Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 51.572 questões
Leia o texto para responder as questões.
A falácia da "Supermulher"
Por Tijana Jankovic
Você já acordou no meio da noite e não conseguiu mais dormir, pensando em todas as tarefas importantes do dia seguinte (que não cabem nas horas úteis)? Já entrou na primeira reunião, às 9h, atrasada, um pouco descabelada, maquiada pela metade e com a sensação de que um caminhão passou por cima de você? Já tentou várias metodologias, tipo "O Clube das 5 da manhã", "7 hábitos de pessoas eficientes", convencida a encontrar um jeito de dar conta de tudo? Vive diariamente uma relação de amor e ódio com a babá dos seus filhos, porque não consegue imaginar a sua vida sem ela, mas detesta os momentos que ela passa com eles, pois deveriam ser seus?
Se você respondeu sim para uma ou mais situações descritas acima - Atenção! Você pode estar sofrendo da síndrome de "Supermulher" - condição altamente contagiosa e de caráter crônico. Diferentes tratamentos estão em fase de testes, porém nada muito resolutivo.
Enquanto celebramos as conquistas de liberdade intelectual, sexual e financeira feminina, pela qual duramente anos lutamos - e reconhecemos quanto chão ainda tem por andar - é importante refletir também sobre a mecânica de como chegamos lá. No fim das contas, a "matemática" é muito mais sobre adição de responsabilidades, do que substituição. Na prática, não deixamos de ser cobradas para sermos mães presentes, boas esposas e por cuidar do lar, como as "CEOs do lar". Agora, além de tudo, precisamos ser excelentes profissionais, musas fitness, fazer cursos e pós-graduações, estar a par de novas tendências. Também não temos o direito de ser "básicas": é necessário sempre surpreender, praticar pelo menos um hobby, o que vai nos tornar mais interessantes.
E, a partir disso, não sei o que me traz mais pavor: a caixa de e-mails com 3 dígitos de e-mails não lidos, o grupo do WhatsApp das mães da escola, que estão mais engajadas do que consigo ser, ou o bom e velho FOMO ("fear of missing out" - medo de estar perdendo algo) do Instagram, mostrando amigos espalhados pelo mundo vivendo aventuras incríveis. E não falo unicamente do velho problema de conciliação entre maternidade e carreira executiva ou empreendedorismo. Vejo amigas e colegas solteiras sofrendo a mesma pressão - às vezes, até pior - porque, enquanto mulheres que ocupam a função de mães estão parcialmente perdoadas por perderem eventos sociais do trabalho ou atrasos devido a emergências familiares, a mulher solteira, sem filhos, "pura carreirista", tem ainda menos direito de falhar. Se não escolheu o matrimônio ou a maternidade, precisa ter uma vida social nos níveis de Sex & the City, estar disponível 24x7 para todos e compensar o seu "dever com a sociedade", por exemplo, com trabalho humanitário/social para não parecer egoísta.
[...]
Disponível em https://epocanegocios.globo.com/colunas/malabarista/coluna/2023/09/a-falacia-da-supermulher.ghtml
Leia o texto para responder as questões.
Fazendas de MG, PR e SP são eleitas as mais sustentáveis do Brasil
Conheça as propriedades que ficaram nas três melhores colocações no Prêmio Fazenda Sustentável entre grandes, médias e pequenas
Propriedades rurais do Paraná, Minas Gerais e São Paulo foram eleitas nesta terça-feira (17/9) as mais sustentáveis do Brasil. O trabalho desses produtores foi reconhecido na oitava edição do Prêmio Fazenda Sustentável, em São Paulo. As fazendas foram premiadas em três categorias. Entre as grandes, o primeiro lugar ficou com a Jaracatiá, de Querência do Norte (PR), com 1,013 mil hectares de área produtiva e 314 preservados. O local produz plantas aromáticas e medicinais, além de óleos essenciais. E tem a pecuária como complementar. Em matéria de produção sustentável, a Jaracatiá destacou-se pela preservação de mata nativa por meio de uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Também implantou energia solar fotovoltaica, gestão de irrigação e aproveita totalmente a produção vegetal. A propriedade tem ainda um sistema de destinação correta de resíduos. Na parte econômica e social, pesaram a favor na classificação a presença de conexão de internet nas casas de todos os funcionários, geração de empregos com processos industriais e desenvolvimento de maquinário. “Só de estar no meio de vocês, já é uma vitória”, disse Maurício Garcia, proprietário da fazenda, dirigindo-se aos demais homenageados no evento. "Agracedemos à revista Globo Rural e seus apoiadores. Agradecemos também os nossos funcionários, nosso clientes, fornecedores e todos em nosso entorno", acrescentou.
O segundo lugar entre as grandes propriedades ficou com a fazenda São Manoel, localizada no município de mesmo nome, no interior de São Paulo. São 1.293,7 hectares de área produtiva de cana-de-açúcar e fruticultura, como atividade complementar. A parte reservada soma 262,1 hectares. A fazenda possui certificações Bonsucro, RenovaBio e Etanol Mais Verde. Destacou-se da realização de controle biológico de pragas, uso de insumos naturais para adubação, como torta de filtro e vinhaça, além da criação de um corredor ecológico, monitoramento da fauna da região e área de soltura de animais resgatados. “Quero agradecer a todos os colaboradores. Sem o empenho deles, não conseguimos alcançar os nossos objetivos. A gente consegue sim fazer o econômico junto com o ambiental e o social. É possível sim colocar os três pilares em pé", disse Silvio Nicoletti, proprietário da fazenda.
Em terceiro lugar na categoria grandes propriedades, ficou a Fazenda Curucaca, localizada no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR). A área produtiva soma 1.265 hectares dedicados ao plantio de grãos. As áreas preservadas somam 224,2 hectares de Área de Preservação Permanente (APP) e outros 133,6 de Reserva Legal (RL). A propriedade possui diversas certificações ligadas à sustentabilidade de sua produção, como a RTRS (Associação Internacional da Soja Responsável) e a do programa de gestão rural da Cooperativa Agrária. Na área social, destacou-se pela realização de pelo menos 13 iniciativas voltadas aos funcionários. Na área ambiental, além de um sistema produtivo baseado na técnica do plantio direto, a fazenda realiza controle de resíduos da lavagem de máquinas agrícolas, captação e reaproveitamento de área da chuva e utiliza energia solar. E na área econômica, adota sistemas de gestão. “O agronegócio brasileiro é o mais sustentável do mundo. De fato, que nós saibamos nos comunicar melhor. O agronegócio ainda é muito mal visto no meio urbano. Não é conhecido por todos os brasileiros, o que é lastimável, porque a gente faz um trabalho bonito, rico e sustentável", disse Tábata Stock, proprietária da fazenda.
[...]
A PALAVRA
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – tal vez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
A PALAVRA
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – tal vez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
TEXTO 1
Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência
Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.
Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.
Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.
Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.
De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.
O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.
Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".
Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.
Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia
TEXTO 1
Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência
Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.
Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.
Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.
Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.
De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.
O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.
Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".
Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.
Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia
TEXTO 1
Quantas vezes por semana é ideal comer peixe, segundo a ciência
Muito procurado para ser um dos pratos principais na época da Semana Santa, o peixe é um alimento rico em diversos nutrientes e que possui diversos benefícios comprovados à saúde, de acordo com vários estudos e pesquisas mundo afora, como afirma a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
Só que comer peixe não precisa ser algo pontual feito somente em datas especiais como na Quarta-Feira de Cinzas, Páscoa ou Natal. Afinal, para usufruir das qualidades nutricionais desse alimento o ideal é incluí-lo na alimentação do dia a dia.
Descubra, a seguir, qual é a indicação dos especialistas de quantas vezes por semana é indicado comer peixe para obter melhores resultados de seus nutrientes – especialmente o ômega-3.
Em uma análise de diversos estudos em seres humanos, dois professores da Escola de Saúde Pública de Harvard, Dariush Mozaffarian e Eric Rimm, calcularam que o consumo de cerca de 2 gramas por semana de ácidos graxos (gorduras boas) provenientes do ômega-3 presentes nos peixes gordurosos – que é o que equivale a cerca de uma ou duas porções 80 a 100 gramas de peixe por semana, pode reduzir em mais de 1/3 as chances de morte por doença cardíaca.
Isso porque as gorduras do ômega-3 protegem o coração contra o desenvolvimento de distúrbios do ritmo cardíaco erráticos, melhoram a função dos vasos sanguíneos e, em doses mais altas, reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue e, assim, podem aliviar a inflamação e reduzir a possível formação de placas de gordura nas artérias, conforme explica o artigo da Universidade de Harvard.
De acordo com a indicação do FDA (Food and Drugs Administration), que é a agência norte-americana do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, um adulto pode ingerir peixes até um pouco mais do que o dito pela Harvard, cerca de 100 gramas de duas a três vezes por semana – de preferência preparando o peixe cozido ou assado.
O FDA indica essa quantidade para a melhor obtenção de todos os nutrientes de peixes "gordos" – mas que possuem baixo teor de gordura saturada, como por exemplo salmão, truta, arenque, bacalhau, atum, cavala, anchova, sardinha, entre outros.
Segundo o FDA, "ao se alimentar com peixe semanalmente de duas a três vezes é o ideal para se nutrir saudáveis e de forma natural, além de minerais e vitaminas presentes nos peixes que são benéficos para a saúde em geral".
Eles ainda acrescentam que, além dos benefícios dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, a vitamina D, o ferro, o zinco, o iodo, o selênio e a colina encontrados nos peixes são particularmente importantes para gestantes, lactantes e crianças. Eles afirmam que caso não se consuma a quantidade recomendada em uma semana, pode-se tentar consumir de maneira uma variedade de peixes nas semanas seguintes.
Uma questão pode surgir na mente de algumas pessoas: será que faz mal comer peixe diariamente? De acordo com uma entrevista do professor de epidemiologia e nutrição Eric Rimm, também da Universidade de Harvard, a resposta é negativa: "Para a maioria das pessoas, não há problema em comer peixe todos os dias. É certamente melhor comer peixe diariamente do que comer carne bovina todo dia", afirmou Eric no site da instituição.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/quantasvezes-por-semana-e-ideal-comer-peixe-segundo-a-ciencia
TEXTO 1
Por Conceição Evaristo
Maria
1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?
2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!
3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...
4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.
5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?
6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.
(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.
TEXTO 1
Por Conceição Evaristo
Maria
1 Maria estava parada há mais de meia hora no ponto de ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. Os ônibus estavam aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. O osso do pernil e as frutas que tinham enfeitado a mesa. Ganhara as frutas e uma gorjeta. O osso a patroa ia jogar fora. Estava feliz, apesar do cansaço. A gorjeta chegara numa hora boa. Os dois filhos menores estavam muito gripados. Precisava comprar xarope e aquele remedinho de desentupir o nariz. Daria para comprar também uma lata de Toddy. As frutas estavam ótimas e havia melão. As crianças nunca tinham comido melão. Será que os meninos gostavam de melão?
2 A palma de umas de suas mãos doía. Tinha sofrido um corte, bem no meio, enquanto cortava o pernil para a patroa. Que coisa! Faca-laser corta até a vida!
3 Quando o ônibus apontou lá na esquina, Maria abaixou o corpo, pegando a sacola que estava no chão entra as suas pernas. O ônibus não estava cheio, havia lugares. Ela poderia descansar um pouco, cochilar até a hora da descida. Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. Maria sentou-se na frente. O homem assentou-se ao lado dela. Ela se lembrou do passado. Do homem deitado com ela. Da vida dos dois no barraco. Dos primeiros enjoos. Da barriga enorme que todos diziam gêmeos, e da alegria dele. Que bom! Nasceu! Era um menino! E haveria de se tornar um homem. Maria viu, sem olhar, que era o pai do seu filho. Ele continuava o mesmo. Bonito, grande, o olhar assustado não se fixando em nada e em ninguém. Sentiu uma mágoa imensa. Por que não podia ser de outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? Tenho um buraco no peito, tamanha a saudade! Tou sozinho! Não arrumei, não quis mais ninguém. Você já teve outros... outros filhos? A mulher baixou os olhos como que pedindo perdão. É. Ela teve mais dois filhos, mas não tinha ninguém também! Homens também? Eles haveriam de ter outra vida. Com eles tudo haveria de ser diferente. Maria, não te esqueci! Tá tudo aqui no buraco do peito...
4 O homem falava, mas continuava estático, preso, fixo no banco. Cochichava com Maria as palavras, sem, entretanto, virar para o lado dela. Ela sabia o que o homem dizia. Ele estava dizendo de dor, de prazer, de alegria, de filho, de vida, de morte, de despedida. Do buraco-saudade no peito dele... Desta vez ele cochichou um pouquinho mais alto. Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. O de lá de trás vinha recolhendo tudo. O motorista seguia a viagem. Havia o silêncio de todos no ônibus. Apenas a voz do outro se ouvia pedindo aos passageiros que entregassem tudo rapidamente. O medo da vida em Maria ia aumentando. Meu Deus, como seria a vida dos seus filhos? Era a primeira vez que ela via um assalto no ônibus. Imaginava o terror das pessoas. O comparsa de seu ex-homem passou por ela e não pediu nada. Se fossem outros os assaltantes? Ela teria para dar uma sacola de frutas, um osso de pernil e uma gorjeta de mil cruzeiros. Não tinha relógio algum no braço. Nas mãos nenhum anel ou aliança. Aliás, nas mãos tinha sim! Tinha um profundo corte feito com faca-laser que parecia cortar até a vida.
5 Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada conhecia os assaltantes. Maria assustou-se. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai do seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. Outra voz ainda lá do fundo do ônibus acrescentou: Calma gente! Se ela estivesse junto com eles, teria descido também. Alguém argumentou que ela não tinha descido só para disfarçar. Estava mesmo com os ladrões. Foi a única a não ser assaltada. Mentira, eu não fui e não sei porquê. Maria olhou na direção de onde vinha a voz e viu um rapazinho negro e magro, com feições de menino e quere lembrava vagamente o seu filho. A primeira voz, a que acordou a coragem de todos, tornou-se um grito: Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões! O dono da voz levantou e se encaminhou em direção a Maria. A mulher teve medo e raiva. Que merda! Não conhecia assaltante algum. Não devia satisfação a ninguém. Olha só, a negra ainda é atrevida, disse o homem, lascando um tapa no rosto da mulher. Alguém gritou: Lincha! Lincha! Lincha!... Uns passageiros desceram e outros voaram em direção a Maria. O motorista tinha parado o ônibus para defender a passageira: Calma, pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos... Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. A sacola havia arrebentado e as frutas rolavam pelo chão. Será que os meninos gostam de melão?
6 Tudo foi tão rápido, tão breve. Maria tinha saudades do seu ex-homem. Por que estavam fazendo isto com ela? O homem havia segredado um abraço, um beijo, um carinho no filho. Ela precisava chegar em casa para transmitir o recado. Estavam todos armados com facaslaser que cortam até a vida. Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher já estava todo dilacerado, todo pisoteado. Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.
(In: Olhos d’água, p. 39-42). Texto adaptado. Observação: os parágrafos estão numerados.
Leia o texto para responder a questão.
Como os Rolling Stones desafiam o tempo e comprovam: há vida no rock após os 80
Não importa que Jagger tenha 80 anos e Keith Richards — junto com Mick, o último sócio-fundador ainda restante — também, e que Ron Wood, o guitarrista “caçula”, já some 77 aniversários.
Na estrada — ou mesmo no estúdio — o núcleo central dos Stones se mantém ativo com sabedoria de veteranos e vitalidade impensável para sua idade.
Assim como os Stones, muitos de seus contemporâneos vêm desafiando a passagem do tempo e suas próprias limitações físicas e criativas.
O hoje oitentão Roger Daltrey e o The Who estão entre aqueles que atravessam os anos com shows lotados — engolindo, curiosamente, as palavras que os consagraram na juventude: “Espero morrer antes de envelhecer”.
Paul McCartney, com 82 anos bem rodados, cruza continentes, incansável, lotando estádios — e lá vem ele de volta ao Brasil, no final do ano.
Todos, juntos, fazem parte de uma geração de artistas mergulhados num experimento inédito e ainda em andamento: haverá vida no rock depois dos 80 anos? Melhor que ninguém, os Rolling Stones demonstram que sim.
Disponível em https://www.instagram.com/p/C9s9CLOvSg2/
Leia o texto para responder a questão.
Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?
Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.
É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.
“Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”
É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.
Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.
Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.
Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/
Leia o texto para responder a questão.
Por que, às vezes, parece que sonhamos antes de pegar no sono?
Esses pré-sonhos recebem o nome de alucinações hipnagógicas. Quando ocorrem instantes antes de o indivíduo acordar, são alucinações hipnopômpicas.
É comum chamá-los de “atividades oníricas”, e não de sonhos – já que, na definição formal da coisa, sonhos só ocorrem na fase REM, o último estágio do ciclo do sono, enquanto essas alucinações aparecem nas fases N1 ou N2. Esse é o primeiro estágio de ondas cerebrais lentas, em que o órgão está se preparando para dormir.
“Quando o cérebro está acordado, há uma atividade cerebral intensa, com várias regiões diferentes se comunicando. É como se houvesse muito burburinho”, diz Natália Mota, pesquisadora da UFRJ. “Quando ele começa a dormir, as ondas se somam e sincronizam. Como um coro cantando junto.”
É nesse contexto cerebral que as alucinações acontecem. Na fase N1, as ondas ficam mais lentas principalmente na região occipital, que está relacionada à visão. Mota compara as alucinações que ocorrem nessa fase a gifs, enquanto os sonhos seriam os filmes.
Em um experimento de 2022, Mota descobriu que essas alucinações costumam estar relacionadas a imagens que as pessoas viram antes de dormir, mas de maneira atenuada. “Uma pessoa que viu um tubarão antes de adormecer, por exemplo, classificava aquela imagem como extremamente negativa. Mas, quando o tubarão aparecia no sonho, ele já não era tão ameaçador.” A hipótese é que as alucinações sejam uma forma de processar as emoções, para que o indivíduo consiga lidar melhor com elas.
Outra ideia é que eles sejam maneiras do cérebro se preparar para cenários futuros, o que faz com que ele projete possíveis cenas nos sonhos.
Disponível em https://www.instagram.com/p/C9hnzRHOoDH/
I. dentre os resultados constatou-se na amostra estudada predomínio do sexo masculino e média de idade (58±10,4), observando que os homens em Macapá que passaram por cirurgia de amputação são mais jovens do que a literatura consultada.
II. a análise das médias relacionadas aos fatores de resiliência identificou que os fatores percepção de si mesmo e estilo estruturado apresentaram a maior média.
III. a análise das médias relacionadas aos fatores de resiliência constatou que os fatores competência social e coesão familiar apresentaram a maior média.
IV. na discussão os autores referem que os recursos sociais, na forma de serviço social é preditor significativo e independente de maior declínio funcional em pessoas com amputação.
V. ainda na discussão os autores discorrem que a resiliência não resguarda a pessoa das adversidades, do sofrimento, do estresse, tornandoa invulnerável, mas promove a habilidade ao enfrentamento, respondendo às adversidades com a ressignificação do problema.
Analise as afirmativas acima e marque a resposta correta, abaixo:
“Não é incomum ouvirmos relatos dos trabalhadores sobre a irracionalidade advinda justamente do excesso de racionalização e compartimentalização das práticas profissionais em saúde”.
Furtado JP. Arranjos institucionais e gestão da clínica: princípios da interdisciplinaridade e interprofissionalidade. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, v. 1, n. 1, 2009.
O autor sugere que, embora a racionalização e a segmentação das atividades profissionais sejam vistas como formas de aumentar a eficiência e a organização, podem, na verdade, resultar em irracionalidade e desafios para os trabalhadores da área da saúde. De acordo com o texto referenciado, assinale a alternativa correta.
Artifícios
Artifícios
Esse parágrafo finaliza com uma pergunta. O que fica subentendido a respeito dessa pergunta é: