Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1299285 Português
O poder dos ultrajovens

     “Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”, escreveu Carlos Drummond de Andrade no final dos anos 1960, em uma crônica que versava sobre o embate de um pai com a filhinha em torno de uma __________. Ele insistia, ela ignorava. Ele repetia, ela se mantinha firme em seu propósito. Ele tergiversava, ela o lembrava do que queria. Ela ganhou por coerência. Ele perdeu por não entender a dinâmica dos tempos. A premissa é mais atual do que nunca. A força do poder ultrajovem é inexorável.
     De acordo com pesquisas __________, se depender da geração que tem por volta dos 20 anos, estão encrencados os hotéis, as lojas de departamentos, as cadeias de restaurantes, a indústria automobilística, o comércio de diamantes, a produção de guardanapos e de canudinhos.
     Eles resolvem a vida (para o bem e para o mal) pelo celular. “Eles se tornam personagens de suas próprias vidas, preocupados com narrativas, contextos, motivações. Estão sempre esperando pelo terceiro ato – que nunca chega”, disse um estudo da Box1824, conduzido pelos pesquisadores Sean Monahan e Sophie Secaf, nos Estados Unidos, sobre o que chamaram de GenExit, a geração que opta por experimentar novas possibilidades identitárias, mais livres e menos deterministas.
     A principal distinção dos ultrajovens é a necessidade de estar conectado o tempo todo. Os smartphones são sua porta de acesso ao mundo; 43% dos jovens não vão ao banheiro sem seus celulares. O aparelho é tão importante que 42% deles afirmam que deixariam de ir à academia se não pudessem levá-lo.
     A fixação por smartphones atinge outras faixas etárias, mas, no caso dos ultrajovens, deu origem à “era da distração”. A fartura de dispositivos conectados à internet está reduzindo cada vez mais a capacidade de concentração. 
     Marci encara a tal distração como resultado da falta de tempo ocioso. Os “nativos digitais” não se enfadam, porque estão sob constante estímulo. Se estão na fila do mercado, não precisam “esperar”; é só sacar o celular e responder a uma mensagem ou dar uma conferida nas notificações das redes sociais e pronto: a fila andou rapidinho.

https://epoca.globo.com... - adaptado. 
Com base no texto, analisar os itens abaixo:
I. A geração que tem cerca de 20 anos evita resolver as questões do dia a dia pelo celular. II. A fixação pelo uso de smartphones é exclusividade dos ultrajovens. III. A abundância de dispositivos ligados à internet está tornando a capacidade de concentração dos ultrajovens cada vez mais reduzida.
Está(ão) CORRETO(S):
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Q1297499 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O Bicho

Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa, 
Não examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão, 
Não era um gato, 
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993)

Releia o último verso do poema:


“O bicho, meu Deus, era um homem.”


Assinale a alternativa que apresenta o sentimento expresso pelo eu lírico no verso:


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Q1297498 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O Bicho

Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa, 
Não examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão, 
Não era um gato, 
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993)

Analise as assertivas sobre o texto:


I. Na primeira estrofe do poema, as palavras “imundície” e “comida” mostram a degradação do indivíduo a quem o poema se refere.   II. A expressão “com voracidade” mostra o modo animalesco do indivíduo ao comer o que encontra nos detritos. 
III. O eu lírico é testemunha do fato. O uso da primeira pessoa comprova essa afirmação.

Está CORRETO o que se afirma em:


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Q1296685 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO

PRINCESA E O PADEIRO 

Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?

Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.

Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.

Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.

Otto Lara Resende

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro 

A partir da leitura do texto, depreende-se que:
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Q1296684 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO

PRINCESA E O PADEIRO 

Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?

Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.

Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.

Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.

Otto Lara Resende

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro 

O título do texto, “A princesa e o padeiro”, sugere uma ligação entre ambos. Tal aproximação pode ser feita pelo fato de:
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Q1296657 Português

Da leitura do texto, podemos afirmar que:

I. A pesquisa avaliou que as pessoas jogam comida fora porque não compreendem corretamente o que diz a embalagem.

II. Especula-se, pelo que o texto apresenta, que países menos desenvolvidos desperdiçam menos alimentos em relação aos países desenvolvidos.

III. De acordo com a pesquisa, os Estados Unidos são o país que mais desperdiça comida no mundo inteiro.

Quais estão corretas?

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Q1296656 Português
A leitura do texto nos leva, corretamente, a considerar que:
Alternativas
Q1296616 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



No final do texto, na linha 40, há o seguinte subtítulo, “Antes de começar”. Para que foi utilizada essa expressão?
Alternativas
Q1296615 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Segundo o texto, existem dois produtos que são bem importantes para tirar manchas difíceis, pois eles aparecem em várias misturas. Que produtos são esses?
Alternativas
Q1296614 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



É possível dizer que o texto:
Alternativas
Q1295933 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Marcos Piangers – Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marcospiangers/noticia/2018/10/gente-grande-cjn38b8sf03ui01rx7ceklmea.html - adaptação.

Considerando os processos de coesão textual, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 02, em “Se trabalhamos o tempo todo sem parar”, o sujeito está elíptico, retomando o pronome “nós”, na linha 01.

II. Na linha 02, em “isso é ser adulto”, o pronome “isso” refere-se a “é ser adulto”.

III. Na linha 22, em “que só o papai sabe fazer”, o pronome relativo “que” refere-se ao seu antecedente, “algo”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1295929 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Marcos Piangers – Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marcospiangers/noticia/2018/10/gente-grande-cjn38b8sf03ui01rx7ceklmea.html - adaptação.

Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das justificativas colocadas pelo autor para ser adulto.
Alternativas
Q1295928 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Marcos Piangers – Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marcospiangers/noticia/2018/10/gente-grande-cjn38b8sf03ui01rx7ceklmea.html - adaptação.

Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir:


I. Os filhos aprendem através da observação das ações de seus pais muito mais do que a partir dos conselhos que lhes são dados.

II. Muitos pais respondem a seus filhos que trabalham para poder lhes dar condições de vida.

III. A filha do autor foi contratada formalmente pela empresa onde o pai trabalha.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1295889 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ferrante-starnone-a-linguagem-da-ascensaosocial-23265491 - Adaptação.

Sobre o texto, NÃO se pode afirmar que:
Alternativas
Q1295888 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ferrante-starnone-a-linguagem-da-ascensaosocial-23265491 - Adaptação.

Analise as assertivas a seguir a respeito do que se coloca no texto:
I. A semelhança entre os dois textos é meramente linguística, com a repetição de termos analisados por experientes estudiosos da literatura. II. Os dois autores utilizam como metáfora a passagem de Nápoles, local de brutalidade, para Milão, cidade culturalmente superior. III. O dialeto Napolitano é considerado mais rústico e menos polido do que o italiano padrão, que marca uma posição social superior.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q1295606 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 


Considerando as ideias presentes no texto, analise as seguintes assertivas:


I. Em pouco mais de 10 anos, houve um declínio de quase 7% dos adultos fumantes em todo o país.  II. Segundo pesquisa divulgada, o vício do cigarro é mais presente em indivíduos cuja renda e escolaridade são mais baixas. Tal fato ocorre de forma mais recorrente em países como o Brasil.  III. De acordo com o texto, visto o tabagismo ser um vício, é mais difícil fazer com que os dependentes não dispendam tanto dinheiro nisso. Assim, mudanças de comportamento em relação ao dinheiro são mais difíceis nesse caso. 

Quais estão corretas?


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Q1291878 Português

A seguir, tem-se o trecho de um texto literário em que se representa uma fala espontânea.

Mas

Deixa eu falar eu não acabei ainda não deixa eu desabafar eu nunca falo

As crianças... vai acabar acordando as fico segurando as pontas aqui dentro de casa nem para trocar uma lâmpada você serve claro você tem muitas qualidades é fiel honesto trabalhador mas uma mulher uma mulher precisa muito mais do que isso muito mais

In: RUFFATO, L. Eles eram muitos cavalos. 11 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

Qual das características a seguir evidencia ser esse trecho a representação de um texto oral?

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Q1291877 Português
Leia o texto a seguir. Retina negra Sou preta fujona Recuso diariamente o espelho Que tenta me massacrar por dentro Que tenta me iludir com mentiras brancas Que tenta me descolorir com os seus feixes de luz
Sou preta fujona Preparada para enfrentar o sistema Empino o black sem problema Invado a cena
Sou preta fujona Defendo um escurecimento necessário Tiro qualquer racista do armário Enfio o pé na porta e entro
Cristiane Sobral. Disponível em: <https://pretaeacademica.wordpress.com/2017/04/26/retina-negra-por-cristiane-sobral/>.Acesso em: 10 mar. 2019.
Sobre a imagem poética construída nesse poema, é correto afirmar que
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Q1291874 Português

Em A gramática do texto, no texto, Costa Val (2002) propõe, para se ensinar “a gramática que ‘acontece’ no texto” (p. 130), uma abordagem que

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Q1291872 Português

Leia o texto a seguir.

A língua e o caráter de um povo

A linguagem é muito mais do que um meio de comunicação ou de interação social. Ela é a roupa que veste nossas intenções comunicativas, nossos pontos de vista, nossa capacidade de influenciar, emocionar e questionar. Ao enunciar num idioma e numa determinada sintaxe, não há escapatória. Há apenas um redundante beco sem saída. Somos condenados a ter uma posição. Quando falamos, expomos nossa visão de mundo, revelamos se somos conservadores, machistas, liberais, de direita, de esquerda, moderados, malucos, razoáveis e por aí vai.

A linguagem revela as intenções do usuário — e uma língua, o caráter de um povo. Em nosso idioma, então, a situação se complica, porque ele espelha nossa volubilidade e frouxidão moral. Basta que se solte um “meio proibido” para que coloquemos em dúvida o caráter de uma nação. Ora, caberia a possibilidade de que tenhamos uma situação mais proibida do que outra? Por exemplo, é proibido estacionar sobre a calçada ou é apenas meio proibido? Mas, como somos um povo normativo e trambiqueiro — que gosta de regras, mas ama quebrá-las —, a língua deu um jeito de colocar os pingos nos is, inventar uma proibição de verdade e lavrar com mão nas escrituras a sentença definitiva: “expressamente proibido”.

A nossa conjunção adversativa “mas”, indicadora de oposição e de contrariedade, revela mais do que gostaríamos de dizer. “Não sou machista, mas é que as mulheres…”. Não há dúvida de que a sequência da frase revelará o machismo que se pretende esconder ou atenuar. Basta observar que o “mas” é um reforçador do que se enuncia. Não é diferente dizer “voto em fulano porque ele rouba, mas faz” ou “não voto em fulano porque ele faz, mas rouba”?

Na selva perigosa da linguagem não há isenção na enunciação, nela não basta alardear o feito sem o bicho (fazendo uma alusão à expressão “matar a cobra e mostrar o pau”).

Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/lingua-e-ocarater-de-um-povo/>. Acesso em: 10 mar. 2019. (Adaptação)

O texto “A língua e o caráter de um povo” tem como objetivo principal

Alternativas
Respostas
32081: B
32082: B
32083: D
32084: D
32085: E
32086: C
32087: D
32088: E
32089: B
32090: D
32091: D
32092: C
32093: D
32094: C
32095: E
32096: C
32097: D
32098: B
32099: D
32100: B