Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4246281 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e pela velocidade das transformações tecnológicas, a capacidade de interpretar criticamente os discursos tornou-se uma das competências mais relevantes do cidadão contemporâneo. Não basta, porém, ter acesso aos dados: é necessário saber selecioná-los, confrontá-los e atribuir-lhes significado. Muitas vezes, a abundância de informações produz efeito paradoxal, pois, em vez de ampliar a compreensão da realidade, contribui para a disseminação de equívocos, preconceitos e falsas certezas. Nesse contexto, a linguagem deixa de ser mero instrumento de comunicação para assumir papel decisivo na construção do pensamento e na formação da consciência crítica.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)
A palavra "crítica", em "consciência crítica", possui sentido
Alternativas
Q4246274 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e pela velocidade das transformações tecnológicas, a capacidade de interpretar criticamente os discursos tornou-se uma das competências mais relevantes do cidadão contemporâneo. Não basta, porém, ter acesso aos dados: é necessário saber selecioná-los, confrontá-los e atribuir-lhes significado. Muitas vezes, a abundância de informações produz efeito paradoxal, pois, em vez de ampliar a compreensão da realidade, contribui para a disseminação de equívocos, preconceitos e falsas certezas. Nesse contexto, a linguagem deixa de ser mero instrumento de comunicação para assumir papel decisivo na construção do pensamento e na formação da consciência crítica.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)
No texto, a expressão "efeito paradoxal" significa
Alternativas
Q4246273 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e pela velocidade das transformações tecnológicas, a capacidade de interpretar criticamente os discursos tornou-se uma das competências mais relevantes do cidadão contemporâneo. Não basta, porém, ter acesso aos dados: é necessário saber selecioná-los, confrontá-los e atribuir-lhes significado. Muitas vezes, a abundância de informações produz efeito paradoxal, pois, em vez de ampliar a compreensão da realidade, contribui para a disseminação de equívocos, preconceitos e falsas certezas. Nesse contexto, a linguagem deixa de ser mero instrumento de comunicação para assumir papel decisivo na construção do pensamento e na formação da consciência crítica.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)
Marque a opção que mostra a ideia central do texto. 
Alternativas
Q4246224 Português
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Uma beleza de caneta


   Sempre que vou para alguma praça fazer minhas leituras, carrego comigo algumas folhas em branco e uma caneta ensebada no bolso, caso eu precise anotar alguma informação pertinente, alguma ideia que surja... Uma frase pairando sobre o vendaval conturbado de minha mente.

   Abro a folha em meu colo e faço uso do belíssimo instrumento que deu título a esta crônica. Enganou-se se você pensava que eu estava me referindo ao ostensivo lance futebolístico em que o jogador passa sutilmente com a bola por entre as pernas do adversário (aliás, se alguém souber me dizer o porquê da nomenclatura deste lance fazer referência com a caneta, eu ficarei muito agradecido).

   Não, senhor. A caneta aqui é aquele pequeno instrumento mágico, que imprime diretamente no papel sem o uso de uma impressora, em tempo real. Desenha palavras e formas ao gosto de seu usuário. E quando o combustível chega ao fim, precisamos fazer exatamente como os motoristas fazem com seus possantes motorizados: temos que levá-la até um posto e abastecer.

    Vez ou outra, durante algumas de minhas constantes anotações, eu reparo certos olhares curiosos sobre mim. São pessoas que passam pela praça e estranham aquele meu ato antiquado demais para este mundo moderno. Gente me observando com algum espanto, transeuntes que quase não acreditam no que veem. Afinal, por que cargas d'água este sujeito não usa o aplicativo do celular para escrever? Onde foi parar o seu tablet? Será que ele não tem computador em casa? Será que ele tem casa? Céus, onde foi que ele conseguiu uma caneta? (...)

   E mesmo sustentando a plena consciência de que terei que transcrever para meu computador tudo o que foi rabiscado no PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA II - ARTЕ INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO papel, isso não me é empecilho nenhum. E você poderia redarguir que este é sim, um trabalho desnecessário, repetitivo e saudosista... Mas sou um amante da escrita. E continuarei muito feliz em poder transcrever para o mundo virtual minhas ideias que primeiramente foram registradas por uma caneta... Marca que ficou registrada neste mundo real e cada vez menos manuscrito.


MICHEL. Uma beleza de caneta. Dimensão reluzente.
Disponível em
<https://dimensaoreluzente.blogspot.com/2017/09/umabeleza-de-caneta.html>.
Asssinale a alternativa cuja palavra apresentada entre parênteses é sinônima da destacada no trecho correspondente.
Alternativas
Q4246223 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma beleza de caneta


   Sempre que vou para alguma praça fazer minhas leituras, carrego comigo algumas folhas em branco e uma caneta ensebada no bolso, caso eu precise anotar alguma informação pertinente, alguma ideia que surja... Uma frase pairando sobre o vendaval conturbado de minha mente.

   Abro a folha em meu colo e faço uso do belíssimo instrumento que deu título a esta crônica. Enganou-se se você pensava que eu estava me referindo ao ostensivo lance futebolístico em que o jogador passa sutilmente com a bola por entre as pernas do adversário (aliás, se alguém souber me dizer o porquê da nomenclatura deste lance fazer referência com a caneta, eu ficarei muito agradecido).

   Não, senhor. A caneta aqui é aquele pequeno instrumento mágico, que imprime diretamente no papel sem o uso de uma impressora, em tempo real. Desenha palavras e formas ao gosto de seu usuário. E quando o combustível chega ao fim, precisamos fazer exatamente como os motoristas fazem com seus possantes motorizados: temos que levá-la até um posto e abastecer.

    Vez ou outra, durante algumas de minhas constantes anotações, eu reparo certos olhares curiosos sobre mim. São pessoas que passam pela praça e estranham aquele meu ato antiquado demais para este mundo moderno. Gente me observando com algum espanto, transeuntes que quase não acreditam no que veem. Afinal, por que cargas d'água este sujeito não usa o aplicativo do celular para escrever? Onde foi parar o seu tablet? Será que ele não tem computador em casa? Será que ele tem casa? Céus, onde foi que ele conseguiu uma caneta? (...)

   E mesmo sustentando a plena consciência de que terei que transcrever para meu computador tudo o que foi rabiscado no PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA II - ARTЕ INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO papel, isso não me é empecilho nenhum. E você poderia redarguir que este é sim, um trabalho desnecessário, repetitivo e saudosista... Mas sou um amante da escrita. E continuarei muito feliz em poder transcrever para o mundo virtual minhas ideias que primeiramente foram registradas por uma caneta... Marca que ficou registrada neste mundo real e cada vez menos manuscrito.


MICHEL. Uma beleza de caneta. Dimensão reluzente.
Disponível em
<https://dimensaoreluzente.blogspot.com/2017/09/umabeleza-de-caneta.html>.
O autor-narrador do texto "Uma beleza de caneta" se apresenta em:
Alternativas
Q4246185 Português
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A água nossa de cada dia


    Hoje de manhã, enquanto levava meu filho para a escola, assisti a diversas cenas de desperdício. Rua após rua, homens e mulheres usavam mangueiras para lavar calçadas e carros com jorros e jorros de água potável.

    Nos primeiros casos cheguei a diminuir a velocidade do meu carro para sinalizar aos dissipadores que não deveriam estar fazendo aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que eu queria passar com os gestos... e continuavam com as torneiras abertas.

    Nos casos seguintes, desisti.

    Só olhava, desolado, toda aquela água preciosa escorrendo pela calçada, pelas sarjetas...

    Se voltar a percorrer o bairro nesta bela manhã de abril provavelmente vou surpreender mais dissipadores em ação. Talvez já lavando carros, mais pátios e calçadas. E vou, de novo, ficar triste com o desperdício escancarado, explícito, irresponsável.

    O que fazer para que nós, nossos filhos e os filhos de nossos filhos tenham água de boa qualidade e em quantidade no futuro?

     Acho que, para começar, falar com as crianças. Se os adultos dão lições de desperdício, as crianças podem, no tempo, reverter o processo. Enquanto crianças, podem entender melhor a necessidade de preservarmos nossos recursos naturais. Água, inclusive.

    Quando crescerem vão substituir os adultos insensatos de hoje já com atitudes corretas no cuidado com o meio ambiente. (...)

    E cuidados com nossos recursos naturais deveriam merecer até mesmo algum tipo de saudação. Assim, como dizemos bom dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a dizer: salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas crianças que não têm água para beber?

    Pode parecer meio dramático. Mas antes um dramático falado do que sentido.

    Enquanto é tempo.


SANTOS, Jaqueline Aparecida dos. A água nossa de cada dia. Armazém de textos. Disponível em .<https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/cronica
-agua-nossa-de-cada-dia-com.html>.
Os "dissipadores" que são mencionados no texto "A água nossa de cada dia" são entendidos como os:
Alternativas
Q4245991 Português
Texto para o item.

Césio‑137: acidente em Goiânia deixou lições que continuam orientando a proteção a trabalhadores expostos à radiação

    O acidente ocorreu em setembro de 1987, quando uma cápsula contendo Césio‑137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos, pessoas manusearam o material radioativo, que se espalhou por diversos locais, provocando uma emergência sanitária de grandes proporções.
    Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei 10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na avaliação do diretor‑presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura de segurança radiológica. “Consolidou‑se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas”, explica.
    Desde então, foram ampliadas as exigências relacionadas ao licenciamento de instalações, rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento, transporte, monitoramento individual de trabalhadores, qualificação profissional e preparação para emergências.
    A evolução da segurança radiológica também foi influenciada por acidentes internacionais, como os de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão, em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram a importância da cultura de segurança, da transparência institucional, da preparação para emergências e da revisão contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure, a principal lição desses acidentes é que a segurança não é uma condição permanente. Quase 40 anos após o Césio‑137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui. 

Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
Em relação às ideias do texto e à estrutura textual, julgue o item a seguir.

A ideia de Facure, “a principal lição desses acidentes é que a segurança não é uma condição permanente.”, é reforçada pela linha cronológica apresentada ao longo do texto.
Alternativas
Q4245990 Português
Texto para o item.

Césio‑137: acidente em Goiânia deixou lições que continuam orientando a proteção a trabalhadores expostos à radiação

    O acidente ocorreu em setembro de 1987, quando uma cápsula contendo Césio‑137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos, pessoas manusearam o material radioativo, que se espalhou por diversos locais, provocando uma emergência sanitária de grandes proporções.
    Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei 10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na avaliação do diretor‑presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura de segurança radiológica. “Consolidou‑se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas”, explica.
    Desde então, foram ampliadas as exigências relacionadas ao licenciamento de instalações, rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento, transporte, monitoramento individual de trabalhadores, qualificação profissional e preparação para emergências.
    A evolução da segurança radiológica também foi influenciada por acidentes internacionais, como os de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão, em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram a importância da cultura de segurança, da transparência institucional, da preparação para emergências e da revisão contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure, a principal lição desses acidentes é que a segurança não é uma condição permanente. Quase 40 anos após o Césio‑137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui. 

Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
Em relação às ideias do texto e à estrutura textual, julgue o item a seguir.

A referência aos acidentes de Chernobyl e Fukushima, “A evolução da segurança radiológica também foi influenciada por acidentes internacionais, como os de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão, em 2011.”, tem como finalidade principal deslocar o eixo temático do texto do acidente com o Césio‑137 para uma comparação histórica entre desastres nucleares, razão pela qual a conclusão deixa de se fundamentar na experiência brasileira.
Alternativas
Q4245988 Português
Texto para o item.

Césio‑137: acidente em Goiânia deixou lições que continuam orientando a proteção a trabalhadores expostos à radiação

    O acidente ocorreu em setembro de 1987, quando uma cápsula contendo Césio‑137 foi retirada de um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Sem conhecimento dos riscos envolvidos, pessoas manusearam o material radioativo, que se espalhou por diversos locais, provocando uma emergência sanitária de grandes proporções.
    Para o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Amaury Rodrigues Pinto Junior, o episódio evidenciou falhas institucionais e desconhecimento dos riscos. “O caso foi emblemático e gerou modificações na legislação nacional”, afirma. Uma delas é a Lei 10.308/2001, que passou a disciplinar o destino final e as responsabilidades sobre os rejeitos radioativos no país. Na avaliação do diretor‑presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, o principal legado do acidente foi uma mudança profunda na cultura de segurança radiológica. “Consolidou‑se o entendimento de que a segurança depende de mecanismos permanentes de controle ao longo de todo o ciclo de vida das fontes radioativas”, explica.
    Desde então, foram ampliadas as exigências relacionadas ao licenciamento de instalações, rastreabilidade de fontes radioativas, armazenamento, transporte, monitoramento individual de trabalhadores, qualificação profissional e preparação para emergências.
    A evolução da segurança radiológica também foi influenciada por acidentes internacionais, como os de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e Fukushima, no Japão, em 2011. Segundo a ANSN, esses episódios reforçaram a importância da cultura de segurança, da transparência institucional, da preparação para emergências e da revisão contínua dos sistemas de proteção. De acordo com Facure, a principal lição desses acidentes é que a segurança não é uma condição permanente. Quase 40 anos após o Césio‑137, o consenso técnico e jurídico é que mitigar os riscos da radiação exige atenção contínua. Segundo Amaury Rodrigues, a experiência nacional demonstra que a eficácia das regras depende dessa postura coletiva. “A aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho exige vigilância permanente dos atores sociais envolvidos e uma postura bastante rigorosa por parte da Justiça do Trabalho”, conclui. 

Internet: <tst.jus.br> (com adaptações).
Em relação às ideias do texto e à estrutura textual, julgue o item a seguir.

O texto é predominantemente injuntivo, uma vez que apresenta orientações acerca da proteção de profissionais expostos à radiação. 
Alternativas
Q4245856 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No texto, ao analisar a vulnerabilidade dos recursos hídricos face às projeções para 2050, a autora faz uma menção específica ao semiárido brasileiro.

No contexto da arquitetura argumentativa do texto, essa alusão cumpre a função de evidenciar que:
Alternativas
Q4245854 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
No trecho Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais..., no quarto parágrafo, o conector sublinhado estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4245853 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Com base nas informações textuais e nos dados estatísticos apresentados no quarto parágrafo, que discorre sobre as projeções para o ano de 2050 acerca da segurança hídrica nas grandes metrópoles mundiais, analise as seguintes assertivas:

I. Somados os dois cenários de vulnerabilidade descritos, conclui-se que quase metade das metrópoles avaliadas no estudo global enfrentará sérios gargalos hídricos (seja por insuficiência de fontes locais, seja por riscos elevados de conflitos de uso) até o ano de 2050.
II. Os municípios que dependem de transposição de bacias hídricas apresentam menor exposição a riscos de disputa de recursos do que as cidades dependentes de fontes locais, devido ao compartilhamento planejado entre os setores agrícola e urbano.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4245850 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Sob a ótica da estrutura textual e do tom da autora do texto, a transição entre a apresentação de dados alarmantes (parágrafos 2, 3 e 4) e a conclusão (parágrafo 5) se dá por meio de um posicionamento:
Alternativas
Q4245849 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Tomando por base as informações e os nexos lógicos articulados pela autora no texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): Segundo o texto, a alta vulnerabilidade costeira no cenário nacional se justifica porque uma parcela considerável da população reside em cidades litorâneas. (2ª parte): O texto menciona que a queda projetada na população urbana global, estimada para iniciar-se no final do século XXI, provocará a redução imediata e espontânea dos prejuízos econômicos nas cidades costeiras.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4245848 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mudanças climáticas e impactos sobre o meio urbano


    A questão dos impactos das mudanças climáticas sobre o meio urbano e sobre a população residente das cidades em todo o mundo tem sido intensamente estudada há décadas. Mais de 50% da população urbana vive no meio urbano, e projeções indicam que esse percentual continuará crescendo no curto e no médio prazo, e possivelmente comece a cair mais para o fim do século XXI. Adicionalmente, as cidades são importantes no contexto das mudanças climáticas por serem responsáveis por cerca de 75"/o do consumo mundial de energia e das emissões de gases de efeito estufa.

    Muitas cidades estão localizadas em áreas costeiras, as quais são suscetíveis a impactos relacionados com o aumento do nível dos mares e oceanos, como, entre outros, a redução da área urbana e a destruição causadas por enchentes. Esse tipo de impacto é de grande preocupação em um país como o Brasil, no qual parte considerável de sua população reside em cidades costeiras e muitas das capitais estaduais (11 de 27), e diversas das maiores regiões metropolitanas, localizam-se junto ao oceano Atlântico. Estudos estimam que em 2050 os prejuízos relacionados ao aumento do nível do mar nas cidades costeiras ao redor do globo possam atingir algo entre US$ 60 e US$ 63 bilhões, mesmo no caso de investimentos em medidas adaptativas.

    Com relação à questão de potenciais prejuízos à saúde da população urbana em função das mudanças climáticas, estudos concluem que a temperatura média no Brasil deve aumentar tanto no futuro próximo (2030-2050), entre 1 e 2,5 °C, quanto no futuro mais distante (2079-2099), entre 1,5 e 5,8 °C, com relação ao período presente (1996-2016). Em consequência desse aumento esperado da temperatura média, projeta-se que a mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas idosas associadas a ondas de calor aumente entre 300% e 757% no futuro próximo e 242% e 1.257% no futuro distante.

    Com relação aos riscos associados ao uso da água no meio urbano, um estudo global realizado com base em dados de 482 das maiores cidades do mundo avaliou os impactos das mudanças climáticas nesse aspecto. As projeções indicam que a demanda por água nessas metrópoles deve crescer 80% até 2050. Paralelamente a esse aumento de consumo, as alterações climáticas tendem a modificar a distribuição temporal e espacial das chuvas e dos mananciais, ameaçando diretamente a segurança hídrica de grande parte dessas regiões. Estima-se que, até 2050, mais de 27% das cidades analisadas - que somam uma população de mais de 233 milhões de pessoas enfrentarão uma demanda de água superior à disponibilidade natural de suas fontes locais. Além disso, outros 19% dos municípios, que dependem de obras de transposição e transferência de água entre bacias, apresentarão um risco elevado de disputa pelo uso dos recursos hídricos entre os setores urbano e agrícola. No caso brasileiro, estudos indicam que, possivelmente, a região mais afetada pelas mudanças climáticas com relação à água, não somente no meio urbano, será o semiárido, a maior parte localizado na região Nordeste.


    Em suma, embora a intensidade exata dos impactos climáticos sobre o ambiente urbano ainda carregue margens de incerteza, a tendência de agravamento dessas ameaças para as próximas décadas é indiscutível. Diante desse cenário, a garantia de cidades mais seguras e resilientes exigirá um esforço coordenado em duas frentes indissociáveis: a mitigação, voltada para combater as causas do aquecimento global, e a adaptação, focada em preparar as infraestruturas para os efeitos que já se tornaram inevitáveis.


Adaptado de: CEREZINI, M. T. Mudanças climáticas: desafios para a adaptação nas regiões metropolitanas brasileiras / Monise Terra Cerezini, César Nunes de Castro. - Brasília, DF: Ipea, 2024.
Considerando a articulação argumentativa do texto e as projeções apresentadas sobre os impactos das mudanças climáticas no meio urbano, assinale a alternativa que expressa uma inferência textualmente válida e alinhada à tese defendida pela autora.
Alternativas
Q4245582 Português

Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder à questão.



    A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, O que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insidias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, & ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter liquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.


(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p21-22) 

Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:  
Alternativas
Q4245534 Português

O terceiro menor país do mundo mudou de nome: conheça Naoero 


Por Bela Lobato

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-terceiro-menor-pais-do-mundo-mudou-denome-conheca-naoero/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um antônimo (palavra de sentido contrário) da palavra “cuidadosa” no trecho a seguir, retirado do texto:
“A decisão de não realizar um referendo foi tomada após uma deliberação cuidadosa”.
Alternativas
Q4245528 Português

O terceiro menor país do mundo mudou de nome: conheça Naoero 


Por Bela Lobato

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-terceiro-menor-pais-do-mundo-mudou-denome-conheca-naoero/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa INCORRETA com base no texto. 
Alternativas
Q4245527 Português

O terceiro menor país do mundo mudou de nome: conheça Naoero 


Por Bela Lobato

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-terceiro-menor-pais-do-mundo-mudou-denome-conheca-naoero/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica uma pergunta que NÃO é respondida pelo texto.
Alternativas
Q4245001 Português
A gentileza da espera

Por Pedro Guerra Kuman


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/07/a-
gentileza-da-espera-cmrfbma2e01zt013vzslhweto.html – texto especialmente adaptado para esta
prova).  

Analise as seguintes propostas de alteração em trechos retirados do texto:


I. Substituição da forma verbal “Tem” por “existe” no trecho “Tem aquela ótima do Legião que diz que ‘temos nosso próprio tempo’”.


II. Substituição de “por que” por “por qual motivo” em “Mas, então, por que agi como se fosse?”.


III. Inversão da ordem das palavras “velha” e “ideia” em “É aquela velha ideia de saber escolher as suas batalhas".


Quais NÃO causam alterações de sentido ou incorreções ao trecho em que ocorrem? 

Alternativas
Respostas
1261: C
1262: B
1263: C
1264: D
1265: A
1266: A
1267: C
1268: E
1269: E
1270: B
1271: B
1272: A
1273: B
1274: A
1275: C
1276: C
1277: C
1278: C
1279: B
1280: B