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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 51.679 questões

Q503859 Português
De acordo com o texto III, tomando como referência o padrão culto da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q503854 Português
Acerca das ações de reintegração, assinale a alternativa em desacordo com o primeiro parágrafo do texto I.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2010 - UFMG - Assistente de Administração |
Q501974 Português
                                    Amor, só de letras

      Conta a história que Dom Pedro II casou-se sem conhecer a sua noiva.Tinha visto um quadro com a cara da princesa. Casamento de interesses políticos lá dos portugueses, fazer o quê? E quando a moça chegou no porto do Rio de Janeiro - consta que - ele fez uma cara emocionada. Pela feiúra da imperial donzela. Mas casou, era o destino, era a desdita.
      Tenho um avô que foi pedir a mão da moça e o pai dela disse:
       - Essa tá muito novinha. Leva aquela.
       E ele levou aquela que viria a ser a minha avó. Ah, a outra morreu solteirona.
      Alguns anos depois do grande boom da imigração japonesa, familiares que lá ficaram mandavam noivas para os que cá aportaram. Tudo no escuro. E de olhinhos fechados, ainda por cima.
      De uns tempos para cá, o conceito da escolha foi mudando. Até namorar antes valia. Ficava-se antes.
      Só que agora, finzinho do finzinho do século, surgiu outro tipo de casamento. O casamento de letras. Letras de textos. O texto - finalmente, digo eu, escritor - virou casamenteiro. Apaixona-se, hoje em dia, pelo texto. Via internet. Via cabo, literalmente. Conheço quatro casos bem próximos. Há gente que desmanchou o casamento de carne e osso por uma aventura no mundo das letras.
      Sim, pela primeira vez nesta nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. E lida, é claro. Já disse, isso envaidece qualquer escritor. Agora, o texto pode levar ao amor. Uma espécie de amor-de-texto, amor-de-perdição.
      A relação, o namoro, começa ali no monitor. Você pode passar algumas horas, dias e até semanas sem saber nada da outra pessoa. Só conhece o texto dela. E é com o texto que vai se fazendo o charme. Você ainda não sabe se a pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha. E, se não for esperto, nem se é homem ou mulher. Mas vai crescendo uma coisa dentro de você. Algo parecidíssimo com amor. Pelo texto.
      Pouco a pouco, você vai conhecendo os detalhes da pessoa. Idade, uma foto, a profissão, a cor. Inclusive onde mora. Sim, porque às vezes você está levando o maior lero com o texto amado e descobre que ele vem lá da Venezuela. Ou do Arroio Chuí. Mas se o texto for bom mesmo, se ele te encanta de fato e impresso, você vai em frente. Mesmo olhando para aquela fotografia - que deve ser a melhor que ela tinha para te escanear [...] você vai em frente. "Uma pessoa com um texto desses..."
A tudo isso o bom texto supera.
      Quando eu ouvia um pai ou mãe dizendo que o filho ficava horas na Internet, todo preocupado, eu também ficava. Até que, por força do meu atual trabalho, comecei a navegar pela dita suja. E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais: conhecendo pessoas. E amando essas pessoas.
      Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto. No caso do amor ali nascido, a feiúra, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.
      Quando comecei a escrever um livro pela internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet. Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso:
      - Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto.
      Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso? Quer uma prova? Estou fazendo um concurso de crônicas no meu site, entre os leitores/escritores. Entre lá e veja o nível. Pessoas que há pouco tempo odiavam escrever redação nas escolas, estão descobrindo o texto. Leiam e me digam se eu não estou certo. E são jovens, muito jovens.
      Como diria Shakespeare, palavras, palavras, palavras. Como diria Pelé, love, love, love.

                                                                                                        In: marioprataonline.com.br, Acesso em 05 out. 2010. (Adaptado)

De acordo com o texto,

I. Há, contemporaneamente, uma volta ao estabelecimento de relações, sem que as pessoas tenham tido contato físico prévio.
II. Devido a fatores que prejudicam as relações, a Internet é perniciosa a seus usuários, independentemente a que faixa etária pertencem.
III. A entrega completa a uma relação por meio da Internet pode, por vezes, ter como consequência o final de uma relação estabelecida no mundo real.
IV. Um texto bem escrito leva os usuários da Internet a construir imagens idealizadas de seus interlocutores, fazendo com que vários aspectos físicos sejam relevados.

Estão CORRETAS
Alternativas
Q491869 Português
Imagem associada para resolução da questão


Conforme o texto dos quadrinhos, a língua oferece recursos para que seu usuário possa expressar com palavras o modo de realização de uma ação, as atitudes, as características e os sentimentos de personagens. Com base nessa afirmação, pode-se depreender que o
Alternativas
Q491867 Português
                                             De 1984 a 2010

No romance "1984", de George Orwell, o personagem principal trabalha alterando os arquivos históricos para moldar as consciências para o bom convívio social. Chegamos à época em que essa distopia (contrário de utopia) virou realidade. Só que, desta vez, pelas mãos dos herdeiros dos projetos utópicos "mais bem-intencionados".

Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas existem formas e formas de política. A minha pode ser entendi- da como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, filósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em Riga, Letônia, radicado na Inglaterra. Em matéria de política, prefiro sempre os britânicos aos franceses ou alemães. Tal como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felicidade.

A felicidade se declina no plural, porque os valores são conflitantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas diferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o mal), mas um número significativo de pessoas consegue conviver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e o mal.

O furor coletivo de "verdades do bem" deve ser mantido sob controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noite de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tolerável.

E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na China o governo estaria alterando os livros de história das escolas para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores monstruosidades cometidas na história da humanidade) desaparecesse da memória das gerações mais jovens. Valelembrar que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assumir o governo concordavam com aquelas atrocidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente.

Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Recentemente, estudantes e professores "amantes da liberdade" quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e impediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que muitas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que ela é loira e gostosa, pecados imperdoáveis para intelectuais feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem". O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes da nova casta fascista que empesteia o mundo.

Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante do controle oficial da língua, estamos diante de um regime opressor.

Mas fiquemos em nossa cozinha e deixemos os canadenses afogados em seu fascismo do de Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Tiraram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo reprimido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo é mulher vestida de homem coçando o saco.

Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve virar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defensoras dos gatos.

Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaiavam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lanche das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das suas cadeiras em lágrimas.

O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la, porque estaria estimulando às meninas sonharem com príncipes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bonzinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caçadores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora.

                                            PONDÉ, Luiz Felipe. De 1984 a 2010. In: Folha de S. Paulo. 5 abr. 2010.  


A alteração dos livros de história das escolas da China, o quase linchamento da intelectual americana no Canadá, a retirada do cachimbo da boca do Saci e a mudança das letras das canções infantis são exemplos apresentados pelo autor para dar crédito à sua tese. O trecho que explicita melhor a tese reforçada por tais exemplos é:
Alternativas
Q491866 Português
                                             De 1984 a 2010

No romance "1984", de George Orwell, o personagem principal trabalha alterando os arquivos históricos para moldar as consciências para o bom convívio social. Chegamos à época em que essa distopia (contrário de utopia) virou realidade. Só que, desta vez, pelas mãos dos herdeiros dos projetos utópicos "mais bem-intencionados".

Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas existem formas e formas de política. A minha pode ser entendi- da como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, filósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em Riga, Letônia, radicado na Inglaterra. Em matéria de política, prefiro sempre os britânicos aos franceses ou alemães. Tal como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felicidade.

A felicidade se declina no plural, porque os valores são conflitantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas diferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o mal), mas um número significativo de pessoas consegue conviver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e o mal.

O furor coletivo de "verdades do bem" deve ser mantido sob controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noite de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tolerável.

E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na China o governo estaria alterando os livros de história das escolas para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores monstruosidades cometidas na história da humanidade) desaparecesse da memória das gerações mais jovens. Valelembrar que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assumir o governo concordavam com aquelas atrocidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente.

Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Recentemente, estudantes e professores "amantes da liberdade" quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e impediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que muitas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que ela é loira e gostosa, pecados imperdoáveis para intelectuais feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem". O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes da nova casta fascista que empesteia o mundo.

Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante do controle oficial da língua, estamos diante de um regime opressor.

Mas fiquemos em nossa cozinha e deixemos os canadenses afogados em seu fascismo do de Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Tiraram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo reprimido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo é mulher vestida de homem coçando o saco.

Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve virar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defensoras dos gatos.

Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaiavam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lanche das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das suas cadeiras em lágrimas.

O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la, porque estaria estimulando às meninas sonharem com príncipes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bonzinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caçadores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora.

                                            PONDÉ, Luiz Felipe. De 1984 a 2010. In: Folha de S. Paulo. 5 abr. 2010.  


Considere a frase conclusiva “Sim, 1984 é agora" do texto de Pondé para responder à  questão.

No livro 1984, George Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. Tal sociedade controla não só a economia, mas a mente e o coração das pessoas. A frase conclusiva “Sim, 1984 é agora" pode ser assim explicada:
Alternativas
Q491865 Português
                                             De 1984 a 2010

No romance "1984", de George Orwell, o personagem principal trabalha alterando os arquivos históricos para moldar as consciências para o bom convívio social. Chegamos à época em que essa distopia (contrário de utopia) virou realidade. Só que, desta vez, pelas mãos dos herdeiros dos projetos utópicos "mais bem-intencionados".

Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas existem formas e formas de política. A minha pode ser entendi- da como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, filósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em Riga, Letônia, radicado na Inglaterra. Em matéria de política, prefiro sempre os britânicos aos franceses ou alemães. Tal como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felicidade.

A felicidade se declina no plural, porque os valores são conflitantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas diferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o mal), mas um número significativo de pessoas consegue conviver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e o mal.

O furor coletivo de "verdades do bem" deve ser mantido sob controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noite de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tolerável.

E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na China o governo estaria alterando os livros de história das escolas para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores monstruosidades cometidas na história da humanidade) desaparecesse da memória das gerações mais jovens. Valelembrar que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assumir o governo concordavam com aquelas atrocidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente.

Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Recentemente, estudantes e professores "amantes da liberdade" quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e impediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que muitas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que ela é loira e gostosa, pecados imperdoáveis para intelectuais feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem". O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes da nova casta fascista que empesteia o mundo.

Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante do controle oficial da língua, estamos diante de um regime opressor.

Mas fiquemos em nossa cozinha e deixemos os canadenses afogados em seu fascismo do de Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Tiraram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo reprimido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo é mulher vestida de homem coçando o saco.

Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve virar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defensoras dos gatos.

Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaiavam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lanche das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das suas cadeiras em lágrimas.

O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la, porque estaria estimulando às meninas sonharem com príncipes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bonzinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caçadores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora.

                                            PONDÉ, Luiz Felipe. De 1984 a 2010. In: Folha de S. Paulo. 5 abr. 2010.  


Considere a frase conclusiva “Sim, 1984 é agora" do texto de Pondé para responder à  questão.

Considerando que o romance 1984 de Orwell foi publicado em 1949, a constatação final, “Sim, 1984 é agora", produz uma ironia por meio de
Alternativas
Q491200 Português
Dentre as frases abaixo, indique a que não contém ambiguidade.
Alternativas
Q491197 Português
                                   Desde a Pré-História até McLuhan

            Os acadêmicos são muito chatos, muito sem imaginação e sem senso de humor. Eles dizem que os desenhos famosos das cavernas pré-históricas - que foram a primeira história em quadrinhos que já se fez - eram “um ensaio de controlar magicamente o mundo", em particular, a caça.
          Ora, acontece que esses desenhos controlavam mesmo a realidade e eram mágicos - sem mais.
           Vejamos como.
           Para mim é claro que o desenho foi anterior à fala na história da humanidade.
           A primeira abstração que o homem realizou foi um traço sobre areia ou sobre lama, feito com a ponta de um pau. Deste traço nasceu e só dele poderia ter nascido - aí falha a imaginação dos antropólogos acadêmicos - a primeira abstração humana, isto é, o primeiro lampejo de inteligência.
         “Posso fazer um mundo em miniatura!" - esta a luminosa conclusão do troglodita quando riscou no chão um risco e disse (sem palavras!): “este risco é igual ao pauzinho com que eu risquei a areia".
Para mim é claro que o desenho formou a inteligência e assim gerou a capacidade humana de controlar o mundo. O primitivo, pois, não estava brincando em serviço quando riscou a areia.
         A primeira forma de escrita conhecida - os hieróglifos do Egito - foi o segundo tipo de história em quadrinhos que a humanidade conheceu, quando as coisas eram mais importantes do que seus nomes.

GAIARSA, José A. Desde a Pré-História até McLuhan. In: MOYA, Álvaro de. Shazam. São Paulo: perspectiva, 1977, p. 115-116.

Leia as asserções seguintes:

I) A linguagem do desenho nada comunicava: logo não constituía um código.

II) A língua falada foi criada pelo homem depois de ele ter aprendido a desenhar.

III) Ao verificar o próprio desenho o homem descobre que ele pode controlar o mundo: ele tem o poder de desenhá-lo e reconstruí-lo.

IV) O mundo visto pelo homem passa a ser desenhado: o mundo material passa a ser pensado.

V) O desenho foi uma forma importante de comunicação: no desenho o homem recriava o mundo.

É(são) correta(s) a(s) asserção(ões):
Alternativas
Q491193 Português
Analise a charge abaixo e os respectivos enunciados e assinale a alternativa correta:

imagem-002.jpg
Analise a charge abaixo e os respectivos enunciados e assinale a alternativa correta: 
Imagem associada para resolução da questão

I - Para uma compreensão completa dessa charge, deve-se conhecer o discurso sobre a redução da maioridade penal no Brasil.

II - O autor da charge acredita que a redução da maioridade penal para adolescentes infratores não é suficiente para diminuir a quantidade de crimes cometidos e, consequentemente, o número de infratores.

III - O autor da charge acredita que a redução da maioridade penal para adolescentes infratores é suficiente para diminuir a quantidade de crimes cometidos e, consequentemente, o número de infratores.

IV - A charge é considerada um texto argumentativo, já que tenta convencer o leitor sobre a tese defendida.

V - A charge não é considerada um texto argumentativo, já que possui mensagens explícitas e implícitas.
Alternativas
Q491192 Português
Há textos cuja leitura pode ser tomada em mais de um sentido, fazendo com que o leitor fique perturbado quanto à interpretação dos mesmos- ambiguidade. A alternativa em que o texto não apresenta duplo sentido é:
Alternativas
Q479881 Português
                      INCLUSÃO DIGITAL, PROGRAMA DE ÍNDIO CONECTADO À WEB

     ILHÉUS (Bahia) - Quem visitar a Aldeia de Itapoã em Olivença, distrito de Ilhéus, cidade do sul da Bahia, localizada a 465 quilômetros de Salvador, vai encontrar índios que frequentam escolas, surfam nas praias ilheenses e navegam na Internet. Se essa imagem não era possível há alguns anos, hoje faz parte da realidade de grande parte das tribos indígenas.
    Na aldeia de Itapoã, as residências são de taipa, mas os telhados, de amianto. Em vez de fogueiras, energia elétrica. Não foi apenas o urbanismo e outras facilidades do mundo moderno que invadiram as aldeias indígenas. Hoje, a inclusão digital também é realidade.
    Sete nações indígenas estão em processo de inclusão digital por meio do site Índios On Line (www.indios.org.br), um portal de diálogo intercultural.
    O site Índios On Line é uma forma de fazer com que o próprio índio seja o seu historiador, fotógrafo e seu próprio jornalista", afirma Jaborandy Yandé, índio tupinambá de Olivença e um dos coordenadores do projeto.
    Para o gestor da rede, Alexandre Pankararu, do Estado de Pernambuco, o site é uma grande conquista para os índios. “Só o fato de a gente mostrar nossa cara, como a gente vive hoje, já é uma grande mudança na forma como as pessoas nos olham", diz Alexandre Pankararu.


                                                      Oliveira, Camila. Agência A Tarde. Jornal do Commercio. Caderno C.
                                                                                                                        28 de março de 2010. p.16.
Em relação ao site Índios On Line, é CORRETO afirmar que ele
Alternativas
Q479880 Português
                      INCLUSÃO DIGITAL, PROGRAMA DE ÍNDIO CONECTADO À WEB

     ILHÉUS (Bahia) - Quem visitar a Aldeia de Itapoã em Olivença, distrito de Ilhéus, cidade do sul da Bahia, localizada a 465 quilômetros de Salvador, vai encontrar índios que frequentam escolas, surfam nas praias ilheenses e navegam na Internet. Se essa imagem não era possível há alguns anos, hoje faz parte da realidade de grande parte das tribos indígenas.
    Na aldeia de Itapoã, as residências são de taipa, mas os telhados, de amianto. Em vez de fogueiras, energia elétrica. Não foi apenas o urbanismo e outras facilidades do mundo moderno que invadiram as aldeias indígenas. Hoje, a inclusão digital também é realidade.
    Sete nações indígenas estão em processo de inclusão digital por meio do site Índios On Line (www.indios.org.br), um portal de diálogo intercultural.
    O site Índios On Line é uma forma de fazer com que o próprio índio seja o seu historiador, fotógrafo e seu próprio jornalista", afirma Jaborandy Yandé, índio tupinambá de Olivença e um dos coordenadores do projeto.
    Para o gestor da rede, Alexandre Pankararu, do Estado de Pernambuco, o site é uma grande conquista para os índios. “Só o fato de a gente mostrar nossa cara, como a gente vive hoje, já é uma grande mudança na forma como as pessoas nos olham", diz Alexandre Pankararu.


                                                      Oliveira, Camila. Agência A Tarde. Jornal do Commercio. Caderno C.
                                                                                                                        28 de março de 2010. p.16.
Segundo o texto, na atualidade, as aldeias indígenas têm vivenciado algumas transformações. Assinale a alternativa que contém algumas delas mencionadas no texto 01.
Alternativas
Q479879 Português
                      INCLUSÃO DIGITAL, PROGRAMA DE ÍNDIO CONECTADO À WEB

     ILHÉUS (Bahia) - Quem visitar a Aldeia de Itapoã em Olivença, distrito de Ilhéus, cidade do sul da Bahia, localizada a 465 quilômetros de Salvador, vai encontrar índios que frequentam escolas, surfam nas praias ilheenses e navegam na Internet. Se essa imagem não era possível há alguns anos, hoje faz parte da realidade de grande parte das tribos indígenas.
    Na aldeia de Itapoã, as residências são de taipa, mas os telhados, de amianto. Em vez de fogueiras, energia elétrica. Não foi apenas o urbanismo e outras facilidades do mundo moderno que invadiram as aldeias indígenas. Hoje, a inclusão digital também é realidade.
    Sete nações indígenas estão em processo de inclusão digital por meio do site Índios On Line (www.indios.org.br), um portal de diálogo intercultural.
    O site Índios On Line é uma forma de fazer com que o próprio índio seja o seu historiador, fotógrafo e seu próprio jornalista", afirma Jaborandy Yandé, índio tupinambá de Olivença e um dos coordenadores do projeto.
    Para o gestor da rede, Alexandre Pankararu, do Estado de Pernambuco, o site é uma grande conquista para os índios. “Só o fato de a gente mostrar nossa cara, como a gente vive hoje, já é uma grande mudança na forma como as pessoas nos olham", diz Alexandre Pankararu.


                                                      Oliveira, Camila. Agência A Tarde. Jornal do Commercio. Caderno C.
                                                                                                                        28 de março de 2010. p.16.
Após a leitura do texto, percebe-se que
Alternativas
Q443757 Português
Considere as seguintes afirmações.

I. O autor compartilha do otimismo da classe empresarial brasileira para 2010.

II. Para o autor, a educação e utilizada pela elite como instrumento de amplificação do exercício efetivo da cidadania.

III. O autor acredita que o nível de consumo de bens culturais esta associado ao grau de escolaridade da população.

São  inferências válidas a partir do texto:
Alternativas
Q443756 Português
Analise as afirmações abaixo sobre a organização do texto.

I. No primeiro paragrafo, o autor apresenta um panorama otimista da atual situação economica do Brasil.

II. As situações descritas do segundo ao quarto parágrafos desmistificam tal panorama econômico.

III. Os dados estatísticos dos parágrafos quinto e sexto sustentam a ameaça do “apagão humano" anunciada pelo autor no segundo parágrafo.

Quais estão corretas? 

Alternativas
Q434275 Português
imagem-002.jpg

Adaptado de Peter Gay, O século de Schnitzler: a formação da cultura de classe média
1815-1914. Trad. de S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 158-159.


Considere os seguintes possíveis componentes do conteúdo e da estrutura do texto.

I. Apresentação da teoria psicanalítica da mente e de sua concepção do ser humano.
II. Crítica à concepção psicanalítica do homem por sua ênfase no destronamento da razão.
III. Discussão da concepção do ser humano vigente no século XIX.
IV. Descrição do modo como a obra de Freud foi recebida no ambiente cu[tural em que surgiu.

Uma síntese adequada componentes:
Alternativas
Q434270 Português
imagem-001.jpg

Adaptado de Alexís de Tocqueville. Um comicío em Londres - 19 de agosto de 1933. In:
TOCQUEVILLE. A. Igualdade Social e Liberdade Política. São Paulo: Nerman. 1988. p. 27-29.


Considere os seguintes períodos do texto e suas respectivas propostas de alteração.

I. O auditório era ... favorável a sua Excelência, cujas menores palavras aplaudia-se com veemência. (1. 04-06) O auditório era favorável a sua Excelência, de quem se aplaudiam com veemência as menores palavras.
II. Todos estes oradores ... empregaram estas palavras sonoras, estas ideias banais com as quais se comovem os franceses. (1. 08-10) Todos estes oradores empregaram estas palavras sonoras, estas ideias banais que comovem os franceses.
III. [E]ram lordes e ricos a quem se dirigia esta assembleia democrática. (1. 34-35) Era a lordes e ricos que se dirigia esta assembleia democrática.

São corretas e mantêm o sentido do período original as propostas em
Alternativas
Q428018 Português
O eixo argumentativo central do texto pode ser definido por um apelo à adoçào de políticas sociais, a partir de uma contraposição.
Essa contraposição central, defendida pelo autor, consiste em:
Alternativas
Q400600 Português
Recorte 2

Tiririca, o candidato que não lê

Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A Constituição proíbe candidatos analfabetos

De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa de claração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa de confiança.

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Segundo o texto exposto acima podemos INFERIR que:
Alternativas
Respostas
47961: B
47962: C
47963: C
47964: D
47965: D
47966: A
47967: C
47968: E
47969: E
47970: B
47971: E
47972: B
47973: D
47974: C
47975: B
47976: D
47977: B
47978: C
47979: A
47980: D