Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Considerando a relação entre linguagem verbal e não verbal, assinale a alternativa que melhor explica o efeito da personificação dos aparelhos na construção do sentido do texto.

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( ) O efeito de humor do texto decorre da polissemia da palavra “ligação”, que pode significar tanto chamada telefônica quanto relação de vínculo ou origem entre os objetos representados.
( ) O smartphone sugere possuir relação com os demais objetos porque integra, em um único dispositivo, funções anteriormente desempenhadas por eles.
( ) O texto apresenta uma crítica direta à inutilidade completa dos aparelhos antigos, defendendo que eles não têm mais qualquer relevância tecnológica.
( ) A personificação dos objetos tecnológicos contribui para a construção do sentido do texto, ao permitir que eles sejam representados como participantes de uma interação discursiva.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:

Rinite: por que não existe cura e o que dá pra fazer para melhorar
O que começou como um comentário bem-humorado nas redes sociais — questionando por que ainda não existe cura para a rinite — revela uma dúvida comum sobre uma condição que atinge uma parcela significativa da população. A rinite alérgica, caracterizada por nariz entupido, espirros frequentes, coceira e dificuldade respiratória, tende a se intensificar em determinadas épocas do ano e está associada a agentes como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.
Apesar dos avanços no tratamento ao longo das últimas décadas, ainda não há cura definitiva para a rinite, e muitos especialistas consideram improvável que ela venha a existir. O problema está relacionado ao próprio funcionamento do sistema respiratório, que atua como um filtro contra partículas potencialmente nocivas. Quando um agente estranho entra nas vias nasais, organismo desencadeia uma resposta inflamatória para eliminá-lo, produzindo secreção, inchaço e espirros.
Na rinite alérgica, no entanto, essa reação ocorre diante de substâncias que, em geral, não são perigosas. O contato com partículas como ácaros, poeira ou pólen provoca uma resposta exagerada do sistema de defesa, intensificando os sintomas. Esse quadro tende a se agravar em períodos mais frios ou secos, quando as pessoas permanecem em ambientes fechados e a mucosa nasal se torna mais sensível.
Embora os mecanismos envolvidos na doença sejam conhecidos, a busca por uma cura enfrenta obstáculos relevantes. A resposta imunológica associada à rinite é complexa e envolve diferentes células de defesa que liberam substâncias responsáveis pelos sintomas, como coceira e inflamação. Além disso, trata-se de uma condição ligada a múltiplos fatores genéticos, o que dificulta a criação de intervenções capazes de atuar de forma definitiva.
Outro entrave está no próprio processo de desenvolvimento de medicamentos, que exige tempo, altos investimentos e apresenta elevado índice de falhas. Soma-se a isso o fato de a rinite, apesar de incômoda, raramente evoluir para quadros graves, o que reduz sua prioridade em pesquisas científicas.
Ainda assim, existem diversas estratégias eficazes para o controle da doença. O primeiro passo envolve mudanças no ambiente doméstico, como manter os espaços ventilados, realizar limpezas frequentes, evitar o acúmulo de poeira e reduzir a presença de itens que favorecem a concentração de alérgenos. Esses cuidados são especialmente importantes no quarto, onde se passa grande parte do tempo.
A higienização das vias nasais também é recomendada, pois ajuda a remover impurezas e a manter a mucosa hidratada. Além disso, medicamentos podem ser utilizados conforme a intensidade e a frequência dos sintomas, variando desde tratamentos pontuais até abordagens preventivas com o uso de anti-inflamatórios específicos.
Outra possibilidade terapêutica é a imunoterapia, que consiste na administração gradual das substâncias responsáveis pela alergia, com o objetivo de reduzir a sensibilidade do organismo.
Assim, embora a rinite alérgica não tenha cura, há recursos capazes de controlar seus sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8wln0n3rwo.adaptado.
De acordo com o texto, assinale a alternativa CORRETA.
Complete a lacuna do texto:
O acompanhamento sistemático de indicadores operacionais pode auxiliar na identificação de desvios e na melhoria do desempenho de equipamentos.
Nesse contexto, o controle do consumo de combustível e lubrificantes contribui para o(a) _______________.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna do texto acima.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

Disponível em: https://www.instagram.com A Pragmática é o ramo da ciência linguística que estuda como o contexto influencia o significado das palavras. No meme apresentado, pode-se afirmar, do ponto de vista pragmático, que:

Ainda, ao final de alguns capítulos, as sugestões de atividades apresentadas, bem como a presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro, favorecem o desenvolvimento de habilidades de identificação e caracterização linguístico-textual-discursiva de gêneros acadêmicos, o que só tem a somar à formação acadêmico-científica dos universitários, constituindo-se importantes elementos para o trabalho docente na perspectiva do letramento científico.
Analise as afirmativas a seguir a respeito do excerto.
I. Os termos “as sugestões de atividades apresentadas” e “presença de modelos/esboços/direcionamentos didáticos de alguns dos gêneros discursivos acadêmicos discutidos no decorrer do livro” funcionam, sintaticamente, como sujeitos do verbo “favorecer”;
II. O termo “ao final de alguns capítulos” assume a função sintática de adjunto adverbial no período;
III. Os verbos “favorecer” e “somar”, presentes no período, são utilizados, subjetivamente, para construção de uma crítica positiva sobre o livro;
IV. O termo “à formação acadêmico-científica dos universitários” trata-se de um objeto direto do verbo “somar”.
Após análise, conclui-se que:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
* Baleia: a cachorra da família.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
* Baleia: a cachorra da família.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
• “... e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.” (2o parágrafo)
• “As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana...” (6o parágrafo)
• “Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando ‘menos consumo’, sem parâmetros específicos.” (8o parágrafo)
No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas significam, correta e respectivamente:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Mort Walker, “Recruta Zero”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/?token=%257B%2522date%2522%253A%25222026-1-12%2522%252C%2522limit%2522%253A2%257D)
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Mort Walker, “Recruta Zero”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/?token=%257B%2522date%2522%253A%25222026-1-12%2522%252C%2522limit%2522%253A2%257D)
[...]
É histórico o entendimento de que o técnico administrativo tem o papel de executar, e não de refletir, uma vez que questões de natureza complexa, que envolvem o futuro das instituições são tarefas para docentes (SANTOS, 2010, p. 40).
E assim a carreira dos Técnicos em Assuntos Educacionais [TAE] vai se constituindo, sem muito amparo na legislação, que é confusa e recente. Os editais de concurso estabeleciam as atribuições do cargo conforme a legislação, porém a realidade quando do início de suas atividades era diversa. Como construir uma identidade neste contexto? Servidores com formações diferentes, embora com uma única descrição de atividades a ser desempenhadas.
Um outro viés que o TAE se deparou foi o convívio com o Pedagogo. Atribuições muito semelhantes, alguns servidores TAEs tem formação em Pedagogia, mas o trabalho que desenvolvem é diferente? Se são quase as mesmas atribuições por que não se ampliaram as vagas para Pedagogo ao invés de criar o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais. A formação em Pedagogia faz alguma diferença?
Esse conflito se deve também a legislação que ora exigia formação em Pedagogia somente, ora exigia formação em qualquer Licenciatura, fazendo com que a identidade destes servidores se tornasse frágil. Assim, a lei que deveria conduzir a uma identidade, acabou por desconstruí-la. Conforme o Edital 15/2016 IFPR, as atribuições do cargo de Pedagogo e TAE são
Pedagogo = Implementar a execução, avaliar e coordenar a (re)construção do projeto pedagógico de escolas de educação infantil, de ensino médio ou ensino profissionalizante com a equipe escolar. Viabilizar o trabalho pedagógico coletivo e facilitar o processo comunicativo da comunidade escolar e de associações a ela vinculadas. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. TAE = Coordenar as atividades de ensino, planejamento, orientação, supervisionando e avaliando estas atividades, para assegurar a regularidade do desenvolvimento do processo educativo. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão (EDITAL IFPR, 2016).
É clara a similaridade das atribuições de ambos os cargos, que aponta para práticas de natureza essencialmente pedagógicas, assessoramento nas atividades de ensino, pesquisa e extensão; atividades fim das instituições escolares. O que os diferencia então? Primeiramente distinguir o TAE significa dizer que ele não é um Pedagogo e isto precisa ficar bem claro; lhe são atribuídas funções e cobrados saberes que são especificamente encontrados em suas formações. Suas formações acadêmicas lhes permitem atuar em atividades essencialmente pedagógicas e contribuir também com “pensar os processos da educação” dentre a pluralidade de conhecimento que possuem.
[...]
Fonte: LEWANDOWSKI, Jacqueline Maria Duarte. Os Técnicos em Assuntos Educacionais do Instituto Federal do Paraná: em busca de sua identidade profissional. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Cascavel: Unioeste, 2028. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/4027/5/Jacqueline_Lewandowski_2018.pdf. Acesso em: 03 abr. 2026.
Em sua dissertação, Lewandowski (2018) investiga o trabalho do Técnico em Assuntos Educacionais (TAE) e tensiona a identidade deste profissional frente às atribuições de outros profissionais que compartilham o mesmo ambiente de trabalho, como os pedagogos, os professores e os gestores escolares. Neste processo de análise, a autora articula diversos autores para embasar os seus posicionamentos. Na listagem abaixo, assinale os posicionamentos utilizados pela autora na sua dissertação para discutir a identidade profissional do TAE.
I - A identidade então é marcada pela diferença. E os TAEs, neste contexto, apesar de desempenharem suas funções no espaço escolar não formal, ou seja, fora da sala de aula, não significa que desenvolvam atividades-meio, apenas de suporte às atividades docentes, e que as atividades-fim sejam de responsabilidade exclusiva destes.
II - A construção de uma identidade também se caracteriza por negar o que não lhe cabe fazer, ou o que não é sua atribuição e reconhecer o valor de seu trabalho. Precisam [os TAEs] se reconhecer perante a comunidade acadêmica como sujeito integrante insubstituível, e ser identificado da mesma maneira pelos demais servidores.
III - Ao dizer que o técnico em assuntos educacionais não é pedagogo, estamos afirmando uma diferença, excluindo-o da categoria de pedagogos, dizendo que não pertencem a categoria de pedagogos.
IV - Por se tratar de servidores [os TAEs] que não possuem uma marca característica, como por exemplo o Pedagogo, as chefias também não têm clareza de suas atribuições, falta o entendimento dos colegas e dos próprios TAEs.
V - Percebemos que a busca pela identidade dos TAEs vem desde o momento da criação do cargo, busca por autoafirmação e reconhecimento da comunidade acadêmica, busca pela apropriação de suas atribuições de maneira que sejam constituídas suas características e referências.
Assinale a alternativa que agrupa os posicionamentos encontrados na dissertação de Lewandowski (2018) para a discussão sobre a identidade do TAE.
[...]
A expansão e a massificação da educação superior representam o primeiro passo no sentido da democratização do sistema, porém não são suficientes para a inclusão, de fato, das camadas social e historicamente excluídas. Ezcurra (2011) nos mostra em suas análises que tem havido, na América Latina como um todo e o caso brasileiro não é exceção a esta regra, um fenômeno de massificação da educação superior que tem expulsado do sistema as camadas socialmente desfavorecidas. Estas têm sido vítimas de uma tendência estrutural do sistema - “una inclusión excluyente, según classes y sectores sociales, socialmente condicionada (p. 62)” – que se traduz na dificuldade de acesso e, sobretudo, de permanência dos estudantes das classes populares. [...]
Apesar das políticas voltadas para a “democratização” do ensino superior a partir de 2003 (Governos Lula e Dilma), como o Programa Universidade para Todos (PROUNI) , aprovado pela Lei n. 11.096, de 13/01/2005, que facilita o acesso de estudantes de baixa renda nas IES privadas; o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, instituído pelo Decreto no 6.096, de 24 de abril de 2007, que tem promovido a expansão e interiorização das universidades federais; as políticas de ação afirmativa, consolidadas pela Lei no 12.711, de 29/08/2012 (cotas reservadas a estudantes provenientes da escola pública nas universidades federais, priorizando os alunos de baixa renda e o recorte étnico-racial), entre outras medidas, a inclusão dos segmentos marginalizados socialmente ainda não se concretizou no Brasil, em especial nos cursos de alta demanda, que conferem maior possibilidade de mobilidade social.
[...]
Fonte: PAULA, Maria de Fátima Costa de; Políticas de democratização da educação superior brasileira: limites e desafios para a próxima década. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, Campinas, v. 22, n. 2, p. 301-315, jul. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-40772017000200002 . Acesso em: 02 abr. 2026.
Sobre os índices de evasão observados nos cursos superiores no Brasil, tendo como referência o artigo de Paula (2017), assinale a afirmativa correta.