:
– Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo...
(Adaptado de: https://www.culturagenial.com/historias-infantiscurtas-comentadas/)
Entre as alternativas abaixo, marque a que é considerada antônimo de “prepotência”.
A próxima questão deve ser respondida tendo por base a fábula a seguir.
A raposa e as uvas
Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas. Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo com prepotência:
– Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo...
(Adaptado de: https://www.culturagenial.com/historias-infantiscurtas-comentadas/)
A fábula acima fala sobre:
A questão baseia-se na tirinha abaixo.


Podemos afirmar, pela interpretação da tirinha acima, que Mônica:
A próxima questão deve ser respondida tendo por base a tirinha a seguir.

Snoopy, o personagem que, na tirinha acima, vai à frente da tropa:
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

"De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92% das mortes maternas no Brasil ocorrem por causas evitáveis." (linhas 7 a 9)
O trecho destacado exerce importante função na construção argumentativa do texto. Nesse contexto, sua utilização tem o efeito de:
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

“O investimento em equipes de saúde qualificadas é um dos pilares para garantir o preparo técnico e emocional no atendimento às mulheres que enfrentam algum tipo de problema no período de gestação.” (linhas 34 a 38)
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada do trecho acima, no contexto em que se encontra.
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde
Até o final de 2026, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.
A proposta foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (lTpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.
“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (lrpS).
“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo - como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação -, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.
Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-'19.
“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.
Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.
“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.
Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).
“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude (adaptado)