Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4124111 Português
Leia atentamente a afirmação sublinhada. “Existem aproximadamente cem variedades de bananas cultivadas em todo o mundo. Algumas dela são: banana-nanica, banana-prata, bananaouro, banana-maçã e banana-da-terra”. Segundo a afirmação, pode-se entender que ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
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Q4124109 Português
Agora, leia a segunda afirmação, que também está sublinhada: “As bananas são fáceis de se cultivar, especialmente em climas tropicais. Elas são um dos principais produtos de exportação de nosso país“. Assinale a alternativa correta.
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Q4124108 Português
Leia atentamente a afirmação sublinhada: “As bananas são fáceis de se cultivar. Segundo a afirmação, pode-se concluir que:
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Q4124106 Português
Examine a segunda afirmação, que está sublinhada: “As bananas são de origem asiática, embora, sejam cultivadas em diversas regiões do globo hoje em dia”. Assinale a alternativa correta.
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Q4124105 Português
Leia atentamente a afirmação sublinhada. “As bananas são de origem asiática, embora, sejam cultivadas em diversas regiões do globo hoje em dia”. Assinale a alternativa correta.
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Biologia |
Q4121832 Português

O gráfico a seguir é um dos resultados de um projeto de pesquisa conduzido por Relyea & Werner (1999) e mostra a taxa de crescimento de girinos colocados em diferentes ambientes, com e sem a presença de predadores.


28.jpg (275×300)


Fonte: RICKLEFS, R. E. A economia da natureza. Rio de Janeiro: Editora: Guanabara Koogan – 6. ed. 2010. p. 259. 


Com base nos resultados encontrados é correto afirmar que

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Q4121209 Português
Analise as asserções sobre expressão comunicação alternativa e/ou suplementar a seguir e a relação proposta entre elas.
I - A expressão comunicação alternativa e/ou suplementar vem sendo utilizada para designar um conjunto de procedimentos técnicos e metodológicos direcionado a pessoas acometidas por alguma doença, deficiência, ou alguma outra situação momentânea que impede a comunicação com as demais pessoas por meio dos recursos usualmente utilizados, mais especificamente a fala
PORQUE,
II - além de enfatizar formas alternativas de comunicação visando dois objetivos - promover e suplementar a fala e garantir uma forma alternativa de comunicação para um indivíduo que não começou a falar - também incorpora vários estímulos a fim de criar, para o usuário, a possibilidade de uma comunicação mais abrangente.
Sobre as asserções, é correto afirmar que 
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Artes |
Q4119762 Português
Avalie as afirmações sobre a relação dos humanos com as máquinas através da arte, segundo a concepção de Diana Domingues (1997).
I - Nossos sentidos e capacidade de processar informações são embotados pelas tecnologias.
II - A inserção das tecnologias na mediação da vida é um processo inevitável, conforme evidencia a história.
III - Aspectos humanos das tecnologias são revelados pela produção artística, sintonizada com os avanços tecnológicos.
IV - As máquinas adquirem capacidades humanas além do humano, igualando ou superando, por exemplo, a nossa capacidade de resolver problemas de ordem intuitiva.
V - A simbiose do homem com a máquina dá ao homem poderes ultra humanos, modificando a arte, em suas bases estéticas, e as formas de sentir.
Está correto apenas o que se afirma em
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Q4119462 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A linguagem humana e as línguas do mundo

A linguagem articulada é uma faculdade exclusivamente humana e, por sua capacidade simbólica, representa um dos mais importantes fatores que nos diferenciam das outras espécies. As abelhas, as formigas, os lobos e os chimpanzés têm relações sociais, de poder, de hierarquia e comunicam-se entre si, mas o ser humano é o único que é capaz de criar representações abstratas. Isso lhe faculta ter consciência de si mesmo e, com a força da sua imaginação, explorar, além do presente, o passado e o futuro. Quando alguém diz algo como “Daqui a três dias estarei em Salvador”, representa, simbolicamente, o tempo (três dias) e o espaço em que pretende estar futuramente (Salvador). Sem o uso da linguagem, isso seria impossível.

Os seres humanos não são os animais mais fortes do planeta, nem os mais ágeis, nem os que correm mais depressa. Revestidos por uma camada de pele fina e delicada, nossa proteção contra as agressões do meio ambiente e as intempéries é bastante limitada. O que nos transformou na espécie dominante do planeta foi o fato de sermos capazes de criar infinitos símbolos vinculados à articulação ordenada de sons. Isso nos deu a possibilidade de, explorando nossa inteligência, nos comunicarmos de maneira extremamente vantajosa em relação aos outros seres vivos. Somos a única espécie capaz de referenciar em ausência, ou seja, podemos falar de lugares e assuntos que não estão presentes no momento e na situação da enunciação. A linguagem, além de nos dar o privilégio, sobretudo por meio da escrita, de transmitir nossa herança cultural às gerações seguintes, acumulando conhecimento, possibilitou o desenvolvimento de um dos nossos maiores diferenciais competitivos: a capacidade de planejar o futuro.

(ABREU, Antônio Suárez. Texto e Gramática: uma visão integrada e funcional para a leitura e a escrita. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012. – Como eu ensino.)
Considerando o contexto, pode-se afirmar acerca do título atribuído ao texto que:
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Q4119460 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A linguagem humana e as línguas do mundo

A linguagem articulada é uma faculdade exclusivamente humana e, por sua capacidade simbólica, representa um dos mais importantes fatores que nos diferenciam das outras espécies. As abelhas, as formigas, os lobos e os chimpanzés têm relações sociais, de poder, de hierarquia e comunicam-se entre si, mas o ser humano é o único que é capaz de criar representações abstratas. Isso lhe faculta ter consciência de si mesmo e, com a força da sua imaginação, explorar, além do presente, o passado e o futuro. Quando alguém diz algo como “Daqui a três dias estarei em Salvador”, representa, simbolicamente, o tempo (três dias) e o espaço em que pretende estar futuramente (Salvador). Sem o uso da linguagem, isso seria impossível.

Os seres humanos não são os animais mais fortes do planeta, nem os mais ágeis, nem os que correm mais depressa. Revestidos por uma camada de pele fina e delicada, nossa proteção contra as agressões do meio ambiente e as intempéries é bastante limitada. O que nos transformou na espécie dominante do planeta foi o fato de sermos capazes de criar infinitos símbolos vinculados à articulação ordenada de sons. Isso nos deu a possibilidade de, explorando nossa inteligência, nos comunicarmos de maneira extremamente vantajosa em relação aos outros seres vivos. Somos a única espécie capaz de referenciar em ausência, ou seja, podemos falar de lugares e assuntos que não estão presentes no momento e na situação da enunciação. A linguagem, além de nos dar o privilégio, sobretudo por meio da escrita, de transmitir nossa herança cultural às gerações seguintes, acumulando conhecimento, possibilitou o desenvolvimento de um dos nossos maiores diferenciais competitivos: a capacidade de planejar o futuro.

(ABREU, Antônio Suárez. Texto e Gramática: uma visão integrada e funcional para a leitura e a escrita. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012. – Como eu ensino.)
Considerando as informações e ideias trazidas ao texto, pode-se afirmar que: 
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Q4119434 Português
“Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens”, diz psiquiatra


Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, em Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos.”

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/escola-tempapel-importante-para-identificar-ansiedade-em-jovens-diz-psiquiatra/. Acesso em: 05/05/2022.)
Sobre as informações e ideias trazidas ao texto pode-se afirmar que: 
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Q4119432 Português
“Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens”, diz psiquiatra


Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, em Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos.”

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/escola-tempapel-importante-para-identificar-ansiedade-em-jovens-diz-psiquiatra/. Acesso em: 05/05/2022.)
O texto trata, principalmente, de:
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Q4119431 Português
“Escola tem papel importante para identificar ansiedade em jovens”, diz psiquiatra


Falta de ar, tremor e crise de choro foram alguns dos sintomas que afetaram 26 estudantes no dia 8 de abril, na escola Ageu Magalhães, em Recife. Um episódio de crise de ansiedade coletiva é “uma situação atípica”, de acordo com o professor de psiquiatria da infância e adolescência da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczyk.

“Quando olhamos alguém em crise, ficamos ansiosos, é uma situação aguda e intensa, é muito particular, só podemos fazer hipóteses sobre o que aconteceu, eventualmente é que todos foram expostos a uma situação extrema de estresse e provavelmente já tinham alguma fragilidade emocional”, afirmou Polanczyk à CNN.

De acordo com Polanczyk, diversos fatores contribuem para evolução de quadros de ansiedade, “situações do ambiente, da família, da escola, exposições a situações traumáticas contam muito”. O psiquiatra reforçou que identificar os casos precocemente é essencial para que a criança ou adolescente receba acompanhamento médico.

“A ansiedade e depressão são experiências emocionais que as pessoas muitas vezes não compartilham com quem está a sua volta, mas medo e preocupação aparecem no comportamento, pais precisam estar sintonizados para identificar esses comportamentos.”

“A escola também tem papel muito importante, ela promove o desenvolvimento de pessoas, saúde mental é parte fundamental para esse desenvolvimento, para que tenham essa ideia de promoção de saúde mental, identificação de problemas”, completou.

O especialista ainda reforçou que há estudos nacionais e internacionais que apontam que o período mais agudo da pandemia de Covid-19 contribuiu para o aumento de casos de ansiedade e depressão na população em geral, e em especial em jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano da pandemia. O levantamento aponta que jovens e mulheres foram os mais atingidos.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/escola-tempapel-importante-para-identificar-ansiedade-em-jovens-diz-psiquiatra/. Acesso em: 05/05/2022.)
No primeiro parágrafo do texto é feita a identificação de Guilherme Polanczyk. Pode-se afirmar que tal procedimento:
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Q4119195 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Ferreiro e Teberosky (1986) trouxeram uma enorme contribuição para o campo da alfabetização, revolucionando o campo conceitual, científico e prático do trabalho de alfabetização. No decorrer de sua pesquisa comprovaram que as crianças apresentam níveis conceituais linguísticos, ou seja, elas constroem hipóteses a respeito da escrita, que se configuram em quatro níveis.
Observe a imagem a seguir:

Imagem associada para resolução da questão (Disponível em: https://www.google.com/search?q=imagens+de+hipoteses+de+escrita&sxsrf=ALiCzsYlgdq8uz_sw_doveFObXZdOsdS1A.)

Diante do exposto, é correto afirmar que os alunos Luís e Ana estão na seguinte hipótese da escrita, respectivamente: 
Alternativas
Q4119192 Português
O jogo é, sem dúvida, uma atividade importante na educação. Sua ação prática na educação está sempre ligada às atividades lúdicas, fundamentais na formação dos jovens e crianças. Quando se propõe um jogo, além dos objetivos cognitivos a serem alcançados, espera-se que os alunos sejam capazes de, EXCETO:
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Q4119166 Português
Texto para responder à questão.

O gigolô das palavras


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. [...].

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras [Fragmento]. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006, p. 91.)
Com base no texto, pode-se concluir que, na opinião do autor, o estudo da gramática:
Alternativas
Q4119165 Português
Texto para responder à questão.

O gigolô das palavras


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. [...].

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras [Fragmento]. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006, p. 91.)
No trecho “Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse.”, NÃO está correto o que se explica em:
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Q4119164 Português
Texto para responder à questão.

Apesar de tudo, a educação avançou


Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, mais de 70% dos estudantes do ensino médio não têm conhecimento suficiente em português e matemática. No último Pisa, a principal avaliação escolar do mundo, entre 79 países, o Brasil foi o 57º em leitura, o 66º em ciências e o 70º em matemática. A educação básica no País é ruim. Mas já foi muito pior. As conquistas desde a Constituição de 88 foram expressivas. Em nota técnica – Fim de uma Era. Desafios para a atuação federal na Educação Básica –, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traçou os últimos 30 anos de evolução, insuficiências e desafios das políticas educacionais.

Em 1988, o Brasil tinha os piores indicadores entre seus pares nas Américas. A média de anos de estudo dos brasileiros de 25 a 65 anos era de 5,1 anos – no Chile, Paraguai e Peru eram, respectivamente, 8,9, 8,8 e 8,2. Só 33% das crianças completavam o primário – no Uruguai e Panamá eram 95% e 91%. Menos de 18% dos jovens cursavam o secundário – no México e Argentina eram 83% e 95%.

Havia falta de vagas nas escolas; os professores tinham baixa escolaridade, não recebiam formação específica e ganhavam salários irrisórios; o financiamento era escasso e mal distribuído; faltavam parâmetros mínimos para as redes escolares; inexistia um sistema de avaliação; e a falta de clareza na sociedade sobre a importância da educação era generalizada.

De lá para cá, o Brasil construiu um dos melhores sistemas de avaliação entre os países em desenvolvimento, as competências do governo federal, Estados e municípios foram detalhadas, a formação e remuneração dos professores melhoraram substancialmente e os recursos cresceram e passaram a ser fiscalizados com mais rigor. Hoje, o financiamento por aluno é cinco vezes maior, quase todas as crianças têm acesso a uma escola e a taxa de término do primário saltou de 33% para 80%.

Mas, apesar desses avanços quantitativos, qualitativamente os resultados estão bem aquém do desejável. “O Brasil se empenhou em organizar e fortalecer o ensino público”, resumem os pesquisadores do Ipea, “e o resultado foi esse: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável.”

O desafio de uma evolução nacional passa necessariamente pela articulação federativa. No Brasil o ensino fundamental é primordialmente de responsabilidade dos municípios; o médio, dos Estados; e o superior, da União. O governo federal não atua diretamente sobre os resultados da educação básica, mas pode aprimorá-los por meio da coordenação, financiamento e avaliação.

Em 2009, o Sistema Nacional de Educação foi inserido na Constituição para articular a cooperação federativa com vistas ao alcance das metas do Plano Nacional de Educação. Mas as atuais comissões intergovernamentais ou têm caráter protocolar, como a que discute os parâmetros do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), ou não contam com a participação de Estados e municípios, como o Conselho Deliberativo do FNDE. Falta uma instância única com legitimidade para congregar não só os gestores da Educação, mas os da Fazenda e Planejamento nos três níveis de governo.

Como resume o Ipea, uma boa articulação federal entre coordenação, financiamento e avaliação pode estabelecer bases curriculares flexíveis, adaptáveis às inovações pedagógicas e demandas do mercado de trabalho; diminuir iniquidades salariais dos professores por meio de uma complementação mais equitativa via Fundeb; construir processos formativos direcionados às lacunas de aprendizado e aptos a mensurar as competências desenvolvidas pelos estudantes; e estimular trocas das melhores práticas entre municípios e Estados.

As conquistas da última geração, sobretudo no acesso e fluxo escolares, mostram que os preceitos constitucionais sobre educação estão no caminho certo. Mas a geração presente precisará de muito esforço para capitalizar esses ganhos e materializar esses preceitos não só em uma educação aberta a todos, mas de excelência para cada um.

(Apesar de tudo, a educação avançou. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, nº 46.823, 28/12/2021. Notas e Informações, p. A3.)
De acordo com o texto, pode-se concluir que a educação brasileira: 
Alternativas
Q4119161 Português
Texto para responder à questão.

Apesar de tudo, a educação avançou


Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, mais de 70% dos estudantes do ensino médio não têm conhecimento suficiente em português e matemática. No último Pisa, a principal avaliação escolar do mundo, entre 79 países, o Brasil foi o 57º em leitura, o 66º em ciências e o 70º em matemática. A educação básica no País é ruim. Mas já foi muito pior. As conquistas desde a Constituição de 88 foram expressivas. Em nota técnica – Fim de uma Era. Desafios para a atuação federal na Educação Básica –, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traçou os últimos 30 anos de evolução, insuficiências e desafios das políticas educacionais.

Em 1988, o Brasil tinha os piores indicadores entre seus pares nas Américas. A média de anos de estudo dos brasileiros de 25 a 65 anos era de 5,1 anos – no Chile, Paraguai e Peru eram, respectivamente, 8,9, 8,8 e 8,2. Só 33% das crianças completavam o primário – no Uruguai e Panamá eram 95% e 91%. Menos de 18% dos jovens cursavam o secundário – no México e Argentina eram 83% e 95%.

Havia falta de vagas nas escolas; os professores tinham baixa escolaridade, não recebiam formação específica e ganhavam salários irrisórios; o financiamento era escasso e mal distribuído; faltavam parâmetros mínimos para as redes escolares; inexistia um sistema de avaliação; e a falta de clareza na sociedade sobre a importância da educação era generalizada.

De lá para cá, o Brasil construiu um dos melhores sistemas de avaliação entre os países em desenvolvimento, as competências do governo federal, Estados e municípios foram detalhadas, a formação e remuneração dos professores melhoraram substancialmente e os recursos cresceram e passaram a ser fiscalizados com mais rigor. Hoje, o financiamento por aluno é cinco vezes maior, quase todas as crianças têm acesso a uma escola e a taxa de término do primário saltou de 33% para 80%.

Mas, apesar desses avanços quantitativos, qualitativamente os resultados estão bem aquém do desejável. “O Brasil se empenhou em organizar e fortalecer o ensino público”, resumem os pesquisadores do Ipea, “e o resultado foi esse: a criança começa aprendendo em níveis razoáveis e termina o ensino médio com uma inaptidão irrazoável.”

O desafio de uma evolução nacional passa necessariamente pela articulação federativa. No Brasil o ensino fundamental é primordialmente de responsabilidade dos municípios; o médio, dos Estados; e o superior, da União. O governo federal não atua diretamente sobre os resultados da educação básica, mas pode aprimorá-los por meio da coordenação, financiamento e avaliação.

Em 2009, o Sistema Nacional de Educação foi inserido na Constituição para articular a cooperação federativa com vistas ao alcance das metas do Plano Nacional de Educação. Mas as atuais comissões intergovernamentais ou têm caráter protocolar, como a que discute os parâmetros do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), ou não contam com a participação de Estados e municípios, como o Conselho Deliberativo do FNDE. Falta uma instância única com legitimidade para congregar não só os gestores da Educação, mas os da Fazenda e Planejamento nos três níveis de governo.

Como resume o Ipea, uma boa articulação federal entre coordenação, financiamento e avaliação pode estabelecer bases curriculares flexíveis, adaptáveis às inovações pedagógicas e demandas do mercado de trabalho; diminuir iniquidades salariais dos professores por meio de uma complementação mais equitativa via Fundeb; construir processos formativos direcionados às lacunas de aprendizado e aptos a mensurar as competências desenvolvidas pelos estudantes; e estimular trocas das melhores práticas entre municípios e Estados.

As conquistas da última geração, sobretudo no acesso e fluxo escolares, mostram que os preceitos constitucionais sobre educação estão no caminho certo. Mas a geração presente precisará de muito esforço para capitalizar esses ganhos e materializar esses preceitos não só em uma educação aberta a todos, mas de excelência para cada um.

(Apesar de tudo, a educação avançou. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 142, nº 46.823, 28/12/2021. Notas e Informações, p. A3.)
A questão principal problematizada no texto é: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História |
Q4118510 Português

Leia os textos a seguir.



Texto 1



“A greve dos ganhadores, ocorrida em Salvador em 1857, foi o primeiro movimento grevista envolvendo todo um setor sensível da classe trabalhadora urbana no Brasil, trabalhadores responsáveis pelo transporte, por toda a cidade, de pessoas livres de vária ordem e objetos de todo tipo. A cidade simplesmente parou. A greve – termo aqui usado no sentido de paralisação do trabalho, e apenas isso – nada deveu aos modelos de mobilização da classe operária europeia que iriam predominar pouco mais tarde entre os proletários brasileiros e imigrantes. Não era revolta, não era quilombo, as formas clássicas de resistência escrava, não era sequer um protesto contra a escravidão, mas uma suspensão do trabalho africano, e não apenas o escravizado, contra o Estado.”


(REIS, João José. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pp. 17. Adaptado)



Texto 2



“Os momentos de mobilização em várias cidades brasileiras, como os contextos de intensificação de greves de 1902-1903, 1906-1907, 1917-1919 ou o movimento contra a carestia de vida de 1913, apontam para uma outra questão: a de que esses momentos ímpares da ação coletiva envolviam muito mais gente do que o número restrito de trabalhadores – sobretudo qualificados – pertencentes às sociedades operárias. São nesses processos que a classe como uma realidade histórica aparece, na medida em que os interesses coletivos se sobrepõem aos interesses individuais e corporativos. É então que podemos falar de formação de classe operária como um processo conflituoso, marcado por avanços e recuos, pelo fazer-se e pelo desfazer-se da classe, que surge na organização, na ação coletiva, em toda a manifestação que afirma seu caráter de classe.”


(BATALHA, Cláudio. Formação da classe operária e projetos de identidade coletiva. In: FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889- 1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. Pp. 173)



Os textos discutem movimentos paredistas de trabalhadores brasileiros em contextos históricos distantes no tempo e na própria natureza da exploração do trabalho. Mesmo tratando de processos e tempos históricos distintos, é correto afirmar que eles

Alternativas
Respostas
19301: C
19302: A
19303: A
19304: C
19305: D
19306: C
19307: D
19308: D
19309: C
19310: B
19311: B
19312: A
19313: A
19314: A
19315: B
19316: C
19317: D
19318: D
19319: A
19320: D