O inventor do telefone, Alexander Graham Bell, talvez se
arrependa de sua criação, assim como Santos Dumont
ao ver aviões na guerra. Hoje em dia, o celular está
sempre presente, colado aos ouvidos de todos. Dona
Maria do Socorro, sertaneja e mãe do autor, reflete sobre
sua vida sem telefone: conheceu o marido, casou, teve
filhos e cuidou de tudo sem um único telefonema.
Ela, que só usou telefone após os 50 anos, está
indignada com parentes e amigos que vivem presos ao
celular, comparando-os a frei Damião com cabeças
inclinadas. Propõe que voltem a conversar nas calçadas,
sem esses aparelhos.
Antes, a maior ansiedade de dona Socorro era esperar
pelo carteiro. Sem o telefone, o dia seguinte era mais
tranquilo. Antigamente, tudo dependia do encontro
pessoal. A onipresença do celular em relações amorosas
e comerciais não existia. Uma carta ou um recado pelo
rádio bastava para casos de sumiços.
No passado, o amor e os negócios não dependiam da
onipresença digital. Casanova amou centenas de
mulheres sem telefonemas e muitos prosperaram nos
negócios sem telefone. Para boas conversas, a
recomendação de Jeca Tatu: mate uma galinha gorda e
convide para comer.
No texto, a reflexão de Dona Maria do Socorro sobre
sua vida sem telefone serve para destacar uma
crítica à dependência atual dos dispositivos móveis.
Qual das alternativas melhor exemplifica essa
crítica?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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Parabéns! Você acertou!
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