Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4226917 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
O aspecto positivo no cabo de guerra é o/a 
Alternativas
Q4226916 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
No cabo de guerra, a disputa ocorre entre 
Alternativas
Q4226914 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
Segundo o texto, pode(m) participar no cabo de guerra
Alternativas
Q4226913 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
No cabo de guerra, o objetivo é 
Alternativas
Q4226912 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
Estão definidos no texto: 
Alternativas
Q4226910 Português
LEIA O TEXTO E DEPOIS RESPONDA À QUESTÃO A SEGUIR

Cabo de guerra

 Material utilizado: Uma corda bem forte. 

 Número de participantes: 4 ou mais. 

• Objetivo: Puxar a corda até ultrapassar um ponto demarcado.

O cabo de guerra é uma disputa entre duas equipes, que ao puxar uma corda (cada equipe para um lado) tentam deslocar ao máximo a corda em seu favor. Vence a equipe que puxar a corda para seu lado.

A brincadeira, além de ser uma atividade física, estimula a organização de estratégias e o trabalho em equipe.

(https://www.todamateria.com.br/jogos-e-brincadeiras)
Segundo o texto, cabo de guerra é um(a) 
Alternativas
Q4226872 Português
O câncer que afligiu dinossauros e ainda atinge milhares de pessoas todos os anos


   Em um dia chuvoso ____ cerca de 77 milhões de anos, no que hoje é o sudeste de Alberta, no Canadá, certo dinossauro estava passando por momentos difíceis. O Centrosaurus apertus adulto, um primo herbívoro de tamanho médio dos Triceratops maiores que viveram ao lado dos Tyrannosaurus, tinha um câncer ósseo avançado em sua tíbia. A doença possivelmente se espalhou para outras partes de seu corpo e era terminal.
    O diagnóstico desse dinossauro em particular de osteossarcoma, um raro câncer ósseo maligno mais comumente encontrado em crianças e diagnosticado em cerca de 25.000 pessoas por ano em todo o mundo, só veio em 2020. Foi ____ primeira vez que um câncer maligno foi diagnosticado em um dinossauro. ____ confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.
     O osso tinha uma protuberância em uma extremidade que foi rotulada como calo de fratura, mas mesmo _____ primeira vista havia vários sinais indicadores de câncer ósseo: estava visivelmente malformado e tinha grandes forames não naturais (orifícios abertos) ao redor da protuberância.
     A equipe usou todos os meios de que dispunha para confirmar o diagnóstico em seu paciente de 77 milhões de anos. Eles compararam o osso com um osso normal da canela do Centrosaurus e um osso da panturrilha humana com um caso confirmado de osteossarcoma. Eles também usaram raios-X, tomografia computadorizada (TC) de alta qualidade, juntamente com ferramentas de reconstrução 3D e histologia para criar biópsias para que pudessem estudar o tumor no nível celular.
     "Isso nos permitiu fazer um diagnóstico de câncer positivo que está de acordo com o que os médicos da minha equipe sugeriram [que fariam] em um paciente humano", diz Evans. "Na verdade, partimos para seccionar o osso em série. Conseguimos rastrear o tumor cancerígeno abrindo caminho através do osso, do joelho ao tornozelo."


(Fonte: BBC - adaptado.)
O termo sublinhado em “[...] confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.” poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:  
Alternativas
Q4226871 Português
O câncer que afligiu dinossauros e ainda atinge milhares de pessoas todos os anos


   Em um dia chuvoso ____ cerca de 77 milhões de anos, no que hoje é o sudeste de Alberta, no Canadá, certo dinossauro estava passando por momentos difíceis. O Centrosaurus apertus adulto, um primo herbívoro de tamanho médio dos Triceratops maiores que viveram ao lado dos Tyrannosaurus, tinha um câncer ósseo avançado em sua tíbia. A doença possivelmente se espalhou para outras partes de seu corpo e era terminal.
    O diagnóstico desse dinossauro em particular de osteossarcoma, um raro câncer ósseo maligno mais comumente encontrado em crianças e diagnosticado em cerca de 25.000 pessoas por ano em todo o mundo, só veio em 2020. Foi ____ primeira vez que um câncer maligno foi diagnosticado em um dinossauro. ____ confirmação do caso exigiu uma equipe multidisciplinar.
     O osso tinha uma protuberância em uma extremidade que foi rotulada como calo de fratura, mas mesmo _____ primeira vista havia vários sinais indicadores de câncer ósseo: estava visivelmente malformado e tinha grandes forames não naturais (orifícios abertos) ao redor da protuberância.
     A equipe usou todos os meios de que dispunha para confirmar o diagnóstico em seu paciente de 77 milhões de anos. Eles compararam o osso com um osso normal da canela do Centrosaurus e um osso da panturrilha humana com um caso confirmado de osteossarcoma. Eles também usaram raios-X, tomografia computadorizada (TC) de alta qualidade, juntamente com ferramentas de reconstrução 3D e histologia para criar biópsias para que pudessem estudar o tumor no nível celular.
     "Isso nos permitiu fazer um diagnóstico de câncer positivo que está de acordo com o que os médicos da minha equipe sugeriram [que fariam] em um paciente humano", diz Evans. "Na verdade, partimos para seccionar o osso em série. Conseguimos rastrear o tumor cancerígeno abrindo caminho através do osso, do joelho ao tornozelo."


(Fonte: BBC - adaptado.)
Conforme o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4226797 Português

Leia a tira para responder à questão.




A tira constitui-se de língua escrita. No entanto, ela recupera elementos da língua falada, com o intuito de conferir tom de humor à narrativa. Isso se confirma com
Alternativas
Q4226793 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

De acordo com Koch e Elias (2011) e Marcuschi (2008), na passagem do primeiro parágrafo – Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade... –, o termo destacado estabelece entre as sequências textuais relação de sentido de
Alternativas
Q4226792 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

Kleiman (1993) observa que “os elementos que relacionam as diversas partes do texto são também instrumentais na construção de significado global para o texto.” Com base nesse entendimento, é correto que há reforço no posicionamento defendido pelo jornal com o emprego da expressão destacada em:
Alternativas
Q4226791 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

De acordo com Antunes (2003), “o leitor, como um dos sujeitos da interação, atua participativamente, buscando recuperar, buscando interpretar e compreender o conteúdo e as intenções pretendidos pelo autor.” Desse modo, analisando os movimentos de sentido propostos no texto, os leitores identificarão que há conteúdo externando contraposições do tema tratado e que há conteúdo propositivo em relação ao tema tratado, correta e respectivamente, nas passagens:
Alternativas
Q4226790 Português

Leia o texto para responder à questão.


Papel civilizatório do ensino integral


    Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.


    Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


    A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.


    Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.


    O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?


    Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998), as atividades escolares devem possibilitar que os alunos sejam capazes de operar sobre o conteúdo representacional dos textos. Para fazê-lo, é importante saber identificar a perspectiva de abordagem do tema. Se fosse levado para sala de aula, os alunos deveriam reconhecer que o editorial do Estadão se desenvolveu sob o tema
Alternativas
Q4226483 Português
A partida

Osman Lins

   Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava−me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.

    Ela vivia a comprar−me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar−me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.

    Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar−me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!

    Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar−me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama. 

   Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava−me por começar a entender que não conseguiria afastar−me delassem emoção.

    Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique−taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.

    Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou−se:

    — Acordado?

    Apanhou o lençol e ia cobrir−me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei−lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir−me, persistente, desagradável — imagens de febre.

   Sentei−me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava−se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei−me.

    Passava de meia−noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava−se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir−me ainda? Repetir−me conselhos? Ouvi−a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia−me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.

    Afinal, ela beijou−me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.

   Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara−se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam−me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio−me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi−me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei−me e, voltando ao meu quarto, vesti− me. Calcei os sapatos, sentei−me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras… Que me custava acordá−la, dizer− lhe adeus?

    Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei−lhe no ombro, ela se moveu, descobriu−se. Quis levantar−se e eu procurei detê−la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou−se. Ralhava comigo por não tê−la despertado antes, acusava−se de ter dormido muito. Tentava sorrir.

   Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar−me, prender−se a mim, e à simples ideia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?

    Enfim, beijei sua mão, bati−lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei−me, apanhei a maleta e, ao fazê−lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários).

Fonte: Moriconi, Italo. * Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.190−192. * título omitido propositalmente
“E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam.”

Qual das palavras a seguir poderia substituir a palavra em destaque sem causar ao contexto prejuízo de sentido?
Alternativas
Q4226476 Português
A partida

Osman Lins

   Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava−me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.

    Ela vivia a comprar−me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar−me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.

    Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar−me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!

    Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar−me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama. 

   Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava−me por começar a entender que não conseguiria afastar−me delassem emoção.

    Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique−taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.

    Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou−se:

    — Acordado?

    Apanhou o lençol e ia cobrir−me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei−lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir−me, persistente, desagradável — imagens de febre.

   Sentei−me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava−se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei−me.

    Passava de meia−noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava−se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir−me ainda? Repetir−me conselhos? Ouvi−a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia−me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.

    Afinal, ela beijou−me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.

   Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara−se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam−me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio−me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi−me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei−me e, voltando ao meu quarto, vesti− me. Calcei os sapatos, sentei−me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras… Que me custava acordá−la, dizer− lhe adeus?

    Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei−lhe no ombro, ela se moveu, descobriu−se. Quis levantar−se e eu procurei detê−la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou−se. Ralhava comigo por não tê−la despertado antes, acusava−se de ter dormido muito. Tentava sorrir.

   Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar−me, prender−se a mim, e à simples ideia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?

    Enfim, beijei sua mão, bati−lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei−me, apanhei a maleta e, ao fazê−lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários).

Fonte: Moriconi, Italo. * Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.190−192. * título omitido propositalmente
Após leitura atenta e análise do texto, NÃO se pode afirmar:
Alternativas
Q4226419 Português
Leituras têm impacto especial quando estamos doentes

Ficar acamado nunca é divertido,mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda

10 jan.2023 às 8h00

    Longos períodos de convalescença são ideais para quem deseja colocar a leitura em dia. Sempre que estou doente, busco a companhia de um livro. Agora mesmo, enquanto me recuperava de uma infecção por Covid em plena temporada de festas, a primeira coisa que fiz foi encher uma mochila com material de leitura e carregá−la comigo para a cama.

    Este é um hábito que me acompanha desde menina, quando os meus pais procuravam algo para me entreter nos momentos em que eu não estava bem. Assim, lembro de receber muitos livros e revistas de quadrinhos quando precisava ficar de molho, me recuperando de algum processo alérgico, de uma gripe ou mesmo de um acidente.

    A leitura, nessas circunstâncias, nos ajuda a combater o tédio e a inquietação. Não sei se isto também acontece com vocês, mas é justamente quando estou doente que paro para questionar a vida e refletir sobre o que preciso fazer para ser uma pessoa minimamente satisfeita.

    Não sou, nem nunca fui uma doente fácil. Bastam dois dias de cama para me deixar angustiada. Sou inquieta, gosto de trabalhar e de me mexer, e fico de mau humor quando percebo que o meu corpo pede arrego.
    
    A impossibilidade de realizar tarefas simples e corriqueiras como tomar banho de cabeça, cozinhar ou ir ao supermercado para comprar frutas faz com que a minha imaginação antecipe cenários em que não terei mais condições de viver sozinha e de fazer as minhas coisas por conta própria.

    Assim, ao constatar a fragilidade e o desconforto causados pela doença, é bastante comum que eu me pergunte se estou levando uma boa vida, se realmente estou a fazer o melhor para mim e para as pessoas que, de alguma forma, contam comigo e apostam na minha felicidade. Nesses momentos, a leitura me resgata e ajuda a superar a angústia.

    A convalescença, como toda quebra de rotina, faz com que a nossa relação com o tempo seja alterada. Quando estamos acamados, perdemos a noção da hora. Acordamos tarde, dormimos cedo e passamos as noites entre o sono e a vigília, a querer adiantar os ponteiros do relógio.

    Toda essa confusão faz com que acabemos voltando a nossa atenção para nós mesmos, em uma tentativa de mantermos a ilusão de que temos controle sobre algo. Assim, doentes, achamos que não nos resta outra coisa a não ser pensar compulsivamente sobre as nossas vidas.

    Ler — o ato de tomar um livro nas mãos e virar as suas páginas uma por uma, em uma sequência crescente e determinada, pacientemente acompanhando o desenrolar de uma história e me esforçando para entender as implicações do que está no papel — é algo que sempre me ajuda a sair de um estado de obsessiva preocupação comigo mesma.

     [...]

    Tenho para mim que a disciplina inspirada pela leitura, ao permitir com que nos tornemos mais atenciosos e pacientes para acompanharmos uma trama do começo ao fim, também seja capaz de restaurar certa impressão de rotina na vida de quem está acamado, ajudando−o mais uma vez a emprestar ordem, ritmo e propósito às suas reflexões.

    Talvez seja por isso, não tenho certeza, que as leituras feitas durante os nossos períodos de convalescença acabam se tornando tão determinantes para nós, como se elas possuíssem uma dimensão transformadora. Consultando a memória, identifico alguns dos livros que me marcaram ao longo dos anos e percebo que muitos foram lidos justamente quando eu estive de cama. Mas será que eles teriam tido o mesmo impacto em minha vida caso eu os tivesse encontrado em outro momento?

    Penso que não. Ao menos no meu caso, os longos períodos de convalescença têm o efeito de suavizar algumas das minhas resistências, fazendo com que eu me sinta um pouco mais disposta a conhecer a obra de autores que normalmente não encontrariam lugar entre as minhas preferências.

   Essa é provavelmente uma dasrazões pelas quais a gente tenha a impressão de que essas leituras de alguma maneira operam uma transformação em nossas vidas. Pois, se estamos lendo algo interessante, porém diferente de quase tudo aquilo a que geralmente temos acesso, então, realmente faz sentido achar que algo em nós esteja mudando graças àquela leitura.

    [...]

   Ficar doente nunca é divertido, mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda, principalmente quando ela nos empresta novas ferramentas para enfrentar os desafios que nos são impostos pela vida.


Albuquerque, Juliana de. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana−de− albuquerque/2023/01/leituras−tem−impacto−especial−quando− estamos−doentes.shtml Acesso em 12 jan. 2023.
Em “mas é justamente quando estou doente que paro para questionar a vida e refletir sobre o que preciso fazer para ser uma pessoa minimamente satisfeita”, o termo sublinhado: 
Alternativas
Q4226415 Português
Leituras têm impacto especial quando estamos doentes

Ficar acamado nunca é divertido,mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda

10 jan.2023 às 8h00

    Longos períodos de convalescença são ideais para quem deseja colocar a leitura em dia. Sempre que estou doente, busco a companhia de um livro. Agora mesmo, enquanto me recuperava de uma infecção por Covid em plena temporada de festas, a primeira coisa que fiz foi encher uma mochila com material de leitura e carregá−la comigo para a cama.

    Este é um hábito que me acompanha desde menina, quando os meus pais procuravam algo para me entreter nos momentos em que eu não estava bem. Assim, lembro de receber muitos livros e revistas de quadrinhos quando precisava ficar de molho, me recuperando de algum processo alérgico, de uma gripe ou mesmo de um acidente.

    A leitura, nessas circunstâncias, nos ajuda a combater o tédio e a inquietação. Não sei se isto também acontece com vocês, mas é justamente quando estou doente que paro para questionar a vida e refletir sobre o que preciso fazer para ser uma pessoa minimamente satisfeita.

    Não sou, nem nunca fui uma doente fácil. Bastam dois dias de cama para me deixar angustiada. Sou inquieta, gosto de trabalhar e de me mexer, e fico de mau humor quando percebo que o meu corpo pede arrego.
    
    A impossibilidade de realizar tarefas simples e corriqueiras como tomar banho de cabeça, cozinhar ou ir ao supermercado para comprar frutas faz com que a minha imaginação antecipe cenários em que não terei mais condições de viver sozinha e de fazer as minhas coisas por conta própria.

    Assim, ao constatar a fragilidade e o desconforto causados pela doença, é bastante comum que eu me pergunte se estou levando uma boa vida, se realmente estou a fazer o melhor para mim e para as pessoas que, de alguma forma, contam comigo e apostam na minha felicidade. Nesses momentos, a leitura me resgata e ajuda a superar a angústia.

    A convalescença, como toda quebra de rotina, faz com que a nossa relação com o tempo seja alterada. Quando estamos acamados, perdemos a noção da hora. Acordamos tarde, dormimos cedo e passamos as noites entre o sono e a vigília, a querer adiantar os ponteiros do relógio.

    Toda essa confusão faz com que acabemos voltando a nossa atenção para nós mesmos, em uma tentativa de mantermos a ilusão de que temos controle sobre algo. Assim, doentes, achamos que não nos resta outra coisa a não ser pensar compulsivamente sobre as nossas vidas.

    Ler — o ato de tomar um livro nas mãos e virar as suas páginas uma por uma, em uma sequência crescente e determinada, pacientemente acompanhando o desenrolar de uma história e me esforçando para entender as implicações do que está no papel — é algo que sempre me ajuda a sair de um estado de obsessiva preocupação comigo mesma.

     [...]

    Tenho para mim que a disciplina inspirada pela leitura, ao permitir com que nos tornemos mais atenciosos e pacientes para acompanharmos uma trama do começo ao fim, também seja capaz de restaurar certa impressão de rotina na vida de quem está acamado, ajudando−o mais uma vez a emprestar ordem, ritmo e propósito às suas reflexões.

    Talvez seja por isso, não tenho certeza, que as leituras feitas durante os nossos períodos de convalescença acabam se tornando tão determinantes para nós, como se elas possuíssem uma dimensão transformadora. Consultando a memória, identifico alguns dos livros que me marcaram ao longo dos anos e percebo que muitos foram lidos justamente quando eu estive de cama. Mas será que eles teriam tido o mesmo impacto em minha vida caso eu os tivesse encontrado em outro momento?

    Penso que não. Ao menos no meu caso, os longos períodos de convalescença têm o efeito de suavizar algumas das minhas resistências, fazendo com que eu me sinta um pouco mais disposta a conhecer a obra de autores que normalmente não encontrariam lugar entre as minhas preferências.

   Essa é provavelmente uma dasrazões pelas quais a gente tenha a impressão de que essas leituras de alguma maneira operam uma transformação em nossas vidas. Pois, se estamos lendo algo interessante, porém diferente de quase tudo aquilo a que geralmente temos acesso, então, realmente faz sentido achar que algo em nós esteja mudando graças àquela leitura.

    [...]

   Ficar doente nunca é divertido, mas a companhia de um bom livro é sempre bem−vinda, principalmente quando ela nos empresta novas ferramentas para enfrentar os desafios que nos são impostos pela vida.


Albuquerque, Juliana de. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana−de− albuquerque/2023/01/leituras−tem−impacto−especial−quando− estamos−doentes.shtml Acesso em 12 jan. 2023.
Com base no texto de Juliana de Albuquerque, NÃO é possível afirmar que:
Alternativas
Q4225191 Português
Nossa liberdade e nossas escolhas

    Fazer escolhas não é um processo fácil. Implica avaliar as opções que a realidade oferece e renunciar a algo, acreditando que aquilo que se escolhe seja a melhor opção. Portanto, escolhas excluem.
    Porém, fazer escolhas é não somente necessário, mas inevitável. Ao acordar, você escolhe levantar-se ou permanecer um pouco mais de tempo deitado. Escolhe chegar ao seu compromisso no horário marcado ou atrasarse. Escolhe a roupa a ser usada, o modo de pentear o cabelo (ou não pentear), se irá tomar café da manhã ou permanecerá em ______. Escolhas são atitudes, ações no mundo.
    Ainda assim, acontecem sempre dentro de um campo de possibilidades, ou seja, dentro de um cenário em que estão disponíveis algumas opções – e não outras. Desse modo, escolhas não são sinônimos de “vontade”. Não é possível, por exemplo, escolher ter outro corpo que não esse com o qual nascemos, ou ter nascido em outra família. Também não é possível escolher fazer o tempo voltar ou fazê-lo passar mais ______.
    Há um modo concreto da realidade acontecer. E ela se impõe a nós e exige que façamos escolhas a partir de um determinado contexto. Ainda assim, nada retira de nós a condição necessária de fazer escolhas.
    Assim é quando adoecemos: não escolhemos _______. Esse é um fato que acontece apesar de muitas vezes realizarmos esforços em nos manter saudáveis. Embora agora, diante da doença, meu campo de possíveis escolhas seja modificado, haverá muitas escolhas a serem realizadas: como vou me colocar diante desse evento, quais tratamentos irei ou não realizar, o que se tornará prioridade nos meus dias diante das opções que tenho.
    Por isso, fazer escolhas pode não ser fácil. Mas está acontecendo o tempo todo. Por essa razão, busque ter claras as razões que fazem você escolher uma opção ou outra. Avalie seu campo de possibilidades, busque olhar para o futuro e pensar para onde suas escolhas estão levando você.
    Já que escolher é inevitável, que façamos nosso melhor. Além disso, que façamos com clareza. Porque isso nos possibilita que, ao olhar para trás, possamos retomar o processo que nos levou a realizar aquela escolha.

(Fonte: Consciência Psicologia - adaptado.)
De acordo com texto, qual o significado da frase: “Portanto, escolhas excluem”, do primeiro parágrafo?
Alternativas
Q4225190 Português
Nossa liberdade e nossas escolhas

    Fazer escolhas não é um processo fácil. Implica avaliar as opções que a realidade oferece e renunciar a algo, acreditando que aquilo que se escolhe seja a melhor opção. Portanto, escolhas excluem.
    Porém, fazer escolhas é não somente necessário, mas inevitável. Ao acordar, você escolhe levantar-se ou permanecer um pouco mais de tempo deitado. Escolhe chegar ao seu compromisso no horário marcado ou atrasarse. Escolhe a roupa a ser usada, o modo de pentear o cabelo (ou não pentear), se irá tomar café da manhã ou permanecerá em ______. Escolhas são atitudes, ações no mundo.
    Ainda assim, acontecem sempre dentro de um campo de possibilidades, ou seja, dentro de um cenário em que estão disponíveis algumas opções – e não outras. Desse modo, escolhas não são sinônimos de “vontade”. Não é possível, por exemplo, escolher ter outro corpo que não esse com o qual nascemos, ou ter nascido em outra família. Também não é possível escolher fazer o tempo voltar ou fazê-lo passar mais ______.
    Há um modo concreto da realidade acontecer. E ela se impõe a nós e exige que façamos escolhas a partir de um determinado contexto. Ainda assim, nada retira de nós a condição necessária de fazer escolhas.
    Assim é quando adoecemos: não escolhemos _______. Esse é um fato que acontece apesar de muitas vezes realizarmos esforços em nos manter saudáveis. Embora agora, diante da doença, meu campo de possíveis escolhas seja modificado, haverá muitas escolhas a serem realizadas: como vou me colocar diante desse evento, quais tratamentos irei ou não realizar, o que se tornará prioridade nos meus dias diante das opções que tenho.
    Por isso, fazer escolhas pode não ser fácil. Mas está acontecendo o tempo todo. Por essa razão, busque ter claras as razões que fazem você escolher uma opção ou outra. Avalie seu campo de possibilidades, busque olhar para o futuro e pensar para onde suas escolhas estão levando você.
    Já que escolher é inevitável, que façamos nosso melhor. Além disso, que façamos com clareza. Porque isso nos possibilita que, ao olhar para trás, possamos retomar o processo que nos levou a realizar aquela escolha.

(Fonte: Consciência Psicologia - adaptado.)
De acordo com o último parágrafo do texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4225027 Português
Texto I

    Ainda que a madrugada pareça longa, não há aquele que não pense na possibilidade de um novo amanhecer. Acreditar que um novo dia está por vir é reconhecer que nada pode estar eternamente estagnado.
    Até a pedra mais pesada e enorme pode mudar de posição em algum momento deste infinito tempo. De acordo com o dia que se fez no passado, e a tarde que se encontra no presente, a noite pode ser longa...Talvez uma madrugada mais fria. Logo, eventualmente surgirá uma neblina de incredulidade. No entanto, nunca haverá uma noite e uma madrugada infinita. O retorno da luz em um brilho de esperança.

(Tulius Mendonça)
O trecho que melhor define a resposta da questão anterior é:
Alternativas
Respostas
12561: A
12562: C
12563: C
12564: D
12565: C
12566: B
12567: C
12568: C
12569: A
12570: C
12571: D
12572: A
12573: E
12574: D
12575: C
12576: A
12577: B
12578: B
12579: A
12580: D