Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 52.693 questões

Q3242696 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Gente simples

Admiro muito gente simples. Pessoas in natura.
Gente calorosa, que luta pelo que tem e por quem ama.
Gente que sofre, mas não desanima.
Gente que cumprimenta antes de olhar.
E abre um belo sorriso mesmo faltando alguns dentes.
Gente que estende a mão apesar dos calos.
Gente que fala errado, mas fala com o coração.
E abraça com fervor.
Gente que abre a casa e nos faz sentir da família.
Gente que te chama na rua e fica horas conversando.
Que te chama para o almoço de domingo ou quem vêm almoçar contigo.
Gente que come o frango com a mão.
Gente que partilha o que tem, mesmo que seja pouco.
Gente que sai cedo para ganhar o pão de cada dia.
E que volta tarde do trabalho com a certeza de sua honestidade.
Gente humilde.
Que se orgulha do filho na faculdade.
Gente que ouve e quer ser ouvido.
Gente que gosta de estar no meio da gente.
Enfim, gosto de gente na forma mais simples da palavra.
Gente que gosta de gente e da gente!

Rian Lopes

https://cronicas-curtas.blogspot.com/
No texto "Gente simples", de Rian Lopes, a simplicidade é apresentada como uma característica admirável de pessoas genuínas. Considerando o texto, analise as afirmações abaixo e identifique a alternativa que melhor expressa a ideia central do autor. 
Alternativas
Q3242680 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Rasgando pedaços do passado

Por medo, relutei!
Para me fortalecer, desatinei!
Hoje sentei e revirei as caixas do meu passado.
Amontoadas na estante do esquecimento.
Empoeiradas com o olhar pesado.
Relembrando páginas de outrora neste momento
Percebo a história da minha vida.
Cada página rasgada dói na alma.
É um pouco de mim que se vai.
São as asas de um sonho que agora cai.
Os trejeitos de uma época bem resolvida.
Serão lixo? Ou era um antigo e maquilado carma?
Ao revirar as folhas guardadas dos meus 13 anos...
... tive uma agradável surpresa! Uma carta que deixei para mim...
... e que com o tempo esquecera.
Parecia que estava conversando com aquele menino sereno.
Aquele menino que hoje invejo...
Em pranto, resolvi queimar esse passado...
... que tanto me fez feliz e que ainda me atormenta!
Mas a nostalgia apareceu e com um tapa de luva me acertou.
Então guardei aquelas folhas iminentes ao fim.
Sentei no meu orgulho.
Mergulhei nas facetas de outro eu.
Escrevi uma carta!
Para quem sabe, daqui dez anos, ainda me lembre de que fugir do passado...
... é matar uma parte de mim mesmo!

Rian Lopes


https://cronicas-curtas.blogspot.com/search?updated-max=2016-02-23T06:52:00-08:00&max-results=15
Com base no texto, é correto afirmar que o autor, ao revisitar o passado:
Alternativas
Q3242656 Português
Troque o celular por uma galinha gorda


O inventor do telefone, Alexander Graham Bell, talvez se arrependa de sua criação, assim como Santos Dumont ao ver aviões na guerra. Hoje em dia, o celular está sempre presente, colado aos ouvidos de todos. Dona Maria do Socorro, sertaneja e mãe do autor, reflete sobre sua vida sem telefone: conheceu o marido, casou, teve filhos e cuidou de tudo sem um único telefonema.

Ela, que só usou telefone após os 50 anos, está indignada com parentes e amigos que vivem presos ao celular, comparando-os a frei Damião com cabeças inclinadas. Propõe que voltem a conversar nas calçadas, sem esses aparelhos.

Antes, a maior ansiedade de dona Socorro era esperar pelo carteiro. Sem o telefone, o dia seguinte era mais tranquilo. Antigamente, tudo dependia do encontro pessoal. A onipresença do celular em relações amorosas e comerciais não existia. Uma carta ou um recado pelo rádio bastava para casos de sumiços.

No passado, o amor e os negócios não dependiam da onipresença digital. Casanova amou centenas de mulheres sem telefonemas e muitos prosperaram nos negócios sem telefone. Para boas conversas, a recomendação de Jeca Tatu: mate uma galinha gorda e convide para comer.

Xico Sá - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/Literatura/Temas_Debates/modernid/Tro que_celular_poruma_galinha_gorda.html
No texto, a reflexão de Dona Maria do Socorro sobre sua vida sem telefone serve para destacar uma crítica à dependência atual dos dispositivos móveis. Qual das alternativas melhor exemplifica essa crítica? 
Alternativas
Q3242620 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Rasgando pedaços do passado

Por medo, relutei!
Para me fortalecer, desatinei!
Hoje sentei e revirei as caixas do meu passado.
Amontoadas na estante do esquecimento.
Empoeiradas com o olhar pesado.
Relembrando páginas de outrora neste momento
Percebo a história da minha vida.
Cada página rasgada dói na alma.
É um pouco de mim que se vai.
São as asas de um sonho que agora cai.
Os trejeitos de uma época bem resolvida.
Serão lixo? Ou era um antigo e maquilado carma?
Ao revirar as folhas guardadas dos meus 13 anos...
... tive uma agradável surpresa! Uma carta que deixei para mim...
... e que com o tempo esquecera.
Parecia que estava conversando com aquele menino sereno.
Aquele menino que hoje invejo...
Em pranto, resolvi queimar esse passado...
... que tanto me fez feliz e que ainda me atormenta!
Mas a nostalgia apareceu e com um tapa de luva me acertou.
Então guardei aquelas folhas iminentes ao fim.
Sentei no meu orgulho.
Mergulhei nas facetas de outro eu.
Escrevi uma carta!
Para quem sabe, daqui dez anos, ainda me lembre de que fugir do passado...
... é matar uma parte de mim mesmo!

Rian Lopes


https://cronicas-curtas.blogspot.com/search?updated-max=2016-02-23T06:52:00-08:00&max-results=15
No trecho "Então guardei aquelas folhas iminentes ao fim.", a expressão "iminentes ao fim" sugere que: 
Alternativas
Q3242603 Português
Solidão


Interessante pois precisei de uma sugestão de uma amiga para escolher esse tema. Solidão. Uns a evitam, outros a desejam. Não a vejo com menosprezo. Se pensar no sol como exemplo maior de sua expressão, é a sua distância que me mantêm vivo. Tem momentos que necessito ficar só. Busco energia para só depois atrair os outros para perto de mim. Se bem que assim diferencio-me da estrela maior porque, no final, quero todos comigo; no final, não quero ficar só.


Bruno Alencarf - Texto Adaptado


https://cronicassimples.wordpress.com/
No texto "Solidão", de Bruno Alencar, o autor reflete sobre a solidão e seus contrastes. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que melhor interpreta o significado da frase: "Tem momentos que necessito ficar só. Busco energia para só depois atrair os outros para perto de mim." 
Alternativas
Q3242448 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A lição do pavão

Conheci Lisboa aos 20 anos, cheio de emoção ao desembarcar do navio "Augustus". Hospedado numa pensão nos Restauradores, sobrevivi com trocados de bicos no Teatro ABC.

Portugal foi uma volta às minhas raízes maternas, e eu me deliciava com os encantos visuais, culturais e, principalmente, sonoros do lugar. Aquela língua parecia uma canção constante, livre dos irritantes gerúndios. Nesse país o português é claro e direto, enquanto os mal-entendidos restam ao português-brasileiro.

Um episódio curioso aconteceu numa feira donde um paulista perguntou se as laranjas eram doces, recebendo a genial resposta: "São laranjas; os doces estão do outro lado". Isso exemplifica a clareza e humor dos lusitanos.

Esses dias um político brasileiro fez uma série de gafes em entrevistas com jornalistas portugueses, mostrando que certos indivíduos são mestres em embromação e desfaçatez. Como se diz em Lisboa: "o pavão, quanto mais levanta a cauda, mais se lhe vê o rabo".


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-licao-do-pavao1.2857724 
Sobre a frase "Portugal foi uma volta às minhas raízes maternas", é correto afirmar que:
Alternativas
Q3242447 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A lição do pavão

Conheci Lisboa aos 20 anos, cheio de emoção ao desembarcar do navio "Augustus". Hospedado numa pensão nos Restauradores, sobrevivi com trocados de bicos no Teatro ABC.

Portugal foi uma volta às minhas raízes maternas, e eu me deliciava com os encantos visuais, culturais e, principalmente, sonoros do lugar. Aquela língua parecia uma canção constante, livre dos irritantes gerúndios. Nesse país o português é claro e direto, enquanto os mal-entendidos restam ao português-brasileiro.

Um episódio curioso aconteceu numa feira donde um paulista perguntou se as laranjas eram doces, recebendo a genial resposta: "São laranjas; os doces estão do outro lado". Isso exemplifica a clareza e humor dos lusitanos.

Esses dias um político brasileiro fez uma série de gafes em entrevistas com jornalistas portugueses, mostrando que certos indivíduos são mestres em embromação e desfaçatez. Como se diz em Lisboa: "o pavão, quanto mais levanta a cauda, mais se lhe vê o rabo".


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-licao-do-pavao1.2857724 
Com base no texto "A lição do pavão", assinale a alternativa que melhor reflete a intenção do autor ao relatar o episódio das laranjas na feira.
Alternativas
Q3242421 Português
Casos Caninos: Quatro Amores


Atendendo a um pedido da minha avó, levei uma velha tia solteirona de São Paulo ao sul da Bahia. Ela era infeliz e detestava tudo. Durante a viagem, reclamou incessantemente do carro, do motorista e de tudo ao redor.

Ao chegar, fui à praia sozinho e encontrei um cachorro branco e peludo que se aproximou de mim. Minha tia insultou o animal, mas eu o tratei carinhosamente.

O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa. Mais tarde, o cachorro voltou com outros dois cães, causando mais confusão. Um senhor apareceu, trazendo os itens roubados pelos cães e se desculpando. Ele tratou minha tia com gentileza e conseguiu fazê-la sorrir.

Para resumir a história, a tia acabou se casando com o homem. Um ano depois eu fui visitá-la naquela praia. Ela estava irreconhecível: sorria o tempo todo, não se queixava de nada e dividia alegremente sua cama de casada com os três cachorros, que se alternavam em seu colo e que ao lado do marido eram os quatro amores de sua vida.

André C S Masini - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/andre_masini/artigos/2004/Fev/cs_canin os_4amores.html 
Qual das interpretações a seguir melhor descreve a função dos cães no desenvolvimento da trama?
Alternativas
Q3242418 Português
Casos Caninos: Quatro Amores


Atendendo a um pedido da minha avó, levei uma velha tia solteirona de São Paulo ao sul da Bahia. Ela era infeliz e detestava tudo. Durante a viagem, reclamou incessantemente do carro, do motorista e de tudo ao redor.

Ao chegar, fui à praia sozinho e encontrei um cachorro branco e peludo que se aproximou de mim. Minha tia insultou o animal, mas eu o tratei carinhosamente.

O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa. Mais tarde, o cachorro voltou com outros dois cães, causando mais confusão. Um senhor apareceu, trazendo os itens roubados pelos cães e se desculpando. Ele tratou minha tia com gentileza e conseguiu fazê-la sorrir.

Para resumir a história, a tia acabou se casando com o homem. Um ano depois eu fui visitá-la naquela praia. Ela estava irreconhecível: sorria o tempo todo, não se queixava de nada e dividia alegremente sua cama de casada com os três cachorros, que se alternavam em seu colo e que ao lado do marido eram os quatro amores de sua vida.

André C S Masini - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/andre_masini/artigos/2004/Fev/cs_canin os_4amores.html 
Em que medida o desfecho do texto ("eventualmente, minha tia se casou com ele e, um ano depois...") realça o tema da narrativa? 
Alternativas
Q3242413 Português
Casos Caninos: Quatro Amores


Atendendo a um pedido da minha avó, levei uma velha tia solteirona de São Paulo ao sul da Bahia. Ela era infeliz e detestava tudo. Durante a viagem, reclamou incessantemente do carro, do motorista e de tudo ao redor.

Ao chegar, fui à praia sozinho e encontrei um cachorro branco e peludo que se aproximou de mim. Minha tia insultou o animal, mas eu o tratei carinhosamente.

O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa. Mais tarde, o cachorro voltou com outros dois cães, causando mais confusão. Um senhor apareceu, trazendo os itens roubados pelos cães e se desculpando. Ele tratou minha tia com gentileza e conseguiu fazê-la sorrir.

Para resumir a história, a tia acabou se casando com o homem. Um ano depois eu fui visitá-la naquela praia. Ela estava irreconhecível: sorria o tempo todo, não se queixava de nada e dividia alegremente sua cama de casada com os três cachorros, que se alternavam em seu colo e que ao lado do marido eram os quatro amores de sua vida.

André C S Masini - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/andre_masini/artigos/2004/Fev/cs_canin os_4amores.html 
A narrativa do texto sugere a possibilidade de transformação pessoal através de interações inesperadas. Qual das seguintes alternativas melhor exemplifica essa transformação?
Alternativas
Q3242412 Português
Casos Caninos: Quatro Amores


Atendendo a um pedido da minha avó, levei uma velha tia solteirona de São Paulo ao sul da Bahia. Ela era infeliz e detestava tudo. Durante a viagem, reclamou incessantemente do carro, do motorista e de tudo ao redor.

Ao chegar, fui à praia sozinho e encontrei um cachorro branco e peludo que se aproximou de mim. Minha tia insultou o animal, mas eu o tratei carinhosamente.

O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa. Mais tarde, o cachorro voltou com outros dois cães, causando mais confusão. Um senhor apareceu, trazendo os itens roubados pelos cães e se desculpando. Ele tratou minha tia com gentileza e conseguiu fazê-la sorrir.

Para resumir a história, a tia acabou se casando com o homem. Um ano depois eu fui visitá-la naquela praia. Ela estava irreconhecível: sorria o tempo todo, não se queixava de nada e dividia alegremente sua cama de casada com os três cachorros, que se alternavam em seu colo e que ao lado do marido eram os quatro amores de sua vida.

André C S Masini - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/andre_masini/artigos/2004/Fev/cs_canin os_4amores.html 
Considerando o desenvolvimento da personagem da tia ao longo da narrativa, qual alternativa melhor exemplifica a progressão de seu estado emocional?
Alternativas
Q3242362 Português
Mochilas mais leves

Envelhecer tem suas vantagens, uma delas é desiludir-se, como dizem os orientais. Desiludir-se, apesar da conotação negativa, é libertador. Embora a palavra tenha tomado um sentido negativo, desiludir-se não é ruim; na verdade, faz um bem danado. Sentamos calmamente e descartamos ilusões: conceitos ultrapassados, preconceitos, lembranças e mágoas inúteis. Livrar-se dessas pedras do caminho nos torna mais leves e tolerantes.

Muitos sexagenários compartilham dessa visão, enquanto outros mantem suas mochilas cheias de pedras, construindo fortalezas sombrias e rancorosas. A TV e a publicidade, que hoje direcionam as nossas decisões, contribuem para essa carga, promovendo uma falsa felicidade baseada em juventude eterna. A busca obsessiva por uma vida saudável em todas as idades é exaustiva. Claro que sexo é vida, mas também é vida acordar preguiçosamente na segunda-feira, pegar um ônibus ou cortar as unhas.

Ser feliz não exige saltar de paraquedas ou possuir um off-road 4x4. Continuamos vivendo minuto a minuto, desde o nascimento até o fim. Para mim, viver é tudo isso, não apenas o que a moda, novelas ou publicidade ditam. As maiores ilusões são as pedras em nossos sapatos, até que tomamos coragem e pisamos na vida real, livres delas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/mochilas-mais-lev es-1.3293334
Considerando o trecho sobre a influência da mídia e publicidade na percepção de felicidade, qual das seguintes interpretações é mais coerente com a visão do autor?
Alternativas
Q3242360 Português
Mochilas mais leves

Envelhecer tem suas vantagens, uma delas é desiludir-se, como dizem os orientais. Desiludir-se, apesar da conotação negativa, é libertador. Embora a palavra tenha tomado um sentido negativo, desiludir-se não é ruim; na verdade, faz um bem danado. Sentamos calmamente e descartamos ilusões: conceitos ultrapassados, preconceitos, lembranças e mágoas inúteis. Livrar-se dessas pedras do caminho nos torna mais leves e tolerantes.

Muitos sexagenários compartilham dessa visão, enquanto outros mantem suas mochilas cheias de pedras, construindo fortalezas sombrias e rancorosas. A TV e a publicidade, que hoje direcionam as nossas decisões, contribuem para essa carga, promovendo uma falsa felicidade baseada em juventude eterna. A busca obsessiva por uma vida saudável em todas as idades é exaustiva. Claro que sexo é vida, mas também é vida acordar preguiçosamente na segunda-feira, pegar um ônibus ou cortar as unhas.

Ser feliz não exige saltar de paraquedas ou possuir um off-road 4x4. Continuamos vivendo minuto a minuto, desde o nascimento até o fim. Para mim, viver é tudo isso, não apenas o que a moda, novelas ou publicidade ditam. As maiores ilusões são as pedras em nossos sapatos, até que tomamos coragem e pisamos na vida real, livres delas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/mochilas-mais-lev es-1.3293334
De acordo com o texto, qual é o principal argumento do autor ao discutir o processo de desilusão na velhice?
Alternativas
Q3242359 Português
Mochilas mais leves

Envelhecer tem suas vantagens, uma delas é desiludir-se, como dizem os orientais. Desiludir-se, apesar da conotação negativa, é libertador. Embora a palavra tenha tomado um sentido negativo, desiludir-se não é ruim; na verdade, faz um bem danado. Sentamos calmamente e descartamos ilusões: conceitos ultrapassados, preconceitos, lembranças e mágoas inúteis. Livrar-se dessas pedras do caminho nos torna mais leves e tolerantes.

Muitos sexagenários compartilham dessa visão, enquanto outros mantem suas mochilas cheias de pedras, construindo fortalezas sombrias e rancorosas. A TV e a publicidade, que hoje direcionam as nossas decisões, contribuem para essa carga, promovendo uma falsa felicidade baseada em juventude eterna. A busca obsessiva por uma vida saudável em todas as idades é exaustiva. Claro que sexo é vida, mas também é vida acordar preguiçosamente na segunda-feira, pegar um ônibus ou cortar as unhas.

Ser feliz não exige saltar de paraquedas ou possuir um off-road 4x4. Continuamos vivendo minuto a minuto, desde o nascimento até o fim. Para mim, viver é tudo isso, não apenas o que a moda, novelas ou publicidade ditam. As maiores ilusões são as pedras em nossos sapatos, até que tomamos coragem e pisamos na vida real, livres delas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/mochilas-mais-lev es-1.3293334
De acordo com o texto, qual é a crítica do autor em relação à felicidade promovida pela sociedade?
Alternativas
Q3242243 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Amor borbulhante

O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.

Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.

Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.

Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.

No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.

Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.

Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.

Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.

Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.

Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.

A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.

Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:

− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.

Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar. Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant e-1.3318258 
O episódio narrado no texto evidencia um aspecto marcante do relacionamento entre o narrador e sua esposa. Esse aspecto pode ser identificado como:
Alternativas
Q3242241 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Amor borbulhante

O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.

Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.

Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.

Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.

No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.

Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.

Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.

Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.

Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.

Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.

A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.

Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:

− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.

Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar. Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant e-1.3318258 
No trecho "Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora: − Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele", a intenção da esposa foi:
Alternativas
Q3242238 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Amor borbulhante

O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.

Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.

Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.

Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.

No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.

Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.

Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.

Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.

Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.

Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.

A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.

Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:

− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.

Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar. Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant e-1.3318258 
No texto, o humor é utilizado como um elemento importante no relacionamento do casal. Sobre essa função, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3241691 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A comparação entre as festas realizadas no Dia dos Finados no Brasil e no México demonstrou que a população do país da América do Norte associou mais a tradição indígena do que o país da América do Sul. O Dia dos Mortos, como é conhecida a celebração mexicana para o dia 2 de novembro, é uma das maiores celebrações do mundo e demonstra a forte conexão que os mexicanos têm com seus antepassados.

    Por meio da análise dos símbolos utilizados na data, a pesquisadora Júlia Batista Alves pôde perceber por que há pouca força do evento no Brasil: “Aqui não vemos nada parecido com o que acontece nas ruas do México”.

    Uma possível explicação para as divergências estaria, segundo a pesquisadora, na forma como a cultura indígena foi mais integrada à população não indígena no México, enquanto no Brasil a supressão da cultura indígena parece ter sido mais radical. “Podemos dizer que, nesta comparação, os indígenas no Brasil assimilaram mais a cultura católica europeia, e que os indígenas mexicanos conseguiram fazer com que os jesuítas europeus assimilassem mais sua cultura, ainda que tenha sido por meio de adaptações dos ritos indígenas aos católicos, para uma maior interação entre eles”, afirma Júlia.

    A Festa dos Mortos tem proporções muito maiores do que as celebrações relativas no Brasil, que são mais solenes e marcadas pela religiosidade da Europa. No Dia de Finados brasileiro ocorrem missas e outros ritos cristãos, além de idas ao cemitério para homenagear familiares falecidos. Mesmo com o forte sincretismo de culturas e religiões no país, uma festa brasileira para os mortos não acontece. “A celebração aqui tem um viés mais católico”, diz Júlia.

    A comparação, para Júlia, se faz interessante porque o México também é um país no qual a maioria se declara católica. Ainda assim, as comemorações apresentam aspectos muito diferentes. Os mexicanos confeccionam altares coloridos, nos quais oferecem alimentos, flores, velas, entre outros artigos, dependendo da região; também ocorrem desfiles e concursos de fantasias. A pesquisadora conta que a Guatemala também apresenta ritos parecidos, mas que não se comparam à grandiosidade da celebração mexicana, que chegou a ser reconhecida como Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Unesco em 2003, devido ao seu valor histórico, cultural e artístico.


(Mariana Melo. “Para pesquisadora do Prolam, tradição indígena dá singularidade ao Dia dos Mortos no México”. https://jornal.usp.br. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém explicação para as diferenças das celebrações de Finados entre o Brasil e o México, segundo a pesquisadora Júlia Batista Alves. 
Alternativas
Q3241690 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A comparação entre as festas realizadas no Dia dos Finados no Brasil e no México demonstrou que a população do país da América do Norte associou mais a tradição indígena do que o país da América do Sul. O Dia dos Mortos, como é conhecida a celebração mexicana para o dia 2 de novembro, é uma das maiores celebrações do mundo e demonstra a forte conexão que os mexicanos têm com seus antepassados.

    Por meio da análise dos símbolos utilizados na data, a pesquisadora Júlia Batista Alves pôde perceber por que há pouca força do evento no Brasil: “Aqui não vemos nada parecido com o que acontece nas ruas do México”.

    Uma possível explicação para as divergências estaria, segundo a pesquisadora, na forma como a cultura indígena foi mais integrada à população não indígena no México, enquanto no Brasil a supressão da cultura indígena parece ter sido mais radical. “Podemos dizer que, nesta comparação, os indígenas no Brasil assimilaram mais a cultura católica europeia, e que os indígenas mexicanos conseguiram fazer com que os jesuítas europeus assimilassem mais sua cultura, ainda que tenha sido por meio de adaptações dos ritos indígenas aos católicos, para uma maior interação entre eles”, afirma Júlia.

    A Festa dos Mortos tem proporções muito maiores do que as celebrações relativas no Brasil, que são mais solenes e marcadas pela religiosidade da Europa. No Dia de Finados brasileiro ocorrem missas e outros ritos cristãos, além de idas ao cemitério para homenagear familiares falecidos. Mesmo com o forte sincretismo de culturas e religiões no país, uma festa brasileira para os mortos não acontece. “A celebração aqui tem um viés mais católico”, diz Júlia.

    A comparação, para Júlia, se faz interessante porque o México também é um país no qual a maioria se declara católica. Ainda assim, as comemorações apresentam aspectos muito diferentes. Os mexicanos confeccionam altares coloridos, nos quais oferecem alimentos, flores, velas, entre outros artigos, dependendo da região; também ocorrem desfiles e concursos de fantasias. A pesquisadora conta que a Guatemala também apresenta ritos parecidos, mas que não se comparam à grandiosidade da celebração mexicana, que chegou a ser reconhecida como Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Unesco em 2003, devido ao seu valor histórico, cultural e artístico.


(Mariana Melo. “Para pesquisadora do Prolam, tradição indígena dá singularidade ao Dia dos Mortos no México”. https://jornal.usp.br. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3241687 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão.




(Willian Leite. Anésia #762. Disponível em:http://www.willtirando.com.br)

Assinale a alternativa que contém afirmação correta a respeito do que é retratado na tira.
Alternativas
Respostas
4641: A
4642: C
4643: C
4644: B
4645: C
4646: A
4647: C
4648: B
4649: A
4650: B
4651: A
4652: A
4653: B
4654: D
4655: C
4656: A
4657: A
4658: C
4659: E
4660: E