Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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TEXTO I:
É bastante comum ouvir leigos falarem sobre línguas primitivas, repetindo até o mito já desacreditado de que há certos povos cujas línguas consistem apenas de umas poucas palavras complementadas por gestos. A verdade é que todas as línguas até hoje estudadas, não importa o quanto primitivas as sociedades que as utilizavam nos possam parecer sob outros aspectos, provaram ser, quando investigadas, um sistema de comunicação complexo e altamente desenvolvido. (...)
Todas as línguas vivas, pode-se presumir, são por natureza sistemas eficientes de comunicação. À medida que se modificam as necessidades de comunicação de uma sociedade, também se modificará a língua por ela falada, para atender às novas exigências. O vocabulário será ampliado, seja tomando emprestadas palavras estrangeiras, seja criando-as a partir de seus próprios vocábulos já existentes.
(Lyons, John. Língua(gem) e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar Edirotes, 1982 / com adaptações)
TEXTO II:
Só falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center, delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer área de livre comércio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que serão de extrema importância para a preservação da soberania nacional, a saber:
Nenhum cidadão carioca ou gaúcho poderá dizer “Tu vai” em espaços públicos do território nacional; Nenhum cidadão paulista poderá dizer “Eu lhe amo” e retirar ou acrescentar o plural em sentenças como “Me vê um chopps e dois pastel”; Nenhum dono de borracharia poderá escrever cartaz com a palavra “borraxaria” e nenhum dono de banca de jornal anunciará “Vende-se cigarros”;
Nenhum livro de gramática obrigará os alunos a útilizar colocações pronominais como “casar-me-ei” ou “ver-se-ão”.
(Piza, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 08/04/2001)
TEXTO I:
É bastante comum ouvir leigos falarem sobre línguas primitivas, repetindo até o mito já desacreditado de que há certos povos cujas línguas consistem apenas de umas poucas palavras complementadas por gestos. A verdade é que todas as línguas até hoje estudadas, não importa o quanto primitivas as sociedades que as utilizavam nos possam parecer sob outros aspectos, provaram ser, quando investigadas, um sistema de comunicação complexo e altamente desenvolvido. (...)
Todas as línguas vivas, pode-se presumir, são por natureza sistemas eficientes de comunicação. À medida que se modificam as necessidades de comunicação de uma sociedade, também se modificará a língua por ela falada, para atender às novas exigências. O vocabulário será ampliado, seja tomando emprestadas palavras estrangeiras, seja criando-as a partir de seus próprios vocábulos já existentes.
(Lyons, John. Língua(gem) e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar Edirotes, 1982 / com adaptações)
TEXTO I:
É bastante comum ouvir leigos falarem sobre línguas primitivas, repetindo até o mito já desacreditado de que há certos povos cujas línguas consistem apenas de umas poucas palavras complementadas por gestos. A verdade é que todas as línguas até hoje estudadas, não importa o quanto primitivas as sociedades que as utilizavam nos possam parecer sob outros aspectos, provaram ser, quando investigadas, um sistema de comunicação complexo e altamente desenvolvido. (...)
Todas as línguas vivas, pode-se presumir, são por natureza sistemas eficientes de comunicação. À medida que se modificam as necessidades de comunicação de uma sociedade, também se modificará a língua por ela falada, para atender às novas exigências. O vocabulário será ampliado, seja tomando emprestadas palavras estrangeiras, seja criando-as a partir de seus próprios vocábulos já existentes.
(Lyons, John. Língua(gem) e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar Edirotes, 1982 / com adaptações)TEXTO IV:
Bruno Ribeiro: Uma boa educação passa pela consciência
ambiental?
Daniel Munduruku: Não acredito nisso. Porque a própria ideia de
“sustentabilidade” está baseada na culpa. Ter uma “consciência ambiental”
significa que vocês consideram o meio ambiente como algo a ser explorado. Não
há meios mais ou menos nocivos de explorar a natureza. Vocês teriam que mudar
radicalmente a visão que têm de progresso, desenvolvimento, consumo e
propriedade. O ser humano precisa se sentir integrado ao planeta Terra.
(http://www.consciencia.net/entrevista-daniel-munduruku / fragmento)
TEXTO II:
O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Porém, vamos pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra.
O grande chefe de Washington pode confiar no que o chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que os nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas − elas não empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é-nos estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo.
(Trecho da carta do chefe indígena Seattle ao presidente norte-americano Franklin Pierce, em 1854 / com adaptações)
(Reflexões sobre a Vaidade dos Homens por Matias Aires)
Em função da mobilização com a Copa do Mundo, andei me lembrando de uma conversa que tive com um amigo, anos atrás. Ele liderava uma equipe numa agência de publicidade e trabalhava em ritmo alucinado. No decorrer do papo, ele desabafou dizendo que era difícil conviver com colegas que não sabiam para que lado ir, o que fazer, como agir, e que, por causa dessas incertezas, perdiam tempo e faziam os outros perderem também. E exemplificou:
( ) Há pessoas que vivem a vida sem estratégia, sem objetivo.
( ) Há pessoas que esbanjam energia à toa na vida, sem atingir nenhum resultado.
( ) Deve-se viver calmamente, focando nos prazeres reais e afetos, sem estresse.
A sequência está correta em:
Em função da mobilização com a Copa do Mundo, andei me lembrando de uma conversa que tive com um amigo, anos atrás. Ele liderava uma equipe numa agência de publicidade e trabalhava em ritmo alucinado. No decorrer do papo, ele desabafou dizendo que era difícil conviver com colegas que não sabiam para que lado ir, o que fazer, como agir, e que, por causa dessas incertezas, perdiam tempo e faziam os outros perderem também. E exemplificou:
I. Há pessoas que vivem contando apenas com a sorte na vida.
II. Deve-se ter um objetivo na vida.
III. Depois de uma certa idade, é preciso ser mais atento e proativo.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):




I. No primeiro período há uma violação à norma-padrão da língua portuguesa, quanto à colocação pronominal.
II. Há em todo o texto uma forte presença do discurso indireto livre.
III. A construção das cenas vividas pelas personagens assume uma atitude descritiva.
IV. Embora narrativo, percebe-se o ponto de vista do autor quanto à temática.
quais são verdadeiras?

I. No primeiro período, a expressão “ainda confusa” pode traduzir a ideia de indecisão, hesitação.
II. Pelo contexto, o período “Sinha Vitória esquentava-se” (linha 6) revela a animação da personagem com as novas possibilidades.
III. A expressão “acabando-se como uns cachorros” (linhas 20-21) marca a expectativa de uma repulsa social.
IV. A expressão “Repetia docilmente as palavras de sinha Vitória” (linha 15) revela uma estafa mental de Fabiano.
verifica-se que






